Com todas as suas idiossincrasias. Com todos os seus paladares, cheiros e vincados contrastes, qualquer passeio ao Brasil daria um mês de pequenos posts. Foram umas férias cheias, por vezes fascinantes outras nem tanto assim. O que importa é que no final tudo deu certo. E se algumas coisas não deram foi porque o final ainda não chegou.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Meu Brasil brasileiro
Com todas as suas idiossincrasias. Com todos os seus paladares, cheiros e vincados contrastes, qualquer passeio ao Brasil daria um mês de pequenos posts. Foram umas férias cheias, por vezes fascinantes outras nem tanto assim. O que importa é que no final tudo deu certo. E se algumas coisas não deram foi porque o final ainda não chegou.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
“Rebelião portuguesa”
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Um novo rumo
Não podemos assistir impávidos à escalada da anarquia financeira internacional e ao desmantelamento dos estados que colocam em causa a sobrevivência da União Europeia.
A UE acordou tarde para a resolução da crise monetária, financeira e política em que está mergulhada. Porém, sem a resolução política dos problemas europeus, dificilmente Portugal e os outros Estados retomarão o caminho de progresso e coesão social. É preciso encontrar um novo paradigma para a UE.
As correntes trabalhistas, socialistas e sociais-democratas adeptas da 3ª via, bem como a democracia cristã, foram colonizadas na viragem do século pelo situacionismo neo-liberal.
Num momento tão grave como este, é decisivo promover a reconciliação dos cidadãos com a política, clarificar o papel dos poderes públicos e do Estado que deverá estar ao serviço exclusivo do interesse geral.
Os obscuros jogos do capital podem fazer desaparecer a própria democracia, como reconheceu a Igreja. Com efeito, a destruição e o caos que os mercados financeiros mundiais têm produzido nos últimos tempos são inquietantes para a liberdade e a democracia. O recente recurso a governos tecnocratas na Grécia e na Itália exemplifica os perigos que alguns regimes democráticos podem correr na actual emergência. Ora a UE só se pode fazer e refazer assente na legitimidade e na força da soberania popular e do regular funcionamento das instituições democráticas.
Não podemos saudar democraticamente a chamada “rua árabe” e temer as nossas próprias ruas e praças. Até porque há muita gente aflita entre nós: os desempregados desamparados, a velhice digna ameaçada, os trabalhadores cada vez mais precários, a juventude sem perspectivas e empurrada para emigrar. Toda essa multidão de aflitos e de indignados espera uma alternativa inovadora que só a esquerda democrática pode oferecer.
Em termos mais concretos, temos de denunciar a imposição da política de privatizações a efectuar num calendário adverso e que não percebe que certas empresas públicas têm uma importância estratégica fundamental para a soberania. Da mesma maneira, o recuo civilizacional na prestação de serviços públicos essenciais, em particular na saúde, educação, protecção social e dignidade no trabalho é inaceitável. Pugnamos ainda pela defesa do ambiente que tanto tem sido descurado.
Os signatários opõem-se a políticas de austeridade que acrescentem desemprego e recessão, sufocando a recuperação da economia.
Nesse sentido, apelamos à participação política e cívica dos cidadãos que se revêem nestes ideais, e à sua mobilização na construção de um novo paradigma.
Manifesto "Um novo Rumo"
sábado, 5 de novembro de 2011
Da soberba
O João Miranda do Blasfémias diz que «Há quem diga que existe um conflito entre a democracia e os mercados. Os gregos, coitados, querem fazer coisas mas os mercados não apostam na dívida grega. É uma opressão e uma chantagem. Mas não são só os mercados que oprimem a democracia. Experimentem referendar a gravidade. Vão ver que como a física oprime a democracia».
Pese embora seja surpreendente que já se diga em voz alta que a Democracia é um empecilho para o funcionamento "dos mercados", não é a primeira vez que pensamento como este domina a vida económica, em que uma corrente da Economia e as Finanças se torna Deus ex Machinna, e em que as pessoas deixam de ter voz: foi este um dos ingredientes que conduziu Hitler ao poder.
É que demonstra um estudo académico espanhol:
E como hoje é 5 de Novembro, nada como olhar de frente para a soberba e dizer: "lembrem-se, lembrem-se", porque nós lembramo-nos!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
domingo, 26 de junho de 2011
O plano não funciona? Mantemo-nos no plano!

Não nos iludamos: os integristas de mercado que, à semelhança dos estalinistas, olham para as pessoas como "ratinhos brancos" do seu laboratório de experimentalismo socio-económico, não se deterão nem perante a realidade.
Como diz a Economist nesta semana: «the European Union seems to have adopted a new rule: if a plan is not working, stick to it». Nem que esse plano nos esteja a empurrar esgoto abaixo...
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Fartar vilanagem
terça-feira, 3 de maio de 2011
Sócrates 1 - 0 Troika CCC.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Alívio
Ainda assim, sendo um destino frequente para os portugueses, convém manter alguma atenção aos relatórios de segurança que forem sendo emitidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.
domingo, 24 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Da usura
O que São Basílio Magno (séc. IV) escreveu sobre a usura é temível: "Os cães, quando recebem algo, ficam mansos; mas o usurário, quando embolsa o seu dinheiro, irrita-se tremendamente. Não cessa de ladrar, pedindo sempre mais... Mal recebeu o dinheiro e já está a pedir o dinheiro do mês em curso. E este dinheiro emprestado gera mal atrás de mal, e assim até ao infinito." Por isso, o Concílio de Latrão, em 1179, proibiu aceitar esmolas dos usurários, admiti-los à comunhão e dar--lhes sepultura cristã.
Hoje a isto chama-se os mercados financeiros, com a sua lógica devoradoramente insaciável. Portugal sabe-o por experiência. Quem não viu veja e quem viu reveja Inside Job.
Anselmo Borge, Diário de Notícias
quarta-feira, 2 de março de 2011
A cor dos bandidos
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Espanto e horror
Até quando?
Assustadores porquê?
Porque na Administração Pública o valor das pensões de reforma não se extrai da carreira contributiva. Muitas que estão a ser pagas reflectem o último vencimento sendo que agora reflectem os dois ou três últimos anos. Que normalmente são os melhores em termos de vencimento.
O que significa que temos gente a ganhar a título de pensão de reforma valores muito superiores ao que efectivamente ganharam durante a sua carreira, pensões de um nível para o qual não descontaram se não durante uns poucos meses.
Os que trabalham vêem os seus salários cortados. Os que não... não!
Até quando?...