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segunda-feira, 2 de maio de 2011

Uma preocupante boa notícia

A morte de Bin Laden é uma boa notícia.
Não em concreto pela sua morte, que deve ser lamentada ainda mais nos termos violentos em que parece ter ocorrido, mas pela consequente desaparição de um dos "master-mind" do mal mundial.
Pena é que, mantendo-se as condições sociais que permitiram a ascensão de Bin Laden, haja sempre a possibilidade de surgimento de um novo.
Pena é, também, que a Al-Qaeda tenha uma estrutura tão atomizada, o que faz com que este evento tenha um reduzido impacto a nível operacional...
Por isso é que esta boa notícia é preocupante: muitas células terroristas não perderão tempo a executar actos de vingança em nome do seu novo mártir...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Uma obra-prima da Herança da Humanidade

Seis e meia da manhã. Toca o despertador no quarto 219 do Íbis de Marraquexe. Durmo no Íbis - e não num charmoso Riad bem no coração da Medina - junto à moderna e lindíssima gare central da cidade na Avenida Hassan II porque o hotel, tal como a gare, é isso mesmo: central. Fica junto a uma praça que marca o final da estrada de onde eu vinha: Essaouira. E essa mesma praça me envia directamente para a estrada para onde terei de ir hoje (ontem): Casablanca; e depois Tanger e depois Tarifa e Sevilha e enfim Lisboa.

Pouco depois das sete da manhã. Discuto pela enésima vez com um putativo “gardian de l’ auto”. Desta feita recuso-me vigorosamente a ser (mais uma vez!) extorquido e pago apenas um quinto do valor pedido. Esta é a pior face marroquina. Gente e mais gente que quer ganhar dinheiro fácil sem fazer rigorosamente nada para tal. A culpa é nossa do turista ocidental…, que acha graça e vai colaborando na jogada.

Ainda não são sete e meia da manhã. Subo a Boulevard Abdelkim Al Khattabi em direcção à estrada que me levará à longa viagem de regresso. Pelo menos pela segunda vez nesta viagem escapo por um nanossegundo ao acidente rodoviário. Em Sifi Ifni quase atropelei um tresloucado que saiu de um mini -bus em direcção à estrada sem olhar para lugar nenhum. Aqui foi mesmo um mini-bus que faz inversão de marcha em cima de um risco contínuo. Desta feita foi mesmo rés-vez.

Tanger, porto, perto das duas da tarde. Por poucos minutos perco o ferry para Tarifa. Fico ali a olhar enquanto o enorme barco parte, preso nos ridículos procedimentos de segurança da fronteira marroquina. Fico com a sensação que poderia ter trazido os quilos de haxixe que me apetecesse e fico com a certeza de que não vou estar logo à noite (ontem à noite) na Catedral para ver o nosso Querido Clube numa meia-final europeia.

Já no deck do enorme barco fico a saber via telemóvel o que se tinha passado nessa manhã no coração da cidade onde de manhã cedo tinha acordado. Na altura nem me apercebi bem da factualidade…, só mais tarde, primeiro a ouvir a Cadena Ser enquanto cruzava já noite cerrada a serra de Aracena, depois já em casa a ler os jornais on line, é que apercebo dos factos.

No inicio deste milénio a UNESCO baptizou o local deste atentado, a Praça Jemaa el-Fnaa, nem mais nem menos como “obra-prima da Herança da Humanidade”. Com esta é a terceira vez que visito este local único. E estas são as palavras certas para descrever o que é a Praça Jemaa el-Fna. Praça a que nenhuma imagem faz jus. Só mesmo estas palavras que repito: obra-prima da Herança da Humanidade.

O silogismo final de tudo isto é simples para quem leu este texto com a mínima atenção. Sobreviver não é nada de especial. No Rossio ou na Jemaa el-Fna no delta do Nilo ou do Mekong, numa estrada alemã ou vietnamita. Milhares de milhões sobrevivem à sua maneira diariamente. A sorte de um homem é escapar, diz-se.

Duro, duro é ver que apesar de dezenas de séculos de Historia, Cultura e Desenvolvimento a natureza humana é tão rica mas ao mesmo tempo tão negra que continua a produzir indivíduos (e grupos de indivíduos) autofágicos que têm apenas como escopo a tentativa de eliminar a profunda riqueza da sua própria raça.

Nunca o conseguirão; nunca!

sábado, 29 de novembro de 2008

Bombaim

O que se passou em Bombaim mostra que à civilização humana que os seus piores inimigos - a tirania, a o fanatismo e a intolerância - não lhe dão tréguas.
Não há muito mais para dizer para além disto: é por demais evidente que o terrorismo (que ataca civis em estações de metro, estações ferroviárias, em aviões, em hotéis, em hospitais, em templos, etc.) provém em geral da mesma área geográfica e da mesma (in)cultura.
O inimigo está encontrado devemos dar-lhe combate até à sua eliminação.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Médicos e terroristas

O juramento de Hipócrates não deve constar do Corão. Deve ser por isso que, volta e meia, há médicos muçulmanos envolvidos em acções terroristas, aproveitando-se de duas situações:
  1. Do prestígio social da sua profissão, como elemento descaracterizador do perfil de terrorista;
  2. Da sua condição económica, enquanto parte integrante da classe média alta, como elemento descaracterizador da situação de pobreza e desespero que normalmente acompanha a justificação dos terroristas.