terça-feira, 30 de junho de 2009

Weber revisitado? Ou vilipendiado?

Compram-se e vendem-se seguros de vida de pessoas que - estatisticamente - morrerão em breve. Deseja-se a morte de outrem para ganhar dinheiro e esses seguros de vida passam a integrar carteiras de "futuros": os títulos valem mais se for provável que as pessoas morram rapidamente.
Sou só eu, ou isto é profundamente nojento?

O sistema "en passant"

Fernando Mendes, ontem à noite na TVI24 disse que a sua transferência para o Porto foi feita da seguinte maneira:
  1. O Belenenses chegou a acordo com o Rayo Vallecano;
  2. O Fernando Mendes assinou contrato com o Rayo Vallecano;
  3. O contrato não foi registado porque era Sexta-Feira;
  4. O presidente do Belenenses reuniu-se com Pinto da Costa, na altura Presidente da Liga da Clubes, para se aconselhar sobre o sistema de pagamento acordado com o Rayo Vallecano;
  5. O Presidente da Liga de Clubes, na mesma reunião, coloca o chapéu de presidente do FC Porto e contrata Fernando Mendes.

As palavras foram ditas, ninguém as desmentiu ainda: Pinto da Costa utilizou o seu estatuto de Presidente da Liga de Clubes para obter benefício para o clube de que era presidente.

Ninguém se importa?...

Nove a um à moda do Porto

Rio reforça maioria, PS leva trambolhão.

Damien Rice & Lisa Hannigan

Quando se é verdadeiramente fiel, ou leal, acaba-se por sempre sentir necessidade de regressar, seja a uma música, a um livro, a uma palavra ou a uma pessoa. Com a música de Damien Rice, a voz de Lisa Hannigan e a interpretação de ambos, é impossível não ultrapassar essa barreira invisível do significado pessoal do que ouvimos e sentimos. A indiferença não nada neste lugar musical e vocal. Para mim, ouvir esta música é lembrar-me de um mini balanço do passado recente, de fazer uma auto-avaliação ou correcção do caminho que se segue, ou de coisas tão importantes como das melhores ondas que já surfei, do prazer básico das melhores ondas perdidas, da sabedoria retirada das perguntas não respondidas e dos desejos ainda por realizar. É ouvi-la continuamente para que o verbo do pensamento não se perca na memória e se desleixe com a rotina diária obliterante do discernimento da nossa razão e dos objectivos que na vida ainda restam. O toque da música é religiosamente multifacetado, perdido na procura do espaço que todos precisam de preencher numa vida tão medíatizada e populosa, quanto superficial e ilhada. Há músicas que nos chamam ao nosso lugar, aquele que é devido e faz sentido, despido dos trailers evangelizadores que nos tratam como meros seres comunicados, com prejuízo para o diálogo e a contemplação. Há músicas que parecem frias como só a água pode ser, mas essa é a parte visível da nudez rica e feliz que só o humano possui ser. Mesmo no final, seja qual for a perspectiva do resultado, como se pode ver nesta música, ele pode escalar em extâse e contentamento.

domingo, 28 de junho de 2009

Demagogia ou grande lata?

Há uns anos num debate com Paulo Portas, Francisco Louçã disse que Portas não podia falar sobre a paternidade por este não ser pai.
Caiu meio mundo em cima de Louçã.
Agora a Helena Matos (uma das pessoas que mais gosto de ler) insinua que os autores do "contra-manifesto" não podem falar sobre a criação de emprego por nunca terem criado um emprego.
Não percebo o silêncio daqueles que na altura criticaram a demagogia de Louçã.

Ainda sobre o jogo de júniores

O Pedro já falou do assunto, mas eu não resisto:
então um grupo de espectadores é impedido de assitir a cerca de 25% de um espectáculo para o qual pagou bilhete e toda a gente se admira que se revolte?
Se os adeptos do Benfica foram impedidos de assistir ao jogo todo, por que razão não se sentiriam legitimados a impedir a continuação do espectáculo?
Se, como um dos representantes da "academia" defende, houve pessoas a "arrancar pedras da calçada" para arremessá-las, por que razão os "responsáveis" do Sporting não alertaram de imediato as autoridades?

n publicidade xxvii

sábado, 27 de junho de 2009

n músicas lxxvii

To mark the 10th anniversary of the Icelandic release of their breakthrough album 'Agaetis Byrjun', Sigur Ros have made available two exclusive live performances from the original launch party concert at the Icelandic Opera House on the night of June 10, 1999 - back when few people outside Reykjavik hadn't the foggiest clue who they were (e-mail sigur ros).

nýja lagið from sigur-ros.co.uk on Vimeo.



10 anos não são nada, passam demasiado depressa. Parabéns!

Há Liberdade (CXXVI)

Eh pá..., e as ondas por Coyote24

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Já alguma vez vos tinha dito…

...como é bonito ver Lisboa daqui?

Escândalo: por culpa do Governo, Portugal já não é "very typical"

Note to President Obama: Want to Fix the Schools? Look to Portugal!

Dar cavaco

O mesmo Presidente da República que anda incomodado com os rumores sobre o BPN e a SLN foi rápido a comentar a aquisição de parte da MediaCapital pela PT, quando ainda não passava de um confuso rumor de mercado.
O mesmo Presidente da República que vetou uma lei que impedia a concentração de meios de comunicação social vem agora tecer comentários sobre um fenómeno de concentração.
Enfim, nada de extraordinário: afinal é o mesmo Presidente da República que toma decisões por sondagens que ninguém conhece, mas que devem ter sido feitas num dia de nevoeiro lá para a S. Caetano à Lapa...
É Cavaco Silva ainda o Presidente da República Portuguesa? Começa a parecer que não...

quarta-feira, 24 de junho de 2009

n músicas lxxvi



Desta vez, uma recomendação directa, com sons e vozes imperdíveis. O som é essencialmente o do pianista escocês Craig Armstrong, um dos maiores "génios" vivos da composição musical cinematográfica. O sintetizador dá o ar vintage ou retro dos anos 80, recuperado pela denominada acid house, mais tarde electro pop music. A voz, no primeiro video, é a de Lucy Pullin, cantora e compositora que se juntou a Craig Armstrong, Scott Fraser e Laurence Ashley (a morena do segundo video) para constituirem Winona, uma banda deveras original, como podem comprovar aqui. A música indie/pop transporta-nos para mundos compósitos já frequentados pelos Massive Attack, David Lynch, Daft Punk ou Goldfrapp.





Para estes feitos humanos, palavras para quê?
Craig Armstrong não é um pianista fantástico, não toca música na perfeição, que na música erudita contemporânea até que não é, na minha opinião, um excelente atributo, pois limita a criatividade e a inovação; mas é um compositor sábio e magistral. O segredo da sua música está na interface do teclado, da imagem e da palavra. Ora oiçam e vejam "Escape" do filme "Plunkett and Macleane":

paleta de palavras lxxiv



Para quem o viu, recordará com certeza o filme "Slumdog Millionaire".