The Devil Came on Horseback, *****
Impressionante, poderoso, brutal, esmagador e mais as dezenas de adjectivos fortes que se quiserem. Confesso que não imaginava as atrocidades que se passam diariamente naquele canto inóspito do planeta. E o que é que o Direito Internacional faz? Não faz, obviamente; pois desde logo não existe ou não tem expressão para fazer seja o que for. Mas o caos no Darfur não é só um problema jurídico. É sobretudo um problema político que vaza numa tragédia humanitária inclassificável. No genocídio do Darfur somos todos culpados – sim, você também que lê este post. Eu também. Para início de conversa pode começar por visitar
este,
este e já agora
este sítio. Provavelmente o filme mais impressionante que vi neste festival.
Alguna Tristeza, **De Juan Alejandro Ramírez esta curta pretende ser uma história das dores de um povo. O Peru – só o nome assusta – é um dos países mais belos mas mais pobres da América Latina. Um Estado pobre e analfabeto é como uma criança com medo do castigo, diz-nos o realizador. Tem razão. Nós sabemos.
Mutatis mutandis conhecemos bem este fado.
It´s Always late for freedom, ****
O desfilar de desgraças das muitas vidas que o mundo tem continuam neste filme de titulo genial que retrata desapaixonadamente e de forma paciente uma casa de correcção para menores em Teerão. Nas margens cinematográficas, o Irão surge pujante. Basta estarmos atentos.
At the Datcha, ***Esta curta mostra-nos uma muito divertida família de surdos-mudos polacos nas suas humildes ferias de verão. Finalmente vejo um filme sobre coisas boa neste festival o que me faz recordar que o afinal o mundo que o DocLisboa 2007 trouxe a nossa casa não é só composto por desgraças. Até na fatalidade pode haver boa disposição. Um filme simples como a família retratada.
SchoolScapes, ****
Quantos planos deve ter um filme de oitenta minutos para ser excelente? Quarenta é um número suficiente? Ao ponto a que isto chegou – contar os planos que um filme tem. O espectador gosta de acção mas o mundo não se faz sem contemplação. Eu gosto de cinema assim. Lento mas pleno de vida. David MacDougall, consagrado realizador australiano de cinema dito etnográfico, dá-nos a conhecer esta escola indiana onde, como já alguem deve ter dito, todos gostaríamos de ter andado. Delicioso.
Sem comentários:
Enviar um comentário