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terça-feira, 15 de março de 2011

domingo, 31 de outubro de 2010

Citizen Zuckerberg

Estou, obviamente, bastante curioso para ver “A Rede Social” que estreia na próxima quinta feira. Mais fiquei ainda quando vi o magnífico trailer no cinema.

Sabendo nós que o filme é realizado pelo genial David Fincher, não estamos à espera de um filme cor-de-rosa sobre o Facebook; mas sim de um filme violento (emocional e não fisicamente) filmado em “ambientes fechados”, que descreva personagens, retrate relações e demonstre tensões. Afinal, foram esses “os espaços” que celebrizaram a filmografia de Fincher.



Entretanto…, já há por ai quem compare “A Rede Social” a “Citizen Kane”, uma das obras maiores de Orson Welles. Já há algum tempo que não se gerava tanto hype em torno de um filme. Tudo isto só podem ser óptimas notícias.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A lenta agonia do jornalismo televisivo

Apesar dos seus 80 anos o meu pai ainda vai à bola, pelo menos à Catedral. E leva sempre consigo um pequeno rádio a pilhas que liga sempre que existe um lance dito “duvidoso”. Do outro lado ouve um qualquer relato que é feito por pessoas que também têm um monitor à sua frente. Assim, somos dos primeiros a saber se aquele lance resultou ou não em mais um “engano” contra o nosso Querido Clube.

Não sei de onde vem esta fúria pela notícia. Venha de onde vier, da natureza ou da cultura, sei sim que ela é transversal. Não conhece idades ou classes sócias. Cores ou credos.

Ontem, pelas onze e meia da noite, alguém escrevia no seu Facebook: “Ultima hora, incêndio no edifício da Suiça no Rossio”. Rapidamente a noticia saltava para a timeline do Twitter. Em poucos minutos foi confirmada por quem passava no local ou mora nas colinas ao redor do centro da cidade. Meia-noite: os telejornais televisivos quase ignoram o pesadelo que se apodera dos lisboetas, para sempre traumatizados com aquele longínquo dia 25 de Agosto de 1988 (link). “Já não há chamas, apenas fumo branco” replicava-se no twitter o que apenas se ouvia de um qualquer repoter da SIC Noticias, aparentemente, no local. Dez minutos passados após a meia-noite, o primeiro vídeo das chamas chegava ao Facebook. Dai a cinco minutos, alguém escrevia qualquer coisa como isto no twitter: “bombeiros retiram dos escombros do prédio do Rossio o jornalismo televisivo”.

Isto…, é só o início, pois o 4G (link) avança a todo o vapor. Primeiro abandonámos os telejornais nas televisões generalistas, agora pomos de lado os próprios canais noticiosos. Estes não parecem muito preocupados, pois continuam fieis à “noticia enlatada” e à preguiça do “directo do interior de uma sala ou à porta de um edifício”.

No futuro, apesar de todos continuarem ávidos pela noticia, ninguém, rigorosamente, ninguém, vai ver e ouvir noticias naquele objecto gigante e vagamente inestético da sala lá de casa.

[foto]