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sexta-feira, 20 de março de 2009

Eles comem tudo, eles comem tudo

Para aqueles que suponham que a perca do vínculo de nomeação definitiva por parte dos funcionários do Estado seria um pormenor sem a mínima importância aqui (link) começam alguns dos seus efeitos práticos.
E isto é só o começo…
Votem neles. Dêem-lhes mais quatro anos. Mais: dêem-lhes nova maioria absoluta. E embrulhem!
E mais tarde (como fazem agora quanto ao tempo que o Guterres lá esteve) não se venham queixar, ok?

terça-feira, 24 de abril de 2007

Incoerência

É de uma brutal incoerência. Segundo o Público, a avaliação dos dirigentes superiores está isenta de quotas para as notas máximas, ao contrário do que sucede com os trabalhadores e com os dirigentes de base. É inadmissível, e ao mesmo tempo um sinal muito mau.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Avaliação de desempenho e mobilidade

A avaliação do desempenho dos trabalhadores da administração pública é, na sua essência, um procedimento político. Todos os sabemos, quase todos o previmos. As consequências dessa natureza, é que não devem ter sido vistas logo à partida...
Um dos exemplos mais caricatos da perversidade deste tipo de regras vem do ministério da Agricultura, onde os funcionários estão a ser colocados em listas de despedimento (há quem lhes chame de mobilidade, o que faz sentido pois será mobilidade para o “olho da rua”) com base no seu desempenho nos anos anteriores. Só que naquele ministério (o tal onde o actual secretário de Estado dos Assuntos Fiscais se fez assessor do ministro da Agricultura de Santana Lopes num tempo em que ficou sem cargo de importância) o PSD reinava e abusava. Resultado: aqueles que o PSD avaliou negativamente por serem do PS são agora os candidatos ao despedimento. Ou seja, o PSD está a tratar o cão com o pêlo do próprio cão, em Santiago do Cacém os homens daquele partido que chefiam os serviços locais do ministério da Agricultura vão para a cervejaria divertir-se porque graças ao Sócrates vão despedir os do PS, incluindo o único presidente de uma junta de freguesia do PS naquele concelho.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Administração Pública

Bastante pertinente este alerta de Vital Moreira:
Parece que... o Governo resolveu recuar na sua intenção de equiparar os funcionários públicos aos trabalhadores da Administração Pública em regime de contrato de trabalho quanto ao tempo de trabalho e à duração das férias. É uma má decisão. Primeiro, porque não se entende que no mesmo serviço pessoas com a mesma função tenham menos tempo de trabalho (35 horas contra 40 horas) e gozem de mais férias (25 contra 22 dias) do que outras; segundo, porque isso significa manter a ideia de regalias especiais dos funcionários em relação aos demais trabalhadores.Se o Governo julga, dessa maneira, esvaziar a contestação dos funcionários, deve desenganar-se. A contestação existirá na mesma, perdendo-se uma excelente oportunidade para uma reforma a sério do regime de emprego da Administração Pública.