sexta-feira, 12 de junho de 2009

A "maior" surfista do mundo...fala português!



adenda:

n publicidade xxiv

Excelente "Intro"...aqui...não cliquem no "skip intro".

The Auteurs

Mais um portal cheio de filmes e de informação cinematográfica, para cinéfilos e pretendentes. Chama-se The Auteurs e tem cinema de todo o mundo. Aceder aqui.
Pelas palavras dos próprios criadores:

«Four things that were on our minds when we first dreamt the Auteurs: Number one: why can’t you just watch In the Mood for Love in an airport lounge? Number two: why is it so hard to get hold of Antonioni’s complete filmography? Number three: Wouldn’t it be great to instantly send Tati’s Playtime to a friend if you think they need it (there’s nothing like film therapy)? Number Four: why do films on the Internet look just awful? And that was that. We simply couldn't resist the idea of everyone having their own online film library… your little cinema, anytime, anywhere… after all not everyone can make it to the Cannes Film festival… less if you are a school teacher or you live in Winnipeg (or both)… but that doesn't mean you can’t recite all of Kubrick’s films in reverse chronological order or that you are not desperate to watch the latest Kitano film that is definitely not going to be released in your local multiplex.
And that’s our point; popular doesn’t always mean good.
Our film library is brimming with visionary films that wouldn’t fill a single cinema in Australia for a week – not even a day… but say you searched the world (all of it), you might just find an audience of a thousand for this rare cinematic treat. And we don’t think a thousand people should be ignored just because they happen to live in different time zones or far away from Australia cinemas… if someone needed to make such a precise film, it means that, someone, somewhere needs to watch it. More importantly… that someone might be you. Or Scorsese (he happens to be a member too…)
The Auteurs is not just about discovering wonderful new cinema or classic masterpieces. It’s also about discussing and sharing wonderful films… which makes us like a small coffee shop… a place where you can gather and talk about alternative endings, directors cuts or whatever those frogs in Magnolia meant… heated debates and passionate arguments are welcome… Hollywood films such as say Annie Hall or Royal Tenenbaums too… at the end of the day it doesn't matter where films come from, as long as they come from someone’s mind…
Are you in the mood for cinema? Welcome to The Auteurs…
ps: by the way, we spent a lot of energy on the quality of the streaming and we are very proud of it… just wanted to let you know… »

n músicas lxxv

...leve, levezinha, alegre, menina...

Who Kill Bill?

...has (s)he used the legendary Pai Mei's five-point palm exploding heart technique?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Partidos privados, perdões públicos

O veto presidencial sobre a alteração à lei do financiamento dos partidos políticos não teve cor política, ou melhor, tinha todas as cores e simpatias políticas. Mais do que as apelidadas «vergonha», «conspiração», «inadmissível», entre outras, concernentes à revisão da lei, é sobretudo um sinal de como a natureza humana é dominada pelos interesses corporativos e pela ganância colectiva, através de cada ser individual e uno. Todos e tudo carecem de vigilância, admitamos isso frontalmente, porque as evidências assim o demonstram, desde que o homem supostamente inteligente e completo, bem como a sua política, existe em sociedade.

O objectivo das elites é a autopromoção do seu estatuto, já dizia um politólogo famoso russo, referindo-se às elites partidárias, por sinal. Assim, o denominado bem comum, a favor do "povo", é uma condição vital para a sustentação do regime de governação. E ainda bem que é assim, como ainda bem que existem elites, pois, na generalidade, foram elas que deram os maiores feitos, inventos, progressos e descobertas da história da humanidade. O problema está quando essas elites são medíocres, não renovadas e/ou desinteressadas do bem comum; o grave, no que respeita aos partidos políticos, constitui a indignidade das mesmas quando se impede a sua renovação pela qualidade, quando os mais aptos para trabalharem pelo bem comum, que nunca são os mais inteligentes ou os mais qualificados (academicamente) - a História ensina-nos isso - mas sim aqueles que, com inteligência e qualificação, possuem a capacidade de ler o ambiente que o rodeia e o mundo de forma holística e colectiva (a que alguns designam pela inteligência comunitária) e de actuação coerente segundo essa leitura e interpretação.

Esta nova alteração recém-vetada só serve os medíocres, os conformados, os instalados, a cultura da predominância do capital corporativo em vez do humano responsável. Decidirem aumentar o seu financiamento, por razões de adequação da lei às (más) práticas partidárias e para garantir a solvabilidade do marketing partidário, por muito que não haja democracia sem partidos, é facto suficiente para que não sejam perdoados pelo 'público', como pode ter sido a maior razão para o nível de abstenção das eleições europeias. Mas o povo não tem sido senão perdulário para com este tipo de política e de (elitistas) políticos, tapando e abrigando a boa política e os bons políticos (e afastando ambas de crescerem). O povo tem perdoado esta Política ao não entrar em revoluções ou revoltas. É certo que há nichos de insatisfação e actos avulsos de violência material e física, mas nada mais. O povo tem perdoado o "tempo" da justiça sem argumentos para justificar o atraso para além do devido; o povo tem perdoado e dado o benefício da dúvida a todas as outras áreas da governação. O povo perdoa muito, porque, na verdade, e na generalidade, faz pouco pela democracia, faz pouco pela sociedade civil actuante. Como tudo, tem excepções, mas, dentre estas, se excluirmos os prazeres de participarem em clubes de futebol e automobilísticos, das associações lúdicas e profissionais, muito pouco povo resta nesta arte da acção do bom senso e do senso comum. É histórica e duradoura a falta de cultura da performance. A assunção, a actuação, o pisar o terreno, o calar heróico e individual, o sacrifício da “imagem ou status social” no povo português é como encontrar gaivotas no mar em dias de mau tempo; a maioria prefere abrigar-se em terra, fazer aos seus o discurso habitual da incapaz pátria, e da má sorte do mau tempo que foi logo abater-se sobre a generalidade da lusitãnia.

Como dizia hoje o Presidente da República, falta transparência (abertura+comunicação+responsabilização) às condutas humanas lusas, até porque elas, as condutas, são parcas, passivas, escondidas, comodistas, de pouco labor, de frugal esforço como escrever este post. Coisas que custam pouco, independentemente do seu valor. Não obstante, a bem-dizer, é já alguma coisa, por si já merecedor de um perdão, mas é insuficiente, na política escrever é sempre insuficiente. Pode ser uma arte maior e das mais belas do mundo humano, mas, na política, não chega. É preciso possuir o dom de mensageiro, aquele que, tal como Hermes, sabe bem guardar o valor da mensagem e entregá-la, a quem de direito. O povo actua pouco, abstém-se, tal sustenta a elite que aquela alimenta com remédios mascarados de panaceia, de acordo com os novos factos e os velhos hábitos. Entretanto, há uma imensa minoria, autêntica e activa em nome de um interesse público ou cívico, que tenta fazer algo para contribuir para que os partidos sejam mais políticos e os perdões mais privados.

(como sempre, a dispersão toma conta de mim: comecei por um tema e acabei noutro...ou não tanto assim; valha-nos a ciência social onde é sempre possível haver alguém que pense o mesmo e o contrário da mesma realidade existente. Bem-haja à possibilidade de revisão dos títulos e aos blogues, é esta a sua verdadeira natureza, certo? De escrita rápida, divagada, instantânea, espumosa, tipo ‘digestivo’, não?)

Há Liberdade (CXXV)

Ph. Luis Fernandes

segunda-feira, 8 de junho de 2009

n músicas lxxiv

n publicidade xxiii

Matando saudades do "meu" segundo grande desporto. Devo dizer que o futebol não consta do meu pódio, mas está num emotivo 4.º lugar.

Breves comentários às recentes eleições

Para quem viu o rescaldo do exercício eleitoral para o parlamento europeu nos media parece estar tudo dito: vitória clara do PSD e de Paulo Rangel, dimensão da derrota do PS inesperada (perdeu 600.000 votos), previsível menos valia do cabeça de lista socialista nos resultados eleitorais, subida significativa do BE, reforço dos votantes no CDS/PP, sinais negativos e perda do terceiro posto na lista dos partidos mais votados para o PCP-PEV, sendo as extrapolações dadas dos resultados feita consoante o posicionamento político do interlocutor. Descendo ao menos comentado, retiro destas eleições que, entre os indefectíveis do voto válido partidário, a diferença entre os centros esquerda e direita é pouco mais do que 10%, o novo 6.º maior partido político mais votado é o MEP, destronando o PCTP-MRPP (que mesmo assim subiu na votação deste ano), o método de Hondt de círculo nacional não favorece os pequenos partidos, bem pelo contrário (a média anda à volta dos 130.000 votos por deputado, nas legislativas a média anda próxima dos 40.000, ainda que em Lisboa essa média seja menor) e, virando para o futuro, prevê-se que o PS perca a maioria absoluta, abrindo-se contudo, com os actuais resultados eleitorais dos 3 partidos representados mais pequenos, a possibilidade de o PS perfazer a maioria absoluta com todos eles, o que seria um facto inédito. Este ponto, na minha opinião, é deveras importante de ter em conta para as discussões de governabilidade e de governação pós-eleições legislativas 2009.


Nota: esta análise é feita sem a contagem dos votos de todos os consulados que falta apurar até ao momento (apenas estavam 33, dos 71, à data de escrita deste post).

Já sentimos a tua falta...