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domingo, 23 de janeiro de 2011

Discursos

Destaco dois discursos:
  • O de Alegre, surpreendentemente bom (já o discurso de encerramento da campanha tinha sido do melhor que lhe tinha ouvido) e apelando à unidade nacional;
  • O de Cavaco, surpreendentemente mau, apodando de caluniosos todos os factos documentalmente provados que o envolvem em negócios pouco transparentes. Parecia Valentim Loureiro, querendo conferir aos resultados eleitorais a natureza de sentença...

Vencedores e vencidos

  1. O grande vencedor da noite: José Manuel Coelho, com 4,5% a nível nacional e 39,01% na Madeira (quase que empata com Cavaco), só pode estar satisfeito;
  2. O grande derrotado da noite: Manuel Alegre, com quase três vezes menos votos que Cavaco;
  3. Os ignorados da noite, por ordem decrescente: Defensor Moura, Francisco Lopes e Fernando Nobre, o primeiro porque inexistiu, o segundo porque apenas existiu, e o terceiro porque não soube lidar com a sua existência.
  4. O agridoce: Cavaco Silva, que ganhou à primeira volta como queria, mas com menos força de há 5 anos, tanto pelo número de votos que recebeu, como pelo facto de mais de metade dos portugueses não ter saído de casa.

Notas presidenciais (X)

Do Minho a..., Coelho com 9 em 173 votos em Timor

Notas presidenciais (VIII)

Maior que Portugal: no Benfica vota-se electronicamente desde 2006.

Notas presidenciais (VII)

Pedro Soares Lourenço está a beber um CRF como manda a lei à saúde da esquerda em Portugal: em balão aquecido!

Notas presidenciais (VI)

Banda sonora da coligação PS/Bloco

Notas presidenciais (V)

PS e Bloco juntos não valem hoje mais do que 20%. Gosto disto!

Notas presidenciais (IV)

Obviamente…, fui votar. De manhã cedo ou pelo menos tão cedo quanto pude.

Quando já faltam poucas horas para a eleição terminar, os primeiros números da abstenção são terríveis. Os especialistas em generalidades vão atribuir tais números ao frio. Eu, fui votar a pé, percorri quinze a vinte minutos para cada lado e vestia calções. As senhoras da mesa de voto, supondo estarem no centro do mundo, questionaram se o fazia para gozar com elas - ali paradas ao gelo daquilo que é uma sala de aulas. De facto, não foi para gozar com elas mas apenas para meu conforto. Não achei que estivesse assim tanto frio.

Mas este não devia ser um post sobre “moda eleitoral” mas sim para confessar que não espero outro resultado que uma vitória esmagadora de Cavaco Silva, repetindo a eleição à primeira. Menos de sessenta por cento dos votos, para mim, será derrota.

Já voltamos a conversar…

sábado, 22 de janeiro de 2011

Notas presidenciais (III)



Assim chegámos ao dia de reflexão. Mas…, reflectir em quê ou no quê? E em quem?

O “dia de reflexão” é um anacronismo tão grande como o mito do voto presencial. E ainda por cima analógico…, um cartão, um papel, uma caneta, uma cruzinha. No fundo, no fundo, um procedimento bem cá da nossa terra; português de gema.

Com a internet, o 2.0, os blogues e as redes sociais faz algum sentido manter este dia? Não faz; talvez isso não se note muito nestas que são presidenciais e estão praticamente destinadas mas, eleições próximas, irão colocar sempre o conceito que está subjacente a um dia como o de hoje em profunda crise.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Notas presidenciais (II)



A campanha. Qual campanha? A eleitoral? Numa palavra: inexistente.

Um destes dias, no twitter, uma jurista brasileira que se encontra em Portugal, questionava o desinteresse luso pela campanha eleitoral. Mas…, como é que uma pessoa se pode interessar por uma coisa que não existe?

Quem não se recorda da épica campanha para a eleição de 1986? Zenha, Pintasilgo, Soares e Freitas do Amaral. E da luta titânica entre estes dois “monstros” na segunda volta?
Eram tempos de comprometimento entre eleitos e eleitores. Muito por culpa destes últimos, sem dúvida.

Hoje, o deserto: Quem é Alegre? O que fez aquele funcionário partidário? Um Nobre, nada nobre; outro alegre, o Coelho e um indivíduo que quer ser Presidente da República mas praticamente nem da casa da partida saiu.

Seria desta forma que a Esquerda e a “sociedade civil” desejavam derrotar o último político português com algum carisma?
Estamos bem pior do que podemos imaginar...

Notas presidenciais

Ainda não escrevi uma única linha sobre o processo eleitoral em curso. Não será necessário ser muito perspicaz para compreender tal atitude. Lá iremos…
Para já, queria apenas saudar mais três sondagens três, perfeitamente estapafúrdias. Estapafúrdias?

Como se recordam, esta semana, a esquerda carpiu a bom carpir com os resultados desta sondagem (link). Agora, perante esta no Expresso (link), esta no DN (link) e mais esta (link) o que vai a esquerda dizer e fazer?

Mas…, eu e a esquerda pelo menos numa coisa estamos de acordo. As sondagens são feitas por mentecaptos com métodos salazarentos e não servem para nada de nada. Por isso é que, no domingo, vou votar. Lá iremos….