sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo

Esperemos 2012 com um taco de baseball nas mãos: se ele for tão mau como dizem, espancamo-lo sem piedade!
Feliz Ano Novo!!!

Um desejo chamado eléctrico

Aqui fica um artigo que saiu hoje no Público, de que sou um dos subscritores:

UM DESEJO CHAMADO ELÉCTRICO

Um erro estratégico. Não temos outra forma de qualificar a decisão que, se vier a ser tomada, implicará consequências graves para a cidade: a extinção da carreira de eléctrico E-18, que faz a ligação entre a Baixa e a Ajuda.

E, como não seria a primeira vez, no que respeita às carreiras de eléctricos, que se decidiria pela extinção de percursos que hoje se mostram importantes ou mesmo imprescindíveis, e como podemos estar a assistir ao fim definitivo daquilo que já foi uma verdadeira rede de transporte colectivo, equilibrada e abrangente, exporemos de seguida, por “A+B”, o erro estratégico em que se incorrerá.

“A”. Uma decisão destas será tomada em contraciclo.

Não são hoje os transportes públicos não poluentes, ou quase, um must em termos de economia desejavelmente sustentável? Num país que não consegue cumprir os mínimos no que toca à Agenda 21? Um desiderato das economias dos países civilizados, com as quais Portugal se gosta de comparar? Fará sentido extinguir-se uma carreira de eléctrico, promovendo inelutavelmente o caos automóvel da cidade e em consequência a ineficiência do autocarro? Fará sentido extinguir-se uma carreira que liga a uma zona sempre ignorada pelo metropolitano de Lisboa?

Um dos argumentos próextinção do E-18 terá sido o de que há autocarros que fazem ou farão o mesmo percurso que aquele eléctrico faz, e que, portanto, quem o frequenta passará a frequentar o autocarro. Sem problema, ponto.

Ora este argumento é falacioso: em primeiro lugar, há relatórios internacionais que demonstram que o passageiro-tipo do metro não é o mesmo que utiliza transportes à superfície, pelo que não há redundância. Em segundo lugar, se assim não fosse, já se teriam encerrado carreiras de autocarro que passam pelas avenidas servidas pelo metro e, em terceiro lugar, com as características dos arruamentos em causa, um autocarro dificilmente será tão eficaz e eficiente quanto um eléctrico.
Ignorou-se – e pelos vistos continua a ignorar-se – o que tínhamos de bom e encerraram-se linhas e mais linhas de eléctrico.

Curiosamente, e uma vez chegados à inevitável insustentabilidade do primado do automóvel sobre tudo o que mexe, desde logo sobre o peão, o lisboeta é bombardeado em cada véspera de eleições autárquicas com um abrangente pacto de promessas sobre mobilidade sustentável do qual faz parte, como é da praxe, o “anúncio” da criação de um sem- número de linhas de… eléctrico, muitas delas decalcadas de linhas encerradas nas últimas décadas.

“B”. Do ponto de vista da Economia, propositadamente com “E”, não estará a tal recomendação que aponta para a extinção do E-18 manca, porque falha de externalidades positivas? Não é o eléctrico um símbolo de Lisboa? Não vai o E-18 da Baixa à Ajuda, percorrendo assim um eixo vital do ponto de vista turístico, que culmina no tão apregoado vector estratégico BelémAjuda, e para o qual, e bem, se pretende desenvolver uma série de investimentos de reabilitação urbana, recuperação e valorização de espaços e percursos ( jardins das Damas e Botânico, loteamento a sul do Palácio da Ajuda, Teatro Camões, pólo universitário)?

Em “economicês”, portanto, o E-18 garante uma série de externalidades positivas importantes que duvidamos que os autocarros garantam, pelo contrário!

Em conclusão, o fecho do E-18 (tal como a não reabertura – designadamente – do E-24, do Cais do Sodré-carmo/campolide), numa cidade em que a mobilidade é um exemplo de puro casuísmo, representa não só uma decisão em contraciclo, afastando-nos dos países mais avançados, como uma oportunidade perdida de, face à crise que atravessamos, fazer dela uma “janela de oportunidade” para dar um salto em frente na suavização da mobilidade, no combate ao estacionamento selvagem e nas ligações entre os bairros da cidade.

Por fim, uma atenção desassombrada à iniciativa privada permitiria a partilha de recursos e a diversificação de soluções no que toca à exploração das carreiras. Cruze-se isso com o turismo e com a cultura, e talvez seja mais fácil e saudável viver em Lisboa.

Estamos ainda a tempo de evitar um erro estratégico. Basta que haja a coragem de tomar a decisão certa: a da manutenção deste eléctrico que a cidade deseja.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ora cá estou eu a trabalhar uma vez mais...

...e tu?

Férias dos deputados

Assunção Esteves explicou que a Assembleia da República suspendeu a actividade entre 22 de Dezembro e 3 de Janeiro para "compensar o tempo que não teve no Verão".

Terá Assunção Esteves esquecido que os deputados tomaram posse no fim de Junho?

Definitivamente, esta pensionista-aos-42-anos-de-idade-depois-de-10-anos-como-juiz-constitucional-função-que-assumiu-aos-32-aninhos-sabe-se-lá-como é mesmo melhor que o outro senhor da AMI de que agora não me recordo o nome?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Perguntas para um novo ano - políticas e pessoas

É difícil discernir as melhores opções políticas com mundos de terabytes de dados e saberes diversos e divergentes, quase tanto, quanto o de gerir pessoas. Daí que muito mais árdua seja numa dimensão nacional, no qual habitualmente existem milhões de pessoas e de saberes sobre as pessoas e as políticas. Mas há conhecimento experimentado já do domínio comum que deveria já ter sido implementado nas políticas públicas nacionais, embora a elite política pareça não a prioritizar ou sequer considerar no seu discurso ou acção políticas. Um desses conhecimentos é a gestão do conhecimento: grosso modo, significa colocar as pessoas disponíveis em funções pela ordem preferencial de competências (skills) e de paixão ou vocação interiores (que frequentemente andam associadas). Há nuances importantes para e na sua operacionalização, mas basicamente é afectar os recursos mais valiosos de uma entidade ─ os recursos humanos (este facto é já uma evidência científica do domínio comum, embora pareça tardar à programação de políticas políticas pelas elites governamentais), em função da estratégia da instituição e considerando o capital humano das pessoas. Parece básico, não é? Quase algo que nos distingue dos primitivos, certo? Errado, porque esta assunção que deveria constar no catálogo renovado dos direitos fundamentais não está nem majorado, nem universalizado, nem no direito, nem na gestão!

Logo, a ordem de perguntas que emerge é somente esta: por que razão é tão difícil encontrar uma instituição assim?! E porquê de difícil achado nas nossas lideranças políticas? E qual a razão de muitos contrariados ficarem calados e/ou quietos? Para quando uma mudança neste sentido e de um sentido nesta mudança nas nossas políticas, no nosso país? Por quanto tempo temos de esperar por uma política em que os políticos reflictam o conhecimento já evidenciado e que constitui uma alternativa da fonte financeira de criar riqueza? Para quando uma liderança política reflectora daquilo que as pessoas mais valorizam e melhor tratam, associada ao valor e ao amor necessários para sustentar riqueza (sobretudo intangível) para o futuro e o presente do país e das suas pessoas? Quando prevalecerá a nova ordem das ideias das jovens gerações mais qualificadas e já com “muito mundo” sobre aquelas que são autoras das políticas públicas que os vão sustentar num curto-prazo? E, abraçando o pragmatismo, como acrescentar à boa diversidade das elites político-partidárias, pessoas que pensam e conseguem traduzir e conciliar criticamente (com intuição e cognição) as melhores políticas para Portugal e os maiores saberes dos portugueses?

n músicas cxxv



Get More: Beyoncé

Tal como ontem hoje estou a trabalhar...

...e tu?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Isto só tem um nome: proxenetismo

Infame!

A balda ao trabalho dos senhores deputados até ao próximo dia 3 de Janeiro é uma insolência absoluta e não pode passar em claro.

Sempre fui daqueles que me bati contra os que não perdem uma oportunidade para dizer que os políticos “são todos iguais, uma cambada de chulos”.

Mas a classe política insiste em não me dar razão. Aliás, começa a ser claro que a existir um enorme culpado pelo lamentável estado a que este bananal chamado Portugal chegou, esse culpado é a impreparada, irresponsável, imbecil classe política.

Num momento em que diariamente são pedidos esforços hercúleos a todos os portugueses, num momento em que tantos procuram (alguns desesperadamente) trabalho e não encontram, num momento em que o primeiro-ministro “manda” emigrar…, o que é que estes senhores fazem? Gazeta ao trabalho parlamentar durante mais de uma semana – enquanto os demais servidores públicos nem meio-dia de folga puderam gozar.

Um exemplo triste, lamentável, infame. Depois admirem-se que vos assobiem, insultem e, bem pior, não vos passem cartão quando pedem o nosso voto. Numa palavra: vergonhoso!



PS: No vídeo…, porque será que as palavras do Presidente da Republica necessitam de legendas?

domingo, 25 de dezembro de 2011

Musiquinhas de Natal (V)

A mais bela das musiquinhas de Natal…, continuação de Boas Festas!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Feliz Natal

É aproveitar este Natal de 2011, que em 2012 o Pai Natal vai ter medo de passar por cá...
Feliz Natal!

Feliz Natal


Este camarada encontrou o melhor sítio para Ser e estar por estes e por todos os outros dias do ano.

Por falar nisso…, este ano o Menino Jesus parece que se aliou ao Pai Natal e cheira-me que não vão faltar muitas e boas ondas para serem amadas durante (e depois) a época natalícia.

É aproveitar…, que “isto” não dura sempre. Santo e Feliz Natal para todos os que pelo Arcádia vão passando. E, já agora: memento mori.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Musiquinhas de Natal (IV)

E agora…, um magnifico clássico.
A Wikipédia qualifica-o como “the best-selling single of all time” com vendas estimadas em cinquenta milhões de cópias em todo o mundo (link).
Qualquer colectânea de Natal não pode viver sem esta lindíssima canção.