PSL
terça-feira, 8 de novembro de 2005
Ainda o vento (que varre...) lá fora.
Obrigatório ler:
Razões da revolta urbana em França, aqui, na Grande Loja.
Paris é uma Festa?, aqui, no neofito Informática do Direito.
PSL
Razões da revolta urbana em França, aqui, na Grande Loja.
Paris é uma Festa?, aqui, no neofito Informática do Direito.
PSL
segunda-feira, 7 de novembro de 2005
"Quanto mais velha, mais a História se perde na memória...
...e mais difícil o presente se compreende" (MPC)
Era 27 de Outubro, em Le Branc-Mesnil, três jovens corriam desalmados a fugir da Polícia, dois, de 15 e 17 anos, morreram estranhamente electrocutados, o outro ficou ferido, escapando por pouco ao mais terrível dos destinos. Eram suspeitos de actos criminosos...
A História dos últimos tumultos e actos de vandalismo por parte de jovens suburbanos podia começar assim, mas - como raramente não acontece - a «real» História está mais funda que as experiências dos sentidos. Aprofunde-se minimamente o passado e o presente, para que o enquadramento de qualquer opinião, subjectiva por natureza, seja a mais credível é convinvente possíveis, carecendo de avanços pelas brumas antropológicas, sociais, culturais e políticas da terra de Obélix..
Analisar esta problemática recente sob a perspectiva de uma lei maniqueísta, nem com uma lupa se conseguirá aprofundar e compreender as causas e as dimensões deste flagelo urbano que assola Paris há pouco mais de uma semana. Nesta 'história' não há bons e maus, correctos e incorrectos, racionais e irracionais, inocentes e culpados.
O que acontece é o que a realidade dos banileues (subúrbios) franceses vive todos os dias. À volta de Paris há uma cintura de imigrantes (dentre eles, portugueses) que há 40, 30, 20 anos foram contribuir para a riqueza nacional da França. Viviam-se anos de prosperidade e de crescente desenvolvimento. A França precisava deles e eles precisavam da França. A França para enriquecer, os imigrantes, uns, para comer, sobreviverem, outros, para serem livres, simplesmente livres, fugidos da opressão, anarquia ou da ditadura. Trabalhavam afincadamente, os mais cumpridores e os mais produtivos, muitas vezes sob condições ilegais e desumanas. Alguns imigrantes foram muito longe, enriqueceram com o país, criaram o seu negócio. Outros, melhoraram a sua vida, mas continuaram a viver do bairro. Mal ou bem, mais ou menos esforço, integraram-se. Mas todos os dias sentiam a superioridade e arrogância francesas: no trabalho, na taverne, nos media, por toda a parte. Tudo bem, conviviam bem com isso. Têm a sua crença, cultura, suas tradições e as comunidades entreajudavam-se nas dificuldades. O sentimento sobranceiro francês é uma constante na vida destes imigrantes. Os portugueses, sofreram-no, os sub-saharianos e magrebinos sofrem-no e os nacionais dos países de leste da União Europeia (!), como os polacos, já começaram a senti-lo. É o que um dia pode matar a Europa: o acordar da intolerância racial, religiosa e étnica. É a principal e ac6tual causa do terrorismo. Não há nada pior para um ser humano sentir-se inferiorizado e humilhado. Olhe-se para a História, e vejam-se as atrocidades cometidas e as causas das maiores revoluções e guerras, sobretudo mundiais.
Entretanto, da primeira geração de imigrantes nascia a segunda e desta a terceira, aninhados em bairros abandonados pelas políticas públicas, nacionais e locais, onde não há um jardim bem tratado, uma escola limpa, uma biblioteca, um pavilhão de desportos, nada para o cultivo da cultura, nada para combater o ócio, nada para sentirem que é feito alguma coisa por eles, absolutamente nada! Para além de um bairro, os imigrantes viviam, e vivem, em guetos, marginalizados e intolerados. Os primeiros imigrantes queriam que os filhos, já com a nacionalidade francesa, frequentassem a escola, sobretudo uma escola que honrasse os valores da revolução, livre, justa e solidária. Mas ela é tudo menos isso: não é livre, porque, por exemplo, não há a liberdade de usar símbolos religiosos no próprio corpo, ou seja, não há cumprimento algum da liberdade de expressão, de religião e de desenvolvimento da personalidade, liberdades constitucionais entre nós, nunca postas em causa por cá, precisamente porque há essa liberdade. Não é justa, porque por incrível que pareça, foi criado um regime especial educativo (desenhado a pensar nestes «franceses de 2.ª») com cariz técnico-profissional, sem lhes dar o acesso ao nível universitário (!). Mais tarde ou mais cedo, qualquer pessoa de bom senso alcança o futuro destes jovens suburbanos. Não é solidária, porque não há sequer fraternidade, quanto mais humanismo. Para a maioria dos franceses, eles não são verdadeiros franceses. Dentre esses, muitos defendem que deviam estar na «sua terra». E, ainda por cima, as políticas públicas não são conformadas por um real e efectivo princípio de igualdade. E assim se faz parte da História.
(continua)
Era 27 de Outubro, em Le Branc-Mesnil, três jovens corriam desalmados a fugir da Polícia, dois, de 15 e 17 anos, morreram estranhamente electrocutados, o outro ficou ferido, escapando por pouco ao mais terrível dos destinos. Eram suspeitos de actos criminosos...
A História dos últimos tumultos e actos de vandalismo por parte de jovens suburbanos podia começar assim, mas - como raramente não acontece - a «real» História está mais funda que as experiências dos sentidos. Aprofunde-se minimamente o passado e o presente, para que o enquadramento de qualquer opinião, subjectiva por natureza, seja a mais credível é convinvente possíveis, carecendo de avanços pelas brumas antropológicas, sociais, culturais e políticas da terra de Obélix..
Analisar esta problemática recente sob a perspectiva de uma lei maniqueísta, nem com uma lupa se conseguirá aprofundar e compreender as causas e as dimensões deste flagelo urbano que assola Paris há pouco mais de uma semana. Nesta 'história' não há bons e maus, correctos e incorrectos, racionais e irracionais, inocentes e culpados.
O que acontece é o que a realidade dos banileues (subúrbios) franceses vive todos os dias. À volta de Paris há uma cintura de imigrantes (dentre eles, portugueses) que há 40, 30, 20 anos foram contribuir para a riqueza nacional da França. Viviam-se anos de prosperidade e de crescente desenvolvimento. A França precisava deles e eles precisavam da França. A França para enriquecer, os imigrantes, uns, para comer, sobreviverem, outros, para serem livres, simplesmente livres, fugidos da opressão, anarquia ou da ditadura. Trabalhavam afincadamente, os mais cumpridores e os mais produtivos, muitas vezes sob condições ilegais e desumanas. Alguns imigrantes foram muito longe, enriqueceram com o país, criaram o seu negócio. Outros, melhoraram a sua vida, mas continuaram a viver do bairro. Mal ou bem, mais ou menos esforço, integraram-se. Mas todos os dias sentiam a superioridade e arrogância francesas: no trabalho, na taverne, nos media, por toda a parte. Tudo bem, conviviam bem com isso. Têm a sua crença, cultura, suas tradições e as comunidades entreajudavam-se nas dificuldades. O sentimento sobranceiro francês é uma constante na vida destes imigrantes. Os portugueses, sofreram-no, os sub-saharianos e magrebinos sofrem-no e os nacionais dos países de leste da União Europeia (!), como os polacos, já começaram a senti-lo. É o que um dia pode matar a Europa: o acordar da intolerância racial, religiosa e étnica. É a principal e ac6tual causa do terrorismo. Não há nada pior para um ser humano sentir-se inferiorizado e humilhado. Olhe-se para a História, e vejam-se as atrocidades cometidas e as causas das maiores revoluções e guerras, sobretudo mundiais.
Entretanto, da primeira geração de imigrantes nascia a segunda e desta a terceira, aninhados em bairros abandonados pelas políticas públicas, nacionais e locais, onde não há um jardim bem tratado, uma escola limpa, uma biblioteca, um pavilhão de desportos, nada para o cultivo da cultura, nada para combater o ócio, nada para sentirem que é feito alguma coisa por eles, absolutamente nada! Para além de um bairro, os imigrantes viviam, e vivem, em guetos, marginalizados e intolerados. Os primeiros imigrantes queriam que os filhos, já com a nacionalidade francesa, frequentassem a escola, sobretudo uma escola que honrasse os valores da revolução, livre, justa e solidária. Mas ela é tudo menos isso: não é livre, porque, por exemplo, não há a liberdade de usar símbolos religiosos no próprio corpo, ou seja, não há cumprimento algum da liberdade de expressão, de religião e de desenvolvimento da personalidade, liberdades constitucionais entre nós, nunca postas em causa por cá, precisamente porque há essa liberdade. Não é justa, porque por incrível que pareça, foi criado um regime especial educativo (desenhado a pensar nestes «franceses de 2.ª») com cariz técnico-profissional, sem lhes dar o acesso ao nível universitário (!). Mais tarde ou mais cedo, qualquer pessoa de bom senso alcança o futuro destes jovens suburbanos. Não é solidária, porque não há sequer fraternidade, quanto mais humanismo. Para a maioria dos franceses, eles não são verdadeiros franceses. Dentre esses, muitos defendem que deviam estar na «sua terra». E, ainda por cima, as políticas públicas não são conformadas por um real e efectivo princípio de igualdade. E assim se faz parte da História.
(continua)
Paris já está a arder?
Um dos lemas, menos conhecidos, da Revolução Francesa ditava: "Enforcar o ultimo padre com as tripas do ultimo nobre".
É verdade! A "Deusa-Mãe" Republica nasceu assim envolta numa ignóbil carnificina.
A máxima "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", encontra-se hoje plasmada nas diferentes Leis Fundamentais que podemos encontrar um pouco por todo o Mundo. Aí os positivistas…, o que eles foram fazer. Aí os positivistas-legalistas e ("bandidos") formalistas…, o que eles fizeram!
Veja-se logo o primeiro artigo da nossa Constituição. Lá onde está"(…) uma sociedade livre, justa e solidaria" não está nem menos nem mais do que o grito da França Jacobina: "Liberdade, Igualdade, Fraternidade".
Hoje…, bem hoje a máxima tornou-se ditadura!
Alguém lhe perguntou se queria viver num tempo e espaço marcado pelos Direitos, Liberdades e Garantias? Alguém lhe perguntou se queria obedecer ao pesado catalogo dos direitos fundamentais?
A coisa complica-se ao ponto de nem ser possível dizer em voz alta "abaixo a propriedade privada" ou "morte aos pretos", sem sermos olhados com desdém e logo, logo catalogados de perigosos "istos, aquilos ou aquelotros". Não? Então experimentem entre amigos dizer que os árabes são todos uns assassinos e mereciam desaparecer da face da terra, ou que os judeus são isso mesmo, só fazem judiarias. Experimentem!
Factos fictícios:
O meu estabelecimento comercial, com o qual sustento a minha querida família, foi esta noite incendiado por um grupo de jovens!
De arma em punho, com dolo de homicídio, fui atras deles.
Disparei e provoquei a morte a todos.
Pratiquei vários crimes de homicídio qualificado pp no art132/2, d) do nosso código penal, pois fui motivado por um motivo fútil, ie um não motivo.
Poderei ser condenado a 25 anos de prisão caso em Tribunal se prove que eu revelei especial censurabilidade ou perversidade com tal animo.
Paris já está a arder?
E Lisboa?
Sereníssimas as autoridades da Republica olham o fogo que arde. E vê-se.
Chirac, esse demónio da direita Francesa, sorri e diz que vai tomar medidas.
Quem se lixa é, claro está (!!!), o mexilhão.
A bandidagem, a selvajaria, a ignominia já alastram para o Sul, quase até as Pirineus. Está já aqui ao lado a pouco mais de mil quilómetros.
Todos nós assistimos. Coitadinhos…, de nós.
Paris já está a arder?
Nem um pouco, isto é só o inicio.
Há duzentos e poucos anos dizia a Burguesia: "Enforcar o ultimo padre com as tripas do ultimo nobre". A Burguesia instaurou, limou, sorveu, gastou da "ditadura dos direitos fundamentais". Patrocinada por essa coisa (agora) horrenda chamada positivismo jurídico.
Mais tarde vieram os "novos cristãos", jusnaturalistas novos, dizer que afinal a justiça é que era importante. Não a norma.
Mas quem diz o que é Justo? Afinal não será um conceito subjectivo?
Não será a justiça o que um homem quiser?
Hoje é inconcebível dizer - será crime? - "Enforcar o ultimo preto, com as tripas do ultimo árabe".
Meu Deus…, o que eu escrevi…
E amanhã?
PSL
É verdade! A "Deusa-Mãe" Republica nasceu assim envolta numa ignóbil carnificina.
A máxima "Liberdade, Igualdade, Fraternidade", encontra-se hoje plasmada nas diferentes Leis Fundamentais que podemos encontrar um pouco por todo o Mundo. Aí os positivistas…, o que eles foram fazer. Aí os positivistas-legalistas e ("bandidos") formalistas…, o que eles fizeram!
Veja-se logo o primeiro artigo da nossa Constituição. Lá onde está"(…) uma sociedade livre, justa e solidaria" não está nem menos nem mais do que o grito da França Jacobina: "Liberdade, Igualdade, Fraternidade".
Hoje…, bem hoje a máxima tornou-se ditadura!
Alguém lhe perguntou se queria viver num tempo e espaço marcado pelos Direitos, Liberdades e Garantias? Alguém lhe perguntou se queria obedecer ao pesado catalogo dos direitos fundamentais?
A coisa complica-se ao ponto de nem ser possível dizer em voz alta "abaixo a propriedade privada" ou "morte aos pretos", sem sermos olhados com desdém e logo, logo catalogados de perigosos "istos, aquilos ou aquelotros". Não? Então experimentem entre amigos dizer que os árabes são todos uns assassinos e mereciam desaparecer da face da terra, ou que os judeus são isso mesmo, só fazem judiarias. Experimentem!
Factos fictícios:
O meu estabelecimento comercial, com o qual sustento a minha querida família, foi esta noite incendiado por um grupo de jovens!
De arma em punho, com dolo de homicídio, fui atras deles.
Disparei e provoquei a morte a todos.
Pratiquei vários crimes de homicídio qualificado pp no art132/2, d) do nosso código penal, pois fui motivado por um motivo fútil, ie um não motivo.
Poderei ser condenado a 25 anos de prisão caso em Tribunal se prove que eu revelei especial censurabilidade ou perversidade com tal animo.
Paris já está a arder?
E Lisboa?
Sereníssimas as autoridades da Republica olham o fogo que arde. E vê-se.
Chirac, esse demónio da direita Francesa, sorri e diz que vai tomar medidas.
Quem se lixa é, claro está (!!!), o mexilhão.
A bandidagem, a selvajaria, a ignominia já alastram para o Sul, quase até as Pirineus. Está já aqui ao lado a pouco mais de mil quilómetros.
Todos nós assistimos. Coitadinhos…, de nós.
Paris já está a arder?
Nem um pouco, isto é só o inicio.
Há duzentos e poucos anos dizia a Burguesia: "Enforcar o ultimo padre com as tripas do ultimo nobre". A Burguesia instaurou, limou, sorveu, gastou da "ditadura dos direitos fundamentais". Patrocinada por essa coisa (agora) horrenda chamada positivismo jurídico.
Mais tarde vieram os "novos cristãos", jusnaturalistas novos, dizer que afinal a justiça é que era importante. Não a norma.
Mas quem diz o que é Justo? Afinal não será um conceito subjectivo?
Não será a justiça o que um homem quiser?
Hoje é inconcebível dizer - será crime? - "Enforcar o ultimo preto, com as tripas do ultimo árabe".
Meu Deus…, o que eu escrevi…
E amanhã?
PSL
domingo, 6 de novembro de 2005
Atenção
O meu próximo post aqui no ARCADIA poderá conter linguagem menos própria, ideias desviantes, revelar comportamentos psicopaticos e quiçá ser até apelidado de racista ou xenófobo.
Ultimo aviso: Não o leiam!
PSL
Ultimo aviso: Não o leiam!
PSL
sábado, 5 de novembro de 2005
ESPUMAS XIX
O mundo é feito de várias felicidades. Tantas quantas as coisas bonitas que há para cada qual. É raro alguém não ter uma felicidade, diga ela respeito ao que se é, ao que se tem ou ao que os outros são e têm por nós, ou de nós. A felicidade está em qualquer lugar sentido. Um gesto, uma palavra, um sorriso e cria-se floresta num deserto. Toda a gente o sabe, parece certo, todavia, difícil é estar predisposto para a receber. É por isso que quando não há uma grande razão para se festejar a felicidade, temos que encontrar três boas razões para isso acontecer. Quando não temos um grande argumento que nos convença, torna-se necessário buscar três pequenos argumentos, que, no mais das vezes, não são tão pequenos quanto pensamos, já dizia um eminente professor de física. Os argumentos estão sempre connosco, em nós, e que apesar de visíveis a todo o tempo passam bem despercebidos às escassas visitas que fazemos à nossa simplicidade. Isto porque, para isso acontecer, importa estarmos predispostos. A predisposição é essencial para quase tudo. Sem ela poucas coisas correm bem, raras vezes temos sucesso, e quase tudo culmina em desvalorização ou desilusão. Paradoxalmente, a predisposição é um estado a meio caminho, não está antes da vontade, ela própria já é uma vontade, uma meia-vontade, uma pequena essencial vontade. Encontrá-la é reunir os três grandes argumentos que todo o ser humano é capaz de extrair. No fundo, sobretudo nos dias de hoje, exigentes e populosos, cheios de hábitos e de preconceitos, a predisposição é uma disposição: a disposição que lembra que, apesar desses dias, três argumentos já integram a nossa existência. Na verdade, assim que nascemos. Não é preciso uma revolução para os atingir, basta uma predisposição. Através dela, qualquer objectivo perseguido, qualquer sentimento vivido, qualquer acto sentido, é meio caminho para se viver o que queremos viver, seja com quem for. Ninguém reinventa ou controla as felicidades, daí que a predisposição não deva ser-nos estranha ou inacessível. Ela é o que sempre foi: humana e ubíqua. E se o ser humano se completa com o Eu, Tu e Ele, o mundo é feito de Nós, Vós e Eles. Na felicidade, no profundo, não há grandes argumentos, pela razão de que não existe maior argumento que este. A predisposição cultivada é felicidade visitada.
NCR
sexta-feira, 4 de novembro de 2005
Se merecem!!!
Fiquei radiante com a vitoria dos The Gift ontem no Atlântico.
Que brava rapaziada esta de Alcobaça que tanto se tem esforçado para mostrar como são bons; que tanto suor tem gasto, tanta estrada tem feito, tanta energia despendido..., e tudo por um sonho. Fazer o que gostam. Mil urras!!!!
Vocês são o exemplo de Portugal!
Fotos de Sérgio Rodrigues (link)
PSL
quinta-feira, 3 de novembro de 2005
Funcionários Públicos de todo o Mundo uni-vos!!!
Nesta casa não há fantasmas nem bodes expiatórios
...e só dependemos de nós.
PSL
quarta-feira, 2 de novembro de 2005
Senhor da Nuance
Nos próximos dias, apesar de já ter começado, vamos assistir a uma intensa jorrada de acusações, baixezas políticas, processos de más intenções, colagens de mau gosto, etc, sobretudo da candidatura de Soares, e deste, a Cavaco Silva. Já começam a delinear-se as planificações de campanha.
Mário Soares já disse que as gaffes fazem parte dele, «é normal e até tem piada» (ou seja, qualquer gaffe soarista é justificadora de culpa ou ilicitude políticas, que é o mesmo que dizer: serei irresponsável por alguns dizeres). E mais, repete (e notem a nuance) que é um político e tem orgulho de o ser; o que não repete é o adjectivo (neste caso) 'profissional'. Porquê? Porque Cavaco não disse que não era político, ele assume essa categoria, e sempre a assumiu. Ele disse sim, que não era «político profissional» e, até com má intenção parcial, se reconhece que não é. Político profissional é aquele que tem como profissão a política, isto é, vive em termos de actividade e de remuneração, da política. Ora, todos sabemos que dos 5 candidatos actuais só Cavaco Silva não é um político profissional, sucedendo-lhe, numa lista decrescente de 'aprofissionalismo político' o Francisco Louçã que considero ser um semi-profissional. Isto parece evidente e com muita lógica e bom-senso, mas não sejamos ingénuos: uma coisa é o discurso político, outra é dizer a verdade de forma clara e unívoca. E sem segundas intenções, naturalmente.
Quanto às pensões de Cavaco Silva, a questão foi levantada (com a esperteza suficiente para os media se atirarem a ela) sub-repticiamente de forma deplorável pelo ex-presidente da República. Foi uma atitude negativa, mesquinha e demagógica. E pode ser virada contra si, pois basta saber a resposta à pergunta Qual deles é o mais rico?, para sabermos onde parará esta bala. Ademais, é um mau exemplo para a democracia, ainda por cima vindo do pai da democracia portuguesa.
Há pessoas que não se contentam em ter um nobre lugar na história pelas vitórias que contribuiu alcançar. Mas por outro lado, é bom que estes grandes Senhores da História também percam as eleições. Dá um sinal positivo, ainda que aparente - de humildade e de combate políticos - aos jovens adultos que estão fora e dentro da política.
NCR
Mário Soares já disse que as gaffes fazem parte dele, «é normal e até tem piada» (ou seja, qualquer gaffe soarista é justificadora de culpa ou ilicitude políticas, que é o mesmo que dizer: serei irresponsável por alguns dizeres). E mais, repete (e notem a nuance) que é um político e tem orgulho de o ser; o que não repete é o adjectivo (neste caso) 'profissional'. Porquê? Porque Cavaco não disse que não era político, ele assume essa categoria, e sempre a assumiu. Ele disse sim, que não era «político profissional» e, até com má intenção parcial, se reconhece que não é. Político profissional é aquele que tem como profissão a política, isto é, vive em termos de actividade e de remuneração, da política. Ora, todos sabemos que dos 5 candidatos actuais só Cavaco Silva não é um político profissional, sucedendo-lhe, numa lista decrescente de 'aprofissionalismo político' o Francisco Louçã que considero ser um semi-profissional. Isto parece evidente e com muita lógica e bom-senso, mas não sejamos ingénuos: uma coisa é o discurso político, outra é dizer a verdade de forma clara e unívoca. E sem segundas intenções, naturalmente.
Quanto às pensões de Cavaco Silva, a questão foi levantada (com a esperteza suficiente para os media se atirarem a ela) sub-repticiamente de forma deplorável pelo ex-presidente da República. Foi uma atitude negativa, mesquinha e demagógica. E pode ser virada contra si, pois basta saber a resposta à pergunta Qual deles é o mais rico?, para sabermos onde parará esta bala. Ademais, é um mau exemplo para a democracia, ainda por cima vindo do pai da democracia portuguesa.
Há pessoas que não se contentam em ter um nobre lugar na história pelas vitórias que contribuiu alcançar. Mas por outro lado, é bom que estes grandes Senhores da História também percam as eleições. Dá um sinal positivo, ainda que aparente - de humildade e de combate políticos - aos jovens adultos que estão fora e dentro da política.
NCR
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