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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Livre mas pouco

Pouco tenho ligado ao panorama polito-partidario aqui do retângulo. Seria perca de tempo. Menos ainda tenho ligado ao surgimento de novos movimentos à Esquerda. Seria pura perca de tempo.

Mas por vezes há que estar atento e hoje tropecei nisto: no Livre não há lugar para posições monárquicas (link).

Sim são livres, não querem lá monárquicos? Não. Não são livres nem defendem a liberdade. São doentes, xenófobos travestidos de europeísta e ecologistas.

É gente perigosa…, ao que isto chegou!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Notas presidenciais

Ainda não escrevi uma única linha sobre o processo eleitoral em curso. Não será necessário ser muito perspicaz para compreender tal atitude. Lá iremos…
Para já, queria apenas saudar mais três sondagens três, perfeitamente estapafúrdias. Estapafúrdias?

Como se recordam, esta semana, a esquerda carpiu a bom carpir com os resultados desta sondagem (link). Agora, perante esta no Expresso (link), esta no DN (link) e mais esta (link) o que vai a esquerda dizer e fazer?

Mas…, eu e a esquerda pelo menos numa coisa estamos de acordo. As sondagens são feitas por mentecaptos com métodos salazarentos e não servem para nada de nada. Por isso é que, no domingo, vou votar. Lá iremos….

domingo, 1 de março de 2009

Igualdade de Oportunidades?

«Os cursos com médias mais altas, como Medicina, são tendencialmente preenchidos por alunos de famílias com mais recursos, revela um estudo na Universidade de Lisboa, que conclui que o acesso ao ensino superior não é “apenas uma questão de mérito”». (Público)
Não é propriamente uma novidade esta notícia que nos é dada pelo Público. A realidade no acesso à Universidade emula outras realidades: o acesso às melhores profissões depende em larga medida da origem social dos candidatos.
Quase 200 anos após a revolução liberal, quase 100 anos após a implantação da República, mais de 30 anos após Abril, o nascimento continua a ser determinante para o futuro dos portugueses.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

os pontos nos ii

As nossas sociedades tornaram-se modernas derrotando o obscurantismo. Nem todas as culturas deram esse passo - é o caso da islâmica, entre outras.
O multiculturalismo (...) tem uma fronteira, que é o ponto em que as culturas com as quais partilhamos o dia-a-dia (quantas mais melhor) colidem com direitos que consideramos universais.
Miguel Gaspar, no Público

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

ArcádiaQuiz (XVIII)

A Câmara Municipal de Lisboa lançou um concurso de ideias para saber o que há-de fazer com o Parque Mayer. As melhores propostas são:

  1. A de José Sá Fernandes, que quer a nulidade da permuta (i.e. a devolução daquilo à Bragaparques);
  2. A de António Nunes, que acha que ainda se pode fazer lá um casino (i.e. um sítio com cinzeiros para que ele, enquanto não-fumador, possa dar uns bafos); ou
  3. A de Belmiro de Azevedo, que quer terraplanar aquilo para fazer um Continente (e aproveita, e vende à IKEA a madeira das árvores do Jardim Botânico)?

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Duas perguntas que gostaria de fazer ao Dalai Lama

Se o Tibete fosse independente voltaria a ser um regime teocrático?
Pode uma mulher vir a ser "Lama", ou o espírito de um Bodhisattva só encarna em homens?

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

ArcádiaQuiz (VI)

Eu não gosto de generalizações, tu não gostas de generalizações, ele não gosta de generalizações…, mas certo é que o mundial de Rugby apenas é tema de conversa entre bloggers de direita – quando o é à esquerda é para insinuar patetices como esta (link). Porque será que a esquerda não gosta (e nalguns casos até embirra solenemente) com o rugby:

1. A esquerda é mariquinhas e não gosta de sujar os calções;
2. A esquerda é complexada e não gosta de ver o hino nacional cantado com fervor e emoção;
3. A esquerda nunca perde os preconceitos e pré-conceitos onde vive encarcerada desde sempre e dos quais nunca se consegue libertar por um momento que seja.

sábado, 30 de junho de 2007

E nada a despropósito

Urge dotar os partidos políticos portugueses de mecanismos de controlo democrático, que permitam combater as infiltrações anti-democráticas e varrê-las sem piedade:
No presente caso, importa que o Partido Socialista pare para pensar. Que reflicta. Que dê um banho de rua e de common people a Sócrates. E que elimine os bufos, os candidatos a bufos e os pequenos coronéis que ameaçam a integridade de um partido que, como diz Vasco Pulido Valente, os portugueses se habituaram a ver como o defensor da liberdade e da democracia.

Ainda a propósito

Nem o eng. Sócrates nem o dr. Cavaco manifestamente compreendem que a repressão da dissidência e da crítica começa a corromper o regime e torna inevitável o futuro "saneamento" dos "saneadores". O silêncio de cima encoraja o miserável trabalho de baixo. Em Portugal, a colaboração do Estado com os pequenos pides do PS já não é uma vergonha.
Vasco Pulido Valente, no Público de hoje (30/06)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

o Diário da República é uma treta?

O novo director do centro de saúde de Vieira do Minho acaba de dizer, na TSF, que a razão essencial da exoneração da ex-directora não está no Despacho, acusando Manuel Alegre de ter comentado deficientemente o assunto, uma vez que apenas o fez com base no que foi publicado no Diário da República.
Quanto aos caros leitores não sei, mas como cidadão sou obrigado a acreditar no que está publicado no Diário da República, ou será que o Despacho de nomeação do actual Director também não contém a razão essencial da sua escolha?

Despacho de exoneração

Aqui está o despacho de exoneração da directora do centro de saúde de Vieira do Minho (o original pode ser consultado aqui).O que me surpreende neste caso já não é a susceptibilidade perante o humor (curiosamente o despacho foi publicado no mesmo dia em que Correia de Campos respondeu de forma jocosa a uma provocação), que tem ressuscitado nas chefias de topo da administração pública uma atitude que se julgava varrida para o caixote do lixo da História (que cliché tão estafado, eu sei, eu sei...). O que me surpreende é que tenham sido deputados do partido socialista os primeiros a apontar o dedo acusador e a transformar um facto obscuro de há quase sete meses numa notícia fresquinha:
à falta de oposição, o único controlo do Governo são os deputados socialistas. A lenta mas segura ascensão de sucessores de Sócrates começa a ver a luz do sol?

quarta-feira, 27 de junho de 2007

mercado vs. pessoas

Foi hoje noticiado (i.e., como se tem feito, atira-se o barro à parede a ver se cola) que a comissão que estuda (mais um estudo) a revisão do Código do Trabalho propõe o fim dos limites diários à prestação de trabalho (com limites semanais), a redução do subsídio de férias, a redução do período de férias, a redução do salário em situações de mobilidade funcional e o despedimento por incompetência.
A incompetência parece-me um bom motivo para um despedimento, mas, ao fim de quanto tempo é que a incompetência se manifesta? Sim, é que os períodos experimentais foram alargados no presente Código, pelo que me parece estranho que a incompetência só se manifeste após esse período. Além do mais, como é sabido, as empresas abusam do recurso à contratação a termo certo, pelo que - na prática - de seis em seis meses têm possibilidade de despedir trabalhadores. Além do mais, é facílimo despedir em Portugal, no mercado privado conhecem alguém que tenha sido despedido e que tenha sido reintegrado? E que mesmo tendo sido reintegrado tenha aguentado a "prova da secretária virada para a parede junto às casas de banho"?
Por outro lado, há alguma explicação para a a redução do período de férias? Ainda por cima conciliado com o fim dos limites diários? Quantas pessoas conhecem os pacientes leitores deste blogue que trabalham só o horário estipulado? E das que trabalham normalmente para "além da hora" quantas recebem remuneração (como decerto defenderão os liberais...) por isso?
Por fim, e se essas medidas forem mesmo aprovadas, e que tal regras que protejam os trabalhadores dos excessos das entidades patronais? Que tal regras criminais contra o assédio moral? Que tal regras criminais contra o incumprimento das normas referentes a salários e períodos de descanso?
Dito isto, o mercado não se pode constituir como a medida de aferição das regras da nossa sociedade: essa medida são as pessoas. Caso contrário, entraremos numa nova deriva totalitária: a do mercado.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

A frase

«Somos governados por uma cambada de vigaristas e o chefe deles todos é um filho da puta».
Conhecida a frase, será interessante conhecer os depoimentos dos bons colegas de Charrua. É que não só o homem não estava a falar sozinho, como o instrutor do processo apenas pôde estabelecer a existência de um ilícito disciplinar porque os bons colegas de Charrua concluiram que este se referia ao Primeiro Ministro e não, por exemplo, à primeira figura do Estado (e por conseguinte o chefe): o Presidente da República.
Assim, é verdade que o insulto a um superior hierárquico (como ao dono de uma empresa privada onde se trabalha) constitui um ilícito disciplinar.
Porém, será que o dever de respeito na Administração Pública se deve manter no nível do Primeiro Ministro? Aceito que o dever de respeito é evidente para com os responsáveis máximos dos diferentes organismos do Estado (por exemplo para com o Director-Geral, ou o Presidente do Instituto Público, mas manter esse dever para com o Primeiro Ministro parece-me um excesso orgânico inadmissível e uma herança pesada da velha "democracia orgânica"...

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Das Touradas e da intolerância

Não sou aficionado das touradas. Quando, por acaso, a minha televisão passa por uma, confesso que faço uma pausa, para ver se vai decorrer alguma pega de caras. Se houver, vejo a pega, e depois mudo de canal. Deve ser um pouco como aquelas pessoas que não gostam de futebol, mas esperam para ver a marcação de um "penalty".
Dito isto, não sou contra as touradas. Nem a favor. Sou - por assim dizer - tauromaquicamente agnóstico. Admito que haja pessoas que não gostam de touradas, como há pessoas que não gostam de concursos de beleza, ou mesmo pessoas que não gostam de pessoas com opiniões contrárias.
Mas uma coisa não admito: a pretensão de superioridade moral, seja daqueles que são contra as touradas, por defenderem a "vida animal", seja daqueles que são contra o aborto, por defenderem a "vida intra-uterina".

Deixo-vos com o excerto de um artigo de Daniel Oliveira, que leva a questão à sua verdadeira dimensão: a simbólica.




«A tourada é um sinal de resistência à industrialização da vida e da morte. O espectáculo da morte do touro, em Barrancos, é em tudo semelhante ao da matança do porco, é aquele que nos mostra de onde vem a nossa vida, que nos diz da nossa dependência em relação à natureza. Na matança do porco, a celebração é privada e familiar, na matança do touro ela é pública e comunitária.
É também a resistência de uma cultura rural em relação a uma cultura urbana. A cultura da cidade e do domínio tecnológico sobre a natureza é, não escondo, mais tolerante e multicultural. Mas ela aflora, neste como noutros casos, uma hegemonia intolerante e insensível aos processos de afirmação de identidade do mundo rural.»

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Uma grande pergunta

SÁ FERNANDES E CÂMARA DE LISBOA
ou os valores desconhecidos de um homem pouco transparente
José Sá Fernandes apela hoje a uma unidade à volta dos "valores" que ele defende, para conquistar a câmara de Lisboa…
Mas que “valores” defende ele? E desde quando defende ele esses e não outros "valores"?
Mas quem é este homem? Que andou ele a fazer na vida antes de aparecer do nada com as suas tentativas fracassadas de inviabilizar “túneis das amoreiras” e outras iniciativas em Lisboa?
Alguém sabe quem é, de facto, este homem e que valores andou ele a defender durante a sua vida…?
Eu não sei. Nem quem ele é, nem por onde ele andou e nem que valores realmente defendeu ou defende…
José Mateus Cavaco Silva, Claro