segunda-feira, 30 de junho de 2008

Sport Lisboa, e Benfica, O Campeão

Hoje (quase) não há blogue que se espreite que não faça referência à vitória espanhola no campeonato europeu de futebol. Numa estranha mescla de inveja e orgulho parece que os portugueses vibraram muito com a vitória dos vizinhos do lado.
A minha final foi outra. A minha e a de cerca de outros três mil que encheram de paixão o Pavilhão da Luz, para apoiar a melhor equipa de sempre do futsal português e vibrar intensamente com a conquista do quarto titulo nos últimos seis anos – segundo consecutivo.
Sem penduras orelhudos nem sorridentes Rui Costas, o futsal do Benfica lá vai fazendo o seu caminho de trabalho, suor e glória. Eles e a inesgotável energia da Rapaziada Sem Nome representam actualmente o melhor do Espírito (chamam-lhe Mística) Benfiquista.
Viva o Benfica!

Ainda bem que as musicas não se medem aos palmos

Vampire Weekend - "Mansard Roof"

domingo, 29 de junho de 2008

Por supuesto

Os espanhóis descobriram a melhor forma de ganhar as competições de selecções: apoiar uma selecção estrangeira.
Calhou-nos a nós, e Portugal fez de Espanha neste Campeonato Europeu: caiu nos quartos-de-final.
Quanto ao mais: parabéns Espanha.

O salário do Bastonário

A Ordem dos Advogados está como o PSD. Como o Bastonário é uma espécie de Luís Filipe Menezes, os "notáveis" da Ordem - que têm acesso aos media - e as corporações de funcionários-públicos-que-acham-que-não-o-são já puseram em marcha a "campanha negra" contra Marinho Pinto.
Estando nós no final de Junho, o Diário de Notícias publica em manchete uma notícia de... Janeiro, e que se prende com o facto de este Bastonário (o primeiro em regime de exclusividade), receber uma remuneração mensal e um subsídio de reintegração no final do mandato.
A notícia é apresentada de forma insidiosa e coloca o leitor em cima de carris para concluir pela condenação moral do Bastonário (sublinhados meus):
Quer a remuneração mensal, quer este subsídio de reintegração são inéditos na Ordem, instituição com mais de 80 anos. "Facto inédito e sem precedentes", explicou uma fonte próxima daquela estrutura, que preferiu o anonimato. O valor em causa será retirado dos cofres da própria Ordem dos Advogados, que são preenchidos pelas quotas pagas por advogados, muitos deles em situações profissionais precárias. Em média, os advogados portugueses recebem cerca de mil euros mensais pelos seus serviços.
Ora, onde está o problema?
Na existência inédita de uma remuneração? Mas é ou não verdade que este é o primeiro Bastonário em regime de exclusividade.
No valor da remuneração? É igual à do Procurador-Geral da República, o que reflecte a igual dignidade dos cargos.
No facto de a remuneração ser paga pelas quotas da Ordem? Pois havia de ser paga por quem? Pelos contribuintes do Orçamento de Estado?
Não é transformando a OA numa espécie de PSD que se serve os advogados...
Nota: Votei em Manuel Magalhães e Silva na
campanha para as eleições para Bastonário,
por achar - como continuo a julgar -
que seria o melhor para os advogados.

Mariquinhas pé-de-salsa

Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias, certeiro como sói:
As agressões do Tribunal da Feira deviam ter convencido os juízes, assim: "Olha, sou mesmo necessário." Em vez disso, suspenderam-se. Um juiz que suspende julgamentos porque durante um julgamento se cometeu um crime, é um juiz que não acredita que os julgamentos servem para combater os crimes. E, já agora, do ponto de vista do criminoso: se um crime num julgamento acaba temporariamente com os julgamentos numa comarca, porque não mais crimes desses para prolongar a suspensão de julgamentos? E porque não estender a táctica a todos os tribunais portugueses?

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Dois olhos no burro e no cigano

A confiança é um sentimento difícil de sentir em Portugal, sobretudo face às instituições e ao Estado em geral e particularmente ao vizinho do lado. Desde a forma inicial de cumprimento à despedida do fortuito encontro vizinhal existe uma diferença paradoxal, se não mesmo patológica no sentido bipolar. O ano passado, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) realizou um estudo - “World Values Survey” - sobre a confiança nas instituições sociais e políticas e o civismo dos povos e imaginem o lugar de Portugal: quando não ficava em último, nos diversos indicadores desagregados, ficava em penúltimo ou em antepenúltimo.
Podem ser dadas algumas explicações históricas (a fundação da nacionalidade, o domínio filipino, a promiscuidade e inconstância típicas da monarquia portuguesa, a duração do Estado Novo) e, consequentemente políticas, a falta de liberalismo cívico e político, conotado com a responsabilidade efectiva e a liberdade garantida, ou mesmo com o estatismo, a providência, ou, quem sabe, Fátima ou qualquer outra senhora aparecida. O impacto na História e na Economia, sobretudo na produtividade e na competitividade, ou, por outro lado, a influência do passado no presente futuro português, desta falta de confiança nos próprios e nos outros ainda, julgo eu, está por estudar e comprovar.
Todavia, sendo eu um leigo da sociologia (ciência aliás pela qual não morro de amores, sobretudo na retórica) e mediano cidadão, por vezes, a ler o jornal, a ver umas notícias ou a ouvir um noticiário, penso como alguns casos são quase uma prova irrefutável de um impacto negativo de algo que aconteceu outrora neste quarto ibérico.
O problema não é português, como se viu na recente crise das hipotecas sobrevalorizadas sobre bens com valor não correspondente. A principal causa desta crise está na falta de confiança dos que definiam Quem era de Confiança, ou seja, no mundo das finanças designam-se por empresas de 'rating', que avaliam qual o risco de determinada operação financeira. A promiscuidade também aqui vingou, e piorou, quando aquelas faziam o papel duplo e simultâneo de consultoras e avaliadoras de risco da mesma empresa.
A confiança é mais do que um sentimento, é um valor primordial de qualquer relação, seja social ou individual. Por isso a regulação jurídica e a governância são tão aclamadas e declamadas, vivendo o seu momentum paradigmático. Quanto aquela falta, estas soçobram, em abundância.

A não perder...

José Tomás

Razões várias conduzem-me a pecar enquanto aficionado. Não tenho dada a devida atenção ao espectáculo taurino. Mas algum “público” deste blogue pede-o. E nós devemos sempre dar às pessoas aquilo que elas desejam.
De facto, a bela arte do toureio apeado vive dias de glória com o regresso triunfal de José Tomás a Las Ventas. Com a devida vénia a Carlos Miguel Fernandes transcrevo parte do seu extraordinário post: (...) foi em Las Ventas, no passado dia 5, que José Tomás acedeu à tribuna dos mitos, com uma tarde que, contam os aficionados, é fronteira para um antes e um depois no toureio. O feito abriu noticiários e fez manchete dos jornais. Ya es una leyenda, clamava o El País no dia seguinte, na primeira página. Na difícil praça de Madrid alcançou aquilo que o público não via há mais de 30 anos: quatro orelhas e saída pela porta grande.
Deliciem-se com a beleza da arte de José Tomás.

Ataca, Benfica ataca

Instigados por António de Souza-Cardoso, alguns ilustres Benfiquistas como Júlio Machado Vaz, passaram a vestir o Manto Sagrado e a jogar ao ataque na blogosfera. Novo Benfica é o novo blogue. Aguardamos com curiosidade os textos de Miguel Esteves Cardoso.

Baixo, preto e coxo

Quando no longínquo verão de 1983 o dinamarquês Michael Manniche chegava ao Benfica, perguntaram a Pinto da Costa o que achava do novo reforço dos encarnados. Reza a historia que o facínora terá respondido “é alto, louro e tosco”.
Quatro anos mais tarde Manniche abandonava o clube da Luz com quase oitenta golos marcados e com, entre outros troféus, dois campeonatos e três Taças de Portugal.
Quando no longínquo verão de 1983 o dinamarquês Michael Manniche chegava ao Benfica, Javiern Ángel Balboa Osa ainda não era sequer nascido.
O jovem Balboa, comprado ao Real Madrid pela pequena fortuna de quatro milhões, chega ao Benfica com 57 (cinquenta e sete) – leram bem – minutos jogados em toda a época passada.
Por quanto mais tempo continuará Rui Costa a sorrir?

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Bebé, repara só nessa metonímia a seguir à hipálage

E por falar em alhos…, quem será este silly apanhado na season passada, pergunta bem o Bola Na Rede B?

(carregar na imagem para aumentar, pois é lindo de ser visto)

Vão lá vão, porque eles merecem. O silly e a season.

Fífia tira seis pontos ao Benfica

Se duvidas houvessem que a silly já estaria a atacar rapidamente e em força…

A comunicação social cá da santa terrinha tem vindo a especializar-se no jornalismo do “se”. Se isto seria aquilo. Se fulano daria beltrano. Se sim então sopas. Se, se, se.
Se a minha avó não morresse ainda hoje era viva.

O anteriormente conhecido como jornal de referência Diário de Noticias, titula hoje em garrafais: “FIFA mandou tirar seis pontos ao Benfica”. Mas, basta ir ao encontro da página digital do jornal para logo ficarmos com outra ideia do “caso”. Afinal o Benfica quase perdeu seis pontos. Portanto, não saindo da riquíssima linguagem do pontapé na bola, a FIFA nada tirou, o DN é que deu uma fífia.

Mas, entretanto, o estranho vírus do “se” já se espalhou e ameaça mesmo provocar uma pandemia; apesar de apresentar algumas mutações. Para o Público é noticia o facto de o Benfica ter estado “muito perto de perder seis pontos”.

Estamos esclarecidos quanto à importancia do Sport Lisboa e Benfica no fabuloso negocio da venda de papel e electrões?
Renovamos os nossos mais sinceros votos de uma óptima silly season.

Vida de cão…

…dormir com pulgas no colchão.
Olá, bom dia e bem vindos à silly season.
Há falta de melhor, o Público, desde ontem a meio da tarde, alerta-nos na sua página principal que um cão foi “mutilado e deixado sem assistência no distrito de Aveiro”.
Coitado do bicho, os portugueses continuam a ser uns animais, blá blá blá e outros lugares comuns. Comentam cerca de cem pessoas na página do jornal.
“Quatro blogues ligam para este artigo” diz-nos o twingly. Agora são cinco.
Que passem uma silly season divertida, regada com muita imperial e colorida por muitos tremoços (a crise é a crise) é o desejo deste vosso ARCÁDIA.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Foram à procura do bodyboarder da fotografia

Para ler, no Público de hoje, com prazer e um sorriso nos lábios.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Carro a água

Um carro movido a água? Só a água? Parece bom demais para ser verdade, mas a acreditar na Genepax, esta empresa japonesa terá desenvolvido um motor que consegue consumir apenas 1 litro de água por cada 80 km percorridos...

Notas sobre uma eliminação ridiculamente prematura (III) - Perdemos unicamente por culpa própria

(Espero que a parte do prematura seja pacifica!)
Mas afinal porque é esta eliminação ridícula?
É ridícula porque, fundamentalmente, a equipa que ontem entrou em campo não soube ou não quis lutar por outro resultado. Houve medo (pareceu-me mesmo ver pavor nalguns olhares dos nossos durante a cerimonia do hino), houve falta de ambição, houve fraqueza no momento de lutar pela posse de bola e pelo controlo do jogo. Houve temor reverencial aos germânicos.

No plano individual dois jogadores deixaram a sua nódoa profunda no jogo, Ricardo e Paulo Ferreira. Mas o meio campo não sai ileso. Deco não existiu, Moutinho enquanto esteve em campo falhou um golo (com o resultado em branco) certo. E por onde terá andado o putativo Melhor Jogador do Mundo?

Haverá ainda mais razões para justificar a expressão ridícula?
Com certeza que sim. Mas não tão evidentemente demonstráveis. Como liberal que sou custa-me ter de dar razão aos que criticaram as “Nereidas” deste grupo de trabalho. A saber, entre outras, o anuncio da saída de Scolari para o Chelsea a troco de uma pequena fortuna para o brasileiro, o inédito (no meio de um estagio para uma competição de futebol profissional de topo) passeio de Deco até Barcelona (?!) para resolver “assuntos pessoais”, a novela Real-Ronaldo…

Na imagem (Lars Baron/Bongarts/Getty Images), os adeptos germânicos (tão bem organizado como o seu Estado ou as suas empresas) puxam dos galões e fazem a mais eficaz coreo deste Euro 2008 mostrando um pano, sob fundo das cores alemãs, a reclamar o título de tri-campeão europeu. Respeito...

Notas sobre uma eliminação ridiculamente prematura (II) - A cultura da desresponsabilização

Hoje é um daqueles dias em que o “tuguismo” está em alta…,querem ler?
É importante compreender o porquê das derrotas? Não é importante. É fundamental. Sob pena de não haver evolução positiva. Isto é senso comum? Duvido. Passados que estão os olhos pela comunicação social em geral e pelos blogues (alguns ditos de referência) fico estupefacto com a lenga-lenga do costume.

Perdemos por culpa do arbitro, por culpa da sorte, ou da falta dela, por culpa da relva, por culpa sei lá do que. Há até quem tenha o desplante de escrever que fomos melhores. Pior que tanta aleivosia só um pasquim que escreve na sua primeira pagina, “Por favor, hoje não nos falem de futebol!”.
É assim o espírito “tuga”. Quando as coisas correm mal a culpa nunca é nossa mas sim dos outros, ou de quem julga, ou do transcendental, ou…, bem o melhor é nem falar no que aconteceu. Esquecer…
Assim, na vida como no futebol, nunca passaremos da cepa torta. É uma questão mental. E estas, as mentalidades, não se mudam de hoje para manhã, muito menos de uma geração para outra.
Triste fado ser “tuga”...

[Ph:Alexander Hassenstein/Bongarts/Getty Images]

Notas sobre uma eliminação ridiculamente prematura (I) - Fernando Santos

Ontem, perdi o post do ano.

Por volta das seis e meia da tarde, num post a intitular “Enrola a bandeira Portugal”, estive para escrever qualquer coisa como isto: mesmo sem sequer ainda ter entrado em campo, Portugal já perdeu. A razão é simples, não sendo do domínio da alia ou da metafísica mas sim da evidencia. Ao ligar a televisão na TVI cerca de hora e meia antes do jogo começar, vejo Fernando Santos, sim esse, a pisar o relvado de Basileia., conversando amenamente com alguns jogadores portugueses e dando palmadinhas nas costas de Madail e de Amândio de Carvalho (mais tarde tratarei da saúde a este).

Perdi o post do ano mas ganhei uma convicção. Portugal já não passaria dali. E fiz saber isso mesmo quando cheguei mal-humorado a casa dos meus pais para ver o jogo.
Relvado que aquele homem pise é relvado “entornado” para as cores que ele defende.
É inquestionável. Fernando Santos, com aquele irritante tique de coçar o pescoço, carrega consigo uma aura da mau agoiro, derrota, azar, pessimismo, que alastra por todo o espaço onde o seu bafo chega.

E repito. Não estou no domínio de “bruxarias”, mas sim no domínio do real. É inquestionável. Curiosamente, depois de mostrar Fernando Santos a pisar o relvado de Basileia, a TVI passou o directo para o exterior do estádio onde entrevistou um bruxo-mágico (não estou a brincar…) onde este garantiu que os alemães, embora sendo mais (!?) estariam bloqueados por sua acção (do magico) e Portugal iria vencer…

Duas perguntas não me saem da cabeça:
Mas que raio estaria ali a fazer Fernando Santos?
Quem lhe terá “arranjado” um passe de acesso aos bastidores da selecção portuguesa, em dia de “juízo final”?

Na imagem (JOHN THYS/AFP/Getty Images): Germany's Chancellor Angela Merkel and Portugal's Prime Minister Jose Socrates arrive for a working session of a European Council at the headquarters of the European Council on June 19, 2008 in Brussels.

Notas sobre uma eliminação ridiculamente prematura (0)

[BARBARA SAX/AFP/Getty Images]
Foram semanas a fio a ler muito e, especialmente, a ouvir de mais. O saco está cheio. Está na altura de o esvaziar. É (também) para isso que servem os blogues…

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Danken Ricardo

That boy Ronaldo

Isto da bola, no fundo, é tudo uma questão de expectativas. Se antes do torneio começar poderíamos dizer, ao lado de Mourinho, que seria ridículo caso Portugal não chegasse até aqui aos oitavos, agora, vistos os três primeiros jogos de Portugal e da Alemanha, caso não passemos do dia de hoje, podemos dizer que o desapontamento não será menor.
No campo da teoria e no campo de jogo, Portugal tem tudo e mais alguma coisa para bater uma selecção germânica cansada, desorganizada na defesa, sem ideias no meio campo e pouco criativa no ataque. Para bater os germânicos a Portugal bastará..., ser Portugal.

Contudo, dava jeito ter uns adeptos assim...
O vídeo que vos trago, foi feito no novo Wembley e mostra uma multidão apaixonada e rendida de vinte, trinta, quarenta mil adeptos do Man. United a gritar bem alto pelo nome da sua estrela da sorte.
Em Inglaterra (provavelmente o único país do mundo onde há verdadeiros adeptos de futebol) é assim. Os adeptos vão à bola porque não podem estar todos dentro de campo. E como não podem tocar na bola, “rematam” com o cântico que está mais à mão. “That boy Ronaldo”, um cântico simples mas eficaz pela sua sonoridade, encantou-me durante toda a época, quando via os jogos do United.
Pode ser que por um qualquer milagre conjunto da Senhora de Fátima e da Senhora de Caravaggio, os “adeptos” portugueses que logo à noite estiverem em Basileia leiam este post e decidam incentivar assim Ronaldo, apenas trocando a palavra England por Germany. Vá lá, cantem comigo:

He plays on the left
He plays on the right
That boy Ronaldo
Makes England look shite


terça-feira, 17 de junho de 2008

Miguel, podia ter sido um bom jogador

O jogador Miguel, em 17 de Junho de 2008:
O jogador Miguel, em 6 de Julho de 2005:

Clube que "o compre" agora já sabe que, no Verão de 2010, Miguel dirá que, durante a época de 2009/2010, foi desconsiderado pelo clube, e que o mesmo não se portou bem consigo. É pena, podia ter sido um bom jogador, mas para isso o carácter também conta.

Touradas e Homossexuais

A ANIMAL (associação "Asaeista" que pretende defender os direitos de animais) conseguiu impedir a transmissão televisiva vespertina de uma tourada. Como? Através de uma providência cautelar, deferida por um qualquer juiz de causas.
Essa atitude, tão fundamentalista como qualquer obrigação de usar burka, véu ou shador em países islâmicos, ou de proibir o acesso de judeus a determinados negócios, revela o que de pior há na nossa sociedade: os grupos que se arrogam de superioridade moral.
O problema é que se a justiça (com letra pequena, como a que foi feita na transmissão da tourada) tem vindo a ser usada para fazer política (estilo inaugurado por José Sá Fernandes), a verdade é que -qualquer dia- poder-se-á virar contra os justiceiros de agora:
Ora digam lá que este cartaz não é susceptível de impressionar as criancinhas?

Juventude Socialista

Escolher o lado da luta

Um dos dogmas liberais é a "responsabilidade económica". Assim como a esquerda se julga dona da "consciência social", os liberais acham-se donos da "responsabilidade económica". E todos crêem-no fatalmente.
O editorial de hoje no Público revela isso mesmo: o Banco Central Europeu, para combater uma inflação exógena, aumenta a taxa de juro de referência para conter o consumo e o crescimento, apesar de nem o crescimento nem o consumo estarem na origem do trote (ainda não vão a galope) dos preços.
O Público adjectiva a atitute do BCE como "responsável", simplesmente por ser aquela que dificulta a vida das pessoas; é que é esse o conteúdo do dogma da "responsabilidade económica":
uma medida é tanto mais responsável quanto prejudicar a população globalmente considerada, porque se a beneficiar é "irresponsável", ou "socializante".
Grassa um incêndio na floresta e os bombeiros, ao invés de o combaterem, confiscam os fósforos na área: eis a actuação do BCE.

Com um Deco assim, quem precisa de uma DECO?

Devia estar concentrado em como derrotar na próxima quinta feira os alemães, mas, em vez disso, segundo o Público, Deco pede fiscalização da ASAE a talhos que vendem carne de borrego.
O que só reforça a grandeza do “mágico”. O brasileiro, para além de se preocupar com a moral dos portugueses tratando a bola com pés de veludo, cuida ainda da sua saúde pública.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

A União como associação voluntária de Estados

Acusa o Daniel Oliveira: «As ameaças de alguns líderes europeus à Irlanda são tão anti-democráticas como de costume: ou votam de outra forma e corrigem o “erro” ou desamparam a loja».
Ora, de facto, não é bom que se ameace Estados soberanos para obter destes uma determinada conduta - afinal, ainda estamos com o fim do aparelho digestivo a arder por causa do ultimato inglês sobre o mapa cor-de-rosa - porém, estamos a falar sobre a pertença a uma associação voluntária de Estados.
Se a maioria dos Estados escolheu democraticamente a ratificação do Tratado assinado em Portugal (a ratificação parlamentar é tão democrática como a referendária), é porque entende que a Associação deve passar para um nível diferente.
Ora que diabo, se um dos associados não que pertencer à Associação com a sua nova natureza, apenas tem uma solução: sair.
Como diria um nosso ex-Primeiro Ministro: é a vida...

Apito contínuo em Palermo

O FC Porto e a sua sucursal FPF já conseguiram fazer com que o primeiro conseguisse ir à Liga dos Campeões:

E se algum dia alguém lhe oferecer Pessoa...

Foi o que o Puro Veneno fez aqui. Nós ruborizamos e agradecemos.

Cada país tem os adeptos que merece (V)

domingo, 15 de junho de 2008

Suíça ganha pela primeira vez numa fase final

Nani? Quaresma? Miguel Veloso? Postiga?
O Quarteto Fantástico conseguiu ser comido por uma equipa mediana no talento, mas excelente na motivação.
Foi aí que perdemos: os miúdos julgam-se estrelas...

"É bom ser monopolista"

Isto faz-me lembrar a cena do "it's good to be the king" de Mel Brooks, esse grande filósofo da condição humana...

sábado, 14 de junho de 2008

Cada país tem os adeptos que merece (IV)

E prontos…, está encontrada a "ultimate" adepta de Portugal.
Magrinha, ou será escanzelada?, como o país de Sócrates. Sem curvas, com ar debilitado, provavelmente, cheiinha de fomeca. Amarelita, como a cor da camisola que veste, com acessórios de pechisbeque..., mais ranhosos impossível.
Ora digam lá se não apetece mesmo gritar…, VIVA PORTUGAL!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Onde é que eu já ouvi isto?

Ainda há quem duvide da força da publicidade. Eu acho que ela faz coisas fantásticas. Assim de repente até passei a ouvir com outros ouvidos o aborrecido Bob Dylan. Claro que há sempre quem ache Dylan fantástico e perca tempo a fazer feakalhadas assim...

Cada país tem os adeptos que merece (III)

Está desfocada? Ainda bem! ;)

Escritos com raça...

Quem se segue?, por Jorge Ferreira no Tomar Partido.

Cantar vitória antes do tempo, por Rui Costa Pinto no Mais Actual.

Alma portuguesa, poer Tomás Vasques no Hoje há Conquilhas.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Más notícias

1- A Galp aproveitou a confusão sobre a indisponibilidade de combustíveis e o jogo da selecção nacional de futebol para aumentar de novo os preços;
2- Aguarda-se uma acção paralela da BP e da Repsol;
3- Chegaram ao fim as milhares de paralizações paralelas de camionistas, pelo que hoje mesmo começará o estudo para se localizar onde é que se vai sacar o dinheiro da redução nocturna das portagens devidas pelos veículos pesados;
4- O Tribunal Europeu entende que a exploração das pontes de Lisboa é uma actividade comercial, pelo que o IVA passará de 5% para 20% (acontecerá em Julho), pelo que deve vir aí mais um buzinão...

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Procura-se

Líder da oposição
(não, já não é Menezes...)

O Estado vai nu

Hoje, pela primeira vez na vida, vi-me na necessidade de correr para uma loja e trazer todo o produto que podia e que penso vir a precisar. Por outras palavras, vi-me na necessidade de correr a uma bomba de gasolina e encher o depósito até mais não caber. É grave? Sim. Mas mais grave ainda é não saber quando é que poderei ter o prazer de repetir esse singelo gesto. Por essa blogosfera fora multiplicam-se os relatos de quem começa a ver-se aflito com a infame paralisação dos camionistas labregos.

Ao contrário do que o nosso Santos Silva pensa, o problema não se coloca no plano das ideias, mas sim no plano da acção. Ao contrário do que o nosso Santos Silva pensa, este ainda não é o “buzinão de Sócrates”.

Não é necessário ser cientista politico ou sequer politólogo, para compreender que estamos perante a maior manifestação em Portugal daquilo que algumas correntes sociológicas têm vindo a apontar como a deterioração do Estado ie o seu atrofiamento e enfraquecimento, a sua incapacidade para resolver problemas, enfim, a sua demissão do papel de garante da paz e segurança.

Agora vemos constitucionalistas (diz que são uma espécie de sábios do regime!) sugerir o “estado de emergência”. Para quê?
O Estado de Direito Democrático e Social, desenhado por esses mesmos “paizinhos”, tem mecanismos mais simples para resolver problemas simples. Numa palavra: força.
Este ainda não é o “buzinão de Sócrates” porque Sócrates na sua louca ânsia de se perpetuar no poder nunca despirá o fato de cobarde e tudo fará para não ter de sujar as mãos.
Este nunca será o “buzinão de Sócrates” porque a malta quer comer, beber e encher o depósito. A malta quer que os camionistas labregos se fodam. Quer sangue, carga policial. Porrada neles!

Pior do que entregar a chefia de governo a um paneleiro é ter entregue a chefia de Governo a um maricas. Mas como já disse pelo menos uma vez, a culpa também é vossa. De quem o lá pôs.

O buzinão de Sócrates

À parte as posições partidárias que mudam consoante o vento, cada vez mais o bloqueio dos camionistas aparenta ser o Buzinão de Sócrates.
Foi na estrada e por causa da desconsideração para com o contribuinte que Cavaco acabou por ser forçado ao seu primeiro tabu e à sua primeira derrota legislativa (por interposta pessoa, claro).
Sobreviverá Sócrates?

Especulação dos camionistas

Os liberais andam agora preocupados com os bloqueios promovidos pelos camionistas.
Porém, analisando o fenómeno através da lente liberal que tudo justifica, podemos concluir que os camionistas estão tão somente a intervir de forma paralela no mercado da circulação rodoviária, com o objectivo de, reduzindo a sua oferta, provocar a alteração das regras do mercado vigentes.
Como é óbvio, a circulação rodoviária é um mercado, já que não existe a liberdade plena de circulação (eu não posso passar a pé ou de bicicleta a ponte 25 de Abril...), e as grandes vias que foram sendo construídas nos últimos vinte anos não podem ser utilizadas senão por veículos automóveis e muitas delas foram concessionadas segundo regras de mercado.
Tudo isto significa que os camionistas estão a comprar um risco actual (incerteza quanto aos custos de produção dos seus serviços) para vender uma certeza futura (certeza quanto a esses mesmos custos), o que pretendem obter pelo condicionamento dos governos.
É o mercado a funcionar! Não percebo como é que os liberais andam chateados, deve ser porque não têm nenhum pacote de anglicismos para explicar a situação...
Todos nós fomos apanhados no meio? E não tínhamos nada a ver com o assunto?
Também não tínhamos nada que ver o sub-prime...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Campo Contra Campo (CXVIII)

Nós, aqui no ARCÁDIA, continuamos a comemorar o dia da raça...

10 de Junho

Tal como Octávio dos Santos escreve hoje no Público, para além do dia 10 de Junho, há outros dias que traduziriam melhor as virtudes desta raça plural que é a portuguesa. 10 de Junho é o dia da morte de Camões, o dia em que lhe anunciaram o domínio dos Habsburgos, e é um dia que reproduz o pior que Portugal tem: as suas "elites". O remanescente do escol português morreu em Alcácer Quibir, e desde então que as classes dominantes no país apenas pretenderam sujeitar os portugueses à pobreza moral, intelectual e material.
Que outros dias poderíamos comemorar?
  • 24 de Junho (de 1128), dia da Batalha de São Mamede, em que Afonso, o filho de Henrique, arreou uma valente tareia na mamã;
  • 25 de Julho (de 1139), dia da Batalha de Ourique, da vitória de Afonso sobre os cinco reis mouros, das quinas e do "real, real, por Afonso alto rei de Portugal";
  • 5 de Outubro (de 1143), dia da assinatura do Tratado de Zamora, que reconheceu a independência do nosso país face a Leão;
  • 14 de Agosto (de 1385), dia da Batalha de Aljubarrota, do herói Nuno Álvares Pereira, da heroína Brites Almeida, da Ala dos Namorados, do Campo de S. Jorge, fonte da ínclita geração; e,
  • 1 de Dezembro (de 1640), quando se restaurou a independência (os espanhóis devem ter-se esquecido de pagar as pensõezinhas aos conjurados...).
Preferiria 14 de Agosto para o dia de Portugal. Mas 10 de Junho é importante porque nos recorda as consequências do esmorecer da raça.
E como ela vai esmorecendo...

A blogosfera não quer saber de feriados...

...e mantém a boa forma. Querem ler?

Lodo no Cais, por João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos.

Má raça a desta gente, por Nuno Miguel Guedes no 31.

A ASAE da linguagem, por Paulo Tunhas no Blogue Atlântico.

Cada país tem os adeptos que merece II

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Viva Portugal

Dizem que hoje é feriado. Um feriado para comemorar o orgulho em ser português. Deixo-vos algumas notícias que marcam a actualidade:

Presidente da República convoca emigrantes a investir no país e confunde Dia de Portugal com “dia da raça”

Governo de Santana Lopes alterou Lei do Jogo para favorecer Estoril Sol

Jovem atingido por descarga eléctrica em fábrica desactivada em Palmela

Camionistas: homem atropelado no Carregado

119 incêndios em Junho

domingo, 8 de junho de 2008

Um abraço para ti, António!

Oscila o incensório antigo
Em fendas e ouro ornamental.
Sem atenção, absorto sigo
Os passos lentos do ritual.
Mas são os braços invisíveis
E são os cantos que não são
E os incensórios de outros níveis
Que vê e ouve o coração.

Ah, sempre que o ritual acerta
Seus passos e seus ritmos bem,
O ritual que não há desperta
E a alma é o que é, não o que tem.

Oscila o incensório visto,
Ouvidos cantos stão no ar,
Mas o ritual a que eu assisto
É um ritual de relembrar.

No grande Templo antenatal,
Antes de vida e alma e Deus...
E o xadrês do chão ritual
É o que é hoje a terra e os céus...
Fernando Pessoa

sábado, 7 de junho de 2008

Arkadiusz, o cromo acidental

Pronto. Eu, Pedro Soares Lourenço, me confesso: ando a fazer a colecção de cromos da Panini UEFA Euro 2008. Pior: estou quase a termina-la.
Pois é amigos. Não basta dizer que estamos saudosos dos anos 80. É preciso praticar esse saudosismo…

Podia contar diversas historias engraçadas em torno da verdadeira aventura urbana que é tentar terminar uma colecção de quase 600(!) cromos na era da Sociedade da Informação. Podia…, mas não conto - sim, sim, acho que nesta ultima semana conheci mais gente a partir da internet do que em toda a minha vida. E não conto porque o espirito de missão impele-me a incansavelmente procurar os mais de sessenta "trambolhos" que me faltam para acabar a colecção, por essa Rede fora.

O que me fez quebrar o silêncio foi…, um cromo acidental que tem apaixonado os participantes dos foruns sobre o assunto.

Do lado esquerdo vemos o cromo numero 240, um tal de Pawel Golanski jogador polaco do clube romeno Steua de Bucareste. E do lado direito vemos o falso cromo 240, um tal de Arkadiusz Glowacki. Este cromo que não deveria existir, é o capitão do clube polaco Wisla Cracóvia.

Um cromo, acidental, que se chama arcadiano ou arcadico em polaco. As coisas divertidas que as viagens no tempo nos proporcionam ou…, quem não tem mais nada que fazer faz colheres. E gasta dinheiro em coisas parvas.

A propósito, tens prá troca?

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Não se esqueçam, eh!

O falhanço de Sócrates não se limitou a trocar uma verdadeira reforma por uma reforma falsa. Deixou um Portugal caótico, indefeso e fraco.

Nunca é demais relembrar que Vasco Pulido Valente escreve às sextas no Público (ao sábado e ao domingo também). Pela milionésima vez, VPV acerta em cheio no alvo. Nem à barra nem ao poste. É golo…
Mas está na altura de tentar dar um passo em frente. Basta de responsabilizar Sócrates pelo vazio. Sócrates não tomou São Bento de assalto. Está lá porque alguém o colocou lá. As reformas que nunca serão feitas, o caos e a fraqueza, também são da responsabilidade de quem votou Sócrates. Assumam-se, tenham vergonha e pena de nós.
Eu sei que custa, dói que se farta, ouvir certas verdades. Mas não se queixem, ainda estão em tempo de não voltar a cometer o mesmo erro.

Preocupante

Talvez por ser mais novo do que ele, eu sou mais impressionável que José Sócrates. O número de manifestantes ontem em Lisboa deixou-me deveras assombrado: 200.000.
Duzentas mil pessoas deram-se ao trabalho de dar a cara por algo em que acreditam e por algo pelo qual estão dispostos a lutar. Isso orgulha-me enquanto português, e é uma boa bofetada naqueles que adjectivam o povo de "futeboleiro".
Orgulho-me porque isso significa que ainda não estamos irremedivelmente derrotados pela apatia e resignação a que a Igreja pré-Vaticano II nos condenou nos últimos séculos, e que ainda não estamos definitivamente "amorfizados" pela noite salazarista que nos quis roubar o rasgo e o engenho.
Duzentas mil pessoas na rua fariam uma revolução. Lembro-me de ver uma manifestação de cem mil pessoas pela democracia em Moscovo (quando Ieltsin discurso no topo de um veículo), e lembro-me do impacto que - nessa altura - esse número redondo teve em todos os órgãos de comunicação social.
Ora, sendo um dos "braços armados" do PCP o principal da manifestação de ontem, é exactamente isso que me preocupa: 200.000 pessoas fariam uma revolução. E se nos dias de hoje uma revolução será de todo improvável (mas não impossível, claro), já não terá o mesmo grau de improbabilidade uma situação de desordem social (sem ataque às instituições democráticas), que reúna os descontentamentos apenas pelo mínimo denominador comum: o medo de amanhã.
E é do medo dos amanhãs que nascem os populismos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Leituras obrigatórias

A blogosfera está em grande forma. Querem ler?

Quem os viu e quem os vê, por Tomás Vasques no Hoje Há Conquilhas.

O alarme de Alegre, por João Távora no Corta-fitas.

Causas do atraso português, por João Miranda [em especial para o nosso Santos Silva].

Então e o Telejornal?, por André Azevedo Alves n'O Insurgente.

As certezas de Pinto da Costa

A certeza que Pinto da Costa manifestou ontem na SIC sobre a "absolvição" do FC Porto em sede de recurso no Comité de Apelo da UEFA, terá alguma coisa a ver sobre o facto de este membro do referido comité,
ser a mesma pessoa que é referida neste livro, nas condições em que é referida?
Já agora, quanto é que se ganha por se pertencer a este organismo?...

Dúvida inocente

Se a Galp vende combustíveis tendo em conta, não o preço de aquisição da matéria prima que refinou (custo de compra), mas o preço que a matéria prima atinge no momento em que vende os combustíveis (custo de reposição)*, será que quando o preço da matéria prima baixar nos mercados internacionais, esta empresa italo-angolana manterá o mesmo critério na formação dos preços dos combustíveis?...

* O que justifica do lado da empresa a subida dos preços dos combustíveis paralelamente à subida do preço da matéria prima.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Responsabilidades

Até há uns dias atrás, os media anunciavam que o Bayern de Munique pretendiam contratar o guarda-redes Butt ao Benfica por cerca 1,5 milhões de euros. Esse negócio, considerando que o jogador veio a "custo zero" (afinal, quanto custarão os "custo zero"?...) e não era opção regular para a baliza, pareceria bom.
Ontem foi anunciado que o Benfica e o jogador em causa rescindiram o contrato por mútuo acordo, sem encargos para nenhuma das partes.
Hoje o Bayern anuncia a contratação do ex-jogador do Benfica que, assim, não recebeu absolutamente nada.
Luís Filipe Vieira e Rui Costa têm de explicar rapidamente o que se passou!

Hoje há beiça à moda do Porto

Em regra evito falar dos outros, pois como podem ler infra normalmente sai um esverdeado escarro carregado de fel e ódio. Mas hoje é dia de excepção.

Já que se fala por ai tanto de Justiça, eu também achei, digamos, útil, dizer da minha, face à decisão proferida pela UEFA que afasta o Futebol Clube do Porto das competições europeias no ano que vem.

Aquela decisão da UEFA é clara e manifestamente injusta. E é injusta porque eu acho que sim. Que sim, que é injusta!

No meu entendimento de Justiça, com tudo o que gamou ao longo das últimas três décadas, aquele clube regional deveria ser afastado de todas as competições nacionais e internacionais por um período nunca inferior a cinquenta anos. Melhor Justiça que esta só se o Futebol Clube do Porto desaparecesse do mapa e levasse com ele os seus labregos adeptos a começar por meia dúzia de notáveis labregos que pululam por essa blogosfera fora.

A decisão da UEFA peca por escassa, repito, valendo essencialmente pelo seu cariz moral: por essa Europa e Mundo fora nunca mais o nome do Futebol Clube do Porto deixará de ser conotado com o estrume, local onde os porcos corruptos gostam de chafurdar.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Stress dos Justice ou La Haine de Mathieu Kassovitz revisto e ampliado

Foi com o seguinte post, publicado na passada quinta feira no Corta-fitas ,que respondi ao simpático convite do Pedro Correia:

Em 1995 Mathieu Kassovitz chocou Cannes e o mundo com La Haine, um fresco realista sobre a sobrevivência nos subúrbios parisienses. Em La Haine tudo começa com uma agressão policial a um grupo de jovens. Dez anos mais tarde, fora do grande ecrã, nas ruas francesas, um episódio semelhante provocou o caos durante cerca de um mês. Caos só contido com tanques nas ruas.
Depois de Machine Gun dos britânicos Portishead a guerrilha urbana dos Justice. De facto os tempos não estão fáceis, muito menos para brincadeiras. O clip dos Justice apresenta-se como um golpe comercial muito bom. Mas é impossível reduzi-lo apenas a “isso”.
Os franceses Justice que ajudaram a emoldurar o nosso verão de 2007 com Dance, uma vibrante e fresca pitada de “french touch” embrulhada num dos clips do ano, perderam a paciência para ritmos delicodoces e partem a loiça toda com o seu novo tema: Stress, pujante electro-house à beira do colapso techno(lógico).

Jus†ice, Stress from ROMAIN-GAVRAS on Vimeo.


Lixo, grita o povo a plenos pulmões em fóruns e caixas de comentários espalhadas por essa Rede fora. Luxo, afirmo eu. Obra-prima do videoclip, seguramente, uma das melhores manifestações artísticas do ano. Neste Stress não fica pedra sobre pedra na Polis. Nem nós, confortáveis espectadores, estamos a salvo. Cuspidos e agredidos na sequência final do pequeno filme, acabamos com a visão tolhida. Estaremos todos cegos?
Bem podem os meus queridos amigos apelidarem-me de fascista (não se apoquentem há outros tantos que me apontam o dedo e gritam “comunista”!) que não mudo de opinião.
A realidade (sim é de realidade e não de fantasia que nos fala Stress) aqui apresentada está em expansão mas tem solução. E esta não está no pomposo e decadente Estado de Direito Democrático e Social, na polícia, nos tribunais ou muito simplesmente num cobarde cavalo-marinho. Não é com flores ou amor que se combate o ódio. Nunca foi e nunca será.

Ganhou o monstro

Concorrência: não há concertação de preços nem abuso da posição dominante nos combustíveis
1- Alguém com dois dedos de testa acredita nisto?
2- O estudo parece justificar "cientificamente" a subsistência do monopólio da refinação...
3- Será interessante acompanhar o futuro dos subscritores do estudo e dos dirigentes da AdC.
4- É mais fácil actuar contra pescadores e feirantes que contra os vendilhões do regime...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O peixe, o mercado e o Estado

A destruição do peixe resulta apenas de um ajuste do mercado protagonizado por um dos agentes desse mesmo mercado: os pescadores. Normalmente, são os comerciantes das lotas que dominam esse mesmo mercado, cartelizando-se para manter os preços de compra baixos e os de venda altos.
Agora, os pescadores/agentes do mercado estão a agir para alterar o equilíbrio de forças, e abrir as lotas a quem quiser nelas comprar.
Só os socialistas, bloquistas e comunistas é que defenderiam a intervenção do Estado nesta situação: é que são os pescadores que compram o risco da saída para o mar, e vendem a certeza do peixe fresco na lota.
O facto de eles destruírem peixe não fresco demonstra como o mercado é intrinsecamente bom: continuam a assumir sozinhos o risco!
Deixem o mercado actuar!

Ilusão e emoção

Alguns dos intelectuais do regime não param de brandir contra aquilo que sustentam ser uma exagerada exposição nos media da vida da selecção nacional de futebol. Por vezes dou-lhe razão.

Hoje a tal selecção saiu de Lisboa rumo à Suíça para jogar o Europeu da modalidade. Ao chegar às cercania dos Alpes, a alguns milhares de quilometras de casa, aqueles homens tinham à sua espera milhares e milhares e milhares e milhares…, de compatriotas que apesar de "andarem lá fora a lutar pela vida" a única coisa que desejavam era gritar o nome daquela que consideram ser a sua pátria e receber em troca um pequeno aceno, vá lá um sorriso, de um dos seus heróis.

Como cabra cegas, bem podem berrar os intelectuais. Quem não se emocionou com as imagens da chegada da selecção portuguesa à Suíça ou já não tem coração ou é pessoa de companhia a evitar (onde é que eu já ouvi isto?).

A questão que se coloca, aos tais intelectuais pois claro, é se a ilusão e emoção com que os portugueses tratam a sua selecção nacional de futebol é produto dos media (que maximizam as bem produzidas campanhas de marketing) ou se estes, os media, apenas se limitam a cumprir a sua função prima: informar.

Ao ver o mar encarnado e verde que banhou hoje na Suíça a selecção nacional, a única coisa que penso é que se o povo quer pão e circo, deixem-no lá ficar com o circo, pois o pão já lhe vai faltando de quando em vez.

E que se saiba nunca os elevados pensamentos de um qualquer intelectual matou a fome a ninguém.

Adenda: sobre o tema ver o post As Elites Lusitanas de Fernando Martins no Cachimbo de Magritte.