terça-feira, 31 de julho de 2007
Campo Contra Campo (LXXXII)
Electronic body music
Dizem que as conversas são como as cerejas. E são mesmo. Nitzer ebb, já ouviram falar? Os mais velhos e destes os que desde cedo gostam de vadiar pelas vielas escuras de Lisboa à noite lembram-se, por certo, daquele nome. Os britânicos Nitzer ebb (link) são provavelmente o nome maior de um subgénero menor de música contemporânea. Já todos ouvimos falar no Industrial ou Industrial mas poucos sabem ao que sabe a explosiva electronic body music (link). Estamos sempre a tempo de ter tempo. É, não é?
Então comecem por provar este clássico gravado ao vivo na cidade do Tango no ano passado. Senhores e senhoras NITZER EBB em Let your body learn.
Electronic body music é terra onde os sintetizadores são Rei, Rainha, Príncipe e Princesa. A electricidade o pão que eles haverão de comer e as palavras facas de lume que cortam o ar pejado de cargas negativas (e positivas, também). Uma festa para as barragens e para as centrais termoeléctricas.
Querem mais Nitzer ebb? Então provem Join in the Chant (link), outro clássico, ou este demente, subversivo, pérfido, politicamente incorrecto e altamente piroso Control im Here (link).
Mas existem coisas verdadeiramente estranhas na electronic body music: Armageddon Dildos. Quééé!?
Exactamente. Divirtam-se.
Anda para ai uma coisa a que chamam new rave. Perdoais-lhes Senhor. Eles não sabem o que ouvem.
António José Seguro
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Campo Contra Campo (LXXXI)
"rigidez"
- É fácil despedir em Portugal, salvo pequenas excepções e que se prendem, normalmente com o montante da indemnização a que o trabalhador tem direito pela quebra contratual;
- Mais de 900 000 portugueseses são trabalhadores por conta de outrem disfarçadas de prestadores de serviços, logo, vivem em absoluta "flexibilidade";
- Mais de 100 000 portugueses são trabalhadores temporárias, logo, vivem em absoluta "flexibilidade";
- Mais de 600 000 portugueses são trabalhadores com contrato a prazo, logo, vivem em absoluta flexibilidade.
- Ora, sendo os trabalhadores por conta de outrem e com contrato sem termo (os "efectivos") mais de 3 000 000, vemos que o emprego precário em Portugal (e logo, flexível) ascende a mais de 50% do emprego total.
Estação parva? Era bom era
Assim, aqui vai o meu contributo estival deste comediante cantor açoriano, já que este ano, infelizmente, não prevejo dançar em nenhuma festinha de qualquer terreola portuguesa. (e não mintam, pior figura que os cantores da festa do São ou da Santa qualquer coisa é ir a uma festa destas e não dançar e cantar - o Alberto João Jardim não conta).
So, Watch Mourato of the waves...
É de facto uma pérola (ou um tesourinho como agora se diz) embora muito recente, que vem dessa terra maravilhosa que é o Açores (Azores, para o Manuel Pinho).
Se gostaram, não percam este video, com Comédia de Pé e tudo (chama-se assim para se sair de fininho). No video, pouco antes do 2.º minuto começa o extâse e a partir do 7.º minuto é o encore... When I was a young boy...
N MÚSICAS XXVII
CRONOS XVIII
Ai aquele rasgão nas nádegas... tinha eu 14 aninhos, não me podem censurar! (Quem for desta geração compreender-me-á)
domingo, 29 de julho de 2007
Efervescências (III)
RTP
O iraniano era o quê? Ministro?
Por que estava ela com véu, vestida de preto e com luvas?
A entrevista foi no Irão?
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Há Liberdade (LXXIV)
Porque o homem está longe de ser o único animal a amar os desportos de ondas. [Via O Jansenista]
O mercado e a eugenia
Um grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou. O grupo chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, “interagiu com os outros clientes”. Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um problema técnico, convidando-os a pagar e a sair.A monitora confessa ter achado estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo problema.
Decidiu permanecer. Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à porta, de copo na mão. “Disseram-me que iria fechar e já não voltaria a abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora”, disse ao Correio da Manhã. Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto. O que viu chocou-a: “Automaticamente as portas abriram-se e o bar voltou a funcionar em pleno.” A monitora voltou a aproximar-se do bar para pedir o Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que “nem sequer existia”, apesar de uma referência à sua existência na porta do estabelecimento.Chamou então a PSP e foram os agentes da esquadra do Calvário que exigiram o Livro de Reclamações. Este foi novamente recusado pelo funcionário do Hawaii, argumentando que o bar não havia prestado qualquer tipo de serviço ao grupo. Maria João Aires não pensou duas vezes. Sacou do comprovativo da despesa e mostrou-o: 75 euros, relativos a 29 bebidas consumidas. Só nessa altura o livro surgiu. (correio da manhã)
Caros leitores, a partir de agora "Hawaii" só o arquipélago!



