domingo, 30 de dezembro de 2012

Feliz Ano Velho

Portugal está sitiado. E não é pela famosa Troika. Mas sim pelos próprios portugueses em geral. Desde logo porque a Troika não tem vida própria. Com ela assinámos (assinaram) compromissos que…, “pacta sunt servada”, como todos os compromissos devem ser, aliás.

Portugal está sitiado, assim, pela classe politica. Por aqueles que com a tal Troika negociaram. Mas também pelos sindicatos, esse bando abjeto de inúteis. Pela Esquerda esquizofrénica, por um PCP anacrónico e por um Bloco terrorista. Por um mau Governo, sem dúvida, mas por uma oposição ainda pior…, chega a ser comovente a ladainha de António José Seguro e a sua inépcia em lidar com a monumental tralha socialista, da velhada Soarista às carpideiras viúvas de Sócrates. Se pudesse, Seguro escorraçava esta escumalha do PS mas não pode e, em bom rigor, não quer.

Portugal está enfim sitiado pela generalidade dos portugueses. Um ano inteiro a chorarem sobre o leite derramado, um ano inteiro de “isto está mau e vai ficar pior”, um ano inteiro de baba e ranho. 

Portugal esta sitiado e assim permanecerá para sempre. Por mim perdíamos já hoje a independência. Na verdade já a perdemos de Facto, resta perde-la de Direito também. 

Levem-nos, invadam-nos mas…., não nos tirem o Mar Português. O Oceano, as suas ondas e as praias que elas beijam constituem a pequena aldeia gaulesa que nos resta.

Hoje vivemos apenas o ultimo capítulo de um ano absolutamente inolvidável no que a Ondas diz respeito. Um ano épico, repleto de boas ondulações, bons ventos, bons fundos, boas ondas. Um ano repleto de sorrisos, de partilha e de prazer. Um ano repleto de alegria, de vida e de harmonia. Um Feliz Ano Velho. 

Querem ser felizes em 2013? É muito simples. Desprezem que vos despreza. Corram para a loja dos “trezentos desportivos” mais próxima. Gastem o que puderem a comprar uma prancha, um fato e demais acessórios. Enfim…, abandonem tudo o resto e corram, corram para o Oceano. Corram para o Oceano sempre. Sempre que puderem. Rezem (como souberem) por anos de Ondas como o que agora acaba. E por saúde para as desfrutar. 

Feliz Ano Velho que te quero novo!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

TAP Take Another Plane



Os (alguns) portugueses querem a TAP. Mas a TAP não os quer a eles. São mais de mil milhões, repito, mil milhões de euros de passivo. 

Hoje o governo recuou e lá ficamos nós todos com mais este abacaxi nas mãos. Para gaudio de especialistas em generalidades e Migueis Sousas Tavares deste Portugal à deriva. 

E eu a a pagar isto…

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

A última ceia

Upsss.., mas…, estamos no Natal ou na Páscoa?!?

Esqueçam…, ninguém leva a mal, este é o LOL de Portugal.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Volta George Michael, estás perdoado

Gosto muito…, sou mesmo fã dos The XX. Mas…, isto não é nada. Pior que lixo, pois este, por vezes, parece ser reciclável. Ou por outras palavras…, estarei definitivamente velho, chato e rabugento?

Quero o meu Natal de volta…

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Campo Contra Campo (CLXVIII)

Amor, *****

Senhores e senhoras, meninos e meninas…, sejam bem-vindos à loja dos horrores do Sr. Haneke.

Sim, sou suspeito e cúmplice ao mesmo tempo. Suspeito porque fã do cinema do austríaco desde “Funny Games”, ainda no século passado – o original, aquele filmado com meia dúzia de tostões nas margens do Salzkammergut. Cúmplice porque…, todos somos cúmplices no cinema de Haneke. Já lá vamos…

Aqui a questão é a seguinte: se sabemos à partida que seremos torturados no escuro ao entrar numa sala para ver um filme de Michael Haneke, por que raio nos voluntariamos para tais trabalhos? A resposta é muito simples: porque Haneke é um mestre e a sua obra é brilhante.

Em Amor não é diferente. Uma porta rebenta na nossa cara, estamos dentro de um apartamento. Cheira a morte, sabemo-lo porque sentimo-lo desde a primeira frame. Mas o que raio fazemos nós ali, dentro daquele apartamento. Assim começa Amor. Em Haneke não há rodriguinhos, há cinema!

Assim começa e assim se desenrola. Se bem me recordo há um único plano fora daquele apartamento, no teatro. E mesmo nesse plano estamos cara a cara, vigilantes, com os protagonistas. Provamos daquelas refeições e estamos ali, sempre sentados à beira da cama leito de morte. Cúmplices, sempre cúmplices. Basta! 

O cinema de Haneke é assim. É difícil, incomoda. Faz-nos olhar para o lado à procura de um rosto amigo, uma saída de emergência. Como sempre há quem não suporte e saia. É a arte, estúpido. 

Em Amor assistimos impávidos mas nada serenos a uma desigual batalha daquele com a morte. Dizem que o amor destrói barreiras e vence tudo. Mas esta é uma batalha que sabemos à partida desigual.

Sim, obra prima!

domingo, 16 de dezembro de 2012

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

As descidas de divisão são como a SIDA

As descidas de divisão são como a SIDA ou como os acidentes de viação. Só acontecem aos outros… 

Isto de já ter uns anos é um aborrecimento. E de ter uns anos e ter memoria um aborrecimento maior é.

Lembro-me do Raul na escola primária. E do Victor e da Maria no liceu. Eram do Belenenses. Era o tempo dos “quatro grandes”. O Belém era orgulhosamente um deles. Lembro-me de ser miúdo. Numa tarde solarenga de domingo fui pela mão do meu pai ao Restelo. Faltavam cinco jornadas para o fim do campeonato, o Benfica tinha cinco pontos de avanço sobre um qualquer adversário e…, fomos empatar a uma bola nessa tarde de estádio cheio. Um grande resultado, ficaram a faltar quatro jornadas para o fim, tínhamos quatro pontos de vantagem (a vitoria valia dois pontos à época) e saímos da sempre dificílima ida ao Restelo sem a derrota. 

Mais tarde o Belém caiu, caiu, caiu e o impensável para o Raul, para o Vitor e a Maria, aconteceu um dia: o Belenenses desceu de divisão. Uma vez, e outra e outra ainda. 

Sem vergonha o escrevo. Naquela época em que terminámos o campeonato no sexto posto temi o pior. Na época seguinte “festejei” a conquista dos pontos que nos dariam a permanência. Já o disse, não sei se já o escrevi aqui: prefiro mil vezes ver o Benfica a lutar por títulos na Terceira ou mesmo na Distrital do que vê-lo a arrastar-se assim como digníssimo Belém. Como o Sporting. 

 “O Sporting parece caminhar a passos lentos para a Segunda Divisão” li ainda ontem aqui (link). Hoje sou surpreendido pelo destaque que o JG no seu Red Pass (link) dá a este texto de O Globo. Não somos nós que o dizemos. É um jornal feito para duzentos milhões de brasileiros. Que naturalmente vêem as coisas de forma mais distante e fria, Provavelmente mais objectiva. 

Lá no Brasil é habitual ver um histórico ser rebaixado. Este ano foi o anteriormente poderoso Palmeiras. Mais a sul, na Argentina, também o impensável aconteceu. O River Plate, um dos mais dignos emblemas mundiais, passou recentemente pelo pesadelo. Não! As descidas de divisão, a sida e os graves acidentes de viação não acontecem apenas aos outros, amigos lagartos. 

Vá, esforço, dedicação, devoção e levantar a cabeça, não consigo imaginar uma época que seja sem derby.

Zonzos

Uma imagem parada que não para quieta..., deve ser assim que os lagartos se estão a sentir hoje...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Campo Contra Campo (CLXVII)

The Intouchables – Amigos Improváveis, ***

Amigos Improváveis foi um dos muitos filmes (interessantes?) que deixei escapar do cinema nos últimos meses.

Alertado por vários amigos para o filme mais visto nas salas francesas em 2011, só me decidi pelo seu visionamento depois de um par de gargalhadas dadas com a sequência de abertura. Ok…, ok, eu vejo o filme.

Cinematograficamente banal, Amigos Improváveis, resume-se a um argumento cativante e a duas belas representações – dos protagonistas. A minha intuição estava certa…, em tempo de “aperto” é filme que dispensa perfeitamente visionamento em sala. 

No mais…, só lamento que depois das gargalhadas que todos damos durante hora e meia, nos esqueçamos com a mesma velocidade com que vimos o filme que, de facto, os preconceitos e os pré-conceitos que nos toldam a mente são das maiores barreiras que podemos encontrar na vida. Por outras palavras…, não basta elogiar intensamente esta “historia linda entre dois seres humanos tão diferentes”, há que mudar de atitude perante a diferença. Toda ela! 

Nota: pela primeira vez recorri ao serviço “videoclube” da Meo. Intuitivo, fácil de usar como qualquer das funções que a operadora disponibiliza, senti-me defraudado pela qualidade de imagem e som do filme. Inadmissível.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

A vida é um sopro

Há muitos anos vi este documentário. Tenho ideia que foi no cinema ou num auditório…, não foi na televisão. Mas não me consigo recordar do tempo e do espaço onde o vi. Não foi difícil encontra-lo na Rede.

A Fantasia. A Liberdade. Façam o favor de ganhar uma hora e meia do vosso sopro a saborear esta delícia.

Oscar Niemeyer - A Vida é um Sopro from FIAPO on Vimeo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Zero

Hoje, no Negócios, Camilo Lourenço explica bem o que vale hoje Mário Soares: zero!

Mário Soares está a escalar a agressividade no seu discurso. Na intervenção de ontem roça a legitimação da violência contra o Governo e o 1º ministro. Como explicar este crescendo de agressividade? É o desespero. Soares já viu que ninguém o leva a sério, nem sequer o seu partido (como se viu na carta aberta...). Por outro lado, os apelos à demissão do Governo estão a cair em saco roto. Ao contrário do que pode parecer, este crescendo de agressividade é bom sinal: é a confirmação de que o povo já não o leva a sério...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O corcunda fantoche

Nos últimos anos Mário Soares presta-se a um espectáculo digno de uma feira medieval. Apanhado pelos ardinas à porta de um qualquer beberete, rapidamente se digna a debitar algumas palermices. Outras vezes, são os próprios ardinas que procuram o fantoche e lhe pedem para gatafunhar umas coisas. Soares escreve, alguma populaça urra e o feirante esfrega as mãos.

Naquele que é mais um episódio deste degradante espectáculo, hoje no DN, o corcunda fantoche vai ao ponto de largar uma ameaça velada ao Primeiro-ministro. “Tenha, pois, cuidado com o que lhe possa acontecer” incita assim o imbecil à violência.

São estas as referências republicanas de Portugal…

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Radio Televisão Patética

Uma reportagem sobre uma pessoa a fazer uma reportagem (link). Deve ser a isto que chamam Serviço Público…, oh wait…

E eu a pagar isto!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Fuleco?!?

Fuleco (link)..., perdoa-lhes Naranjito (link, link). Eles não sabem o que fazem!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O último jogo do Grande Torino

Quis o destino que o ultimo jogo do Grande Torino fosse em Lisboa, no Jamor, a 3 de Maio de 1949. O Grande Torino, provavelmente a melhor equipa de futebol de todos os tempos, perde nesse dia com o Benfica por quatro bolas a três, num jogo de homenagem a Francisco Ferrreira (link). No dia seguinte dar-se-ia a tragedia de Superga.

Diz a sinopse do documentário que este não pretende ser a celebração de uma tragedia mas sim a recordação da equipa mais forte do seu tempo.

Arrepiante!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Meu Brasil brasileiro

O papai ia “morrendo”. Varias vezes. Mas ainda não foi desta.

Finaram-se as férias no Brasil. Sim férias, pois de viagem este tempo pouco teve – não sei se me faço entender…

Com todas as suas idiossincrasias. Com todos os seus paladares, cheiros e vincados contrastes, qualquer passeio ao Brasil daria um mês de pequenos posts. Foram umas férias cheias, por vezes fascinantes outras nem tanto assim. O que importa é que no final tudo deu certo. E se algumas coisas não deram foi porque o final ainda não chegou. 

Tomem lá disto…

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Parece o Estádio da Luz

Tal e qual. Nos altifalantes canta-se uma coisa. Nos topos…, outra completamente diferente. A diferença está mesmo na dimensão da coisa. Aqueles rapazes dos Monty Python não fariam melhor…, genial!

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dia histórico para o surf português

Dia incrível…, incrível e histórico para o surf português. Tiago Pires dominou os seus adversários e venceu o 6* das Canárias – apenas a segunda vez que o faz fora da Ericeira. 

Não era um campeonato qualquer. Apesar de ser um campeonato de segunda linha era a prova dos “entalados”. Com excepção do top-20 mundial, estavam lá quase todos os melhores surfistas do mundo. Uns na busca da ansiada requalificação para o Circuito Mundial outros na tentativa de subir a tal Olimpo. 

Saca não se limitou a vencer. Foram suas as duas melhores ondas da prova bem como o melhor “score” do evento. Como alguém notou, o surfista de Lisboa não esteve um minuto em segundo nos quartos-de-final e na meia-final. Na final, assim que fez a sua primeira onda, ficou logo em primeiro, de onde nunca mais saiu. Saca venceu e convenceu. Como dizem os “nosso amigos” do lado de lá do Atlântico: escovou! 

Mas não basta. Com este resultado Tiago Pires, praticamente, assegurou a presença na, cada vez mais, restrita elite mundial em 2013. E convenceu os mais cépticos  onde eu me incluo, o que o seu actual momento de forma indica: Tiago Pires é um dos melhores surfistas do mundo. Parabéns!


Dia incrível e histórico ainda porque um outro surfista português (não se deixem enganar pelo nome) levantou o caneco de Campeão Europeu de Surf. Parabéns Marlon Lipke, moço marafado. 

Se em Portugal, fora dos nichos, existisse verdadeiro jornalismo desportivo, amanhã as primeiras paginas destacariam tais façanhas. 

Se dúvidas existissem aqui está mais um aprova: os desportos de ondas andam claramente em contra-ciclo com o país!

Dia de eleições no Benfica

Que não respeitem os actos eleitorais da República eu até compreendo..., que avacalhem o acto eleitoral do Sport Lisboa e Benfica é que lamento. 

A campanha eleitoral terminou; respeitem-se a vós próprios e respeitem o Glorioso Sport Lisboa e Benfica! E a sua herança Democrática enquanto Valor. 

As urnas encerram apenas às 22 horas. Ide votar!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Os desesperados



Compreendo bem o desespero do povo de esquerda iliberal; tantos anos à espera da revolução e quando finalmente o terreno fica fértil a malta quer é “Cristianos Ronaldos” e chafurdar na lama com as “Casas dos Segredos” desta vida. 

Restam meia dúzia de “artistas” e palhaços e outra meia que fica no conforto do lar a mandar as habituais bocas para a geral: “agora é que é! Bora! Carrega!”. Este é um momento histórico para esquerda iliberal em Portugal. Possivelmente não haverá outro no espaço de um geração, pois a receita para as nossas maleitas arde mas cura (link) – apesar de eles teimarem em não querer ver. 

Para piorar o cenário de “artistas” e palhaços…, ainda por cima começou o Outono a serio. E quem é que vai fazer revoluções com chuva e frio...?

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Banda sonora dos dias que passam

No passado dia cinco, vinte e três dias depois de ter nascido, a NASA dá a Nadine por falecida (link). 

Nadine foi depressão tropical, tempestade tropical, furacão, perdeu força ao beijar os Açores passando a ser um ciclone subtropical, renasceu e voltou à categoria de furacão. Voltou a “tocar” nas ilhas e findou a sua épica vida. Nadine é um caso raro de longevidade entrando mesmo para o top-5 das “Longest-lived Atlantic tropical cyclones“ (link). 

Depois de tanta “voltinha” pelo Atlântico, os restos mortais de Nadine vieram aqui ter connosco; tendo ainda tempo de nos proporcionar cinco a seis dias de ondas de classe. Agitou as areias nas praias portuguesas e ofereceu horas de prazer a quem dele pôde e soube tirar partido. 

Nadine merece o nosso respeito e a nossa vénia. Obrigado Nadine! 

Yes, yes ps

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

RIP Público

14 de Fevereiro de 2007, citava (link) Daniel Oliveira e escrevia “um jornal não é um sabonete”. Mais: “o “Público” morreu”. Tinha ficado apenas o “P”.

1 de Novembro de 2009, “um novo começo ou um fim anunciado”, perguntava (link).

5 de Março de 2010, embora cheio de saudades, “duvido que algum dia volte para ti “´Público””, afirmava (link). 

10 de Outubro de 2012, isto (link). 

Este post não é (apenas) sobre o Público. Este post é sobre a blogosfera em geral e o Arcádia em particular. Os blogues são assim, têm memoria. Os blogues não podem morrer, como os jornais.

domingo, 7 de outubro de 2012

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A nova cassete

Lido por ai: "Os nossos socialistas falam em slogans: "somos pelo crescimento", "não somos por este caminho", "temos alternativas". Depois em repeat: "somos pelo crescimento", "não somos por este caminho", "há um caminho alternativo". Não saem disto. É a nova cassete. Assim também eu conseguia fazer política.".

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Pode o Público ser um imenso pântano de ignorância?

Como alguém terá dito um dia: “só acredita em jornais quem nunca leu uma notícia sobre si próprio”.

Não tendo mais nada para fazer decidiu o Público, por estes dias, publicar uma serie denominada “Mar Português”.

Só hoje tive a oportunidade de ler o texto de Alexandra Prado Coelho onde se questiona se “pode Portugal ser um imenso país do surf”. A pobre da Alexandra, que do mar só deverá conhecer o nome, gatafunha aqui (link) um imenso charco de lugares comuns.

Mas a isso, enfim, já vamos estando habituados na comunicação social da tugalândia. Grave é dedicar o texto ao tema dos desportos de mar que se praticam no litoral, os desportos de ondas, apenas a um desses desportos: o surf.

É grave não porque olvide todos os outros deporto de ondas, mas sim porque o texto em causa, de forma autista, assume o surf como o único desses desportos que nos pode “salvar”: As ondas estão aí. E o mundo já sabe disso. Como vai o país gerir este potencial é que parece ser uma pergunta à espera de respostas, lê-se.

As ondas de facto estão ai – há milénios. Os desportos de ondas idem – há umas décadas. Infelizmente, a ignorância do jornalista chico-esperto e do pateta que compra “a sua obra” também se mantem a mesma.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Tenham medo

A melhor prova de que o "tempo da impunidade" acabou é a reacção pateta, patética e absolutamente desproporcionada da tralha socialista às declarações da ministra da Justiça (link, link).

Sigam o líder e fujam para Paris…, se ainda forem a tempo!

Dias cruciais



Há sensivelmente ano e meio que ouvimos e lemos na comunicação que “esta semana será crucial”…, hoje e amanhã “são dias cruciais”. Obviamente, não eram, nunca foram. Até que, finalmente, chegámos aos tais “dias cruciais”. E como na velha história de Pedro e o Lobo agora já não há fazendeiros que nos protejam.

Estes sim, serão dias cruciais. Camilo Lourenço explica – uma vez mais muito bem – aqui (link) porquê.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

terça-feira, 25 de setembro de 2012

A menina que não é menina nenhuma

A menina que ficou conhecida por ter abraçado um Robocop no passado dia 15 de Setembro e que disse ao Público - num texto acefalamente partilhado nas Redes Sociais (link) – não acreditar em partidos, nem no dinheiro…, vem agora dizer à Revista VIP: "gostava que (esta súbita fama) me desse uma oportunidade profissional" – atividade essa a ser desempenhada “pro bono”, deduzo. 


Na semana passada perguntei, ingenuamente no twiter, de que planeta terá chegado tal criatura? Ingenuamente sim, pois efetivamente esta menina não é menina nenhuma. Vem do mesmo planeta que aqueles mentecaptos que estão metidos na Casa dos Segredos, estando pronta para brilhar perante a mesma plateia que conduz tal vómito humano ao topo das audiências televisivas. 


No fundo isto é apenas mais um retrato do Portugal contemporâneo. O país que (cada vez mais!) tem o que merece.
[Créditos ao Pedro Rolo Duarte onde (link) fui surripiar as imagens]

Há quem diga…

…que estamos perante o disco do ano.

 “An Awesome Wave”, álbum de estreia do quarteto Britânico denominado Alt-J (∆). Não sei se partilho do chavão. Mas sei que estamos perante um som refrescante e estimulante num ano musical que até prometia muito mas que até agora…

 Excelente…, bela descoberta! 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Aquele momento…

…, e quando um “gajo” pensa, agora sim estou a “dar-lhe bem”. Quando aquela (aquelas…) manobra que se anda a treinar há meses começa a aproximar-se da perfeição. Quando o “nunca meti tão bem para dentro como nas raras e belas tocas que encontrei neste verão” não nos sai da cabeça…, surge aquele momento em que chega a primeiro verdadeiro swell de Outono (e este nem sequer foi um swell, digamos, hooowwww) e nos oferece um sumptuoso banho de humildade. 

Hoje foi o momento. 

Mas foi também o momento de parar, encher os pulmões de maresia fresca, sorrir e exclamar: os desportos de ondas, são das coisas no mundo, das melhores que tão bem funcionam como metáfora da Vida!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bom dia daqui fala o morto

Como já escrevi diversas vezes…, a culpa não é dele, do senhor dez por cento. A culpa é de quem lhe mete o microfone nas mandibulas.

Como já escrevi diversas vezes…, sempre que Mário, o Zombie, aparece a uma porta qualquer, está um séquito de imberbes ardinas para recolher a sua sapiente verbe.

Como já escrevi diversas vezes…, perante isso nada mais resta ao avô dos proxenetas da classe politica tuga. Fala.., fala…, fala…, fala… (link, link).

Soares pode morrer? Não, faz falta à Nação!

Perdão, enganei-me na pontuação. Soares pode morrer, não faz a falta à Nação.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Quer andar à toa? Vote no Costa de Lisboa

Nós merecemos!

Magnifico texto de Camilo Lourenço - mais um - no Negócios. Lamento concordar. Mas, muito provavelmente, este (link) é o nosso destino. Nós merecemos!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

António José Sócrates

Hoje pelas oito da noite os portugueses puderam assistir em directo e a cores a um verdadeiro pesadelo…, já lá vamos.

Cá na santa terrinha existe um colossal equivoco entre acto e efeitos do acto.

Seguro anunciou o voto do PS contra o Orçamento do Estado (OE) de 2013 e revelou que se o Governo mantiver proposta de aumento da TSU para os trabalhadores, o partido apresentará uma moção de censura (link).

Vamos por partes: o PS vai votar contra o OE (acto). O OE será ainda assim aprovado (efeitos do acto). O PS apresentará uma moção de censura (acto). Tal moção está condenada ao fracasso (efeitos do acto).

Dois actos. Dois actos que não produzirão efeitos. Um país de palhaços. Eles são os ricos, nós somos os pobres.

Todavia…, confesso que quando se soube que Seguro falaria ao país às solenes oito da noite, esperava que o líder da oposição viesse comunicar que tinha pedido a Cavaco a dissolução do parlamento, eleições antecipadas ou mesmo um Governo de iniciativa Presidencial. Nada disso. Seguro limitou-se a glosar as iniciativas da Esquerda marreta e pré-histórica. Contra o Orçamento mais Moção de Censura igual a nada.

Nada. É o que vale a oposição em especial, pelas suas responsabilidades o PS e António José Sócrates. António José Sócrates? Sim, voltemos ao pesadelo. O que hoje assistimos naqueles breves cinco ou seis minutos (sem direito a perguntas, note-se) foi ao regresso triunfal de Sócrates travestido de António. A mesma arrogância, o mesmo despeito, o mesmo desprezo. Tudo igual…, com exceção da eficácia na leitura do teleponto. 

António José…, se foi para isto que tiveste tanto trabalho para chegar ao topo da mafia cor-de-rosa mas valia estares quietinho. O original José Sócrates era bem mais eficaz!

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Então é este o nosso Salvador...

Faltam-me as palavras para descrever e caracterizar a cretinice que está a ser feita por Antonio Costa e pela sua trupe de imbecis no Marquês de Pombal.

Esta cavalgadura, eleita com os votos do costume – aqueles que passam a vida a “deitar” em lunáticos e que agora tanto se queixam da malvada austeridade – assume com clareza que “o principal objectivo” do hediondo crime que está a ser cometido ali “é a redução do tráfego automóvel”.

Ou seja, gastou-se uma pipa de massa para fazer um túnel que no final provou que melhorou substancialmente o trânsito naquela zona da cidade e agora isto. E isto é tão só a vingança final. Destruir de vez o que Santana Lopes melhorou. Sim, melhorou!

A Estação Fluvial do Marquês de Pombal… Tudo isto tem muita piada mas não tem graça nenhuma. Foi assim, é assim que os Patos Bravos Socialistas destruíram e destroem paulatinamente, com rigor metódico, o país onde vivemos e que alguns dizem amar.

É neste Midas do esterco – tudo o que Costa toca rapidamente em merda se transforma – que alguns acreditam. O profeta Costa; António o Salvador.

É ver a brilhante reportagem por favor.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Considerem-se avisados…

Muito mais do que um mero texto sobre Bolsa…, um extraordinário artigo (link) de Ulisses Pereira no Negócios.

...apenas por curiosidade, o principal índice português fechou hoje nos 5172 pontos (link). Depois não digam que não foram avisados.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Oposição low-cost?

Não há muito a dizer. É somente ler mais este (link) excelente texto de Camilo Lourenço.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Assim vai o mundo


Classificação actualizada

Lido por ai...

Reticências - 3 Pontos; 
Dois Pontos - 2 Pontos; 
Ponto e Vírgula - 1 Ponto; 
Ponto Final - 1 Ponto; 
Exclamação - 1 Ponto; 
Interrogação - 1 Ponto; 
Sporting - 1 Ponto; 
Vírgula - 0 Pontos; 

 Sublinhe-se que apenas o Sporting tem jogos efectuados!

Genial!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Tubarão ataca em Santo Amaro de Oeiras

Este filme (link) não mostra nada…

Esta imagem inédita e exclusiva aqui no vosso Arcádia é que deve ser retida…, tenham medo!

Um WC na praia

Não é só lá mas sim um pouco por todo o lado.

Leitura atenta para este post (link) do André Carvalho. Maldito Agosto…

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Época de teatro

No Sábado passado o Benfica jogou contra a Companhia de Teatro Circo
Estou desejoso para o derby com a Cornucópia...

terça-feira, 21 de agosto de 2012

É o que dá as adaptações


Lá está... nem a octogenária deveria ter sido autorizada a "restaurar" a pintura, nem o Melgarejo devia ter sido posto a jogar a defesa esquerdo:

Tubarão avistado em Mil Fontes imagem exclusiva

Em Agosto já se sabe: os media não param de dizer palermices.

Como se pode ver pela imagem inédita e exclusiva o tubarão avistado junto a Vila Nova de Mil Fontes é bem maior que o metro e meio anunciado (link).

É enorme, feio e mau. Por pouco não devorou o surfista na imagem. Ele anda ai. Tenham medo…

domingo, 19 de agosto de 2012

Zero à Esquerda

A falta de laterais no Benfica é matéria antiga: nos últimos anos sucederam-se as adaptações, três bem sucedidas (Miguel, Coentrão e Maxi Pereira), e uma série de maus resultados (v.g. Luís Filipe). Dos jogadores contratados para a posição só Léo foi indiscutível (nem Fyssas, um "Messi" perto do que temos tido, era bem visto).
Resultado? À direita, se Maxi não puder jogar, não haverá ninguém para substitui-lo. À esquerda, zero. Melgarejo tem tudo para se tornar num extremo de classe e está a ser queimado, e Luisinho é uma incógnita.
Curiosamente, há pouco tempo o Benfica despachou um lateral internacional, Daniel Wass, e remeteu para a equipa B um outro lateral internacional, o francês Carole.
O campeonato começou. Mas no Benfica há quem ainda pense estarmos na pré-época...

Um desejo chamado equivoco

Conta-se que um dia ao chegar ao Parlamento, Churchill teria um jovem deputado à sua espera e este lhe terá dito apontando para a Bancada Trabalhista: “então é ali que se sentam os nossos inimigos?”. Ao que Churchill lhe terá respondido, “não, ali sentam-se os nossos adversários, os nossos inimigos sentam-se aqui ao nosso lado”.

Passaram-se mais de três meses e meio sem ter escrito uma linha sobre o Benfica. Não foi necessário. Aqui (link) da última vez que o fiz, ia tudo dito.

Foi de facto um defeso penoso, mas sempre na esperança de que no dia de hoje dessemos entrada num “elétrico chamado desejo”.

Tantas horas, tantos dias, meses para mais do mesmo. Deixo a análise para outros que sabem muito mais da poda que eu. O tempo passou e Jesus nada aprendeu. A mesma grandiloquência, a mesma teimosia, os mesmos equívocos.

Não é sequer o resultado que está em causa. Até podíamos ter perdido o jogo, goleados. É tudo aquilo ser um enorme deja vu.

Jesus é responsável pelo melhor futebol que vi em anos e anos na Luz. Mas responsável é pelas maiores patetices que vi no mesmo local.

Basta. Hoje deponho, envergonhado, a espingarda com que sempre tenho defendido o atual treinador do nosso Querido Clube e passo-me para o lado dos “inimigos” que tão bem Churchill descreveu.

A menos que algum milagre suceda, em vez de check-in num “elétrico chamado desejo” hoje entrámos apenas num desejo chamado equivoco.

Chega disto!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O crime compensa

Agosto segue lesto.

Entretido com o diz que disse do dia-a-dia ou envolto em bolas de berlim com areia o tuga, de uma fora geral, ignorou olimpicamente um dos maiores escândalos de que tenho memoria.

Refiro-me a isto (link) que até fez a capa do último Expresso – o tal jornal que todos compram mas ninguém lê.

É absolutamente espantoso. Eu, tu, qualquer um de nós, trabalha e paga anualmente de forma honesta uma pequena fortuna em impostos.

Já os traficantes de qualquer espécie, de armas, influencias, droga, órgãos ou mesmo pessoas são recompensados com este (link) magnifico Regime Excepcional de Regularização Tributária – nome estupendo para tamanho escândalo – que em bom português significa: o criminoso pode trazer o dinheiro para casa (nós nem sequer perguntamos onde o ganhou) pagando apenas “uma taxa de imposto de 7,5%, mas ficando isentos de outras penalizações” – taxa de imposto não faz sentido, eu sei; mas é o que diz a notícia…, [jornalistas].

Mais…, o fantástico de tudo isto é que a notícia é servida em bandeja de prata como quem diz “estão a ver…, conseguimos trazer de volta à economia nacional uma pipa de massa…, somos mesmo bons”.

Brilhante…

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Está em Paris para não ser preso, obviamente

Como se diz na tasca…, “cada cavadela, cada minhoca”. Agora são os helicópteros (link). Assim, sub-repticiamente…, em Agosto para que ninguém dê muito por ela…

O legado dos Governos de Sócrates e dos seus amigos é cada dia que passa mais e mais pesado. De certa forma sorrio a bom sorrir com noticias assim. Não foi por falta de aviso.

Votaram nele uma e outra vez. Todos os que o fizeram merecem a bom merecer as dificuldades porque hoje passam.

Pode ser que aprendam…, ou não!

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Os Homens também leem “As Cinquenta Sombras de Grey”? (II)


Estamos perante um daqueles fenómenos inexplicáveis de literatura paupérrima. Inverosímil, tão modesta e mal escrita (provavelmente mal traduzida também) que nos infecta inexoravelmente – não faço ideia do que é que isto significa mas achei que este palavrão ficava aqui a matar. Dizia eu...

E isso é necessariamente mau? Nem por isso. Ler nunca fez mal à saúde e o sexo (seguro!) também não. Ler sobre sexo muito menos.

“As Cinquenta Sombras de Grey” não é melhor nem pior do que a Maria, a Nova Gente, as novelas que o Record faz com as “transferências” do Benfica. Não fica sequer muito longe de palermices que toda a gente vê na televisão como  House ou outro Grey, o da Anatomia – neste caso só é manifestamente pior na banda sonora, vá.

Na verdade “As Cinquenta Sombras de Grey” apresenta-se como um livro simples e patético como a época em que estamos; ou seja, ideal para consumir avidamente como se da menina Anastasia Steele (substituir por Christian Grey, conforme os casos) nos tratássemos.

E há coisas com que nos cruzamos sem querer bem piores do que “As Cinquenta Sombras de Grey”. Querem ler? Este texto sobre o próprio livro (link) por exemplo – já nem falo sobre o blogue todo para não dizerem que faço generalizações.

E digo mais. Só não devoro já o segundo volume da parvoíce porque só sai em Outubro.

Trinta e cinco segundos

É o tempo que vos peço para “perderem”.

Os primeiros trinta e cinco segundos deste vídeo. Com o som bem alto, já agora. Ver o resto já é meramente opcional...

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Os Homens também leem “As Cinquenta Sombras de Grey”?

É incontornável. Já todos leram ou falaram sobre “As Cinquenta Sombras de Grey”, o primeiro livro de uma trilogia que pulveriza recordes de vendas – diz a comunicação social que só este primeiro volume vendeu mais do que todos os Harry Potter juntos, sendo ainda o primeiro livro a vender mais em formato digital do que físico.

Sem ligar muita importância li algumas críticas mais ou menos arrasadoras; mas o que me chamou definitivamente a atenção foi o tweet de uma amiga que dizia para outa qualquer coisa como…, se queres soft-porn de qualidade tenho aqui algumas coisas interessantes no meu kindle. Uhhmmmm…

Eis que, de forma surpreendente, o livro aparece no meu quarto. Assim, sem mais nem menos – lugares comuns patéticos como o que acabei de escrever são fruto de uma leitura intensa do livro em questão. Ri-me.

Comecei por amaldiçoar tal aparição mas…, não resisti – a que é que isto saberá, questionou o meu Ulisses interior. Voltei a rir-me agora com um ar safardana.

E então? Então estamos perante um daqueles fenómenos inexplicáveis de literatura paupérrima. Inverosímil, tão modesta e mal escrita (provavelmente mal traduzida também) que nos infecta inexoravelmente – não faço ideia do que é que isto significa mas achei que este palavrão ficava aqui a matar.

[continua…]

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

“O surf é uma coisa que podemos fazer para sempre”

Steve Johnson. Quem? Pois…

Esta extraordinária entrevista de Sara Sanz Pinto publicada no jornal i da passada segunda feira (link), para além de um excelente furo, é digna de ser lida, relida, assimilada, partilhada…

Steve Johnson é um amante do mar. Veterano do Vietname, sobrevivente ao cancro, feliz contemplado com uma matinal num Carcavelos perfeito e sem ninguém por perto – numa sessão no inicio dos 70 que ainda hoje recorda – e uma das primeiras pessoas a introduzir o surf em Portugal. Steve Johnson é sobretudo um homem feliz. É obra!

Se nos focarmos naquilo que precisamos e queremos e tratarmos as outras pessoas bem, as coisas irão ter contigo, não quando as queres, mas quando for suposto. Podem chegar atrasadas, mas chegarão. Não nos podemos tornar negativos, não podemos desistir, porque o que tem de ser nosso a nós virá, quando tiver de ser.

 Steve Johnson tem tanto para nos ensinar. Ide ler, por favor (link).

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Temos heróis



Sabemos que é verão quando algumas bonitas pranchas de bodyboard e os seus valentes donos fazem a capa do Correio da Manhã.

Verdade, estou sempre a criticar o diário mais vendido em Portugal, mas hoje não posso deixar de ficar ufano com aquela imagem e com esta (link) notícia muito escorreita.

O que importa aqui é sublinhar o seguinte: por um lado, verificar que ainda hoje, todos os dias, o povão quando desce à costa negligencia o poder e a magia (por vezes negra) do Oceano; por outro, confirmar que se não fossem os milhares de praticantes de desportos de Ondas por esse país fora o muito português fado negro e secular de temor ao mar, nestes dias de verão, cresceria diariamente.

Haja esperança…

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Mundo Maravilhoso

Ontem o despertador tocou às 5:40AM. A boleia chegou cerca de quinze minutos atrasada o que não impediu uma entrada no mar pelas 6:30AM. Ainda a noite perguntava ao dia – como o faz há milhões de anos - vamos brincar aos crepúsculos épicos?

Esta não era uma manhã qualquer. Julho, quase a gosto. Agosto quase agora. E uma rara ondulação suficiente pujante para lamber uns fundos de areia suficientemente resilientes ao tradicional flat estival. É favor juntar a ausência de vento, mega glass, diz-se em surfês e cá está: condições ideais para retirar a prancha do armário e colocar um ponto final – parágrafo, assim se quer – na ausência da arte possível do deslize aquático unicamente propulsionado por energia salgada.

Chega de poemas eventuais. Aliado ao improvável – pelo menos há alguns breves meses a esta parte – fator humano, assim se passou pouco mais de hora e meia num tão delicioso como temido Mundo Maravilhoso.

 


[Post devidamente adaptado, previamente publicado aqui (link)]

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Um Zorro pequenino

“Quem se está a lixar para as eleições está-se a lixar para os eleitores” (link). 

É com esta saída genial, digna de um Zorro menor, que o PS responde ao mais recente soundbyte de Passos Coelho. 

Fraquinho…, muito fraquinho. Eu compreendo os permanentes ataques de ansiedade protagonizados por alguns (infelizmente, a maioria) socialistas. Nem é necessário abrir os jornais, basta passar os olhos pelas capas. 

A sede de voltar ao poder é sôfrega. Afinal…, foram tantos e tantos anos de fartar vilanagem que nos estão a custar o couro e o cabelo. Mas…, tenham paciência. Aguentem e não chorem. E de caminho sejam mais criativos e façam nos sorrir como fazem as putativas piadas de Coelho e as trapalhadas do Relvas.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um Bispo profundamente palerma

Januário Torgal cava mais um episódio do espetáculo degradante (degradante para ele e para a Igreja enquanto instituição, entenda-se) que tem dado nas últimas semanas, ao afirmar (entre outras palermices) que o governo Sócrates era constituído por Anjos, sendo o atual composto por “diabinhos negros” (link) – já tinha ouvido falar em Diabos Vermelhos, negros é inédito…

As palavras do Bispo revelam varias coisas interessantes; a maior das quais, na minha opinião, é a da necessidade permanente da Filosofia aferir dos limites e do ser em si da palermice humana.

E o pobre espetáculo continua hoje no i (link).

terça-feira, 17 de julho de 2012

Ocaso Relvas

O único português que ainda não proferiu qualquer juízo de valor nem sequer um mero comentário sobre o assunto em epigrafe, vem por este meio tornar publico que não tem qualquer juízo de valor a fazer nem sequer mero comentário ao denominado “Caso Relvas”.

Era só isto…

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Este blogue acaba aqui…

Confesso. Sempre quis escrever um post assim intitulado. Mas ainda não é hoje que escrevo…, este é só a reinar. 

Pedimos desculpa pelo ar vagamente decrepito que este blogue apresenta mas a vida é mesmo assim. Os meus camaradas lá andam na deles e eu na minha. Trabalhei todo o santo fim-de-semana passado e quando assim é o médico diz que devo ficar uma semana deitado. Ora nas ondas do mar, ora na areia da praia. E eu não gosto nada de contrariar o Senhor Doutor. 

Depois…, vou viajar. Depois não, muito em breve. E já se sabe como é nestas ocasiões. Há mais vida para lá da Rede em geral e da Blogos em particular – cheira-me que o ar decrepito que por aqui paira deixará de ser apenas vago… 

Todavia não queria acabar os “intas” sem escrever mais qualquer coisinha…, e não foram poucas, nada poucas, as palavras escritas e ditas ao longo desta longa mas fulminante década. Já lá vai, esta e outras - décadas. 

Por isso mesmo urge (cada vez mais) a prática da escrita livre e critica – nem sempre apreciada, é certo. A tal que pode ser (é!) a arte da política da vida – passados estes anos todos continua a achar que é uma frase enorme, Nuno; estavas inspirado… 

Tudo isto para dizer nada. Ou não. Os blogues são mesmo assim, não sabiam? 

Bem…, vou andando que se faz tarde. Venham mais quarenta, com saúde. Depois, basta!

terça-feira, 19 de junho de 2012

Salva-nos Tony Soprano

Era este o aspecto, ontem, de uma das ruas próximas do Saldanha, no centro de Lisboa. Para meu espanto (deve ser só meu pois não vejo muito mais gente preocupada com a realidade) hoje algumas montanhas de merda tipo a da imagem estão maiores. O lixo acumula-se um pouco por todo o lado. Cheira a podre – ou será a Poder. Um odor nauseabundo que nos faz mudar de passeio. Só que neste passeio para onde mudámos o cenário é idêntico. Ou pior.

Não me interessa se a culpa é dos Sindicatos, da troika ou do raio que os parta a todos. Minha não é de certeza que não votei nem no Dr. Costa nem no Dr. Sá Fernandes. A responsabilidade é deles, os dois. Pelo estado lamentável em que se encontram as ruas da nossa querida cidade. Deles mas não só. Vossa também, daqueles em que neles votaram.


De repente…, parece que apenas um Tony Soprano qualquer nos poderá salvar – não me peçam para explicar como.

Que porcos. Uma vergonha!

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Arraial Pride?



Parece mas não é; é apenas um jogo de futebol…

A propósito…, andava eu a parabenizar por ai a equipa da fpf e o seu treinador quando as televisões começaram a falar nesta pequenez (link).

Não sou daqueles que saia a correr para comprar um cachecol da Checa…, mas confesso que fiquei com vontadinha…

Saber perder é bonito mas saber ganhar é lindo. Esta gente que pensa representar a Pátria e - tal como no tempo do Salazar – julga que a Pátria não se discute está duplamente enganada…, muito bem enganada.

Boa viagem…

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A lava da corrupção

Somos um país pobre de dinheiro e rico em capital humano. Mas por vezes esse capital extravasa os limites das leis penais. O último relatório do Transparency é assustador. Como nele se refere, a corrupção está a afectar cada vez mais os cidadãos comuns, no seu dia-a-dia, também em Portugal. Eu materializo: a corrupção está a destruir pessoas, famílias e empresas e, com a crise económica e social, está a expandir-se explosivamente. Não estar alinhado com ela ou lutar contra ela, ou falar dela sequer, constituem posições de risco, se não mesmo de grande sacrifício pessoal e profissional. As pessoas não querem perder o cargo, o emprego, a sua imagem de (bem)sucedido profissionalmente perante si, sua família, seus amigos. As pessoas são obrigadas a escolher entre enterrar o seu capital humano, a sua criatividade, a sua liberdade, a sua esperança numa vida melhor e o de servir as espumas do quotidiano controladas por elites unicamente focadas na manutenção e aumento do seu poder. E aqui o combate é ganho por aqueles que contam com a resignação, a indolência, a descrença, a alienação dos que votam, opinam e trabalham, mas que, felizmente, não têm tempo, saber, poder ou determinação suficientes para melhor mudar! Os corruptos contam com isso e contam também em participar no próprio processo de combate à corrupção para não desmentir a célebre frase de Tancredi, Princípe de Falconeri em O Leopardo.

Cada português tem que tomar consciência e responsabilizar-se pelas decisões e cedências que toma, por acção e por omissão, nos apoios e críticas que faz nos seus espaços de (com)vivência e intervenção (sufrágio, redes sociais, activismo cívico, etc). Se não o quer fazer activamente, no mínimo, deve ajudar quem procura combater este vulcão criminoso. A corrupção é como a massa do vulcão: pressiona o substrato como manto, transforma-se em magma depois de o quebrar e rompe a crosta em lava. E durante todo o processo consome a estrutura e os recursos do vulcão. Ela está e estará portanto sempre presente na nossa sociedade, pressionando, queimando, irrompendo, em indivíduos, famílias, empresas, e demais organizações e instituições; numa palavra, consome o que somos e o que podemos ser. A corrupção empobrece-nos e submerge-nos numa batalha individual e comunitária dura e latente. A lava não se expurga: ou se previne ou nos destrói.

SAL - Surf At Lisbon Film Fest (III)

“A Depper Shade of Blue”, *****

Não poupemos nas palavras: a abertura do primeiro Festival de Cinema em Lisboa foi inesquecível. Inesquecível? Por onde começo e onde acabo para justificar isto?

Vou tentar ser breve. Inesquecível porque estamos no São Jorge com a presença de Jack Mccoy, realizador do filme que abriu o Festival e lenda viva dos filmes de surf. Inesquecível porque este homem chorava com a salva de palmas que recebeu antes e depois da exibição desta sua obra-prima, não se cansando de elogiar aquela, nossa, lindíssima Sala.

Inesquecível porque o filme de Mccoy conduz-nos por uma viagem desconstruída pela historia dos desportos de ondas…, guiados pelas pranchas, pelos filmes, pelos homens, pelas mulheres que escreveram e escrevem paginas de gloria salgada.

Inesquecível – não sei se já disse que a Sala, principal, do São Jorge estava à pinha – porque todas aquelas almas, sedentas de Cultura de Oceano, vibraram em uníssono e intensamente com qualquer umas das frames que fizeram a noite de ontem…, um espectáculo catártico que poucos, ou nenhuns mesmo, tinham presenciado numa sala de cinema.

Chega? Talvez não. É apenas o que sei dizer de uma noite inesquecível.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

“Não há nenhum deus que aguente aquilo”

O Euro não mora aqui, por razões várias. A principal: depois dos bigodes e dos Saltillos de 84 e 86, depois da Geração de Ouro de tantos Torneios, depois da era Scolari…, esta é a selecção nacional mais antipática que conheci na minha vida.

O cheiro a azeite de Ronaldo, a bestialidade de Bruno Alves. A má disposição endémica de Paulo Bento, meu ex-colega de escola e de jogatanas no seu pátio (oopppsss, acho que nunca tinha dito isto aqui). É tudo muito fraco.

Isso não me impede de ir acompanhando a Prova como posso – esta frase diz tudo, de facto, desta vez o campeonato Europeu não é prioritário.

Mas nem tudo é mau. Há mesmo coisinhas excelentes. Algumas delas são os deliciosos textos diários de Rui Miguel Tovar no jornal i. Hoje o tema é Del Bosque, o magnifico técnico espanhol, e termina assim: Antes impunha-se, agora convence-se. Tive treinadores no Real Madrid que me diziam o que comer, que é uma tarefa do médico. Temos de ser pragmáticos e centrar-nos no essencial em vez de nos desgastarmos com assuntos menores. Um dos treinadores que tive obrigava-nos a estar uma hora em silêncio antes do jogo para conseguirmos a concentração necessária. Agora... bem, agora, vocês deviam ver o balneário uma hora antes do jogo. Põem uma música rasca que não há deus que aguente, mas serve para activar e unir o grupo.

Para ler aqui (link) na integra.

terça-feira, 12 de junho de 2012

A Noite Mais Longa



Ao contrário do que “eles” dizem, a noite mais longa não é a do Solstício de Inverno, por vezes confundido com a noite de 24 Dezembro. A Noite Mais Longa é hoje e deve ser celebrada.

E celebrar a Noite Mais Longa é cumprir os desígnios do Altíssimo sabiamente revelados por Sua Iminência (parva) D. Januário Torgal (o “D.” é de demente). “Sair à rua”, fazer “a democracia”.

Seja feita a Vossa vontade assim na Terra como no Céu. Saiamos hoje todos à rua para Proclamar Lisboa, Republica Popular e Democrática da Copofonia.

SAL - Surf At Lisbon Film Fest (II)

Confesso que fiquei algo desiludido com o Programa do SAL – Surf At Lisbon Film Fest, mas confesso também que admito que o problema seja meu e não do festival. A minha espectativa não era a de estarmos perante mais um festival de cinema (temático) em Lisboa, mas sim perante uma boa ocasião para (também) ver em Sala alguns filmes que marcaram e marcam indelevelmente a cultura do deslize no Oceano.

Ok…, esperemos que esta primeira edição seja um sucesso e que outras se sigam com mais dias, mais filmes e outras secções que não apenas a “Selecção Oficial”.

Um pouco perdido no programa valeu-me a ajuda do Diogo Alpendre (link). O Diogo recomendou-me alguns filmes, entre eles, este “Come hell or high water” cujo trailer é simplesmente delicioso. Para ver sexta-feira, dia 15, no São Jorge pelas 22h45.

 […para quem gosta de ukuleles e pura diversão fica mais uma sugestão: logo após esta sessão tocam na Sala 2 do icónico cinema alfacinha os magníficos Voodoo Marmalade; ver para crer!]

 

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Estou chocado

Afinal o senhor do barrete esquisito que está imediatamente abaixo deste post e nunca nada fez na vida mama (perdoem o meu francês…) “uma pensão de 3687 euros e um suplemento de condição militar de 737, totalizando 4424 euros por mês” (link).

É caso para dizer: estou chocado. Mais…, fiquei “com vontade de pedir ao povo para sair à rua para fazer a democracia”.

Guilhotina já para imbecis deste calibre!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Este caiu no cálice do vinho…


…ou terá mergulhado num casco de carvalho, do bom?


Ouvir radio pode ser uma actividade perigosa, não façam isto em casa (ou noutro local qualquer), pelo menos sozinhos. Há pouco ouvi esta bestialidade (link) na TSF e…, “estou chocado”. Um pobre de cristo qualquer que nunca nada terá feito na vida…, que vive às custas da ignorância popular disse “ter ficado com vontade de pedir ao povo para sair à rua para fazer a democracia”. Eu também.

Eu também fiquei com vontade de fazer “a democracia” depois de ouvir este papagaio, perdão, Januário. Mas democracia à moda da Revolução Francesa revista e aumentada. Fiquei com vontade de ir para a rua, enforcar o último padre nas tripas do último _________ (preencher a gosto).

Ide cavar, malandro; Amen!