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sexta-feira, 23 de março de 2012

Hipocrisia feita à maneira

Vai por ai uma choradeira generalizada por causa de umas palmadinhas que alguns arruaceiros fedorentos, de máquina de fotografar ou filmar em punho, levaram ontem no Chiado, em Lisboa.

Todo o gato-sapato se queixa da violência policial..., uma vergonha bater assim sem mais nem menos, sem olhar a mulheres e jovens. Não se faz!

O mais curioso é que “as carpideiras” de hoje são as mesmas que não perdem tempo a encolher os ombros, sorrir ou mesmo largar um “é muito bem-feita” quando a mesma tropa de choque investe, ainda com mais violência, sobre o adepto de futebol que esteve “ali” para ver uma partida do clube do seu coração, apoiar a equipa e…, para tal pagou uma pequena fortuna.

Por outras palavras. Quando a bófia investe no adepto de futebol, a culpa é da violência das claques; já quando a bófia investe em maltrapilhos atiradores de ovos de iPhone na mão, estamos perante a assassina violência policial.

Hipócritas!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

LOL de Segurança Pública

Como dizem os outros.., “a luta é alegria, pá”.
Perante uma decisão de um Órgão de Soberania o que é que os PasPalhoS (link) fazem? “Metem baixa colectiva”. Só a expressão assusta…, meter, baixa e colectiva.
Eu sei que é verão, pá…, mas não abusem da parvoíce, ok?

[já agora…., apenas uma pequena nota lateral: os arautos da unificação entre as especializadas PJ e SEF com a tralha da PSP deviam, rever a sua posição sempre que um arraial destes é produzido e realizado]

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Violência policial terrorismo oficial

O slogan está gasto de quão antigo é. Gasto mas, infelizmente, muito actual.
Com tanto de bom e positivo que aconteceu ontem durante mais de oito horas em Setúbal e arredores, a ultima coisa que eu desejava era falar no assunto, mas este tornou-se – e ainda bem, provavelmente – incontornável.

Infelizmente já é uma tradição haver sempre problemas com a polícia nas nossas visitas ao Bonfim. É incrível como passámos recentemente por Leira ou Coimbra e não houve chatice nenhuma. Mas em Setúbal tem que haver sempre! Descontando já a habitual palhaçada de retardarem as entradas dos nossos adeptos, a falta de espaço para colocarmos faixas e as pobres condições que o estádio oferece, tenho que destacar a rábula de não nos deixarem sair do nosso topo, que estava completamente cheio, e de repente mandarem a polícia de intervenção carregar bancada dentro varrendo tudo e todos, deixando senhoras em pânico e espalhando violência gratuita entre crianças, pais, mulheres e tudo o que aparecesse à frente. Fora do estádio mais carga distribuindo agressões a todos os que por ali passavam. Inadmissível mas mais do mesmo. Não me lembro de ir a Setúbal e não passar por estas vergonhas. Deve fazer parte do plano da Liga em levar as famílias aos estádios. Como se o horário e a data do jogo já não fosse suficiente para cativar o povo.

O JG descreve assim, e bem, no seu Red Pass (link) o que se passou. Tal como ele o que vi foi uma mole humana paciente à espera que lhe abrissem as portas para poder ir para casa no fim de uma bonita festa. Vi também que sem razão aparente aquelas bestas de carga começaram a puxar dos bastões e a varrer de alto a baixo uma bancada de alegria. Senti o ódio nos olhos e a revolta nas palavras daqueles que impotentes se limitavam a fugir (sem ter sequer para onde) ao castigo dos bastões.
Já na rua supôs estar no Cairo. A polícia irrompia sobre a multidão em quadrado, verdadeira formação de batalha. Por mera sorte escapei à fúria daqueles desalmados a que chamam Corpo de Intervenção da Policia de Segurança Publica.
Não quero sequer imaginar o que seria se o meu velho e trôpego pai tivesse ontem ido à bola comigo, como certamente tanto gostaria.

O meu desejo é simples: não quero, nunca mais, ter de assistir a este tipo de cenas medievais quando vou ver e apoiar o meu Querido Clube. Nunca mais!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Entrevista do Inspector-Geral da Administração Interna ao Expresso

Clemente Lima, juiz desembargador de carreira, deu esta semana uma entrevista ao Expresso e não deixou pedra sobre pedra no trabalho das polícias portuguesas com especial destaque para a PSP e a GNR. Os “bófias” estão zangados e sentem-se injustiçados. Vale-lhes a caixa de comentários da notícia no sítio do jornal (link) cuja leitura é um bom passatempo enquanto se faz a digestão do almoço por essas esquadras e quartéis fora. Mas o melhor da entrevista está nas entrelinhas. Clemente Lima, claramente sem grande cuidado nas palavras, compara a investigação criminal da PSP e da GNR ao velho Oeste Americano dizendo que tais agentes “trabalham com um certo espírito de Cowboy, agente da PJ, infiltrado”. Assim, sem mais nem menos, se arrasa de uma penada a investigação criminal em Portugal, pois indirectamente os próprios inspectores da PJ são comparados a cowboys e infiltrados. Está bonito, isto.

sábado, 17 de novembro de 2007

Robert Dziekanski, cidadão comunitário de nacionalidade polaca, assassinado sumariamente em Vancouver pela policia canadiana

Segundo o Público de ontem, seria o seu baptismo de voo. Robert Dziekanski estava esgotado e perdido pois não falava uma palavra de inglês. As imagens são de choque mas não deixam margem para duvidas; e mostram mais um tragico abuso policial. Esperemos que o proximo alvo não seja você.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Assassinaram um dos meus irmãos

Gabriele Sandri, 26 anos, cidadão europeu de nacionalidade italiana, adepto da Lazio de Roma, foi barbaramente abatido a tiro por um polícia, dentro da sua própria viatura numa Área de Serviço. Ontem foi o Gabriele, amanhã posso ser eu, ou tu!
Quem guarda o guarda?
Quem nos protege dos assassinos oficiais?