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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Vim de outro planeta mas felizmente acompanhado

Durante dois dias o país discutiu a ausência da Associação 25 de Abril e de Soares e Alegre das comemorações da Revolução. Como se não tivéssemos coisas mais importantes para pensar escreve aqui (link) Camilo Lourenço - que uma vez mais sou “obrigado a citar – que aproveita e dá exemplos do que efetivamente devíamos estar a discutir.

Fico contente com o texto do Camilo, sinto-me acompanhado (link); viajámos de outro planeta mas afinal não estamos sozinhos…

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cristas

Tenham medo da Cristas!
Não só as suas rezas trouxeram a tão desejada chuva, como a água caiu todinha em cima da cabeça dos malvados comunistas.

Play it again, Falâncio


terça-feira, 24 de abril de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Insiste..., insiste..., insiste...

A serio.
Adorava compreender por que raio isto (link) é noticia. Mais, por que raio isto é notícia que abre telejornais e motiva comentários ao mais alto nível dos “senadores” da República.

 […mas isto só eu, que vim de outro planeta, a falar com “os meus botões”]

quarta-feira, 30 de julho de 2008

A frase do ano

«Os sonhos de Abril têm resultado na demonstração revoltante da cupidez de muitos daqueles que, afinal, estavam a investir no futuro pessoal.»

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Porque é Abril IV (ou também: "Há Liberdade")

O que têm em comum os surfistas Pedro Soares Lourenço e Nuno Cunha Rolo por um lado, e a "marcha do MFA" por outro?
Pois é, aquilo que a malta conhece por "marcha do MFA" chama-se na verdade "A Life on the Ocean Wave"... uma vida nas ondas do mar! Um tema adequadíssimo aos outros dois arcadianos...
Aqui fica a música:




Porque é Abril III

O anúncio, ontem, das propostas do Governo para a alteração do Código do Trabalho, vêm na melhor altura: Abril.
Isto porque configuram uma resposta firme à precarização do trabalho, respondem à altura ao mito da "rigidez" do nosso mercado laboral, e - mais importante ainda - dão um sinal às empresas que se comportam como gafanhotos sociais...

Porque é Abril II

Os comunistas (que nunca quiseram um regime democrático para Portugal, como todos sabemos), condenaram a data da ratificação parlamentar do novo tratado europeu por ser muito próxima "do" 25 de Abril. Julgaram-na pelo "crime" de provocação.
A lógica comunista é esta:
É provocação ratificar um tratado no Parlamento e não por referendo popular, por alturas em que se assinala mais um aniversário de um golpe militar.

Porque é Abril

A comemoração do 25 de Abril começa a assemelhar-se com o Natal e com a Páscoa. Começa-se a falar nisso umas semanas antes e, chegados à data propriamente dita, parece que já passou.

domingo, 18 de novembro de 2007

A Ponte, o buzinão e os cleptocratas

A SIC tem transmitido uma reportagem sobre o buzinão e bloqueio da ponte 25 de Abril, em 1994.
Esse levantamento popular resultou do aumento de 50% do preço da portagem devida pela travessia da então única ponte que ligava Lisboa à margem sul do Tejo.
Nos dias que correm, a ponte 25 de Abril está paga, mas mantém-se com portagens devido ao ruinoso contrato de concessão que Cavaco Silva e Joaquim Ferreira do Amaral celebraram com a Lusoponte para permitir a construção da ponte Vasco da Gama, que serviu essencialmente para alimentar interesses imobiliários e de construtoras.
Joaquim Ferreira do Amaral é hoje presidente do conselho de administração da Lusoponte, o que consubstancia uma relação de promiscuidade que num país normal valeria a sua prisão por cleptocrata.
Como a reportagem da SIC ainda não está em linha, aqui vai uma da RTP.
p.s. - como os caros leitores decerto se lembrarão, a razão pela qual a ponte Vasco da Gama foi construída entre Sacavém e o Montijo foi a de que a mesma não serviria para movimentos suburbanos, mas para ligar o Norte e o Sul do país, i.e. o mesmíssimo fundamento para a construção da nova ponte da Lezíria, e que valerá uma valente indemnização à Lusoponte de Ferreira do Amaral...

terça-feira, 4 de setembro de 2007

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Garras de fora

As confederações patronais pretendem que venha a ser possível o despedimento por motivos políticos ou ideológicos, defendendo por isso o fim do artigo da Constituição que impede esta possibilidade. Em comunicado, estas confederações defendem ainda a limitação da greve aos interesses colectivos profissionais. (TSF)
Estes senhores parecem esquecer-se que o caminho mais rápido para o comunismo é esse capitalismo que parecem querer ressuscitar... não aprendem!

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Despacho de exoneração

Aqui está o despacho de exoneração da directora do centro de saúde de Vieira do Minho (o original pode ser consultado aqui).O que me surpreende neste caso já não é a susceptibilidade perante o humor (curiosamente o despacho foi publicado no mesmo dia em que Correia de Campos respondeu de forma jocosa a uma provocação), que tem ressuscitado nas chefias de topo da administração pública uma atitude que se julgava varrida para o caixote do lixo da História (que cliché tão estafado, eu sei, eu sei...). O que me surpreende é que tenham sido deputados do partido socialista os primeiros a apontar o dedo acusador e a transformar um facto obscuro de há quase sete meses numa notícia fresquinha:
à falta de oposição, o único controlo do Governo são os deputados socialistas. A lenta mas segura ascensão de sucessores de Sócrates começa a ver a luz do sol?

terça-feira, 22 de maio de 2007

As Margaridas da vida

Já passaram pelo menos quatro dias desde que Margarida Moreira desferiu um golpe na liberdade de expressão.
José Sócrates ainda não disse nada, Aníbal Cavaco Silva também não disse nada, e nem sequer Freitas do Amaral apareceu a sugerir uma futebolada ente Fernando Charrua e Margarida Moreira. Fosse Jorge Sampaio o Presidente da República, e já teria vindo a público expor com violência a sua preocupação em relação a este facto.


terça-feira, 15 de maio de 2007

Do funcionalismo

É curioso verificar que muita gente não consegue distinguir as acções daqueles que as praticam. Assim, se acção "X" for praticada por "A" é boa, mas se for praticada por "B" é má. Confesso-vos que sou assim no futebol, mas tento não sê-lo na vida. Esta impossibilidade de separação do par acção/sujeito (que deveria somente ser útil para aumentar ou diminuir graus de culpa, mas não para valorar acção), é fundamental em certas áreas da actividade humana como por exemplo a magistratura.
Como todos sabem, os magistrados são funcionários públicos que têm vergonha (ou será asco?) de o ser. O que nem todos saberiam, é que os magistrados nutrem aversão a uma importante fatia do tecido produtivo nacional: os profissionais liberais, que só ganham quando trabalham.
Enfim...

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Discursos no 25 de Abril

  1. Verdes, Comunistas e Bloquistas iguais a si mesmos: está tudo mal e não têm culpa nenhuma;
  2. Populares iguais a si mesmos: estaria tudo melhor se não fossem os gajos indicados em "1.";
  3. Social-democratas diferentes do costume: com um discurso muito bom, pecando aqui e ali por alfinetadas pessoais a Sócrates;
  4. Socialistas diferentes do costume: com um discurso fraquinho, fraquinho, fraquinho, um imenso vazio decorado com toneladas de citações;
  5. Um cidadão estrangeiro (ao que parece, brasileiro), que não conseguiu discursar até ao fim.

Todos os discursos formais, cheios de fórmulas bafientas: dirigem-se primeiro ao Presidente da República, depois chegam ao dirigente de uma religião do médio oriente, e por fim aos portugueses e portuguesas, ou caros concidadãos.

É sempre a mesma coisa: parecem esquecer que o 25 de Abril foi feito para os portugueses, contra o Presidente da República, contra o Presidente do Conselho e contra o Cardeal Patriarca.

Parecem esquecer que o 25 de Abril foi feito contra Comités Centrais de comunas e fachos, contra mangas de alpaca e capatazes.

Parecem esquecer o 25 de Abril.