sexta-feira, 30 de maio de 2008

"með suð í eyrum við spilum endalaust"

É o nome do 5.º álbum dos Sigur Ròs que ainda não se encontra à venda. Em inglês "With a buzz in our ears we play endlessly". Será comercializado na Europa a 23 de Junho, mas pode (pré-)encomendar-se já a partir da próxima semana, dia 2 de Junho.

Entretanto, já está disponível a primeira música do álbum, em formato mp3 e em video (Quicktime), denominada "Gobbledigook". Para ouvir aqui basta escrever o vosso e-mail e seleccionarem o país de origem.

Capa e conteúdos:



1. gobbledigook
2. inní mér syngur vitleysingur
3. góðan daginn
4. við spilum endalaust
5. festival
6. suð í eyrum
7. ára bátur
8. illgresi
9. fljótavík
10. straumnes
11. all alright

Mais, no site oficial.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Condicionamento industrial

Os mesmos que defendem a supremacia do mercado sobre o Estado, pediram ao mesmo Estado que combata o mercado.
Passo a explicar: parece que, confrontados com o aumento dos combustíveis refinados pela Galp, há agentes do mercado (gasolineiras) que começaram a ir comprar combustível no estrangeiro e vendê-lo em Portugal, a preços mais baixos.
As mesmas petrolíferas que, no estrangeiro, venderam os combustíveis às gasolineiras portuguesas (ou será que um posto de combustível espanhol venderá um camião cisterna de gasolina?...), vêm queixar-se de contrabando, ganhando assim duas vezes:
A primeira, no estrangeiro, quando vendem o combustível à gasolineira portuguesa;
A segunda, em Portugal, quando em resultado do previsível confisco do combustível, venderem o combustível oficial às gasolineiras...
Por fim, parece-me estranho que seja dada prioridade a este assunto, justamente porque os denunciantes beneficiam com a transacção ilegal, mas pronto, manda quem pode...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Publicidade (mais ou menos enganosa) em proveito próprio

Eu se fosse vocês, não perdia a "edição" de amanhã do Corta-fitas.

Os lucros da Galp

Diz o João Miranda, do Blasfémias:

Método socialista de lidar com os “lucros escandalosos” da GALP: organizar um
protesto contra a GALP sofrendo prejuízos e causando-lhe prejuízos.
Método capitalista de lidar com os “lucros escandalosos” da GALP: comprar acções da GALP patilhando os lucros.

Julgo que a tese dele tem dois problemas:
1- Os lucros escandalosos da Galp resultam da inoperância do mercado, uma vez que os liberais que o abriram (ao mercado), deixaram-na monopolista da refinação e dominante na distribuição. Por isso é que é mentira que a Galp seja “tomadora” de preço dos combustíveis. É-o “apenas” quanto à matéria prima.
2- Para comprar acções da Galp é preciso dinheiro. O problema é que o rendimento disponível das famílias, após as despesas essenciais, é cada vez menor: não se pode poupar nem investir o que não se tem.

A Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen

Com os livros sou um pouco como com as pessoas de quem gosto. Algo possessivo e um tudo nada ciumento. Gosto de os mimar e tê-los por perto.

Há pouco, numa visita à FNAC para comprar um estranho manual de higiene e segurança no trabalho, de repente, sou surpreendido por uma lombada com um nome familiar. Não queria acreditar que passada mais de uma década a Almedina tinha enfim se dignado a reeditar a Teoria Pura do Direito kelseniana.

Com este verdadeiro monumento da filosofia jurídica, o insigne Hans Kelsen, cujos detractores (maxime os jusnaturalistas) à falta de mais e melhores argumentos acusaram de ser um dos ideólogos do famigerado Nacional-socialismo, elevou em definitivo o Direito à categoria de Ciência. Ali, Kelsen, purificou a Ciência do Direito de todos os elementos que lhe possam ser estranhos, afastando-o de outras ordens normativas como a Moral e extraindo da sua ontologia e axiologia esse Tudo que é o Nada (como Fernando Pessoa disse do Mito) que é a Justiça.

Li, estudei e reli vezes sem conta alguns fragmentos da Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen. Mas nunca tinha tido o prazer de a ter - salvo seja - só para mim. Naturalmente, não resisti a esta feliz reedição ainda quente - tem dias nas livrarias.

Caso os apalermados juristas que nos governam, só para nomear estes, tivessem sequer tido um pequeno contacto com esta verdadeira bíblia do Positivismo Jurídico, por certo que os diplomas legislativos que regulam a nossa vida seriam - para não ir mais longe - claros, precisos e concisos como defendeu Motesquieu deverem ser as todas as Leis.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O novo treinador do Benfica e os Freitas Lobo desta vida…

...num post soberbo de José Marinho.
Uma das melhores análises sobre “um momento” do Benfica que já li por esta blogosfera fora.

CRONOS XXIV

"Where the streets have no name" - (1987) U2



Um hino da minha geração. E pensar que Brian Eno, produtor de The Joshua Tree, tentou apagá-la do álbum. A música é um hino à igualdade e à liberdade, até na sua história, pois corresponde à defesa de Bono de que as pessoas não deveriam ser identificadas, por credo ou classe social, dependendo da rua onde viviam. A rua era a metáfora de todas as desigualdades de oportunidades. Hoje, em Portugal, como vem comprovado no último relatório europeu sobre a situação social da UE, pode substituir-se a palavra "ruas" por "governos".

domingo, 25 de maio de 2008

E por falar em filhos da puta...

Morreu Manuel Marulanda Vélez, conhecido como Tirofijo (tiro certeiro, em tradução literal), o fundador e comandante das FARC.
E agora? Continuarão as FARC a assegurar uma barraquinha de "comes e bebes" na festa d'O Avante?...

Ferreira de Oliveira

Este é o homem que apenas não é o mais odiado do país, porque vai conseguindo manter-se na sombra na maior parte do tempo.
É quem diz que não sabia do aumento de combustíveis na Quinta-Feira ("erro técnico"...), mas que os aumentou no Sábado seguinte (se fosse verdade demitir-se-ia imediatamente).
É quem pretende fazer-nos crer que o elevado preço dos combustíveis em Portugal resulta dos impostos, e não da especulação da própria Galp.
É quem nunca diz que a Galp é responsável por 10 a 20 por cento do preço líquido em virtude de ser a monopolista da refinação em Portugal.
Aqui deixo a pergunta: o que queremos que a Galp seja? Uma empresa privada que, dominada por capital estrangeiro, tem tiques autoritários e monopolistas, dominando a refinação e a distribuição?
Ou apenas uma empresa privada de distribuição, com o capital estrangeiro que quiser, separada da refinação (que deve ser puramente pública) em suma, um "player" como outro qualquer?

sábado, 24 de maio de 2008

Ai o sistema...

Facto 1: o Belenenses foi vítima de falsificação do "passaporte desportivo", perpretada pela Federação Espanhola de Futebol, uma vez que esta não assinalou a passagem de Meyong pelo Levante, o que determinaria a impossibilidade de jogar pelo clube português.
Facto 2: Meyong jogou um jogo pelo Belenenses (salvo erro cerca de 15 minutos);
Facto 3: o Belenenses foi sancionado com a derrota nesse jogo (com a Naval 1.º de Maio) e com a perda de mais 3 pontos.
Facto 4: o FC Porto foi vítima da falsificação do passaporte civil de Leandro Lima, perpretada pelo próprio;
Facto 5: Leandro Lima jogou diversos jogos, que o Porto ganhou.
Facto 6: a Comissão Disciplinar da Liga arquivou o processo contra o Porto.
Facto 7: a Comissão Disciplinar da Liga aplicou uma suspensão de 3 meses contra Leandro Lima que, assim, não poderá alinhar em jogos oficiais pelo Porto até ao final de... Agosto, justamente no período em que o Porto não terá jogos oficiais...
Já perceberam por que razão o Porto não recorreu da perda de seis pontos por recorrer a prostitutas para comprar árbitros? O sistema só lhe poderia aplicar uma sanção, daí ter sido - em relação ao Belenenses - tão peremptório na decisão e tão prolixo na fundamentação...

60ft power