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domingo, 18 de dezembro de 2011

Da verdade

Ao fim da tarde vi dois comentadores na SICN dizerem qualquer coisa como…, Passos Coelho não podia ter dito o que disse (link) e mesmo que o fizesse não o podia ter dito daquela forma, ainda assim o que disse é verdade. Sublinho, disseram tais comentadores.

Mesmo que muito procurássemos não conseguíamos encontrar melhor imagem do Portugal contemporâneo. Dois conhecidos e reconhecidos “fazedores de opinião” admitem que o facto expresso pelo primeiro-ministro apesar de ser verdadeiro não pode ser dito.

É este o país que temos actualmente. O país que cresceu e engordou à conta do dinheiro alheio. O país das “novas oportunidades”, dos licenciados que administrativamente passam a Mestres. O país das auto-estradas desertas. O país pejado de pontos de abastecimento de carros eléctricos mas que não tem carros eléctricos.

Teria muita piada se tivesse graça este país da mentira. O país onde dizer a verdade merece castigo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Nobre

Os jornais, hoje, fazem quase o pleno. Passos Coelho ainda nem posse tomou e já arca com a sua primeira derrota politica, dizem eles – ávidos de sangue fresquinho, digo eu. É normal.

Seguem a linha de alguma esquerda que tenta usar os métodos trauliteiros que alguma direita usou durante seis anos contra Sócrates e a sua tralha. É (ainda) normal. Mas é também errado. Pois, caso ainda não tenham reparado, os sujeitos e o objecto em causa são totalmente diferentes. Passos e a sua gente estão nos antípodas de Sócrates e o seu bando e…, o mundo mudou, pá! Nunca se esqueçam…, o mundo mudou.

Tenho de concordar com aqueles que dizem de Nobre nunca nada ter feito na política; Nunca ter sido deputado e não se lhe conhecer, sequer, pensamento político. Não lamento também a humilhação porque passou ontem em São Bento. Mas no fim temos de reconhecer que Nobre acabou por ser nobre, apesar da contradição que acaba por ser a sua continuação no hemiciclo – se calhar, Nobre está a aprender depressa a função de deputado…

Voltando ao inicio. Feita que seja a história desta legislatura o episódio de ontem não passará de um pequeno faits divers. Se isto foi uma derrota para Passos Coelho…, expliquem me lá quem foi o vencedor?

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rapidamente e em força

No restolho da noite eleitoral não há muito mais a dizer.
Não há tempo a perder. Cavaco sabe disso e exige celeridade (link). Eu também.
Estamos perante mais uma oportunidade, talvez a última, de arrepiar caminho, reconhecer os erros passados, enterrar os mortos e tratar dos feridos.
Tudo isso terá de ser feito rapidamente…, e em força.

domingo, 5 de junho de 2011

Fim de festa

Este é tempo de desgraça; não há espaço para estado de graça.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Dois caminhos

Mais um excelente texto de Carlos Carreiras no i (link). Li e gostei.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Pedro Passos Coelho: “mexer na Constituição”

Tenho acompanhado com um misto de curiosidade e inocente esperança a chegada de Pedro Passos Coelho (PPC) à liderança do PSD e, consequentemente, a candidato a candidato a primeiro-ministro.

Gosto do estilo sóbrio, gosto do discurso escorreito e a-populista. E gosto do domínio (natural) da maioria dos temas.
Gosto de algumas das ideias (a diminuição do peso do Estado no processo económico, aumentar a transparência nas empresas publicas e no processo regulador da economia) desconfio de outras (a criação do denominado “Conselho Superior da República”) e não compreendo, de todo, outras ainda, como a necessidade urgente de “mexer na Constituição.

Aliás, como bem notava ontem no Público José Manuel Fernandes, para PPC “cumprir os objectivos que enunciou não precisa de mudar a Constituição”.
Assim, esta urgência, transversal ao discurso de PPC, apenas se explica à luz da verdadeira trauma que a Direita portuguesa encerra quanto ao principal monumento legislativo português e à sombra de uma novíssima forma de fazer politica, que consiste em mudar tudo e mais alguma coisa para que no final tudo fique na mesma.

“Mexer na Constituição” não é, infelizmente, um bom começo Pedro Passos Coelho. É apenas uma mais uma cortina de fumo. E se há coisa pela qual os portugueses anseiam, é por ver claro; em alta definição.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Construir Ideias

É o nome da “Plataforma de Reflexão Estratégica” dinamizada por Pedro Passos Coelho. Hermínio Loureiro chama-lhe "Think tank". Será?
Construir ideias é excelente. Ideais também. Mas, para começar, construir um sítio na Internet para divulgar/debater as ideias que se vão construindo, seria o ideal. É que “ter” ideias e não saber transmiti-las ajuda pouco hoje, aqui e agora.
Aguardemos.