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terça-feira, 21 de julho de 2009

Vítor Bento: a escolha de Cavaco

O Presidente da República e líder in pectore do PSD acaba de nomear Vítor Bento conselheiro de Estado. As soluções de Vítor Bento para Portugal são conhecidas e não vão além da maior flexibilidade das regras laborais e da descida dos salários reais, receitas sempre prescritas pelos "economistas" nacionais que ora são (neo)liberais, ora são conservadores, mas que são sempre, sempre, sempre rentistas e devoristas...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Ambições difusas

Depois do discurso do “mal-estar difuso” a SEDES vem agora acusar o executivo de José Sócrates de estar a governar pensando nas eleições de 2009 em vez de na administração do país.
Novidade? Zero, nenhuma. A não ser de forma, pois o que a SEDES diz escreve-se.

Vital Moreira, uma espécie de ponta de lança à Benfica deste governo – só joga com uma perna como o Cardozo, é coxo das duas como o Mantorras e está sempre a ajeitar o cabelo para a fotografia como o Nuno Gomes – já veio regurgitar que o documento poderia ter sido redigido pelo PSD.
Se a minha avó não morresse ainda hoje era viva. Poderia…, mas não foi.
Aliás, na sua ânsia de lamber botas, Vital Moreira acabou por fazer um bravo elogio ao PSD. Quem dera ao partido da oposição ter gente séria e responsável que sabe escrever assim.

A gente da SEDES é seria e responsável. Mas não é estúpida. E é ambiciosa, naturalmente. Uma ambição difusa, é certo.
Fico a aguardar para ver o que é que a gente da SEDES faz quando for governo. Ou chegar lá perto.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Seminário SEDES

-O Grupo de Gestão Pública da SEDES organiza mais um seminário sobre a gestão e administração pública, que se realizará no próximo dia 28 de Fevereiro, às 18h30m, na SEDES, 5.ª Feira, subordinado ao tema: «Os Novos Desafios do Sistema de Gestão e Avaliação do Desempenho para a Administração Pública». Serão oradores Miguel Rodrigues (Investigador do INA) e João Pedro Correia (Consultor Especialista em SIADAP).
A entrada é gratuita.
Rua Duque de Palmela, n.º 2 - 4.º D.º, ao lado da Livraria Buchholz. Metro Marquês de Pombal.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mal estar difuso mas muito sentido

O mal-estar e a degradação da confiança, a espiral descendente em que o regime parece ter mergulhado, têm como consequência inevitável o seu bloqueamento. E se essa espiral descendente continuar, emergirá, mais cedo ou mais tarde, uma crise social de contornos difíceis de prever. A sociedade civil pode e deve participar no desbloqueamento da eficácia do regime – para o que será necessário que este se lhe abra mais do que tem feito até aqui –, mas ele só pode partir dos seus dois pólos de poder: os partidos, com a sua emanação fundamental que é o Parlamento, e o Presidente da República. A regeneração é necessária e tem de começar nos próprios partidos políticos, fulcro de um regime democrático representativo. Abrir-se à sociedade, promover princípios éticos de decência na vida política e na sociedade em geral, desenvolver processos de selecção que permitam atrair competências e afastar oportunismos, são parte essencial da necessária regeneração.
Em geral o Estado, a esfera formal onde se forma a decisão e se gerem os negócios do país, tem de abrir urgentemente canais para escutar a sociedade civil e os cidadãos em geral. Deve fazê-lo de forma clara, transparente e, sobretudo, escrutinável. Os portugueses têm de poder entender as razões que presidem à formação das políticas públicas que lhes dizem respeito.
texto integral da tomada de posição da Sedes, aqui