Faltam-me palavras para descrever e caracterizar esta (link) aberrante mudança das regras a meio do jogo. Palhaçada, caldeirada, escândalo…, lê-se por ai. É pouco, digo eu.
É, muito provavelmente, uma decisão inédita. Não me recordo de ver tal coisa em qualquer parte do mundo dito civilizado.
Mário Fernando chama-lhe aqui (link) “a mentira desportiva”. Penso ser bem mais do que isso. Penso ser um gravíssimo sinal de que uma espécie de “terra sem Lei” emerge a cada dia que passa Portugal adentro. Um Estado sem “Rei nem roque”, em que cada qual faz o que quer à medida das suas necessidades, sem qualquer espécie de supervisão ou regulação exógena.
Depois o povinho fica muito admirado com a “perca de soberania”. Não gostam da Troika nem do FMI, certo? Pois…, por mim vinha já hoje a UEFA e a FIFA administrar o futebol português.
Os portugueses são assim. Sempre que algum dos seus pares se destaca encontram sempre defeitos. Com a equipa de futebol sub-20, que acaba de conseguir o apuramento para a final do Campeonato Mundial da disciplina, não é diferente. Há mesmo (e são alguns) aqueles que afirmam convictamente: “não jogam nada”!
Basta um pouco de senso comum. Apuraram-se para o Torneio; venceram o seu grupo; derrotaram Guatemala e Argentina. Por fim bateram a França. Apenas a Campeã Europeia.
Segui esta equipa desde o início do Torneio e, em bom rigor, esta equipa não só joga alguma coisa, como em alguns momentos do jogo é, simplesmente perfeita. Reparem. O grande trunfo daquele colectivo é o conhecimento que tem de si próprio. Tal conduziu a que as fraquezas fossem identificadas. Posto isto há que fazer delas forças. No processo defensivo – um dos momentos fundamentais do jogo – Portugal não é apenas eficaz: é simplesmente perfeito. Portugal consegue o incrível: chegar à final sem um único golo sofrido. Não me recordo de uma equipa que tenha jogado um grande torneio, tipo Mundial ou Europeu, com tal desempenho. Notável!
Mas não é apenas no processo defensivo que a equipa se destaca. O pragmatismo com que aborda o jogo é também ele de sublinhar. É um colectivo frio, perfeito – como disse – a defender, realista no ataque e estranhamente adulto no controlo do palco do jogo, da “cancha” como dizem os sul-americanos.
Como digo, e repito, não compreender isto é não saber rigorosamente nada de futebol.
Faz bem o técnico desta equipa, Ilídio Vale, apelidar este conjunto de jogadores de “Geração Coragem”. Desde logo porque nada têm de “geração rasca” e muito menos de “geração à rasca”. Têm sim muito de “coragem”. Coragem para trabalhar, atingir a superação e ainda oferecer uma lição de ambição ao velhinho, clássico e bafiento espírito tuga.
Ana Lourenço (mas sempre se confirma que ela é amiga de família de Pinto da Costa?), entrevistou Ricardo Costa, presidente da comissão disciplinar da Liga de clubes de futebol.
Tirando a defesa ao Porto e a Pinto da Costa («o Dr. Pinto da Costa foi ilibado de todas as acusações», disse), Ana Lourenço manteve-se constantemente ao ataque a Ricardo Costa e ao Benfica.
As suas últimas perguntas (suas mesmo?) foram «O senhor é benfiquista?», «é verdade que esteve na tribuna de honra no Leixões-Benfica?» (Ricardo Costa disse que sim, como esteve noutros, sendo que o primeiro estádio a que assistiu a um jogo na qualidade de presidente da comissão disciplinar tinha sido do fcp no estádio do dragão...), «por que não foi aberto inquérito ao que se passou no intervalo do Benfica-Nacional» e «vai para a SAD do Benfica?»
Naquilo que mais pareceu mais um frete Ana Lourenço ao fcp (está-se a fazer ao dragão de ouro?), salvou-se a prestação juridicamente brilhante de Ricardo Costa.
Por que razão os órgãos de comunicação social pertencentes ao grupo Media Capital (TVI, Mais Futebol, Rádio Clube) não fazem referência, nas primeiras páginas dos seus sítios de internet, às mais recentes imagens do Benfica-Porto?
Note-se que O Jogo (jornal desportivo organicamente ligado ao FCP), não relata os factos: apenas ataca uma manchete d'A Bola!
Note-se que a TSF (também propriedade do "amigo Joaquim"), conseguiu no jornal de desporto desta manhã passar ao lado das imagens difundidas ontem à noite pela SIC, não tendo na primeira página do seu sítio na internet qualquer referência a este assunto.
Depois de Pinto da Costa ter despertado mais umas gargalhadas alarves aos seus adeptos (sim, porque há adeptos do Porto - gente séria - e adeptos de Pinto da Costa) ao dizer que só em Lisboa é que há petróleo e que o FCP não precisaria de se reforçar no Inverno porque preside a um clube organizado e que preparou convenientemente a época, eis que o Porto acaba de gastar 12,5 milhões de euros em duas contratações: Rúben Micael (3 milhões) e Kleber (5,5 milhões por metade do passe, mais Ernesto Farias - o melhor ponta-de-lança do clube - comprado por 4 milhões de euros).
O Sporting, cujos adeptos funcionam como caixa de ressonância do clube de Pinto da Costa e que por isso andaram uns dias com o "petróleo na boca", acaba de gastar 11,5 milhões de euros em três contratações: Pongolle (6,5 milhões), João Pereira (3 milhões) e Pedro Mendes (2 milhões).
Lá está: se às vezes se diz que o que é verdade hoje, é mentira amanhã, parece que nos clubes das risquinhas o que é dizem ser mentira hoje, amanhã se mostra uma lídima verdade...
Acabei de ver o Sporting-antes-do-caucasiano-chegar empatar com o Rio Ave.
Achei piada à arbitragem:
Na primeira parte, o mesmo fiscal de linha que viu um canto inexistente a favor do Sporting (que resultou de um lance em que Postiga sozinho chutou desviou a bola), viu uma duvidosa mão que originou o penalty do 0-2.
Na segunda parte, o mesmo fiscal de linha que, na primeira, não viu um penalty de André Marques (que andou uns valentes metros dentro da área a puxar o atacante do Rio Ave), também não viu um fora de jogo escandaloso de Caicedo que apenas não deu golo porque o sportinguista se atrapalhou.
Que disseram os responsáveis do clube diferente? Nada...
Como nada disseram da mão do Vukcevic, no jogo europeu contra o Ventspils, no lance que deu origem ao empate...
Acabámos de assistir hoje no Jornal da Noite da SIC ao momento mais cómico (e ridículo) de sempre do futebol português (link). Lucílio Baptista foi ao horário nobre de Carnaxide, de lágrima no canto do olho, tentar minimizar os impactos da sua desatrada prestação. Resultado: entalou-se ainda mais.
Tenho de concordar. O que se passou ontem no Algarve foi um escândalo. Faltas importantes por marcar contra o Sporting, cartões que ficaram por mostrar a jogadores do Sporting, e uma decisão fatal a nosso favor. Mas vergonha maior foi a entrevista de hoje; a demonstrar, claramente, a falta de cultura, neurónios, classe e responsabilidade da arbitragem portuguesa. São ignorantes mentecaptos como o Lucílio que ajuízam e decidem o nosso futebol de alta competição.
O que diz Lucílio? Primeiro diz que teve a certeza que era grande penalidade, depois diz que teve duvidas, dai ter consultado os assistentes, mas afinal…, teve a certeza. Em suma faltou “um pouco de sorte nesse lance”. O relatório é secreto pelo menos até à sua divulgação, diz Lucílo; La Palice não diria melhor. E quando vai ser divulgado? Lucílio encarregou-se de o fazer momentos após ter dito o que se transcreve.
Mas a cereja no topo do bolo estava por chegar: “relativamente ao Pedro, ao Pedro Silva, ahhhh, não, não me apercebi da gravidade desta situação (o jogador do Sporting agride com o peito Lucílio) no terreno de jogo, confesso, não me apercebo”. Está tudo dito em relação a esta cavalgadura. A besta leva um pinhão, uma peitaça, de um jogador e não se apercebe da situação??? Repito: muito mais grave do que arbitragem de ontem é o “mea culpa” falhado de hoje. E é gente como esta que decide a coisa mais importante da vida dos portugueses: a bola.
1. Perder tempo é um luxo. Mas o luxo é sublime. Percamos pois tempo a escrever este post. 2. Na Suíça o Vitória de Gaymarães foi corrido para a taça das barracas. Temos pena pois em caso de vitória, o Vitória, seria um belo bombo para varias festas. Dizem as lusas crónicas que a equipa lusa foi "gamada". Temos mesmo muita pena. O insuportável Cajuda que não desespere. Com sorte ainda poderá fazer companhia ao Glorioso na fase de grupos da "barracada". 3. Esta noite também houve festa na capital espanhola. O Sporting de Lisboa foi lidado pelo Real do Mundo. Um bombo perfeito para a festa madrilena. 4. Pequeninos, muito pequeninos. Mas sempre em festa. E há festa em Agosto sem bombos? 5. Assim somos nós na Europa (também) do futebol.
Pinto da Costa anunciou que que a "luta" não será levada a cabo apenas no mundo do futebol, mas envolverá a cidade e a região. O costume, portanto... Sempre que se vê apertado, Pinto da Costa puxa da sua veia "Jaime Ramos"...
Coitada da mui nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto, que anda sempre na boca de bandidos...
O F.C.Porto não recorrerá da sanção de perda de seis pontos, confessando assim - em resultado da condenação por tentativa de corrupção - que é controlado por uma clique de bandidos.
O (até há pouco tempo desconhecido) Zénite de S. Petersburgo aviou o Bayern de Munique por 4-0.
O futebol é lindo quando é vivido com paixão e organização: pese embora seja patrocinado nas camisolas pela Gazprom, o Zénite não tem jogadores propriamente caros, mas tem um treinador com a cabeça no sítio: Dick Advocaat.
No mesmo ano em que a Inglaterra consegue - ao mesmo tempo - não estar presente no Campeonato Europeu de Nações e ter três equipas nas meias-finais da Liga dos Campeões, parece que já se está a reflectir sobre o estado do futebol europeu.
É hoje inegável que o futebol produz muito mais receitas que antes do Acórdão Bosman, que permitiu a livre circulação de jogadores no espaço europeu.
Porém, é também inegável que cada vez mais o patamar dos quartos-de-final da Liga dos Campões é reservado a uma dúzia de equipas.
É também inegável que mesmo nesse grupo, apenas uma mão cheia de equipas garante para si própria cada vez maior percentagem dos rendimentos.
O resultado: o definhamento dos campeonatos nacionais extra Inglaterra, Espanha e Itália.
Que fazer?
Impôr tectos salariais? Estes podem ser contornados com "contratos publicitários"...
Limites mínimos de jogadores susceptíveis de jogar nas selecções nacionais? Lá voltariam os casamentos à pressa...
Scolari mandou jogar para o empate a partir do golo de Simão, esperando pelo fim do jogo.
Ricardo, cada vez que tinha a bola perdia tempo.
A defesa, cada vez que tinha a bola perdia tempo.
Com a saída de Nuno Gomes, deixou de existir um ponta de lança, uma referência fixa no ataque.
A uns quatro ou cinco minutos do fim do jogo a Sérvia marcou o golo do empate (em fora de jogo)
A dois minutos do fim do período de compensação (que foi de dois minutos) os jogadores sérvios atiraram a bola para fora para permitir a assistência a um colega de equipa.
Na reposição de bola os jogadores portugueses não a devolveram aos sérvios, que ironicamente aplaudiram a falta de fair play dos tugas.
O árbitro apressou-se a terminar o jogo e Scolari esmurrou um jogador sérvio.
No "flash report", Scolari disse que o árbitro, sabendo que havia fora de jogo validou deliberadamente o golo sérvio.
Acabamos mais um jogo à pancada e com mau perder... É impressionante a má imagem que aqueles tugas (e mesmo o tuga-scolari) deram de Portugal