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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Factos são factos

Crescimento médio anual da economia portuguesa:

Democracia moderna (1974-09): +2.7%
Estado Novo (1926-73): +4.7%
República (1911-25): -0.4%
Monarquia (1852-1910): +2.0%
Média no período (1852-2009): +2.8%

[daqui]

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Ainda a guerra: coisas daquele tempo (I)

Angola é nossa, Angola é nossa, Angola é nossa, Angola é nossa
Ó povo heróico Português, num esforço estoico outra vez
Tens de lutar, vencer, esmagar a vil traição p'ra triunfar valor te dá o teres razão
Angola é nossa gritarei, é carne, é sangue da nossa grei
Sem hesitar, p'ra defender é pelejar até vencer
Aos invasores castigar com destemor ancestral
Deter, destroçar vencer, escorraçar e gritarAngola é nossa,
Angola é nossa, é nossa é nossa Angola é Portugal!

segunda-feira, 18 de junho de 2007

A frase

«Somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta».
Conhecida a frase, será interessante conhecer os depoimentos dos bons colegas de Charrua. É que não só o homem não estava a falar sozinho, como o instrutor do processo apenas pôde estabelecer a existência de um ilícito disciplinar porque os bons colegas de Charrua concluiram que este se referia ao Primeiro Ministro e não, por exemplo, à primeira figura do Estado (e por conseguinte o chefe): o Presidente da República.
Assim, é verdade que o insulto a um superior hierárquico (como ao dono de uma empresa privada onde se trabalha) constitui um ilícito disciplinar.
Porém, será que o dever de respeito na Administração Pública se deve manter no nível do Primeiro Ministro? Aceito que o dever de respeito é evidente para com os responsáveis máximos dos diferentes organismos do Estado (por exemplo para com o Director-Geral, ou o Presidente do Instituto Público, mas manter esse dever para com o Primeiro Ministro parece-me um excesso orgânico inadmissível e uma herança pesada da velha "democracia orgânica"...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Discursos no 25 de Abril

  1. Verdes, Comunistas e Bloquistas iguais a si mesmos: está tudo mal e não têm culpa nenhuma;
  2. Populares iguais a si mesmos: estaria tudo melhor se não fossem os gajos indicados em "1.";
  3. Social-democratas diferentes do costume: com um discurso muito bom, pecando aqui e ali por alfinetadas pessoais a Sócrates;
  4. Socialistas diferentes do costume: com um discurso fraquinho, fraquinho, fraquinho, um imenso vazio decorado com toneladas de citações;
  5. Um cidadão estrangeiro (ao que parece, brasileiro), que não conseguiu discursar até ao fim.

Todos os discursos formais, cheios de fórmulas bafientas: dirigem-se primeiro ao Presidente da República, depois chegam ao dirigente de uma religião do médio oriente, e por fim aos portugueses e portuguesas, ou caros concidadãos.

É sempre a mesma coisa: parecem esquecer que o 25 de Abril foi feito para os portugueses, contra o Presidente da República, contra o Presidente do Conselho e contra o Cardeal Patriarca.

Parecem esquecer que o 25 de Abril foi feito contra Comités Centrais de comunas e fachos, contra mangas de alpaca e capatazes.

Parecem esquecer o 25 de Abril.

quinta-feira, 29 de março de 2007

Ainda os grandes portugueses

Se Cunhal tivesse vencido o "Grandes Portugueses", o programa seria à mesma "um concurso" e tratar-se-ia de uma escolha "sem rigor científico" representando um "voto de protesto" contra a política actual?

segunda-feira, 26 de março de 2007

Grandes Portugueses

"Grandes Portugueses" foi um concurso do tipo "big-brother" (com "expulsões" e tudo), em que - desde o início - se percebeu que ganharia uma de três personagens históricas:
D. Afonso Henriques, António Salazar ou Álvaro Cunhal.
D. Afonso Henriques era uma escolha óbvia, por se tratar do fundador da nacionalidade, e uma das personagens históricas mais familiares para a população portuguesa.
António Salazar não deixava de ser uma possibilidade forte, uma vez que a difícil situação económica que se atravessa, juntamente com o desconhecimento da História recente e a aura de honestidade que o rodeia (por contraposição aos Pina Mouras da actualidade), são elementos que o favorecem.
Álvaro Cunhal também seria um forte candidato, uma vez que a máquina comunista funciona de forma inelutável, e não perderia esta oportunidade para incensar o seu guru.
Dito isto (e assumindo a surpresa de ver Aristides Sousa Mendes à frente de D. Afonso Henriques), sinto-me triste por Salazar ter ganho o concurso, mas alegre por Cunhal não o ter ganho.
É que, se Salazar foi um ditador, Cunhal quis ser um ditador!
E se o Salazar do colaboracionismo com Hitler era anti-democrata, o Cunhal seguidor de Estaline também era um anti-democrata!
Por outro lado, senti uma imensa repulsa pelo discurso histérico e fanático de Odete Santos, que não perdeu qualquer oportunidade de canonizar Álvaro Cunhal (como por exemplo, quando Maria Elisa lhe perguntou qual o maior defeito de Cunhal, cuja resposta foi "a sua imensa modéstia"), e que assim que foi anunciado o vencedor, desatou a gritar "a defesa da ideologia fascista é crime". De facto (e de direito) a apologia do fascismo é crime, mas chegou a hora de nos questionarmos, por que razão não há-de o comunismo ser também declarado proscrito da convivência democrática? Ou alguém duvida que, se tivesse tido sucesso, Álvaro Cunhal não teria sido um ditador comunista?

segunda-feira, 5 de março de 2007

as pessoas da aldeia

Anda por aí alguma confusão sobre um museu que a Câmara Municipal de Santa Comba Dão quer fazer. O museu é sobre Salazar e o Estado Novo e, mais que não seja, apresenta uma grande mais-valia: é em Santa Comba Dão. Não fora a manifestação imbecil e a petição que se quer apresentar à Assembleia da República, ninguém teria dado conta das intenções de erigir tal espaço museológico. É que Santa Comba Dão fica fora de mão. Ninguém lá vai.
Não me preocupo, por outro lado, com a existência de pessoas que gostem de Salazar (também há deputados que oferecem jantares de homenagem a Pinto da Costa...), é que, se enterrámos Salazar e os seus esbirros, foi para que pudesse haver pessoas a gostar dele a a afirmá-lo publicamente.

Querem fazer um museu? Quotizem-se e façam-no! Têm todo o direito de o fazer, sabendo nós embora que, se fossem poder, nunca poderíamos fazer um museu pela liberdade.

Enfim, para terminar, e em total espírito de liberdade, resta-me dizer que, se Salazar era o verdadeiro espírito da ruralidade das pessoas da aldeia, então ele foi o primeiro "village people", e aposto que era o polícia!

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Salazar, Salazar, Salazar!!!

Este é um post politicamente incorrecto, ideologicamente desalinhado e susceptível de irritar algumas consciências mais frágeis. Por favor, se é susceptível ao livre debate de ideias é favor mudar de canal neste momento!
Depois não diga que eu não avisei…

Hoje não é dia da Raça. Mas apetece-me dar corda à minha costela fascizoide e salazarenta - no fundo, no fundo cada um tem a sua. É verdade, por vezes tenho assim uns ataques. Normalmente sento-me e espero que passe. Hoje sentei-me, não passou rápido. Pelo contrario, intensificou-se. E decidi escrever.
A culpa é do Sol, provavelmente o semanário mais pop-chunga da Europa ocidental e arredores. Não conheço pior. O Sol vem confirmar na primeira pagina aquilo que em surdina passou primeiro para as redacções dos jornais e em seguida se foi espalhando rapidamente. Salazar foi o grande vencedor daquela coisa dos maiores portugueses. Armados em batoteiros os senhores organizadores decidiram mudar as regras do jogo. Mas Salazar, rapidamente e em força, voltou ao comando! É bem feito! Quiseram tirar os esqueletos do armário, agora aguentem-se. Viva Salazar!
Mas esta vitoria de pirro do aldeão tiranete - a confirmar-se - apresenta alguns aspectos interessantes. A meu ver, por um lado, demonstra (e confirma) que o Portugal rural, boçal, analfabeto e andrajoso é como a natureza: está ai. As elites só vão ao café com as elites e tem conversas de elites. Porque se as elites fossem ao café com o português médio facilmente se deparavam com aquele desabafo típico do "isto está mesmo a precisar é de um Salazar!". Será mesmo só um desabafo, ou mais qualquer coisa?
Por outro, demonstra a existência em Portugal de uma "direita" para alem da direita que quando quer se sabe organizar. Mas é cobarde. Tapa a cara, esconde a sua pessoa - como vimos domingo na cauda da manif do Não ao aborto. Lá, no conforto e segurança do lar, em frente ao computador ou com o telefone na mão vota…, Salazar! É curioso, não é? Vota Salazar!
O interesse da questão está precisamente nestes últimos. À ultra direita que existe em Portugal só resta a seria reorganização, e a profunda ideoligização. A ultra direita existe, ávida de um líder, ávida de um ideólogo, esfomeada por um programa de acção. E a extrema-esquerda está a pedi-la. Cada vez mais intensamente.
A ultra direita portuguesa é uma inevitabilidade. Resta saber quanto tempo mais teremos de esperar por ela.
E voltando ao tal concursito, devo ser claro; demonstrando ao que chegou a brincadeira: Antes Salazar que Cunhal!

PSL