Ainda não cheguei aos quarenta mas…, para lá caminho a passos largos; descontando algum exagero…, “isto” já anda um pouco assim. É a vida, dizem…
A todos que como eu já passaram dos 40, Um abraço, aos que ainda não passaram não se riam pois um dia vão chegar lá.
O que é o S.D.A.I.A.?
Eu explico...
1-No outro dia decidi ir lavar a moto;; peguei nas chaves e fui em direção á garagem, quando notei que tinha correio por lêr em cima da mesa.
2-Pensei...ok vou lavar a moto mas primeiro vejo o correio pode ter alguma coisa urgente.
3-Ponho as chaves da moto na mesa do lado e lendo as cartas reparo que tenho duas contas para pagar, pego no resto do correio que não interessa e decido colocá-lo no lixo, mas o caixote está cheio.
4-Decido ir antes despejar o lixo, coloco as contas na mesa do lado, perto das chaves da moto mas lembro-me que há um multibanco perto de minha casa e decido ir primeiro pagar as contas
5-Coloco o caixote de lixo novamente no chão, pego nas contas e vou em direção á porta.
6- Mas não tenho o cartão multibanco comigo, lembro-me que está no casaco que tinha vestido ontem.
7-Ao passar pela mesa de jantar, vejo uma lata de cerveja que não tinha acabado de beber e que estava pela metade, vou buscar o cartão mas antes vou guardar a cerveja no frigorifico.
8-Vou em direção á cozinha quando reparo que a planta já não leva água há alguns dias e decido ir antes por água no vaso.
9-Coloco a cerveja na mesa da cozinha, quando vejo os meus óculos que andava á procura há horas! É melhor guardá-los já!
10-Entretanto pego no jarro com água e vou direito ao vaso para regar a planta que está seca.
11- Quando vou para por água no vaso encontro o comando da televisão no balcão da cozinha e decido levá-lo para a sala, de outra forma logo á noite já não me lembro onde está.
12-Ponho os óculos sobre a mesa e pego no comando da televisão, coloco a água no vaso mas para não deixar cair o comando acabo por entornar mais de metade da água
13-Deixo o comando em cima do sofá e vou buscar um pano para apanhar a água que deixei cair.
14- Ao passar no corredor lembro-me que tenho que por um vidro novo no quadro que já está partido há que tempos.
15- Entretanto chego á cozinha e já não me lembro do que ia fazer... Ah! os óculos...Depois! O pano, pego nele e vou em direção ao vaso, mas vejo o caixote do lixo cheio...
Resumindo: No final do dia não lavei a moto, não paguei as contas, a cerveja está morta, a planta levou metade da água, não faço a minima ideia onde está o cartão multibanco nem onde estão as chaves da moto!
Quando tento perceber porque não fiz nada hoje, fico admirado pois estive ocupado o dia todo!
Percebo que isto é uma coisa séria e penso que devo ir ao médico, mas antes acho que vou ver o resto do correio...
PS. Desconheço o autor mas isto não anda muito longe da verdade
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sábado, 28 de janeiro de 2012
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Feriados
Anda a circular por ai…, já recebi e-mails com menos graça…
O primeiro feriado a ser anulado deve ser o 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faz sentido comemorar tristezas!
Depois o 1 de Maio, uma vez que estamos praticamente com a maioria dos trabalhadores no desemprego!
O 25 de Abril deve ser só considerado tolerância de ponto entre as 00H00 e as 6H00 da manhã!
O 10 de Junho deve ser eliminado, uma vez que quem manda nisto é a troika!
Devemos manter-nos inflexíveis na defesa do 1 de Novembro, pois é o dia dos mortos!
O primeiro feriado a ser anulado deve ser o 25 de Dezembro, pois sem o respectivo subsídio não faz sentido comemorar tristezas!
Depois o 1 de Maio, uma vez que estamos praticamente com a maioria dos trabalhadores no desemprego!
O 25 de Abril deve ser só considerado tolerância de ponto entre as 00H00 e as 6H00 da manhã!
O 10 de Junho deve ser eliminado, uma vez que quem manda nisto é a troika!
Devemos manter-nos inflexíveis na defesa do 1 de Novembro, pois é o dia dos mortos!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Do nosso passatempo: adivinhas
Conseguem descobrir onde esta foto foi tirada ou que edifício está hoje em dia neste antigo descampado?
Dica: é de Lisboa que estamos a falar e o bonito edifício em segundo plano à esquerda, erguido há perto de cem anos, foi recentemente demolido…
Dica: é de Lisboa que estamos a falar e o bonito edifício em segundo plano à esquerda, erguido há perto de cem anos, foi recentemente demolido…
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Muro das lamentações
Do nosso passatempo descubra as diferenças: Jerusalém Vs. uma qualquer cidade, vila ou aldeia algures em Portugal


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correio dos leitores,
silly season
terça-feira, 10 de maio de 2011
Homo Socialis
Recebido na caixa de correio electrónico do ARCÁDIA
Um homem, voando num balão, dá conta de que está perdido. Avista outro homem no chão, baixa o balão e aproxima-se:
- Pode ajudar-me? Fiquei de encontrar-me com um amigo às duas da tarde; já tenho um atraso de mais de meia hora e não sei onde estou...
- Claro que sim! - responde o homem: O senhor está num balão, a uns 20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus Norte e a longitude de 7 e 9 graus Oeste.
- É consultor, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: deu-me uma informação tecnicamente correcta, mas inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
- Ah! Então o senhor é socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: O senhor não sabe onde está, nem para onde ir, assumiu um compromisso que não pode cumprir e está à espera que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exactamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar. Só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...
Um homem, voando num balão, dá conta de que está perdido. Avista outro homem no chão, baixa o balão e aproxima-se:
- Pode ajudar-me? Fiquei de encontrar-me com um amigo às duas da tarde; já tenho um atraso de mais de meia hora e não sei onde estou...
- Claro que sim! - responde o homem: O senhor está num balão, a uns 20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus Norte e a longitude de 7 e 9 graus Oeste.
- É consultor, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: deu-me uma informação tecnicamente correcta, mas inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
- Ah! Então o senhor é socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: O senhor não sabe onde está, nem para onde ir, assumiu um compromisso que não pode cumprir e está à espera que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exactamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar. Só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...
quarta-feira, 9 de março de 2011
Fado
Chain letters e anedotas não são, de todo, a especialidade deste estabelecimento – aliás, não sei bem se cá na casa existe mesmo alguma especialidade. Mas na vida há momentos para tudo; e esta brincadeira em jeito de anedota que me chega via e-mail contêm em si uma conclusão curiosa. Querm ler?
“Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospectivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer “sina” nos condenava a esta permanente “décalage”. E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal “partira” bem:
- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que “deram novos mundos ao mundo”, que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.
O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:
- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
- Não descendemos? – reagiu, perplexo, o jovem diplomata – Então de quem descendemos nós?
- Nós descendemos dos que ficaram por aqui…”
“Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospectivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer “sina” nos condenava a esta permanente “décalage”. E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal “partira” bem:
- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que “deram novos mundos ao mundo”, que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.
O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:
- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
- Não descendemos? – reagiu, perplexo, o jovem diplomata – Então de quem descendemos nós?
- Nós descendemos dos que ficaram por aqui…”
sábado, 3 de abril de 2010
E agora, algo completamente diferente
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A frase
Certa casta de políticos tem a esperança de que acasalando paneleiros eles dêem à luz não panelas mas tachos
autor desconhecido
sábado, 10 de outubro de 2009
Escutas em Belém: cá está a prova que faltava
domingo, 25 de janeiro de 2009
CUIDADO - ao que isto chegou: burlas no Continente
Cuidado, não te aconteça como a mim. Aviso-te de uma burla que estão a fazer por estes dias e na qual está a cair bastante gente. Fazem-na no parque de estacionamento do Continente.
O truque funciona assim: duas miúdas muito giras, entre os 18 e os 20 anos, aproximam-se do carro enquanto guardas as tuas compras no porta-bagagens. Começam então a limpar-te o pára-brisas com esponjas deixado sair dissimuladamente um peito das suas camisas apertadas.
Quando, no final, para agradecer, tentas dar-lhes uma gorjeta, elas recusam e pedem em troca que as leves ao Aki. Se aceitas, entram-te no carro e sentam-se nos bancos traseiros. Enquanto conduzes, começam entre elas a fazer jogos lésbicos. Quando chegas ao parque do Aki uma delas, fazendo-se de agradecida, entra para o banco da frente e faz-te um brutal sexo oral, enquanto a outra, sem que te dês conta, rouba-te o pão e os iogurtes.
Com este esquema engenhoso, já me roubaram as compras na sexta-feira passada, no sábado, no domingo, 2 vezes na segunda-feira, esta manhã e
muito provavelmente também amanhã à tarde...
O truque funciona assim: duas miúdas muito giras, entre os 18 e os 20 anos, aproximam-se do carro enquanto guardas as tuas compras no porta-bagagens. Começam então a limpar-te o pára-brisas com esponjas deixado sair dissimuladamente um peito das suas camisas apertadas.
Quando, no final, para agradecer, tentas dar-lhes uma gorjeta, elas recusam e pedem em troca que as leves ao Aki. Se aceitas, entram-te no carro e sentam-se nos bancos traseiros. Enquanto conduzes, começam entre elas a fazer jogos lésbicos. Quando chegas ao parque do Aki uma delas, fazendo-se de agradecida, entra para o banco da frente e faz-te um brutal sexo oral, enquanto a outra, sem que te dês conta, rouba-te o pão e os iogurtes.
Com este esquema engenhoso, já me roubaram as compras na sexta-feira passada, no sábado, no domingo, 2 vezes na segunda-feira, esta manhã e
muito provavelmente também amanhã à tarde...
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
O Arcádia feito pelos seus leitores
...ou ainda - e sempre, para sempre - Casablanca.
Do nosso amigo e leitor Gonçalo Macieira recebemos o seguinte comentário a este post:
Casablanca, envolto nas suas sombras e neblinas, opera uma rara magia em quem o vê – para além de imagem e som tem um sabor e um cheiro. Não são muitos os filmes que nos transportam tão completamente para outros lugares noutro tempo. A sua total encenação do real (quem não sentiu um arrepio quando soube que foi integralmente rodado num estúdio de Hollywood) cria uma ilusão tão envolvente que nos sentimos, mais do que meros espectadores, verdadeiros personagens em trânsito naquele universo. Não nos limitamos a ver o Rick’s Caffé, estamos lá, numa mesa a beber um copo ao lado de mulheres fatais, mais ou menos desesperadas, refugiados, nazis, polícias, mais ou menos corruptos, diplomatas e espiões. No fim, sentimos o frio da madrugada daquele aeroporto, e todos acabamos por partir para Lisboa com uma certa mágoa.
Quando estreou em Portugal foi retirado de cartaz após a estreia e reposto mais tarde, depois de passar pela censura, retirada que foi a cena em que a Marselhesa abafa o hino alemão (salvo erro era o hino alemão!). Conta-se que grande parte da assistência que assistiu à estreia, também, se levantou a entoar a Marselhesa.
Um grande abraço.
P.S - Já agora, deixo-te esta do recentemente falecido Pedro Bandeira Freire, do Quarteto, que é, de facto, uma expressão máxima de paixão pelo cinema - "Há bons filmes e maus filmes. Os bons são os melhores".
O Gonçalo é das poucas pessoas que tenho o prazer de conhecer que sabe ver cinema, sabe interpretar cinema e sabe saborear "o" cinema. Três razões mais dos que suficientes para escrever sobre cinema. E esta, como podem ler aqui, já não é a primeira vez que um comentário seu ascende à qualidade de post. Gonçalo, como por certo já te disseram varias vezes, esta casa arcadiana também é tua. Grande abraço.
Nota: na imagem Victor Laszlo (Paul Henreid) lidera "la resistance" na vitória da Marselhesa sobre o hino da Terceiro Reich no Rick’s Caffé. Como aponta o Gonçalo, talvez um dos momentos que mais catarse terá provocado na historia do cinema, com salas pejadas de gente livre a levantarem-se para entoarem o celebre hino gaulês. Longínquos tempos esses em que todos éramos franceses...
Do nosso amigo e leitor Gonçalo Macieira recebemos o seguinte comentário a este post:
Casablanca, envolto nas suas sombras e neblinas, opera uma rara magia em quem o vê – para além de imagem e som tem um sabor e um cheiro. Não são muitos os filmes que nos transportam tão completamente para outros lugares noutro tempo. A sua total encenação do real (quem não sentiu um arrepio quando soube que foi integralmente rodado num estúdio de Hollywood) cria uma ilusão tão envolvente que nos sentimos, mais do que meros espectadores, verdadeiros personagens em trânsito naquele universo. Não nos limitamos a ver o Rick’s Caffé, estamos lá, numa mesa a beber um copo ao lado de mulheres fatais, mais ou menos desesperadas, refugiados, nazis, polícias, mais ou menos corruptos, diplomatas e espiões. No fim, sentimos o frio da madrugada daquele aeroporto, e todos acabamos por partir para Lisboa com uma certa mágoa.Quando estreou em Portugal foi retirado de cartaz após a estreia e reposto mais tarde, depois de passar pela censura, retirada que foi a cena em que a Marselhesa abafa o hino alemão (salvo erro era o hino alemão!). Conta-se que grande parte da assistência que assistiu à estreia, também, se levantou a entoar a Marselhesa.
Um grande abraço.
P.S - Já agora, deixo-te esta do recentemente falecido Pedro Bandeira Freire, do Quarteto, que é, de facto, uma expressão máxima de paixão pelo cinema - "Há bons filmes e maus filmes. Os bons são os melhores".
O Gonçalo é das poucas pessoas que tenho o prazer de conhecer que sabe ver cinema, sabe interpretar cinema e sabe saborear "o" cinema. Três razões mais dos que suficientes para escrever sobre cinema. E esta, como podem ler aqui, já não é a primeira vez que um comentário seu ascende à qualidade de post. Gonçalo, como por certo já te disseram varias vezes, esta casa arcadiana também é tua. Grande abraço.
Nota: na imagem Victor Laszlo (Paul Henreid) lidera "la resistance" na vitória da Marselhesa sobre o hino da Terceiro Reich no Rick’s Caffé. Como aponta o Gonçalo, talvez um dos momentos que mais catarse terá provocado na historia do cinema, com salas pejadas de gente livre a levantarem-se para entoarem o celebre hino gaulês. Longínquos tempos esses em que todos éramos franceses...
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Ainda o B.Leza
O nosso amigo e atento leitor Ricardo Mesquita deu demasiada importância a um comentário algo leviano escrito por mim aqui e decidiu enviar-me a seguinte mensagem via correio electrónico que desde já agradeço:
Pedro,
Quem leia o teu comentário no post do NCR sobre o B.Leza corre o risco de ser enganado ou ficar confuso. "De preferência com ar condicionado e sem bebidas maradas" é de uma infelicidade, diria grave.
De certeza absoluta que nunca bebeste uma bebida "marada" no B.Leza!
Não dá para escrever sem cuidado dando-se ao mal entendido, como neste caso. É o bom nome de boa gente que fica em causa.
Merece uma retratação.
Pois merece, sim senhor. Confesso, Ricardo, que das poucas vezes (três ou quatro) que fui ao B.Leza tinha jantado bem e bebido melhor. Por certo enganei-me. E o que bebi de "marado” nessas noites foi noutro sítio qualquer. De certezinha. Absoluta.
Agora numa coisa deves concordar comigo, caro Ricardo. O B.Leza ficaria muito mais belo e bem cheiroso com um ar condicionado a substituir aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas. Ou não?
Actualização
O Ricardo não se deixou enganar por um aprendiz qualquer como eu e com um fair play digno de um cavalheiro (dos antigos) respondeu assim às minhas suaves provocações:
Pedro
Antes de mais muito obrigado pelo privilégio da “publicação” da mensagem que te enviei.
Li o teu comentário ao teu mail e, sem querer criar precedentes, não posso deixar de responder-te.
Antes de mais, não acho que tenha dado demasiada importância ao assunto. Pelo contrário. Chamei-te a atenção para a gravidade de uma afirmação que, muito leviana e irresponsavelmente, pôs em causa o bom nome de quem gere aquela casa que, como sabes, conheço bem, prezo muito e sei incapaz de proceder como, só posso admitir sem pensares, deste a entender.
Quando comecei a ler o teu comentário quase conclui que duma retratação se tratava. Mas, quando cheguei ao “De certezinha. Absoluta.” Desiludi-me com as dúvidas maiores que me cabisbaixaram. E, como compreenderás, uma retratação não podia dar-se a dúvidas, sob pena de para nada servir, senão para a eventual insistência, agora encapotada e certamente deliberada, na pura e ignóbil maledicência. Talvez o problema resida em mim e nas minhas profundas limitações. Mas que me assolou um cheirinho a ironia fétida, lá isso assolou. Eis um Pedro, que desconheço, incapaz de uma retratação pura e sem margens para dúvidas? Ainda não quero crer.
A irritação é grande, mas nem por isso suficiente para motivar, por si só, a também discordância quanto à maior beleza e aos melhores odores resultantes do evocado ar condicionado. Casas de música africana com ar condicionado, douradinhos brilhantes e chão de mármore a condizer imagino que haja muitas, mas nada têm a ver com o B.Leza, à excepção de um ou outro disco a rodar no prato. O B.Leza é assim: genuíno, como a vida e como nós, cheio de defeitos indispensáveis para tantas alminhas que, como eu, moribundam de saudades. Que volte aquele bafo quente! Que volte aquela gente, aqueles músicos! Que voltem de vez aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas! Com o cabelo ao seu vento saborearás um copo que faço questão de te oferecer.
Posto isto resta-me enfiar a rabeca no saco e desejar que o B.Leza regresse rapidamente; pois não só faço questão de ser eu a oferecer-te esse copo, como insistirei em deixar a garrafa à tua disposição. Para que as nossas noites, Ricardo, sejam sempre melhores que os vossos dias.
Pedro,
Quem leia o teu comentário no post do NCR sobre o B.Leza corre o risco de ser enganado ou ficar confuso. "De preferência com ar condicionado e sem bebidas maradas" é de uma infelicidade, diria grave.
De certeza absoluta que nunca bebeste uma bebida "marada" no B.Leza!
Não dá para escrever sem cuidado dando-se ao mal entendido, como neste caso. É o bom nome de boa gente que fica em causa.
Merece uma retratação.
Pois merece, sim senhor. Confesso, Ricardo, que das poucas vezes (três ou quatro) que fui ao B.Leza tinha jantado bem e bebido melhor. Por certo enganei-me. E o que bebi de "marado” nessas noites foi noutro sítio qualquer. De certezinha. Absoluta.
Agora numa coisa deves concordar comigo, caro Ricardo. O B.Leza ficaria muito mais belo e bem cheiroso com um ar condicionado a substituir aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas. Ou não?
Actualização
O Ricardo não se deixou enganar por um aprendiz qualquer como eu e com um fair play digno de um cavalheiro (dos antigos) respondeu assim às minhas suaves provocações:
Pedro
Antes de mais muito obrigado pelo privilégio da “publicação” da mensagem que te enviei.
Li o teu comentário ao teu mail e, sem querer criar precedentes, não posso deixar de responder-te.
Antes de mais, não acho que tenha dado demasiada importância ao assunto. Pelo contrário. Chamei-te a atenção para a gravidade de uma afirmação que, muito leviana e irresponsavelmente, pôs em causa o bom nome de quem gere aquela casa que, como sabes, conheço bem, prezo muito e sei incapaz de proceder como, só posso admitir sem pensares, deste a entender.
Quando comecei a ler o teu comentário quase conclui que duma retratação se tratava. Mas, quando cheguei ao “De certezinha. Absoluta.” Desiludi-me com as dúvidas maiores que me cabisbaixaram. E, como compreenderás, uma retratação não podia dar-se a dúvidas, sob pena de para nada servir, senão para a eventual insistência, agora encapotada e certamente deliberada, na pura e ignóbil maledicência. Talvez o problema resida em mim e nas minhas profundas limitações. Mas que me assolou um cheirinho a ironia fétida, lá isso assolou. Eis um Pedro, que desconheço, incapaz de uma retratação pura e sem margens para dúvidas? Ainda não quero crer.
A irritação é grande, mas nem por isso suficiente para motivar, por si só, a também discordância quanto à maior beleza e aos melhores odores resultantes do evocado ar condicionado. Casas de música africana com ar condicionado, douradinhos brilhantes e chão de mármore a condizer imagino que haja muitas, mas nada têm a ver com o B.Leza, à excepção de um ou outro disco a rodar no prato. O B.Leza é assim: genuíno, como a vida e como nós, cheio de defeitos indispensáveis para tantas alminhas que, como eu, moribundam de saudades. Que volte aquele bafo quente! Que volte aquela gente, aqueles músicos! Que voltem de vez aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas! Com o cabelo ao seu vento saborearás um copo que faço questão de te oferecer.
Posto isto resta-me enfiar a rabeca no saco e desejar que o B.Leza regresse rapidamente; pois não só faço questão de ser eu a oferecer-te esse copo, como insistirei em deixar a garrafa à tua disposição. Para que as nossas noites, Ricardo, sejam sempre melhores que os vossos dias.
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