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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Zero

Hoje, no Negócios, Camilo Lourenço explica bem o que vale hoje Mário Soares: zero!

Mário Soares está a escalar a agressividade no seu discurso. Na intervenção de ontem roça a legitimação da violência contra o Governo e o 1º ministro. Como explicar este crescendo de agressividade? É o desespero. Soares já viu que ninguém o leva a sério, nem sequer o seu partido (como se viu na carta aberta...). Por outro lado, os apelos à demissão do Governo estão a cair em saco roto. Ao contrário do que pode parecer, este crescendo de agressividade é bom sinal: é a confirmação de que o povo já não o leva a sério...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O corcunda fantoche

Nos últimos anos Mário Soares presta-se a um espectáculo digno de uma feira medieval. Apanhado pelos ardinas à porta de um qualquer beberete, rapidamente se digna a debitar algumas palermices. Outras vezes, são os próprios ardinas que procuram o fantoche e lhe pedem para gatafunhar umas coisas. Soares escreve, alguma populaça urra e o feirante esfrega as mãos.

Naquele que é mais um episódio deste degradante espectáculo, hoje no DN, o corcunda fantoche vai ao ponto de largar uma ameaça velada ao Primeiro-ministro. “Tenha, pois, cuidado com o que lhe possa acontecer” incita assim o imbecil à violência.

São estas as referências republicanas de Portugal…

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Bom dia daqui fala o morto

Como já escrevi diversas vezes…, a culpa não é dele, do senhor dez por cento. A culpa é de quem lhe mete o microfone nas mandibulas.

Como já escrevi diversas vezes…, sempre que Mário, o Zombie, aparece a uma porta qualquer, está um séquito de imberbes ardinas para recolher a sua sapiente verbe.

Como já escrevi diversas vezes…, perante isso nada mais resta ao avô dos proxenetas da classe politica tuga. Fala.., fala…, fala…, fala… (link, link).

Soares pode morrer? Não, faz falta à Nação!

Perdão, enganei-me na pontuação. Soares pode morrer, não faz a falta à Nação.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Vim de outro planeta mas felizmente acompanhado

Durante dois dias o país discutiu a ausência da Associação 25 de Abril e de Soares e Alegre das comemorações da Revolução. Como se não tivéssemos coisas mais importantes para pensar escreve aqui (link) Camilo Lourenço - que uma vez mais sou “obrigado a citar – que aproveita e dá exemplos do que efetivamente devíamos estar a discutir.

Fico contente com o texto do Camilo, sinto-me acompanhado (link); viajámos de outro planeta mas afinal não estamos sozinhos…

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Insiste..., insiste..., insiste...

A serio.
Adorava compreender por que raio isto (link) é noticia. Mais, por que raio isto é notícia que abre telejornais e motiva comentários ao mais alto nível dos “senadores” da República.

 […mas isto só eu, que vim de outro planeta, a falar com “os meus botões”]

quinta-feira, 19 de abril de 2012

E agora em directo do caixote do lixo da história

Escreve o Público (link): Soares diz que Passos está a fazer um “péssimo trabalho”.

Escreve o Público como escreveria outro pasquim qualquer e como logo à noite as televisões confirmarão com imagens.

A culpa de Soares passar o tempo a dizer parvoíces não é dele, obviamente. Mas sim de quem lhe mete o microfone na boca.

O que é que o pobre velhote, bem instalado no caixote do lixo da história recheado com os dez por cento de votos que recolheu da última vez que foi às urnas, podia vir dizer?

Haja pachorra...

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Profissão: proxeneta

Em primeiro lugar, alguém me explique, por favor, qual a ratio leggis de uma norma jurídica que habilita um indivíduo a dispor de automóvel pago pelo contribuinte e de motorista para o conduzir, apenas por ter tido a sorte de ter sido Presidente da República?

Depois..., é necessário ter uma lata do tamanho do mundo para ser parado por uma autoridade a quase 200 km/hora e responder com um singelo “o Estado é que vai pagar a multa” (link).

O que aqui está em causa não é o excesso de velocidade. Todos aqueles que conduzem, sem excepção, violam as normas estradais diariamente – algumas são tão patéticas que quem não o faz é um verdadeiro babaca.

O que aqui está em causa é o desplante de um indivíduo que, em bom rigor, nunca nada fez na vida, vivendo (ele e toda a sua família) uma existência inteira à “conta do Orçamento”, às custas do pobre contribuinte. Aliás, o singelo episódio é bem revelador da mentalidade desta gentinha que diz ter dado à luz o regime onde vivemos: eu pagar? Nem pensar…, o Estado tem de assumir isto!

Se assim agem os pais do regime…, está bem à vista como actuarão os seus filhos. Uma vergonha!

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Juan Carlos, Chávez, Soares e Fidel

Há uns anos, julgo que numa cimeira Ibero-Americana, Mário Soares insultou Fidel Castro:
chamou-lhe "dinossauro".
Na altura Soares foi aplaudido, por Castro ser ditador & comunista, pese embora ninguém de bom senso tenha acreditado que o português quisesse mesmo dizer que o cubano era um sáurio: tratava-se de uma metáfora à longevidade - sem eleições - de Castro no poder. ~
Saldou-se assim a situação: um insulto, uma metáfora, um chefe de estado eleito e um não eleito.
Vem isto a propósito dos dois insultos ocorridos na última reunião cimeira Ibero-Americana:
Chávez insultou Aznar, chamando-lhe "fascista". Chávez foi condenado, por Aznar não ser ditador & fascista (estará - espero eu - tão longe do fascismo como Zapatero do comunismo), tendo-se entendido (pelos menos os comentadores) que Chávez não é inteligente o suficiente para usar metáforas, pelo que não se estaria a referir à participação espanhola no golpe de estado de 2002. Porém, julgo que Chávez estaria mesmo a insultar Aznar, e como não se pode insultar ninguém com a realidade, o venezuelano sabe mesmo que Aznar não é fascista.
Saldou-se assim a situação: um insulto, uma metáfora, e dois chefes de estado eleitos.
Logo depois, o rei espanhol, João Carlos, dirigiu as seguintes palavras a Chávez: "por que não te calas?". João Carlos foi aplaudido, por Chávez ser um proto-ditador & comunista. Ora, entre chefes de estado, uma afirmação destas não pode deixar de ser considerado um insulto. Parece-me que aqui o monarca espanhol usou o verbo "calar" com o seu sentido estrito (preservar o silêncio), mas também se poderia encontrar aqui uma metáfora (afinal, João Carlos será pelo menos tão inteligente quanto Soares e Chávez): Chávez calar-se-á quando sair do poder.
Saldou-se assim a situação: um insulto, uma metáfora, um chefe de estado eleito e um não eleito.
Serve tudo isto para dizer que não podemos apreciar situações objectivas consoante gostemos ou não dos respectivos intervenientes: isso não é honesto.
A hombridade aqui está em repudiar todos os insultos entre chefes de estado, e não só aqueles proferidos pelos chefes de estado de que não gostamos.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Sócrates não sabe chorar

Assistimos ontem à noite a uma das mais tristemente ridículas encenações político-partidárias dos últimos anos em Portugal.
O PS, hoje, já não é apenas um partido fragilizado É um partido assustado e diminuído. Quem diria, passados que estão pouco mais de dois anos da esmagadora vitoria absoluta.
No ano passado, para comemorar o seu trigésimo aniversário, o PS fez uma “private party”; pudera, andava inchado como um balão de hidrogénio e não fazia sentido perder altitude. Ontem, para comemorar o trigésimo quarto aniversário, o PS tentou fazer uma festa de arromba. Os pobres militantes, sempre prontos para aparecerem nas fotos ao redor do seu querido líder encheram a casa.
O “paizinho” Soares foi convidado a discursar. Com o peso da derrota “dez por cento” Soares lá foi debitando palermices. Comparou o “Sócratesgate” ao “caso casa pia”, Sócrates a Ferro Rodrigues. A direita odiada pelo “paizinho” agradeceu o tiro no pé. Venham mais cinco…
Com a mão trémula da idade que não perdoa, o cadáver político em que Soares se tornou, directamente do caixote do lixo da Historia, lá continuou a debitar o arrazoado do costume, que já ninguém ouve e muito menos acredita. E ninguém é ninguém. Sócrates inclusive. Este, bem tentou verter uma lágrima. Bem tentou emocionar-se. Nada. Zero. Sócrates não sabe chorar. Limitou-se a falar em decência…
Hoje ao PS resta-lhe uma maioria. E uma maioria, uma hipocrisia. Uma maioria absoluta, uma absoluta hipocrisia.

PSL