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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O IVA na restauração

Eu sei que generalizar pode ser injusto, mas a verdade é que o sector da restauração nunca ficou a perder com mexidas nos preços.

Com a introdução do euro os valores foram rapidamente arredondados para cima (por vezes muito para cima) e foram sofrendo aumentos superiores à inflação "para facilitar os trocos" (há 10 anos um café custava 50 escudos e agora é raro encontrar um sítio que cobre 50 cêntimos, 100 escudos, o dobro portanto), não esquecendo os aumentos do IVA que ocorreram, e que determinaram arredondamentos adicionais dos preços.

A acrescer a isto está a evasão fiscal: o sector da restauração é particularmente permeável a situações em que as transacções não são tituladas por qualquer documento fiscalmente relevante, sem prejuízo - claro - de se cobrar à mesma o IVA ao consumidor...

Dito isto, penso que, sendo este sector determinante para o turismo, o Governo poderia trabalhar mais para encontrar uma solução que não penalize este sector verdadeiramente "exportador".

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Nem mais...

Há quase 15 anos, com António Guterres recém-chegado ao Governo, o sector desenhou uma campanha semelhante. A taxa máxima de IVA era de 17 por cento e era também aplicada a cafés e restaurantes. Na altura, a generalidade dos cafés tinha colados nas montras e balcões panfletos do género: informamos os clientes de que os preços elevados se devem ao IVA de 17 por cento cobrado pelo Estado.Guterres cedeu e em 1996 baixou o IVA da restauração de 17 por cento para 12 por cento. O que aconteceu? Os preços cobrados aos clientes não baixaram e o sector aumentou em cinco por cento a sua margem de lucro, metendo ao bolso a diferença de imposto.
Editorial do Público