segunda-feira, 4 de julho de 2005

PALETA DE PALAVRAS XIII

«A primeira reacção de quem se sente rejeitado é fugir. Viver no seu mundo imaginário. Daí que, em geral, se trate de uma criança bem comportada e sossegada, que não causa problemas nem é barulhenta e que se entretém bem consigo mesma. Tem, no entanto, necessidade que os outros reparem nela, que a procurem, que se apercebam de que ela existe.
Trazer uma máscara significa deixar de ser aquilo que se é. Desde cedo adoptamos uma atitude diferente, acreditando que essa atitude nos protegerá.
Crianças que sofrem de rejeição costumam ser frágeis. Tendem, por isso, a serem superprotegidas, sobretudo pela mãe, o que as leva a identificar ser amado com ser sufocado. Posteriormente, por medo que isso aconteça, tendem a rejeitar ou a fugir de alguém que as ame.
Pessoas que sofrem de rejeição têm tendência para não se apegar às coisas materiais, porque elas as impediriam de fugir à sua vontade. Consideram-nas supérfluas. Mais atraídas pelo mundo espiritual e intelectual, reconhecem que o dinheiro lhes é necessário, mas que não lhes traz prazer.»

Maria José Costa Félix, “O Medo da Rejeição”, in Revista Xis, de 21 de Maio de 2005

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