quinta-feira, 11 de outubro de 2007

A varina

Detesto mulheres molengonas ou papa-açordas. Adoro varinas. Mulheres rijas de pelo na venta. De sete saias com escamas e com o génio sempre a fugir para o chinelo. As varinas estão longe de ser uma espécie em extinção. Elas andam ai, um pouco por todo lado. O pelo sai com cremes, as saias são menos e mais curtas, o chinelo está mais fashion e colorido.

Como bom cinéfilo que tento ser, não gosto de perder bons filmes. Assim, nas ultimas vinte e tal horas, tenho tentado recuperar o natural atraso de mais de uma semana do pouco que por cá se passou na minha ausência. Os blogues são, como sempre nestas ocasiões, a melhor fonte.

Vem tudo isto a propósito daquele que parece ter sido o momento mais hilariante da semana que passou – logo a seguir, evidentemente, às prestações desportivas do meu querido clube. Sem pelo na venta nem carrapito, bem vestido calçado e perfumado, Sócrates, apresenta-se em directo nas televisões como o protótipo da varina do século XXI português [via Zero de Conduta]. Adeus Portugal, que vais à vela.