quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

O opus de Timberlake?

Dizem dele, ser o príncipe da pop. Dizem dela, ser a princesa de Hollywood.
Escrito por um Cassavetes (Nick). Realizado por Samuel Bayer.
Desejo. Amor. Morte. Sem epifanias. Ou como podem acabar certas brincadeiras “late night, hard core” com miúdas loiras e sexys.
Nove minutos e meio de luxúria; naquele que por certo será o videoclip do ano. E um dos melhores de sempre da pop. A ver e ouvir com muita atenção.

O miserável jornalismo desportivo português

No Name "roubam" Marcha do Sporting para Simão podemos ler hoje na primeira página do pasquim desportivo O Jogo.
Confesso que quando vi o título tive dificuldade em compreende-lo. Associei “marcha” a andar depressa e aquilo não fazia sentido nenhum. Depois de duas ou três leituras fez-se luz. Mas continuei sem perceber a mini-manchete. Os No Name Boys já roubaram essa marcha há pelo menos três anos, o que faz desta noticia um verdadeiro caso de viagem no tempo.
Mas, lendo a noticia (link) as mentiras e anacronismos não ficam por aqui.: “O camisola 20 é o único jogador do actual plantel encarnado com honras de cântico personalizado”.
Eu sei que o assunto é apenas o mais importante das coisas menos importantes; o que ainda assim o torna demasiadamente importante para vechar um dos elementos fundamentais do espectáculo futebolístico: nós, os adeptos!

O Grande Português de Sempre

Na selecção do Grande Português de Sempre (RTP) deveria atender-se que o conceito Grande não é qualitativo, mas quantitativo. Daí que, de certa forma, não perceba a razão do concurso O Pior Português de Sempre, feito pelo Inimigo Público. Dá a ideia de que o programa da RTP vai eleger o Melhor, o que não é necessariamente verdade. No entanto, sente-se a incerteza, porque confunde-se Grande com Melhor. Até a palavra Maior é equívoca, no nosso linguajar. Por exemplo, o pior português de sempre, para mim, e dentre as pessoas que se destacaram na influência da vida dos portugueses e que tenhamos conhecimento, é Salazar. Este gigante português de estatura média é um grande português, alguém poderá discordar disso?! Para exercer poder político durante aproximadamente 48 anos é mesmo um dos maiores portugueses de sempre! E dos mais duradouros e resistentes, também. Por isso, acho que ninguém deve ter medo da grandeza de Salazar, porque a genialidade e a moralidade não fazem parte do conceito. Sobretudo o último, pois, se fossemos por esse caminho estreito interpretativo, D. Afonso Henriques, Álvaro Cunhal, D. João II, Marquês de Pombal, Infante D. Henrique e Vasco da Gama não poderiam constar na lista. O respeito pelos valores humanos, aliás, não é a pauta de vida que dá mais fama ou reconhecimento. Olhe-se para a lista dos 10 mais e conclua-se quem está em (esmagadora) minoria.

Lições de uma audição pública americana

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Proposta

Dado as justificações me parecerem óbvias, vou atalhar para a proposta que quero aqui deixar e que é a seguinte: porque não fazer uma sondagem nacional sobre os líderes de opinião em todas as áreas da vida portuguesa, com uma pergunta que me parece fundamental -

Quem é a pessoa mais fiável para a opinião pública portuguesa?

É tempo de a própria 'opinião pública' se pôr à prova e, por uma vez, ser objecto de escrutínio público. Sim, porque a 'opinião pública', grosso modo, não são as manifestações de rua, nem os cidadãos emergentes nos meios de comunicação social. A opinião pública é os seus líderes, ou seja, os cidadãos mediatizados (bem e mal) pelas suas opiniões periódicas. Acresce que fiabilidade não é a mesma coisa que popularidade. Alberto João Jardim é popular, mas não é fiável. Assim como Desidério Murcho, Gomes Canotilho ou Júlio Machado Vaz, por exemplo, são assaz fiáveis, mas não são nacionalmente populares. Ou seja, por outras palavras, não é o n.º de visitas de um blogue, nem a publicização da figura, que é determinante para a resposta à questão que lanço. Ora mais um argumento para a sua pertinência.

Assim, repito:

Quem é a pessoa mais fiável para a opinião pública portuguesa?

Antes de mais, para si naturalmente.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

O fiel de armazém

É por demais conhecida de todos a habilidade para as actividades circenses patenteada pela actividade do nosso governo maxime do seu grande educador. Parvoíce também é coisa que sabemos não faltar. O que desconhecíamos até hoje era o jeito para fazer contas à laia de merceeiro.
Tira daqui, mete dali, acrescenta nesta coluna e lava tudo com sabão em pó e tomem lá 0,4% de mais Justiça.
Teria piada se estivéssemos da Disneylandia ou no Malí. Mas não, estamos em Portugal. E o assunto é serio de mais para ser deixado nas mão de hábeis mentirosos.
A Justiça não é manteiga, ou feijão, ou arroz; muito menos pomada para os calos. A Justiça não é uma coisa que se compre na mercearia ou numa tasca. A Justiça não é um bem quantificável, mas sim qualificável. Mais (um bocadinho ridículo) de Justiça, não significa melhor Justiça.
Ora, todos os seu operadores parecem saber disso. Menos o poder executivo. Sócrates, com aquela desfaçatez que se lhe conhece, ainda conseguiu vender bem a banha da cobra. Mas aquele ministro Costa já não tem tanta manha. Vejam a sua cara nas televisões; vejam nos seus olhos como não acredita numa única silaba que debita.
Hoje o primeiro ministro revelou a sua costela de fiel de armazém. É uma lastima termos de o aturar, pois podia ganhar melhor dinheiro se nos deixasse em paz e abrisse uma padaria; ou uma tasca; uma agencia de comunicação; ou um tabloide manhoso; ou um circo, sim um circo era um bom negocio para Sócrates dirigir.

PSL

Parem as maquinas...

...deliguem-se de Los Angels e acompanhem os labios que dizem as noticias na madrugada da sic noticias.
Isto sim. É uma novidade!

A(s) frase(s) do dia [de ontem]

A subversão, o espírito crítico, o sabor a liberdade só podem vir da direita. Aqui e agora, em 2007 e em Portugal, a direita liberal significa ousadia, golpe de asa, irreverência; uma irreverência que não existe em mais lado nenhum. Nós, liberais conservadores, somos os únicos desempoeirados num país ainda coberto pelo ácaros do século XX. Henrique Raposo no blogue da Revista Atlântico

Campo Contra Campo (LXXV)

A festa inicia-se já a seguir.
Este ano vi quase todos os filmes nomeados, pelo menos aqueles que já estão em exibição em Portugal. Entregar prémios a Babel será o mesmo que ver o Cascalheira a vencer a Liga dos Campeões e os seus jogadores a serem premiados como os melhores jogadores do Mundo.
...tambem a blogosfera parece ignorar a festa!

Campo Contra Campo (LXXIV)

Countdown to the oscars...
Em tudo se sente que este é um ano mau para a industria. Basta passear pelas televisões estrangeiras para rapidamente entendermos que todos se estão nas tintas para os prémios deste ano.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Há Liberdade (LVI)

espera_por_nnes_de_feritas
Espera por Nunes de Freitas

Hoje o CRONOS é meu

"A Question of Lust" Depeche Mode

Gente embirrante


É mesmo de ti, oh pápuço, que Lisboa precisa. Pobre da minha terra que parece só atrair lixo!

A frase do dia

Calculo que os madeirenses se interessem pouco ou nada pelos métodos de Jardim, que os tiraram do isolamento e da miséria, como calculo que Jardim não se embaraçasse com escrúpulos para fazer o que fez.
Vasco Pulido Valente no Público de hoje.

"Olhem bem para o que eu vos digo"

Não gostei do Benfica de hoje; como não tenho gostado do Benfica muitas outras vezes esta época. Uma equipa que entrou em campo com medo de ser feliz e que só prossegue em prova porque a defesa adversária mostrou-se demasiadamente temerária e complexada para fazer frente à equipa portuguesa.
Posto isto que venha o PSG. O Benfica tem de respeitar os gauleses. Mas não pode ter medo de os enfrentar. Na verdade nos dezasseis clubes que restam em prova o único que pode ser considerado como um grande colosso Europeu é…, o Benfica. Mais nenhuma equipa em prova tem duas vitorias na Taça dos Clubes Campeões Europeus e mais uma mão cheia de outras finais disputadas. Em prova não há papões. Apenas Sevilha e talvez Werder Bremen podem neste momento ser considerados fortíssimos adversários por lutarem, respectivamente, pela vitoria nos campeonatos Espanhol e Alemão.
Ao Benfica apenas resta assumir com seriedade a candidatura ao trofeu.
E prova-lo dentro de campo.

[E já agora deixo um desejo para o mais imediato. A vitoria frente ao PSG e o Celta de Vigo como adversário na próxima eliminatória!]

Ah!!! Aproveitem ainda este meu raro momento de (falso) fair-play: Apesar do Braga já não ser um "coitadinho" e ter no banco um treinador que é uma bestial besta achei graça à vitória dos minhotos em Itália e à consequente passagem à fase seguinte da prova. Até porque outras equipas portuguesas da "segunda circular", putativamente melhor apetrechadas, ficaram em casa a treinar para jogar hoje com uma aves…


PSL

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

N MÚSICAS VI

Gui Boratto

"Beautiful Life"

GUI BORATTO, um nome a reter na música electrónica.

«BIOGRAFIA -
Arquiteto, músico, compositor e produtor , de Sao Paulo, 1974, iniciou sua carreira no setor publicitário em 1993. De 1994 até 2004 executou trabalhos para inúmeras gravadoras, nacionais e internacionais.
Foram 10 anos de trabalho para artistas consagrados, como Pato Banton, Garth Brooks, Steel Pulse, Desiree, Mano Chao, Gal Costa, Chico Buarque, Fernanda Porto, Kaleidoscópio, Leila Pinheiro, entre outros.
Gui Boratto é diretor artístico e um dos donos, juntamente com seu sócio e irmão Tchorta, do selo independente brasileiro, Megamusic, distribuido pela Trama.
A partir de 2005 começou a dedicar-se para suas próprias produções e composições, mostrando ao público um trabalho autoral e mais conceitual. Com inúmeras licenças para respeitados selos Europeus, como Kompakt, K2, Audiomatique, Harthouse, entre outros, Gui Boratto vem figurando nos charts dos principais produtores e DJs de todo o mundo.
Cada vez mais respeitado na cena mundial Gui Boratto é um dos grandes nomes do techno brasileiro.» (excerto)

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007

Nas provas da UEFA vibro sempre pelos portugueses

quando o mar bate na rocha...

A vice-presidente do Clube de Campismo de Lisboa, que explora um parque de campismo em S. João da Caparica, perante o avanço do mar, que já destruiu parte do dique que separa aquele parque das águas, afirmou que nesse parque há pessoas e bens.
Um cidadão mais desatento olharia esta situação com algum espanto, porque é suposto que os bens nos parques de campismo sejam por natureza portáteis (do tipo, cabe numa mochila, ou - quanto muito - liga-se a autocaravana e segue-se estrada fora)...
Mas helas, a verdade é que aquilo é um parque formalmente de campismo: na verdade, assemelha-se mais a um bairro clandestino, com verdadeiras casas disfarçadas (por vezes) de tendas, com primeiras habitações próprias ou arrendadas, enfim, tudo menos um parque de campismo.
Daí a aflição daquela gente.
Resta saber se tal aflição é legítima...

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Post macho

Escrever é uma boa terapia e faz crescer pelos no peito.

Post assim-assim

Depois não digam que não vos avisei: O que resta das praias a norte da Costa da Caparica deve desaparecer entre o fim de tarde da próxima quinta feira e a madrugada de Sábado. Aproveitem o dia de Carnaval para um passeiozinho pela zona, pois a confirmar-se a previsão da ondulação para esses dias nada ali será como antes.

Post maricas

Frio. Vento. Vazio. Ausente.
Insónias. Derrotas. Castigos sem crime.
Tudo longe; muito longe.
Vazio. Cinzento.
Não faltava mesmo mais nada: chuva!

Os seis toques do MIdas

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Há Liberdade (LV)

mar_grande_tiago_silva

Mar grande

…e com a graça de Bóreas, esta madrugada enfim, o vento rodará para Norte.

Conversa de caudilho

Testículos.
Quem não tem?
Eu tenho!

Spin CML

A estratégia política do PS na Câmara Municipal de Lisboa é um bom sinal de quanto vale os interesses dos cidadãos e da cidade quando, na mesma balança, se encontram no outro prato os interesses partidários. Defender, ou agir nesse sentido, que é melhor a governação municipal de Carmona se estatelar toda por mais dois anos, com prejuízo para a cidade e os cidadãos, em razão da conveniência socialista para, assim, ganhar as eleições de 2008 com, possível e previsível, maioria absoluta, é, no mínimo, deplorável e desonesto para com a sua razão de ser: a governância local.
Espero que o PS mude a sua estratégia brevemente, ou seja requerer eleições antecipadas, caso contrário, conluirá com a inocuidade política da sucessão de constituições de arguidos - em crimes políticos - de superiores governantes (políticos), perderá legitimidade e credibilidade junto dos municípes e permitirá o avanço eleitoral das esquerdas laterais em seu prejuízo.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Os grandes vencedores da noite de ontem

O mundo ultra é coisa complexa para o comum dos mortais. E para tentar compreende-lo só lendo o Megafone. Na Luz, ontem, todos ficaram boquiabertos quando os fantásticos ultras Romenos exibiram no inicio da segunda parte uma faixa - virada do avesso - da claque sportinguista Torcida Verde. Na catedral cada qual deu o seu pontapé opinativo e no final ficamos todos na mesma. Até hoje. Grande lata a dos romenos que conseguiram numa penada dar baile aos ultras dos dois lados da segunda circular.

Quando eu for grande quero voltar a ter 7 anos

O amor é?

Há tontices (IV)

Cavaco Silva, na noite em que venceu as eleições presidenciais, com 50,6% dos votos expressos, afirmou o seguinte:
Vamos lá a ver isto por partes:
A eleição presidencial termina aqui: isto significa que Cavaco entende que a luta eleitoral e as divisões ente portugueses terminam quando o voto é exercido.
Neste exacto momento se dissolve a maioria que me elegeu: Terminando a divisão entre candidatos e entre os respectivos apoiantes, deixa de haver votantes em Cavaco, Alegre, Soares, etc., a vontade popular nascida do voto deixa de ser de parte da população e passa a ser a de toda a população.
Ora, assim sendo, e salvo melhor opinião, entendo que Cavaco mudou de agulha na apreciação aos resultados do referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, em que o "sim" ganhou com 59,25% dos votos expressos:
O Presidente da República (já agora, ele apelou à participação popular no referendo?...) diz agora que espera que as forças políticas encontrem soluções moderadas e equilibradas que possam contribuir para atenuar as divisões entre os portugueses, numa matéria que pode ter causado rupturas.
Agora Cavaco já não entende que a maioria que teve vencimento no referendo se dissolveu nessa noite, e já não entende que a instrução dada à Assembleia da República é de todo o povo português e não de apenas parte. Ou será que Cavaco intimamente entende que é Presidente de apenas 50,6% dos portugueses?...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Um jornal não é um sabonete

A frase é de Daniel Oliveira num excelente texto sobre o novo Público – provando, Daniel, uma vez mais, que quando larga a capa ideológica é um dos melhores da nossa praça.
Estou desde segunda-feira para escrever sobre a remodelação no meu jornal.
Prescindido de considerações subjectivas (e esquecendo para já a questão da gestão das colunas de opinião), penso que o novo Público deu um passo gigante no abismo da tabloidização, afastando-se de uma linha sóbria e clássica (ex. El Pais) para abraçar o colorido mundo do pasquim. Um jornal não é um sabonete que muda de embalagem mensalmente para se tornar apelativo ao comprador. Um jornal é um porto de abrigo que abraçamos para nosso conforto. E como gostamos de conhecer a arrumação das coisas que nos são queridas…
Esta vertigem do novíssimo, da cor, do ruído, do espalhafatoso é uma praga transversal que contamina as traves mestras da sociedade. Estranho foi ter ouvido tanto aplauso de parte da blogosfera…
Uma nota mais quanto à capa, usando de novo, as palavras do Daniel: o “Público” morreu. Sobrou o “P”, que parece a capa de um suplemento. Não tem dignidade.

PSL

O primeiro beijo mais ou menos como ele é e tal...

Há Liberdade(s)


terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

O fogo de Arcádia ou um postal pós-modernissimo

Por vezes mantemo-nos demasiado tempo distraídos. Outras simplesmente deixamo-nos abraçar pelo bafo quente da preguiça e não queremos saber. É difícil dizer muito em poucas palavras. Falta-nos tempo para pensar. Viver. Sentir.
A melhor prova da morte do Rock é a sua sazonal ressurreição. Ora como fantasma atormentador de sonhos. Ora como anjo que embala com asas de morfeu.
A música para ser boa não tem necessariamente de ser diferente. E nem toda a música diferente é necessariamente boa.
Começo, apenas agora, a descobrir as sonoridades impares dos Arcade Fire. Um colectivo canadiano interdisciplinar que nos surpreende pela audácia, diferença e qualidade. Este power out que vos convido a ver e ouvir para alem de ser uma animação extraordinária de inspiração Burtoniana é um exemplo vivo de ressurreição; de guitarras aguçadas e melódicas como no tempo dos New Order e cordas adocicadamente acústicas a embalar os sentidos. Tudo numa dança explosiva de morte.
Metáfora da vida?



PSL

PALETA DE PALAVRAS LVII

«La victoria del sí está llena de significados políticos. El debate ha movilizado por primera vez a amplios grupos ciudadanos y ha sido ejemplarmente democrático y civilizado. La voz del Portugal laico y moderno se ha elevado sobre el silencio del país atrasado. Aunque el no sigue triunfando en casi todos los tradicionales feudos rurales del norte y en las islas, los dos grandes núcleos urbanos, Lisboa y Oporto (donde ganó el no en el 98), apoyan sin ambages la reforma, con un 71% afirmativo en la capital y una participación próxima al 50% en ambas. En el cinturón de Setúbal, el Alentejo y el más avanzado Algarve, el sí alcanza mayorías escandalosas.»

"El Pais", hoje e aqui.

Há tontices (III)

A Justiça em Portugal está há muito colonizada por burocratas. Não deve haver juiz que não salive de satisfação quando aplica uma multa a uma parte processual por um requerimento que reputa de inútil, ou que entrou fora de prazo.
Está-lhes no sangue. O mesmo juiz é, por natureza, intolerante quanto a atrasos de um minuto ou de um dia, quando tal atraso seja da responsabilidade das partes, mas despreza as consequências dos seus atrasos de uma ou duas horas no início de uma audiência, ou de um ou dois anos para proferir um despacho saneador ou uma sentença.
Enfim, adiante:
Parece (repito, parece) que cada um dos 10 mil subscritores do habeas corpus do Sargento Gomes, foi condenado no pagamento de custas no valor de 480 euros. Um pouco mais que o salário mínimo. É o problema do nosso Código das Custas Judiciais: qualquer espirro custa dinheiro. E este espirro do habeas corpus travestido de acção popular custou muito dinheiro a muita pobre gente...

Há tontices (II)

Há tontices ( I )

Luís Delgado pensa que um referendo em que votam menos de 50% dos eleitores é vinculativo: vincula no sinal contrário da opção vencedora.
Como esta semana não houve Gato Fedorento, recomenda-se a leitura da sua crónica: é muito divertida.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

...

Acho que é mesmo possivel ter saudades do futuro. Acho.

CRONOS V

"Wicked Game" Chris Isaak




domingo, 11 de fevereiro de 2007

Mais coisa menos coisa

60% - 40%
Pronto acabou.
É como o Pedro diz, já não há noites eleitorais como antigamente.
Vou ver o episódio 7 da 3.ª série do Lost. Pois é... homem prevenido vale por dois!

É a vida

O "Não" acusa os defensores do "Sim" de só ganharem por terem feito mais campanha. Pois... o Varzim também ganhou porque se esforçou mais.
O "Não" acusa Sócrates de se ter envolvido na campanha. O que não sabem (e eu sei porque tenho um amigo que mora na América, e lá os gajos sabem destas coisas) é que Guterres esteve sequestrado numa cave (não posso dizer onde porque prometi dizer que não sabia) para não fazer estragos nas hostes socialistas. Os gajos do P.S. (e não são os do Priorado do Sião, you know what I mean...) estiveram mesmo metidos nisto.

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (XV)

Isto não se faz. Neste momento a TVI terminou; SIC, RTP1, SIc N e RTP N estão nos comerciais. Vou alí beber um copo. E depois ao W.
Amanhã há mais. Depois de almoço...

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (XIV)

Acabou. Pouco depois das nove e meia. Já não há eleições como antigamente. No meu tempo é que era bom...
Apenas mais uma coisinha: qual o valor da Lei nesta terra sem rei nem roque, onde um acto não vinculativo juridicamente, vincula politicamente?

Importa-se de repetir?

A RTP acaba de transmitir a declaração de um representante do Não, pedindo que o mesmo dinheiro que será gasto em cada aborto seja dado como subsídio a cada mulher que decida prosseguir a sua gravidez.
Toda a gente bateu palmas. Toda a gente se esqueceu que esse subsídio já existe: chama-se subsídio de maternidade, e é igual a 100% do vencimento bruto durante 4 meses, ou 80% durante 5 meses.

O valor da abstenção e do voto em branco

A abstenção tem valor? Claro que tem.
Quantitativamente tem o valor da soma dos votos que ficaram por botar na urna.
E qualitativamente? Não sei. É o problema da abstenção.
Não sabemos quantos dos votos não exercidos aconteceram porque estava sol, porque estava a chover, porque não apeteceu, porque se estava doente, ou simplesmente porque não se concordava com o recurso ao referendo. Não podemos saber.
Agora, há um voto que serve o propósito da manifestação da discordância quanto à questão perguntada num referendo e quanto às listas e candidatos em eleições: o voto em branco. O voto em branco tem a virtuosidade de gritar uma posição.
Com 36 freguesias por apurar, há 1,25% de votos em branco.

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (XIII)

Chat ARCADIA.
hoje somos um blogue de referência!

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (XII)

A peixeirada continua na SIC. Agora é a mizé a tentar vender mais e melhor peixe que o Campos.

Ainda assim...

80 freguesias por apurar.
Sim- 58,81%
Não- 41,19%
17% de diferença. Não é um sim assim tão pequeno.

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (XI)

Alguem pode questionar Sócrates, porquê e para quê se gastou uma pipa de massa com este referendo?

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (X)

Ainda bem que eu não fui saudado pelo Primeiro Ministro. Nem eu nem quase cinco milhões de cidadãos eleitores. Este, defenitivamente, não é o Primeiro Ministro de todos os portugueses.

um Sim pequeno é um pequeno Não?

Um Sim pequeno é um pequeno Não? É o que pretendem, nas intervenções televisivas, Marcelo Rebelo de Sousa, Gentil Martins, Miguel Sousa Tavares. Pretendem na secretaria o que perderam no campo eleitoral. É uma maçada a democracia quando não serve os nossos desígnios particulares...

A abstenção e o voto

Aqueles que se demitem dos seus direitos e deveres não têm o direito de condicionar terceiros.

Ganhar sem vincular

Parece claro que o "Sim" ganhou o referendo, mas que este não é vinculativo. Perante este resultado, a Assembleia da República deverá:
  • Como em 1998, actuar em consonância com o resultado do referendo; ou
  • Não actuar em consonância com o resultado do referendo.
É simples: se decidir actuar como em 1998, procederá de imediato à alteração do Código Penal, se decidir actuar de forma diversa, não alterará o Código Penal. Em minha opinião, a Assembleia da República deverá actuar no sentido daqueles que exerceram o seu dever de opinião, não valorando portanto a oculta opinião dos que, não votando, se apartaram da decisão.
Importa agora reflectir profundamente sobre o instituto do referendo, uma vez que acredito que este não é um instrumento adequado à formação da Lei Penal... serve isso sim para aferir da vontade nacional sobre questões estruturais do Estado, como a regionalização, a monarquia, a constituição europeia, etc. .

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (IX)

Vitória, vitória, vitória!!!
De Pirro, de Pirro, de Pirro!!!
...tanta parvoice junta é dificil de encontrar. Vou jantar.

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (VIII)

Hoje venço eu e todos aqueles que optaram por não se pronunciar no referendo deste domingo. A resposta uma vez mais foi clara: a maioriados portugueses (eleitores) estás- se nas tintas para consultaspopulares sobre temas aos quais não atribuem a necessária relevância. O que não significa, como muitos parecem fazer crer, que o institutodo referendo esteja em causa; muito pelo contrario, ele é cada vezmais necessário numa democracia que se quer mais adulta, madura eresponsável. O que verdadeiramente (e definitivamente) está em causa éa classe política que putativamente nos governa.
A que assistimos nos últimos dias?
Uma extrema esquerda liderada, por um lado, por um Anacleto basbaque e autista onde o discurso cada vez mais se radicaliza em direcção ao abismo e, por outro, por um anacronismo militante; uma direita refémde uma defunta democracia-cristã e parvas guerras intestinais; um centrão com ideias de palmo e meio mais à direita e conduzida peloexpoente máximo da mentiria e incompetência personificada no Sócratismo mais à esquerda. O que os portugueses hoje (inequivocamente!) deixaram bem claro é oseu desejo profundo de varrer com esta classe política; uma classepolítica bastarda, medíocre e a anos-luz da grandeza da historia de Portugal.
Senhores políticos que de alguma forma têm algum poder neste pais: por favor saiam, vão se embora. Fechem a porta e apaguem a luz. Osportugueses não vos passam cartão; nem vos atribuem a credibilidade mínima para nos governar. Vocês são o elo mais fraco.

PSL

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (VII)

A peixeirada começou na SIC. A varina Odete é a que vende mais pexum

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (VI)

O que todos olvidam: Com a actual lei do referendo a abstenção tambem vale como declaração negocial.

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (V)

Marquem já outro para daqui a um mês.
Outros blogues atentos: 31 da Armada.

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (IV)

Tanta conversa oca. Não vinculativo é aquele que não vincula. STOP.
Outros blogues atentos: Atlântico

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (III)

Que se lixe a Lei: A bloqueada de esquerda Helena Pinto diz que apesar dos trinta e pouco por cento dos que foram votar devem valer como vontade do povo. Gente ridicula.
Outros blogues atentos: Blasfémias

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (II)

A brincar aos referendos. E aos comentadores. Terra de merda, este Portugal. As condições atmosféricas mantêm-se como causa principal para a abstenção.

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (I)

Ganhei!
Segundo os dados da abstenção avançados pela RTP1.

REFERENDO 2007 - BLOCO DE NOTAS (0)

...vamos lá brincar aos comentadores.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Há Liberdade (LIV)

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World Press Photo of the Year


Spencer Platt, fotógrafo americano da agência Getty Images, venceu o World Press Photo of the Year 2007. A imagem escolhida pelo júri do mais prestigiado prémio de fotojornalismo do mundo mostra, em primeiro plano, um grupo de libaneses a passear-se em Beirute num descapotável vermelho no meia da devastação, no primeiro dia do cessar-fogo acordado entre Israel e o Hezbollah. Muitas pessoas que tinham abandonado a cidade regressaram logo no primeiro dia de acalmia. (Via Público). Veja aqui todos os premiados.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

O jurídico-filosoficamente correcto

E que tal um tridimensionalista como aperitivo para o jantar?
João Adelino Maltez escreve duas notas (aqui e aqui) a não perder para os poucos que gostam desse admirável e complexo mundo da Filosofia do Direito.
O jurídico-filosoficamente correcto está estafado e gasto. Quer me parecer que isto não fica assim…

PSL

A frase do dia

As corporações da justiça portuguesa são como as alcateias de Mabecos. Henrique Raposo no blogue da Revista Atlântico. Sugere-se a leitura integral do post.

Estratégias e sociologias políticas

Quer se concorde ou discorde da assaz inteligência política de Sócrates, no plano da análise estratégica política há uma destacável conclusão sobre o seu comportamento na matéria referendária do aborto: sempre acossou, e acossa, os seus adversários políticos e não políticos. E por duas vezes.

A primeira ocorre em 2006 a propósito da renovação da proposta de referendo, conseguindo uma 2.ª sessão legislativa quando deveria ter sido mera continuação da 1.ª., para fugir à proibição constitucional de renovação - na mesma sessão legislativa - de propostas e projectos de lei chumbados ou, posteriormente em decreto, não promulgados.

A segunda, acontece recentemente com a sobredita posição de Sócrates (politicamente intimidatória) de fazer deste referendo o último dos anos vindouros e, agravadamente, de não haver qualquer iniciativa legislativa do PS nem aprovação por parte deste de algum projecto de lei das outras forças políticas parlamentares. Ou seja, o próximo referendo de dia 11 é uma questão de Tudo (ou Mudança) ou Nada (Manutenção) do actual estado de coisas. Tal determinação desfavorece a abstenção do SIM (porque sabem o custo de não irem às urnas, como aconteceu no último acto referendário), como promove a ida às urnas dos NIM que, para um lado ou para o outro, sabem o que acontece após o referendo, independentemente do resultado. E desses NIM, parece-me que o SIM ganha ao NÃO, porque só o futuro do SIM, em concreto, é incerto, enquanto o NÃO, já se sabe, vai ficar tudo como no presente. Acresce que estou convencido que "90%" da população está contra a despenalização (o que é diferente de descriminalização). E é aqui que está a astúcia da questão. Veremos se convencerá os eleitores.

Portanto, tudo resumido, mesmo que o SIM perca o referendo, não se pode apontar a Sócrates tal resultado (ao contrário daquilo que previsivelmente o Marques Mendes fará caso vença o NÃO), sobretudo no plano da estratégia política, antes ao facto de a população portuguesa ser ainda maioritariamente, e nesta matéria, conservadora nos costumes, fundamentalista no valor do nascituro, machista na concepção de liberdade e responsabilidade da mulher e criminógena no ambiente social.

Ou é de inveja, ou é de mágoa

O vigésimo clube mais rico do mundo segundo a consultora Deloitte – lista que não conta com mais nenhum emblema português – reagiu assim (link) à instauração de um processo sumaríssimo por parte da justiça desportiva a Derlei.
Nem o Benfica, nem eu colocamos em causa a decisão que levará o jogador a ver da bancada o jogo da Taça na Povoa e próximo embate para a Liga na choupana. O luso-brasileiro é um arruaceiro que chega a Lisboa mal habituado pelas mordomias do palácio Moscovita onde viveu nos últimos meses; devendo ser severamente punido pela chapada com que brindou o seu regresso aos palcos desportivos portugueses.
Mas a Benfica SAD diz mais. Todavia, aqui, o mais é pouco.
Decorridas 17 jornadas e 269 jogos da Liga Bwin e Liga de Honra este é o primeiro processo do género a ser instaurado nesta época desportiva. Época que tem sido marcada por jogadas de uma violência inqualificável. Apenas como exemplo convido-vos a recordarem estas imagens infames aqui publicadas há quase três meses. As entradas assassinas que ai se podem recordar não foram alvo de qualquer investigação. Muito menos sumaríssima…
Porquê agora? Porquê ao Benfica?
Porque o tempo passa e o futebol português continua a ser uma mentira, uma fraude; dirigido e gerido por gatunos, ladrões e toda a espécie de meliantes sem qualificação possível!

PSL

A luta continua

Aqui, aqui e aqui.
Mas já sem a mesma piada…

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Desenvolvimento Sustentável Local

A SEDES vai realizar no próximo dia 8 de Fevereiro, às 21h 15m, na sede da Associação, na Rua Duque de Palmela nº 2 – 4º Dtº, em Lisboa, uma Conferência subordinada ao tema “Um Instrumento para o Desenvolvimento Sustentável Local – Perspectivas sobre a Agenda 21 Local”, tendo como oradores o Professor João Farinha, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e a Drª Teresa Craveiro, responsável pelo Departamento de Estratégia da Câmara Municipal de Lisboa.

Conferência 1





Às 21:30h, no Café Nicola dos dias abaixo indicados, decorrerão três Conferências-Debate sobre os Problemas de Lisboa:

Dia 22 de Fevereiro - José Sá Fernandes
Dia 1 de Março - Gonçalo Ribeiro Telles
Dia 15 de Março - Pedro Santana Lopes

Poker "Texas Hold Em"

No dia 16 de Janeiro corrente a Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Desenvolvimento Regional, da Assembleia da República, admitiu uma petição de Ricardo Silva a solicitar a legalização das diversas variantes do Poker, nomeadamente o Poker "Texas Hold'Em", nos casinos portugueses.
O pedido pode ser sério, mas os fundamentos e os seus apartes são hilariantes. Dado que os dados pessoais do peticionante estão salvaguardados, não resisto à seguinte cópia de parte do texto:



Tal pedido não é nada intempestivo, porquanto o Poker "Texas Hold'Em", apesar de ser o mais jogado nos EUA, tem sido divulgado por todoo mundo através do último James Bond "Casino Royale", onde o enredo do filme gira precisamente em volta deste jogo.



Se querem saber as principais regras, vejam o seguinte video:

Agora sim, isto está bonito

Tínhamos advertido aqui (link), logo na segunda-feira, para os perigos de tentar criticar os donos do microfone. PPM para não variar não nos deu ouvidos; muito pelo contrário insistiu na nota aguda (link). A resposta altiva e inteligente (mas desta vez a roçar o insulto) não se fez esperar (link).
PPM não é de se ficar. Esperamos a replica.

PSL

Muitos anos de vida

Um dos meus blogues predilectos - leitura diária absolutamente obrigatória - comemora um ano de vida.
Um grande abraço a todos os corta fiteiros (e corta fiteiras) com votos de que nunca os dedos vos doam de tanta fita cortar.

O blogue de Helder Fráguas...

...magistrado suspenso pelo Conselho Superior de Magistratura devido a linguagem imprópria chama-se aqui e agora e aparentemente tem duas versões (link, link).
E é muito mais divertido do que uma leitura na diagonal demonstra.

Quantas vezes nos emocionamos com uma capa de jornal?

Foto Reuters via Público

E se me apetecesse votar não?

Vocês não mandam em mim!

Jogos

Confesso que nunca fui adepto de jogos de computador, agora (?) ditos de videogames. Desde o 48K Spectrum, e o seu atrelado gravador, que não tenho qualquer suporte especial ou específico destes jogos, como a Playstation ou as denominadas consolas. E, provavelmente, se exceptuarmos as Copas, não jogo em computador precisamente há quase vinte anos, ou seja, desde o tempo das horas infernais esperadas para que um 'jogo entrasse', sendo as horas de almoço e de jantar períodos excelentes para essa migração.
Por tudo isto, não admira que quando me deram a mostrar este trailer do filme "Miami Vice" tivesse ficado estarrecido com a qualidade e o realismo dos jogos da PSP, uma consola que cabe na palma de uma mão. Para quem não presta muita atenção, para não dizer nenhuma, a estes 'corredores de FNAC e Worten e companhias', hoje apetece-me falar de algo de que não percebo nada. Mas só hoje!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

N PERGUNTAS XXX

Em 1998, os portugueses foram chamados a pronunciar-se sobre a seguinte pergunta referendária:

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?".


Em 2005, a AR propôs ao PR a seguinte pergunta, mais tarde chumbada pelo TC:

"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?".

Em 2006 a mesma AR propôs a pergunta convocada para dia 11:

“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”


Não obstante o CDS/PP ter proposto a seguinte:

«Concorda com a liberalização do aborto, se realizado por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»

E o BE preferir esta:

“Concorda que deixe de constituir crime o aborto realizado nas primeiras doze semanas de gravidez, com o consentimento da mulher, em estabelecimento legal de saúde?”

Como é que uma figura destacada do NÃO pode ter dito ontem que a pergunta de dia 11 não é a mesma de 1998?!

A Deusa

Isto (link) sim, é noticia!
E boa...


AVISO IMPORTANTE: Não aceitamos reclamações devido a problemas cardíacos, ou outros, durante e após o visionamento deste vídeo. Ainda assim, aconselhamos ter por perto uma garrafa de oxigénio…

Bater a bolinha baixa porque o goleiro é anão

É engraçado ver (por exemplo aqui e aqui) como os brasileiros estão encarando a partida de logo em Londres. Respeitinho é coisa bonita, e nós gostamos. Se Scolari nada mais tivesse conseguido para as quinas, o enorme respeito que hoje qualquer adversário nutre pela selecção portuguesa já seria uma enorme vitoria.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Rui Pereira no Prós&Contras

  1. Nenhuma mulher aborta porque lhe apetece;
  2. A mulher é o melhor juiz do conflito na sua dúvida entre abortar ou prosseguir a gravidez.

Dois pontos a reter.

Recebido no e-mail

Nunca um coxo treinou atletas para a maratona nem um mudo deu aulas de dicção. Só os padres não prescindem de dar conselhos sobre a reprodução e a sexualidade!

Campo Contra Campo (LXXIII)

Quatro filmes quatro. E apenas um post.

Little Children - Pecados Íntimos, ***
Tradutor traidor. Se todos achamos que os que traduzem os títulos dos filmes não sabem o que fazem porque é que continuamos a cruzar os braços e não tomamos uma posição? Pecados íntimos, quem os não tem. Mas só alguns grandes parecem crianças pequenas.
Todd Field é um pirómano. Gostei do ritmo com que filma. E da recuperação do narrador. Mas sobretudo gostei do seu olhar penetrante que nos lança directamente para o centro das fogueiras que vai ateando.
Kate Winslet quase banal.

Flags Of Our Fathers - As Bandeiras dos Nossos Pais, ***
Haverá melhor realizador em actividade do que Clint Eastwood?
Duvido; ainda assim o lado americano da conquista de Iwo Jima não irá para a galeria das grandes obras do norte-americano. Sendo um filme sobre os temas caros a Eastwood (valores, a natureza humana, regressos) Flags Of Our Fathers demonstra alguma preguiça em abandonar os infelizes lugares comuns da guerra. Muito bem fotografado, embora as sequências de guerra sejam mais do mesmo.

Déjà Vu, ***
Tony Scott é o “feiticeiro” que fez um dos filmes fetiche da minha geração: Top Gun. E só por isso, para alem de merecer uma estátua, deveria ser sinónimo de visionamento obrigatório. O problema é que o mano de Ridley tem feito muito filme bera; o que não é o caso de Déjà vú. Podemos mal dizer a fantasia do argumento ou o final previsivelmente happy. Mas as cenas apertadamente filmadas junto à máquina do tempo são dignas de um génio da sétima arte.

Unforgiven – Imperdoável, *****
Ainda existirá algum cinéfilo que não tenha visto a maior obra-prima de Clint Eastwood? Bom até há uma semana atrás havia pelo menos um. Provavelmente, pela primeira vez em muitos anos, o canal Hollywood serviu-me para algo.
Em bom rigor já tinha visto Unforgiven. Mas nunca como verdadeiramente gosto. Como se fosse no cinema. Com pouca luz, sem intervalos compensando o pequeno ecrã com a ausência do cada vez mais insuportável ruminar de pipocas.
Unforgiven dava tema para um post grande; para um blogue; para uma tese de doutoramento. Não é bom nem mau. É perfeito e inesquecível.



PSL

TV Bloco?

Nem todos acharam piada à maneira como RAP decidiu responder ontem a alguma blogosfera (e não só). E decidem manifesta-lo em estéreo (link, link).
É de facto uma pena que nesta guerra não haja igualdade de armas. Mas como todos sabem é regra básica de quem assiste ao stand up não mandar muitas bocas ao parodiante de serviço. Pois quem tem o microfone é ele, e se o souber usar (como é manifestamente o caso), é sempre o último a rir. E a fazer rir.

PALETA DE PALAVRAS LVI

«Um dos erros mais assustadores do debate nacional sobre o aborto, além da ignorância bibliográfica básica de que já falei aqui e da incapacidade para raciocinar sem envolver os intestinos, é precisamente a ideia maluca de que qualquer argumento serve. Tanto os partidários do Sim como do Não parecem pensar que argumentar é como puxar carroças: quantos mais melhor. Isto revela uma enorme falta de formação intelectual, e a mim choca-me. Uma pessoa bem formada intelectualmente sabe que há argumentos péssimos a favor de ideias óptimas, e não aceita tais argumentos só porque aceita a conclusão. O artigo de Pedro Madeira, disponível na Crítica, faz um elenco informativo dos argumentos populares idiotas que os partidários do Sim e do Não usam. É uma leitura altamente recomendada, que poderia contribuir para elevar o nível do debate. Aliás, neste momento, pelos
ensaios que li de alguns estudantes de 16 anos que se formaram com os nossos manuais, estes estudantes sabem argumentar melhor a favor ou contra o aborto do que muitos adultos.»

Desidério Murcho

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

O desespero da extrema-esquerda

Querem um bom exemplo? Vejam o blogue do Daniel Oliveira. A criatura parece possuída. Há semanas que não fala de outra coisa…

A frase do dia

o motivo mais comum para votar "sim" ou "não" é da relutância (ou o medo) de não seguir o grupo a que imaginariamente se pertence: a Igreja, a direita, a esquerda, a profissão ou a família

Numa incontornável (mais uma!) crónica de VPV no Público de hoje.

Terapia visual

Estejamos fora


ou lá dentro,


o fim será sempre iluminado.

Sequestro e sekestro

É um dos problemas da queda dos tremas na língua portuguesa que se vai (mal)falando em Portugal:
A quantidade de gente que pronuncia "sekestro" em vez de "seqüestro" é verdadeiramente inacreditável...
Já é quase tão mau como a quantidade de gente que diz "virtualidade" como significado de "virtuosidade"...

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

N PUBLICIDADE VIII


I bambini ti guardano

Mais um Pinhão

[os sindicatos são] uma força de atraso no país.
O pior é que o Manel bitaites deste governo desta vez tem razão! Fico curioso para saber como vão agora reagir os Liberais…

Perguntar não ofende e pode ser muito divertido.

José Lamego em Bagdade: quem se lembra ainda?

Galeria de assassinos…

…em exibição publica no combustões.

A crowd of clowns in the clouds

Apetecia-me simplesmente chamar palhaço a Sócrates, mas tenho amigos que se zangam muito quando escrevo essas coisas; assim, digo simplesmente que o Primeiro-Ministro e a sua apaniguada corte de ministros parvinhos, continua a fazer de trouxas os basbaques que o observam a correr em Pequim com quatro graus negativos. É uma pena Sócrates ser um gajo insignificante. Pois se fosse uma personalidade ainda se habilitava a levar com um zagalote na testa durante uma das suas manifestações de soberba.

Diz que é uma espécie de magazine

Quero aqui agradecer publicamente aos senhores que fizeram a lei eleitoral; aos senhores da comissão nacional de eleições; aos senhores do segundo canal público de televisão. Com a vossa colaboração pude assistir ontem a um dos melhores programas humorísticos das últimas décadas. E que bem me fez à digestão gargalhar daquela forma.
Mas a melhor noticia é que esse humor digestivo vai continuar até ao próximo dia 9.
Não perca: entre as vinte e uma e quarenta e cinco e as vinte e duas na 2: o exercício do direito de antena.

PSL

CRONOS IV

"I wanna be adored" (1989) The Stone Roses (ou Ian Brown, como preferirem)