quarta-feira, 9 de março de 2011

Fado

Chain letters e anedotas não são, de todo, a especialidade deste estabelecimento – aliás, não sei bem se cá na casa existe mesmo alguma especialidade. Mas na vida há momentos para tudo; e esta brincadeira em jeito de anedota que me chega via e-mail contêm em si uma conclusão curiosa. Querm ler?

“Um jovem diplomata, em diálogo com um colega mais velho, revelava o seu inconformismo. A situação económica do país era complexa, os índices nacionais de crescimento e bem-estar, se bem que em progressão, revelavam uma distância, ainda significativa, face aos dos nossos parceiros. Olhando retrospectivamente, tudo parecia indicar que uma qualquer “sina” nos condenava a esta permanente “décalage”. E, contudo, olhando para o nosso passado, Portugal “partira” bem:
- Francamente, senhor embaixador, devo confessar que não percebo o que correu mal na nossa história. Como é possível que nós, um povo que descende das gerações de portugueses que “deram novos mundos ao mundo”, que criaram o Brasil, que viajaram pela África e pela Índia, que foram até ao Japão e a lugares bem mais longínquos, que deixaram uma língua e traços de cultura que ainda hoje sobrevivem e são lembrados com admiração, como é possível que hoje sejamos o mais pobre país da Europa ocidental.
O embaixador sorriu, benévolo e sábio, ao responder ao seu jovem colaborador:
- Meu caro, você está muito enganado. Nós não descendemos dessa gente aventureira, que teve a audácia e a coragem de partir pelo mundo, nas caravelas, que fez uma obra notável, de rasgo e ambição.
- Não descendemos? – reagiu, perplexo, o jovem diplomata – Então de quem descendemos nós?
- Nós descendemos dos que ficaram por aqui…”

4 comentários:

Rui Lança disse...

Muito boa, não totalmente verdadeira, mas bem 'esgalhada'.

Pedro Soares Lourenço disse...

Eheh.., exacto, Rui.

editor69 disse...

Parece aquela numa palestra numa universidade brasileira em que um dos oradores,um professor português após discursar é interpelado por um estudante "assanhado" que trata de atacar Portugal...os portugueses e os antepassados do professor,que só fizeram merda no Brasil.
Ao que o prof respondeu "Os meus antepassados não...
os seus...porque os meus nunca sairam de Trás os Montes."

editor69 disse...

Parece aquela numa palestra numa universidade brasileira em que um dos oradores,um professor português após discursar é interpelado por um estudante "assanhado" que trata de atacar Portugal...os portugueses e os antepassados do professor,que só fizeram merda no Brasil.
Ao que o prof respondeu "Os meus antepassados não...
os seus...porque os meus nunca sairam de Trás os Montes."