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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Sindicatos dos bancários: um exemplo de decência e legalidade

O Público de hoje vem com dois exemplos de "decência" e respeito pela "legalidade" por parte de sindicatos de bancários:
O primeiro (pág. 7) é um anúncio a apelar ao voto em Cadilhe na assembleia geral do BCP, enquanto representante de um grupo de pequenos accionistas (!!!).
O segundo (pág. 8), é uma notícia segundo a qual um sindicato de bancários é acusado de violar uma ordem judicial para reintegrar uma funcionária...
Bonito...

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Polícias e ladrões

Continuo a ver nos polícias os “bons” e nos ladrões os “maus”. Por isso acho chocante que polícias, envergando as suas fardas, se prestem a agredir pessoas que não estão a praticar qualquer crime. Por isso acho chocante que polícias, envergando as suas fardas, formem uma espécie de guarda pretoriana de protecção a algumas claques de futebol e a bandos de seguranças privados.
Por outro lado, acho ridículo que qualquer excesso policial seja imediatamente rotulado de “crime” e que qualquer roubo, agressão, destruição de património, violação ou homicídio realizado por um tipo que more num bairro difícil seja somente a consequência do seu desenraizamento social.
Por isso concordo com Ferreira Fernandes (Diário de Notícias) quando reprova a propaganda “cop-killer” da Cova da Moura (onde parece que se fazem visitas turísticas a “monumentos” a crimes de ódio!...), e com Helena Matos (Público) quando se insurge contra a desigualdade na reacção ao crime, consoante o mesmo seja contra um banco ou contra uma pessoa:

«Igualmente perturbante, pelo menos para mim, é também o alarme social gerado pelos assaltos aos bancos, sobretudo quando se compara esse alarme com o resignado fatalismo que se exige aos não banqueiros, ou seja, a maioria de nós, caso sejamos assaltados ou agredidos. Os portugueses não têm apenas uma justiça cara e ineficaz. Vivem rodeados duma concepção elitista da segurança e do crime: quando se assalta um banco é inequívoco que se tratou de um roubo. Quando o assaltado ou agredido é um qualquer cidadão a quem roubaram o dinheiro que acabou de levantar no multibanco entra--se no domínio do problema social. E é suposto que a vítima seja a primeira a desistir de falar em justiça e a perceber que teve azar.»

Terrorismo oficial

Este video está a fazer sucesso na manhã informativa.

O clima de insegurança aumenta exponencialmente. Da nossa segurança. De quem anda na rua, sai à noite para se divertir com os amigos, vai ao estadio apoiar o clube do seu coração. Independentemente de tudo isto tem de haver uma explicação oficial (mas digna) para imagens como aquelas.