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terça-feira, 28 de abril de 2009

Da bestialização do homem

A progressiva proibição de touradas merece mais do que simples palavras iradas.
Ao abrigo de uma putativa superioridade moral e civilizacional, alguns grupos de defesa dos direitos dos animais tem conseguido fazer valer as suas posições perante autarcas frágeis, vendidos, e, sobretudo, ignorantes.

Desde logo, tais associações são uma espécie de anacronismo, pois defendem uma coisa que em bom rigor não existe. De facto, os animais por si só não são detentores de direitos; os homens é que têm deveres para com os animais. Atribuir direitos aos animais (e defende-los, às vezes com violência verbal e mesmo física) mais não é do que um brutal acto de bestialização do humano que apenas pode ser compreendido com recurso ao foro psiquiátrico.

A própria progressiva proibição das touradas, que remeterá no futuro os seus amantes para pequenos redutos (pequenas “aldeias gaulesas” ceradas por modernos “romanos” que no fundo mais não são do que os pós-modernos bárbaros) – um gueto é um gueto é um gueto, mais não é do que uma clara manifestação da presente bestialização do homem emoldurada por ciência da mais actual.

Aos aficionados (e eu nem sequer me considero como tal) apenas restará uma atitude: resistir e lutar pela dignificação do Homem enquanto Valor. Ao faze-lo estarão ainda a lutar pela nossa saúde mental enquanto nos fazem um enorme favor.

Cada vez mais ao avesso

Somos obrigados a assistir diariamente na comunicação social ao triste, decadente e pornográfico teatro da política à portuguesa mas não podemos ver uma bela toirada.
Somos obrigados a ver os símios dos fundamentalistas a “procriarem-se” e espalharem-se como uma praga, mas não podemos ir ver um macaquinho ao circo.
Portugal é a cada dia que passa um pior local para se estar. Mete nojo, asco.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

José Tomás

Razões várias conduzem-me a pecar enquanto aficionado. Não tenho dada a devida atenção ao espectáculo taurino. Mas algum “público” deste blogue pede-o. E nós devemos sempre dar às pessoas aquilo que elas desejam.
De facto, a bela arte do toureio apeado vive dias de glória com o regresso triunfal de José Tomás a Las Ventas. Com a devida vénia a Carlos Miguel Fernandes transcrevo parte do seu extraordinário post: (...) foi em Las Ventas, no passado dia 5, que José Tomás acedeu à tribuna dos mitos, com uma tarde que, contam os aficionados, é fronteira para um antes e um depois no toureio. O feito abriu noticiários e fez manchete dos jornais. Ya es una leyenda, clamava o El País no dia seguinte, na primeira página. Na difícil praça de Madrid alcançou aquilo que o público não via há mais de 30 anos: quatro orelhas e saída pela porta grande.
Deliciem-se com a beleza da arte de José Tomás.