Mostrar mensagens com a etiqueta banca. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta banca. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Juro desempenhar com lealdade as funções para que fui nomeado

"Juro desempenhar com lealdade as funções para que fui nomeado". Foram estas as palavras que Vítor Constâncio proferiu sob o olhar de António Guterres quando tomou posse como Governador do Banco de Portugal.
Não jurou desempenhar com zelo, imparcialidade e competência, portanto não violara até agora o seu juramento. Mas o facto de Constâncio se colocar na campanha para a eleição de vice-presidente do Banco Central Europeu faz qualquer cidadão atento questionar-se:
1- Se ele jurou lealdade, por que razão sai antes do fim do seu mandato?
2- Que preço pagou para comprar o empenho do Governo na sua eleição?
3- O facto de abandonar de livre vontade o Banco de Portugal influencia o seu acesso à pensão milionária de que beneficiam os gestores de topo deste órgão de "supervisão"?

sábado, 31 de janeiro de 2009

"There will be time for them to make profits, and there will be time for them to get bonuses,now’s not that time"

Ainda sobre a honestidade dos banqueiros, cá vai um extracto do NY Times:

«In the meantime, public outrage is already forcing some companies to rein in their lavish spending. John A. Thain, the former Merrill Lynch executive who was forced out of Bank of America, said this week he would reimburse Bank of America for an expensive renovation of his office that included an $87,000 area rug and $35,000 commode.

But it took the urging of the Obama administration to force Citigroup, which received an infusion of taxpayer funds last year, to abandon plans to buy a $50 million corporate jet. On Thursday, Mr. Obama made reference to the jet, without singling out Citigroup by name; his remarks came one day after the president met at the White House with business leaders, including Richard D. Parsons, the new chairman of Citigroup.

Mr. Biden said that he, like the president, was outraged by reports of large bonuses going to Wall Street executives. “I’d like to throw these guys in the brig,” he said. “They’re thinking the same old thing that got us here, greed. They’re thinking, ‘Take care of me.’»

O fim do mito...

Vital Moreira diz não compreender «porque é que os banqueiros portugueses, enquanto corporação, não se demarcam das vigarices praticadas no BCP, no BPN e no BPP -- que afectam gravemente o crédito dos banqueiros em geral -- e não aproveitam para se comprometerem formalmente com um código de ética bancária e com um mecanismo de autodisciplina deontológica. A auto-regulação deveria começar pela ética profissional. Mal das profissões que não cuidam do seu crédito e do seu prestígio profissional...».
Só que um dos mitos que foi desfeito pela realidade enfim revelada pela crise que o mundo vive era o da honestidade dos banqueiros.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Banco "Privado" Português

O episódio Banco "Privado" Português apenas veio confirmar o fim do mito da seriedade dos banqueiros.
O problema é que a República está refém dessa gente: «se formos ao fundo levamo-vos connosco, por isso paguem o resgate». E nós pagamos.
Moral da história: parece que os únicos bancos cujo encerramento não é susceptível de causar contágio sistémico são os bancos das Urgências...

Se em vez do BPN e do B"P"P...

... fossem duas empresas têxteis, o empenho dos "economistas" do regime seria o mesmo? Ou a Teoria Económica só é válida para as PME?...

sábado, 29 de novembro de 2008

Salvar o BPP para salvar a imagem do país?

O Governo decidiu salvar o BPP para proteger a imagem do país. É difícil entender isto sem conter uma náusea de revolta. É que o BPP é o banco onde os milionários portugueses lavam o seu dinheiro, ou - no mínimo - o põem a "salvo" das Finanças.
Mas pior do que isso é a constatação que serão os maiores bancos portugueses a injectar liquidez no BPP: é que os maiores bancos portugueses admitiram não terem a liquidez necessária para satisfazer as suas obrigações imediatas ao recorrer ao aval do Estado.
Significa isto que parte do aval disponibilizado pelo Estado servirá para os bancos portugueses "safarem" os milionários do BPP, repercutindo depois os custos dessa salvação nos "spreads" a ser pagos por todos os outros portugueses.
É o capitalismo à portuguesa: devorista e rentista.