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terça-feira, 21 de junho de 2011

Nobre

Os jornais, hoje, fazem quase o pleno. Passos Coelho ainda nem posse tomou e já arca com a sua primeira derrota politica, dizem eles – ávidos de sangue fresquinho, digo eu. É normal.

Seguem a linha de alguma esquerda que tenta usar os métodos trauliteiros que alguma direita usou durante seis anos contra Sócrates e a sua tralha. É (ainda) normal. Mas é também errado. Pois, caso ainda não tenham reparado, os sujeitos e o objecto em causa são totalmente diferentes. Passos e a sua gente estão nos antípodas de Sócrates e o seu bando e…, o mundo mudou, pá! Nunca se esqueçam…, o mundo mudou.

Tenho de concordar com aqueles que dizem de Nobre nunca nada ter feito na política; Nunca ter sido deputado e não se lhe conhecer, sequer, pensamento político. Não lamento também a humilhação porque passou ontem em São Bento. Mas no fim temos de reconhecer que Nobre acabou por ser nobre, apesar da contradição que acaba por ser a sua continuação no hemiciclo – se calhar, Nobre está a aprender depressa a função de deputado…

Voltando ao inicio. Feita que seja a história desta legislatura o episódio de ontem não passará de um pequeno faits divers. Se isto foi uma derrota para Passos Coelho…, expliquem me lá quem foi o vencedor?