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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Gonçalo Ribeiro Telles




Um exemplo, infelizmente ignorado, para toda a classe politica…

Completa hoje noventa anos; de vida honesta dedicada à sua terra.

 Longa vida com saúde!

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Frase do ano

O "mal-estar difuso" é simplesmente o regresso à realidade.
Vasco Pulido Valente, no Público

sábado, 5 de janeiro de 2008

Coisas menores

Na RTPN, o segmento de notícias do meio dia assinala o 70.º do rei espanhol João Carlos Bourbon. Normalmente, as agências noticiosas apenas dão conta dos aniversários dos tiranos mais antigos, como Fidel Castro...

terça-feira, 3 de julho de 2007

Politiquice

E pronto. Começou o aproveitamento politiqueiro dos casos DREN+Saúde. Pretende a Oposição que o facto de alguém ser militante do PS significa automaticamente que:
  1. Não tem competência para exercer qualquer função pública;
  2. Só poderá ser nomeado em função da sua militância.

É pena. A questão de fundo não é a qualificação partidária dos intervenientes, mas, como já dissemos, a emergência "cogumélica" de bufos e controleiros, fruto (creio eu) de 500 anos de bufaria eclesiástica e que se impregnou como uma nódoa no tecido social português.

Isto não tem a ver com partidos. Tem que ver - isso sim - com o país.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Doutores e Engenheiros

Às vezes um gajo é doutor e não tem culpa.
Outras vezes, é mesmo engenheiro, e nós é que não temos culpa nenhuma

O que não se disse sobre o Acórdão "Sporting vs.Público"

Diz o STJ que «é irrelevante que o facto divulgado seja ou não seja verídico [neste caso era-o]para que se verifique a ilicitude a que se reporta este normativo, desde que, dada a sua estrutura e o circunstancialismo envolvente, seja susceptível de afectar o crédito ou a reputação do visado», pelo que «ofende ilícita e culposamente o crédito e o bom-nome do clube de futebol, que disputa a liderança da primeira liga, sujeitando os seus autores a indemnização por danos não patrimoniais, a publicação, em jornal diário citadino conceituado e de grande tiragem, da notícia de que resulta não ser o visado cumpridor das suas obrigações fiscais e a conduta dos dirigentes ser passível de integrar o crime de abuso de confiança fiscal».
Ora se assim é, por que espera o Ministério Público e a Judiciária para irem buscar o Teixeira dos Santos pelos fundilhos? É que na situação do Sporting Clube de Portugal estão centenas de contribuintes que constam da lista de maus pagadores no site das Finanças...

segunda-feira, 26 de março de 2007

Grandes Portugueses

"Grandes Portugueses" foi um concurso do tipo "big-brother" (com "expulsões" e tudo), em que - desde o início - se percebeu que ganharia uma de três personagens históricas:
D. Afonso Henriques, António Salazar ou Álvaro Cunhal.
D. Afonso Henriques era uma escolha óbvia, por se tratar do fundador da nacionalidade, e uma das personagens históricas mais familiares para a população portuguesa.
António Salazar não deixava de ser uma possibilidade forte, uma vez que a difícil situação económica que se atravessa, juntamente com o desconhecimento da História recente e a aura de honestidade que o rodeia (por contraposição aos Pina Mouras da actualidade), são elementos que o favorecem.
Álvaro Cunhal também seria um forte candidato, uma vez que a máquina comunista funciona de forma inelutável, e não perderia esta oportunidade para incensar o seu guru.
Dito isto (e assumindo a surpresa de ver Aristides Sousa Mendes à frente de D. Afonso Henriques), sinto-me triste por Salazar ter ganho o concurso, mas alegre por Cunhal não o ter ganho.
É que, se Salazar foi um ditador, Cunhal quis ser um ditador!
E se o Salazar do colaboracionismo com Hitler era anti-democrata, o Cunhal seguidor de Estaline também era um anti-democrata!
Por outro lado, senti uma imensa repulsa pelo discurso histérico e fanático de Odete Santos, que não perdeu qualquer oportunidade de canonizar Álvaro Cunhal (como por exemplo, quando Maria Elisa lhe perguntou qual o maior defeito de Cunhal, cuja resposta foi "a sua imensa modéstia"), e que assim que foi anunciado o vencedor, desatou a gritar "a defesa da ideologia fascista é crime". De facto (e de direito) a apologia do fascismo é crime, mas chegou a hora de nos questionarmos, por que razão não há-de o comunismo ser também declarado proscrito da convivência democrática? Ou alguém duvida que, se tivesse tido sucesso, Álvaro Cunhal não teria sido um ditador comunista?