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terça-feira, 4 de setembro de 2007

314

314 é o número de:

  1. Jogadores emprestados pelo F.C. Porto a clubes seus "concorrentes" na Bwin Liga;
  2. Militantes do CDS-PP (ou é CDS/PP?) que pagam quotas;
  3. Cursos de Engenharia existentes nas universidades públicas e privadas em Portugal

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Magalhães e Silva

Um bom homem, um bom advogado e um bom defensor dos direitos humanos.

Manuel Magalhães e Silva é candidato a Bastonário da Ordem dos Advogados.
Tenho pena. Acho que neste momento seria o Ministro da Justiça ideal para Portugal. Perde-se o estadista e perdem os portugueses.
Mas ficamos a ganhar todos nós, os advogados portugueses. E é por isso que declaro aqui o meu apoio à sua candidatura:
Nuno Santos Silva, cédula profissional n.º 16444 (Lisboa)

quinta-feira, 5 de abril de 2007

uma boa solução

O João Miranda, do Blasfémias, apresenta uma solução interessante para o "Otagate":
«Seleccionava-se um local para o novo aeroporto que permitisse a expansão até 50 ou 60 milhões de passageiros, a construção seria faseada e por módulos e com uma primeira fase de construção de baixo investimento. Manter-se-ia a Portela operacional após 2017. Inaugurava-se a primeira fase do novo aeroporto no ano em que a Portela ficava saturada, e apenas para complementá-la. Via-se como o mercado reagia a cada um dos dois aeroportos, e se continuasse a preferir a Portela, mantinha-se esta e se não avançava com novas fases do novo aeroporto. Se por outro lado, o mercado desse sinais de que prefere o novo aeroporto iniciar-se-iam as fases seguintes da construção do novo aeroporto e desactivava-se a Portela progressivamente, por fases ao longo de várias décadas. (...)» (adaptado)
Só que, além das vantagens enumeradas no post, esta "Portela+1 v. 2.0", a verdade é que há muitos inconvenientes:
  1. Não se constrói logo a estação "aeroporto" do TGV, o que deve aborrecer muita gente;
  2. Não se constrói logo o aeroporto completo, o que deve aborrecer muita gente;
  3. Não se liberta a Portela para urbanizar, o que deve aborrecer muita gente, mais para mais, estando quase a abrir a estação do metropolitano "aeroporto",
  4. Não se constrói logo a "cidade aeroportuária" (já repararam no brilho nos olhos dos licenciados-em-engenharia-inscritos-na-ordem-dos-engenheiros cada vez que se fala nisso?), o que deve aborrecer muita gente;
  5. Não se encomendam todos os estudos técnicos destinados a exaurir de qualquer responsabilidade política o responsável político pela decisão de construir, o que deve aborrecer muita gente;
  6. O projecto carecerá de menos dinheiro inicialmente, o que aborrecerá muita gente.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Apologia de Sócrates

A confusão toda que se está a gerar à volta da licenciatura de José Sócrates em Engenharia, poderá ter uma consequência positiva. É que temos de reflectir sobre o que é verdadeiramente importante: o reconhecimento por uma Ordem que abarca profissionais que vão desde a química e electrotecnia à construção civil e meio ambiente, ou o reconhecimento de uma qualificação académica. Isso implica que uma licenciatura em Engenharia num país estrangeiro, numa área científica não abarcada pela Ordem, não permite o uso do título de "engenheiro".
(Não se trata de uma questão espúria: contraponha-se a Ordem dos Advogados (sendo que "advogado" é uma profissão da área jurídica) a uma hipotética Ordem das profissões jurídicas... É que um licenciado em Direito é um Jurista. Mas se quiser enveredar por uma profissão específica (advogado, juiz, notário...) deverá obter formação profissional também específica.)
Já um licenciado em Engenharia não é um Engenheiro, porque o Estado retirou da Universidade a capacidade de dizer : "-este sujeito é um engenheiro", e transferiu-a para uma corporação. E as corporações tendem a proteger os seus membros de qualquer tipo de inovação externa, de qualquer tipo de concorrência.
Enfim, pode ser que isto seja o "caso Mantorras" da Engenharia...
Por outro lado, quanto às irregularidades formais no processo de licenciatura do Primeiro Ministro, não percebo por que é que se quer imputá-las ao aluno, quando as mesmas são da responsabilidade da Universidade.