terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

PALETA DE PALAVRAS XLI

«Talvez não seja má ideia que as paixões cheguem ao fim. Se o estado de alteração bioquímica induzido pelo amor romântico é equivalente a uma doença mental [estudos científicos comprovam-no, segundo a NG] ou ao estado de euforia induzido por determinadas drogas [compararam-se experiências com consumidores de cocaína], se uma pessoa se expusesse a ele durante demasiado tempo poderia sofrer danos psicológicos. Uma boa vida sexual pode criar laços fortes como Super Cola 3, mas... quem quer uma cola com essa aderência sobre a pele?»

Excerto do excelente artigo sobre o Amor (e como a ciência o explica), na National Geographic (NG) de Fevereiro deste ano. Os [] são nossos.

PALETA DE PALAVRAS XL

"This is the highest wisdom that I own; freedom and life are earned by those alone who conquer them each day anew."

Goethe, Johann Wolfgang von (1749-1832)

Aequo animo (IV)

Para quando a transposição da Directiva 91/439/CEE?

Infelizmente este já não é um estranho tema os motociclistas.
Todos já leram ou ouviram algo sobre o assunto. E em todos existe um denominador comum. Será que algum dia será possível conduzir um motociclo de 125 cc de cilindrada sem para tal ser necessário uma carta de condução de motociclos? A MOTOCICLISMO foi investigar e encontrou muitas questões mas também algumas respostas.

Juanito, Espanhol, natural de Vigo e cidadão Europeu, decidiu aceitar uma oferta de emprego para trabalhar num atelier de arquitectura no Porto. Sabendo da complicado transito da invicta, decide trazer consigo a sua nova scotter de 125 cc comprada há poucos meses. Um dia, ao circular perto de Serralves, é mandado parar numa rotineira operação stop. Após a habitual verificação documental, o agente da PSP no local decide autuar Juanito por este não ter habilitação legal para a condução daquele veiculo à luz do nosso código da Estrada. Os protestos de Juanito, sublinhando com vigor que a sua carta de condução categoria B o habilitava para a condução da sua scotter de nada lhe valeram. Consciente dos seus direitos Juanito decide não pagar a coima, impugnando-a judicialmente. Terá Juanito razão?



Garanto-vos que esta pequena ficção dava um óptimo caso pratico num exame da disciplina de Direito Comunitário numa das muitas faculdades de Direito do pais.
Ao longo de mais de dez anos o debate na comunidade motociclista quanto à transposição da Directiva 91/439/CEE tem se centrado em torno do seu art. 5º, n.º 3 b) onde se consagra "Os Estados-membros podem conceder, para a condução no seu território, as seguintes equivalência (…) Motociclos ligeiros abrangidos por uma carta de condução categoria B", sendo estes aqueles que tem uma cilindrada máxima de 125 cc ou uma potência máxima de 11 kw.
E pronto…, nós por cá temos andado amarrados a este preceito que qualquer leigo entende de forma clara e precisa. No caso "poder" não significa "dever" e o legislador Português tem entendido (e bem….) não estar obrigado a conceder tal equivalência.
Mas a directiva é longa, visa harmonizar muito mais matérias do que pensamos e deve ser lida desde o seu inicio.

Um dos objectivos claros (e estes têm de ser cumpridos pelos diferentes legisladores nacionais) da Directiva 91/439/CEE é "facilitar a circulação das pessoas que se estabelecem num Estado-membro diferente daquele em que foram aprovadas num exame de condução" - lembram-se do "nosso" Juanito?
Diz ainda a Directiva 91/439/CEE logo no nº 2 do seu art. 1º: "As cartas de condução emitidas pelos Estados-membros são mutuamente reconhecidas". Que é como quem diz Portugal está obrigado a reconhecer as habilitações legais de condução obtidas em outros Estados-membros da União que não o nosso. Apetece-me escrever: Quid Juris quanto ao "nosso" Juanito.
Não é preciso ser juristas, ou sequer estudante de direito, para rapidamente entender que existe um manifesto confronto entre o que dita a directiva e o nosso Código da Estrada.
Mas nós não temos nenhum Juanito - por enquanto… - e o que queremos mesmo é que a Directiva 91/439/CEE seja transposta no que a nós motociclistas diz respeito.
Em nosso entender não há margem para duvidas. O Governo Português, à luz e à sombra dos objectivos impostos pela directiva mais tarde ou mais cedo terá de transpor a Directiva 91/439/CEE neste segmento.
Por outras palavras, sendo Portugal obrigado a reconhecer as cartas de condução emitidas em outros Estados-membros o "sacro-santo" principio da igualdade manda que a equivalência (possibilidade de condução de motociclos ligeiros por quem possui carta de condução categoria B) seja também feita na nossa ordem jurídica interna.
Então e não haverá maneira de resolver o problema sem recorrer a um Juanito qualquer?
Claro que sim! E o problema não se resolve em almoços, jantares ou conversas em gabinetes ministeriais ou parlamentares. Ou sequer com petições ou abaixo assinados.
O problema resolve-se de uma forma muito simples, com uma queixa para a Comissão Europeia. Esta, como guardiã do respeito pelo Direito Comunitário está obrigada pelo Tratados Europeus a analisar a questão, tendo depois um poder discricionário para, se assim o entender, sentar a soberana Republica Portuguesa no banco dos réus do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, intentando contra Portugal uma acção de incumprimento do Direito Comunitário.
Simples não é?
Não…., não é! Falta fazer a queixa (um dos muito direitos de cidadania Europeia conferidos quer a pessoas singulares, quer a pessoas colectivas) e fundamenta-la. Devendo a mesma ser feita por quem tem interesse directo em que a Directiva 91/439/CEE seja transposta no segmento referido.
Uma queixa e um relativamente curto período de tempo. Um simples papel escrito e assinado. É o que pode separar o momento actual e a possibilidade de todos os que têm carta de condução categoria B poderem, enfim, conduzir a sua motinha.

PSL

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2006

Manhã submersa

Tantas saudades. Muitas, muitas.
Uma arreliadora equação composta de inúmeras variáveis como uma suave mas irritante gripe, exames nem sempre estimulantes e outras coisas do demo que não vêm ao caso, levaram-me a estar mais de quinze dias longe do ventre materno, que à falta de melhor, é o que vem à cabeça sempre que entro no oceano.
Até esta gloriosa manhã de segunda-feira.
As condições nem eram as melhores. Meio metrão por vezes mole, uma ou outra onda com algum potencial e a ferrugem do costume, a limitar o já de si limitado não teriam feito a diferença se o habitual cenário não estivesse mascarado.
De repente vejo-me a fazer papel de figurante acidental num plateu de areia, num estúdio com paredes de água.
Confesso.
Finalmente confesso. Escândalo!
Das poucas vezes que me é permitido não resisto a um espreitar voyeur aos Morangos Com Açúcar. No meu tempo não era assim e acho piada à ligeireza da coisa. Sim, claro, alguma miúdas também são mais que giras.

Mas o mais giro de tudo foi esta manhã submersa em que partilhei o line-up com um dos protagonistas que por acaso também gosta de deslizar naquelas paredes da cor do céu.
Sorte essa de quem trabalha no mar. De quem trabalha na areia ao sol. De quem tem um caterig virado para o Atlântico e um camarim pintado com o azul do céu.
Sorte a nossa de termos manhãs como a de hoje. A de quem sabe explorar o que de bom tem a vida para nos dar. De borla.

Foto de Miluxa

PSL

A ler

Obscenidade, por Vital Moreira.

PSL

Parabéns

A insurgirem-se há um ano.

PSL

É suficiente?

Em menos de uma semana o Sport Lisboa e Benfica venceu os últimos dois campeões Europeus! É suficiente?
Claro que não. Ser bom é apenas pouco.
É preciso a excelência.

PSL

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Não é todos os dias que se ganha ao Campeão Europeu!

Por isso o post Ahhhhhhhh, MAGIA!!!! (link), foi actualizado.

PSL

Ser ou não ser?

Muitos leigos pensam que a filosofia é uma disciplina abstracta, entediante, desgarrada da realidade, e – pior ainda – há um considerável numero de pretensos filósofos que tudo fazem para lhes dar razão. Há ainda, para nosso mal, um conjunto significativo de professores e intelectuais que de algum modo fazem crer que efectivamente assim será.

Paulo Ferreira da Cunha in Lições Preliminares de Filosofia do Direito

PSL

Quem guarda o guarda?

O primeiro problema com a constituição de uma comissão especializada para acompanhamento das escutas telefónicas é o de saber quem acompanha a comissão de acompanhamento.

PSL

Campo Contra Campo (XL)

Domingo, 5 de Março será assim...


Saber mais aqui (link)

PSL