domingo, 11 de outubro de 2009
País pequenino este
Porque é que em noites eleitorais os três principais canais de televisão portugueses vão para intervalo ao mesmo tempo?
Felgueiras perdeu Felgueiras!
Quando Fátima Felgueiras era acusada de corrupção, com uma fuga para o Brasil pelo meio, ganhou as eleições.
Foi absolvida e perdeu-as...
Empate técnico? A sério?
Os sms que fui recebendo na última hora davam conta de um empate técnico entre Costa e Santana.
A RTP dá uma vantagem de 10% a Costa.
Grande empate técnico...
sábado, 10 de outubro de 2009
Há “escutas” no Paço do Lumiar e arredores
É costume dizer-se: não acredito em bruxas, mas que as há, há!
Pois há, e desta vez, para variar, o assunto é sério.
Durante os últimos dias, o meu computador pessoal foi alvo de intercepção, suponho, ilegal.
Isto é: tenho a certeza que o meu computador pessoal foi alvo de intercepção dos fluxos comunicacionais digitais em que ele foi parte. Suponho que tal intercepção foi ilegal por diversos motivos, nomeadamente, o amadorismo “da coisa”.
E tenho a certeza que o meu computador pessoal foi alvo de intercepção dos fluxos comunicacionais digitais em que ele foi parte (para que fique bem claro) pois tive de me ver livre da intrusão levada acabo por este (link) software de venda e aquisição livres. Deu trabalho para limpar a sujeira, tive de recorrer a preciosa ajuda externa (obrigado camaradas amigos), mas lá me safei.
Mas, segundo me quer parecer (e desconfio), o “trabalhinho” não vai ficar por aqui. Assim sendo, venho por este simpático meio, dar uma palavrinha aos petizes piratinhas de “meia tigela”:
Cuidado. De forma a não afectarem dramaticamente a “minha vida informática” ou utilizam meios profissionais para interceptar os meus fluxos comunicacionais digitais, ou da próxima vez seguirá a respectiva queixa-crime nas competentes autoridades.
Pois há, e desta vez, para variar, o assunto é sério.
Durante os últimos dias, o meu computador pessoal foi alvo de intercepção, suponho, ilegal.
Isto é: tenho a certeza que o meu computador pessoal foi alvo de intercepção dos fluxos comunicacionais digitais em que ele foi parte. Suponho que tal intercepção foi ilegal por diversos motivos, nomeadamente, o amadorismo “da coisa”.
E tenho a certeza que o meu computador pessoal foi alvo de intercepção dos fluxos comunicacionais digitais em que ele foi parte (para que fique bem claro) pois tive de me ver livre da intrusão levada acabo por este (link) software de venda e aquisição livres. Deu trabalho para limpar a sujeira, tive de recorrer a preciosa ajuda externa (obrigado camaradas amigos), mas lá me safei.
Mas, segundo me quer parecer (e desconfio), o “trabalhinho” não vai ficar por aqui. Assim sendo, venho por este simpático meio, dar uma palavrinha aos petizes piratinhas de “meia tigela”:
Cuidado. De forma a não afectarem dramaticamente a “minha vida informática” ou utilizam meios profissionais para interceptar os meus fluxos comunicacionais digitais, ou da próxima vez seguirá a respectiva queixa-crime nas competentes autoridades.
Escutas em Belém: cá está a prova que faltava
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Os poderes de Cavaco e a Madeira
O mesmo Presidente que se lamuriou perante todo o país pela sua perda de poderes por causa do Estatuto dos Açores mantém (outro) silêncio sobre o que se passa na Madeira.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Estação: Outono/Inverno 09/10 (I)
É mais forte que eu. Adoro esta música.
Mesmo sem vídeo – apareceu por ai esta semana – merece desde já o destaque da Estação.
Com uma música genialmente simples, estes “vampiros” continuam em grande forma; a inspirarem-nos.
Mesmo sem vídeo – apareceu por ai esta semana – merece desde já o destaque da Estação.
Com uma música genialmente simples, estes “vampiros” continuam em grande forma; a inspirarem-nos.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Chocar com a realidade
Um excelente post no Vedeta da Bola (link).
Campo Contra Campo (CXXXVII)
Cloak and Dagger - O Grande Segredo, ****
Inglourious Basterds - Sacanas Sem Lei, ****
Quis o destino que em dias consecutivos assistisse a dois filmes realizados por dois monstros sagrados da sétima, separados por mais de sessenta anos, mas com imensos pontos em comum.
É espantoso como "Inglourious Basterds" de Quentin Tarantino e "Cloak and Dagger" de Fritz Lang partem de um gene comum. Nos últimos anos da II Guerra Mundial, se Tarantino “coloca” no Velho Continente um grupo de bons malandros à caça de nazis, Lang “envia-nos” um reputado cientista norte-americano à caça de outros cérebros. Espaçados por seis décadas é no “cabo da Ásia” que Tarantino quer ganhar a guerra decapitando (quase literalmente) o Terceiro Reich tal como Lang quis atrapalhar o programa nuclear de Berlim.

Sobre “Sacanas Sem Lei” já tudo foi escrito e dito. Quanto a “O Grande Segredo” não vai ser neste curto espaço que se vai escrever ou dizer grande coisa. Deste ficam contudo um par de sequências inesquecíveis e uma interpretação genial de Lilli Palmer (link). Mas fica também um elemento comum a Basterds: dos génios esperamos sempre obras-primas; e a Lang (tal como a Tarantino) já vimos maior arrojo – apesar de estarmos perante dois filmes enormes.
Uma nota: a programação da Cinemateca neste mês de Outubro é excelente – como se houvesse algum mês que não fosse. Por exemplo, nos próximos dias serão exibidas duas obras-primas absolutas, absolutamente imperdíveis para quem adora cinema. A saber: The Wind (1928) de Victor Sjöström e Ordet (1955) de Carl Th. Dreyer – porque é impossível compreender o presente do cinema sem conhecer o seu passado.
Inglourious Basterds - Sacanas Sem Lei, ****
Quis o destino que em dias consecutivos assistisse a dois filmes realizados por dois monstros sagrados da sétima, separados por mais de sessenta anos, mas com imensos pontos em comum.É espantoso como "Inglourious Basterds" de Quentin Tarantino e "Cloak and Dagger" de Fritz Lang partem de um gene comum. Nos últimos anos da II Guerra Mundial, se Tarantino “coloca” no Velho Continente um grupo de bons malandros à caça de nazis, Lang “envia-nos” um reputado cientista norte-americano à caça de outros cérebros. Espaçados por seis décadas é no “cabo da Ásia” que Tarantino quer ganhar a guerra decapitando (quase literalmente) o Terceiro Reich tal como Lang quis atrapalhar o programa nuclear de Berlim.

Sobre “Sacanas Sem Lei” já tudo foi escrito e dito. Quanto a “O Grande Segredo” não vai ser neste curto espaço que se vai escrever ou dizer grande coisa. Deste ficam contudo um par de sequências inesquecíveis e uma interpretação genial de Lilli Palmer (link). Mas fica também um elemento comum a Basterds: dos génios esperamos sempre obras-primas; e a Lang (tal como a Tarantino) já vimos maior arrojo – apesar de estarmos perante dois filmes enormes.
Uma nota: a programação da Cinemateca neste mês de Outubro é excelente – como se houvesse algum mês que não fosse. Por exemplo, nos próximos dias serão exibidas duas obras-primas absolutas, absolutamente imperdíveis para quem adora cinema. A saber: The Wind (1928) de Victor Sjöström e Ordet (1955) de Carl Th. Dreyer – porque é impossível compreender o presente do cinema sem conhecer o seu passado.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
A Nigel avança, com toda a confiança
Aleluia porque, para variar, vemos hoje um politico visitar uma fábrica que trata uma das maiores riquezas portuguesas: o peixe.
Aleluia ainda porque esse politico, Jerónimo de Sousa, sempre muito crítico quanto ao tecido industrial português, veio defender que "na Nigel os direitos dos trabalhadores são respeitados, demonstrando-se que não é com precariedade e baixos salários que as empresas se desenvolvem”, classificando essa fábrica como “exemplo incentivador”.
Mas, aleluia também porque Peniche pode orgulhar-se de ter um dos presidentes de câmara, o comunista António José Correia, que se consubstancia num dos melhores exemplos autárquicos portugueses. O Tó-Zé, como é conhecido na sua terra, compreende perfeitamente quais as grandes riquezas com que aquele pedaço de terra espetado no mar foi abençoado, sabendo tirar partido dessa mesma dádiva para desenvolver Peniche, sustentadamente.
Ah…, já agora, ainda quanto à Nigel. Como não sou um papalvo que acha que só o que “é feito” em Portugal deve ser comprado e consumido, estou ainda mais à vontade para falar do que por lá se produz. Confesso que é da Nigel que vem parte substancial do peixe e marisco que degusto. Querem ver? Em vez de fazerem mais uma refeição bimba na bimby, que tal provarem as novas refeições prontas que o “exemplo incentivador” produz (dica: o polvo à lagareiro é de comer e chorar por mais).
Tags:
amar o mar,
amigos de peniche,
cdu
domingo, 4 de outubro de 2009
"Notículas"
As "opiniões" e "comentários" de politólogos e "constitucionalistas" têm sido, na generalidade, deprimentes e, nalguns casos, verdadeiros atestados de incompetência profissional ou intelectual, que seria mais agravada não fora a quase total ignorância, legítima, da população sobre questões constitucionais e políticas. Mas todos erramos, daí que venho contribuir com algumas notas, meio argumentativas, meio opinativas.
Nos termos da Constituição portuguesa (CRP), o programa de Governo pode apenas ser apresentado e "apreciado"/disctutido, logo não tem necessariamente de ser votado. Acontece que, diz-nos a lei fundamental e a História político-constitucional recente, qualquer grupo parlamentar pode apresentar uma moção de rejeição do Programa do Governo, carecendo contudo de maioria absoluta (116) dos deputados em efectividade de funções para ser aprovada. Logo, o Programa do Governo pode não ser sufragado pelo parlamento.
Outro "mito" que perspassa no debate dos comentadores é a dissolução parlamentar de iniciativa presidencial, havendo cenários diversos, designadamente os que respeitam à rejeição do programa do Governo ou à não recandidatura do actual PR e que consequentemente poderá querer, antes de se ir embora, a dissolução da AR. As opiniões vão desde o curto-prazo, por resultado de um eventual chumbo orçamental, ao longo-prazo, antes de janeiro de 2011, data final do exercício de funções do actual PR. Ora, convém saber que "este" PR só pode dissolver a AR entre Abril e Junho de 2010, ou seja, durantes esses grosso modo três meses, porquanto a CRP impede que a AR seja dissolvida após 6 meses do início da sua legislatura e nos 6 meses anteriores ao termo do mandato presidencial. Logo, não é possível dissolver a AR antes de Abril, nem depos de Junho de 2010.
Por último, uma nota opinativa quanto às questões da composição do futuro Governo. Uma das leituras que faço dos objectivos do recente polémico comunicado presidencial ao país é a tentativa, não de vir a formar um governo de "iniciativa presidencial" digamos assim, mas antes de condicionar a composição do futuro governo socialista. Maquiavélico? Admito. Mas julgo que o "ataque" directo a alguns dirigentes socialistas é perseguir o objectivo, entre outros (marcação política e sinal de autoridade e controlo sobre o Governo, degradar a "ética" política do PS, contribuir para o fracasso eleitoral autárquico socialista, etc.), de que há candidatos a ministros que serão "vetados" pelo presidente! E refiro-me, por exemplo, a Augusto Santos Silva (ASS). Mas quase todos o dão como ministeriável "indiscutível"... enfim, vamos ver... O condicionamento presidencial não significa que ASS não seja nomeado, acontece que na "negociação política" joga-se com cedências e contrapartidas e trunfos, logo, tudo conta e contribui para os "preços" da oferta e da procura da nomeação governamental.
Nos termos da Constituição portuguesa (CRP), o programa de Governo pode apenas ser apresentado e "apreciado"/disctutido, logo não tem necessariamente de ser votado. Acontece que, diz-nos a lei fundamental e a História político-constitucional recente, qualquer grupo parlamentar pode apresentar uma moção de rejeição do Programa do Governo, carecendo contudo de maioria absoluta (116) dos deputados em efectividade de funções para ser aprovada. Logo, o Programa do Governo pode não ser sufragado pelo parlamento.
Outro "mito" que perspassa no debate dos comentadores é a dissolução parlamentar de iniciativa presidencial, havendo cenários diversos, designadamente os que respeitam à rejeição do programa do Governo ou à não recandidatura do actual PR e que consequentemente poderá querer, antes de se ir embora, a dissolução da AR. As opiniões vão desde o curto-prazo, por resultado de um eventual chumbo orçamental, ao longo-prazo, antes de janeiro de 2011, data final do exercício de funções do actual PR. Ora, convém saber que "este" PR só pode dissolver a AR entre Abril e Junho de 2010, ou seja, durantes esses grosso modo três meses, porquanto a CRP impede que a AR seja dissolvida após 6 meses do início da sua legislatura e nos 6 meses anteriores ao termo do mandato presidencial. Logo, não é possível dissolver a AR antes de Abril, nem depos de Junho de 2010.
Por último, uma nota opinativa quanto às questões da composição do futuro Governo. Uma das leituras que faço dos objectivos do recente polémico comunicado presidencial ao país é a tentativa, não de vir a formar um governo de "iniciativa presidencial" digamos assim, mas antes de condicionar a composição do futuro governo socialista. Maquiavélico? Admito. Mas julgo que o "ataque" directo a alguns dirigentes socialistas é perseguir o objectivo, entre outros (marcação política e sinal de autoridade e controlo sobre o Governo, degradar a "ética" política do PS, contribuir para o fracasso eleitoral autárquico socialista, etc.), de que há candidatos a ministros que serão "vetados" pelo presidente! E refiro-me, por exemplo, a Augusto Santos Silva (ASS). Mas quase todos o dão como ministeriável "indiscutível"... enfim, vamos ver... O condicionamento presidencial não significa que ASS não seja nomeado, acontece que na "negociação política" joga-se com cedências e contrapartidas e trunfos, logo, tudo conta e contribui para os "preços" da oferta e da procura da nomeação governamental.
sábado, 3 de outubro de 2009
Há Liberdade (CXXIX)
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Estação: Outono/Inverno 09/10 (0)
Há tanta (mas tanta!) novidade musical na estação que agora começa, que seria uma pena não lhe entregarmos os nossos sentidos. Comecemos pelo fim; quer dizer, por uma música que remete para o fim deste verão que teima em não nos abandonar.
Os nossos conhecidos Kings Of Convenience vem de Bergen, lá longe na Nouruega, e anunciam assim, com esta sublime canção, a queda de um verão.
Os nossos conhecidos Kings Of Convenience vem de Bergen, lá longe na Nouruega, e anunciam assim, com esta sublime canção, a queda de um verão.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Quem é a sobrinha mais linda do tio? (V)
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