sábado, 8 de agosto de 2009

A cunha de Cavaco

Portanto, Cavaco Silva combinou com José Sócrates que Lobo Antunes seria reconduzido. Apesar de essa ser uma competência do governo. O Presidente é Presidente. Não fosse o Presidente, Presidente, e a notícia seria: “Cavaco Silva pressiona Sócrates para impor o nome de Lobo Antunes” ou “Cavaco Silva mete cunha para Lobo Antunes” ou ainda “Casa Civil admite tráfico de influências no caso Lobo Antunes”.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

resposta ao nosso psl

Dos Chicane, eu prefiro esta: Saltwater!:)



Foi bem "abanado" essa, fizeste-me recordar o prazer de ouvir esta música.

Já agora, mais numa onda de Cafe del Mar (ou Buddha Bar, como preferires), gostas de números?E vais logo directo ao número Um?...

Abanar a anca cinco minutos por dia nem sabe o bem que lhe fazia (XXVIII)

Uma palavra: adoro esta musica (ou lá o que é isto...).

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Imaginem-na como Primeiro-Ministro...

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Este Querido Mês de Agosto (dia 5)

Ora, ora. Queriam, não? O Agosto quando nasce é para todos!
Depois de algumas contratações significantes que resultaram em reforços dignos desse nome, após meia dúzia de exibições de encher o olho e outras tantas vitorias interessantes ainda que relativamente insignificantes a patetice está de volta.
Primeiro foi a aquisição de Júlio “eu é que sou o moretto” César, depois o interesse em César “o imperador dos rabetas” Peixoto e por fim a reintegração de Luís “foda-se!” Filipe.
Como já alguém terá dito, este Benfica é cada vez mais a Gloriosa versão dos famosos “Zidanes y Pavones”.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Este Querido Mês de Agosto (dia 3 ou 4, nem sei bem)

Finalmente nota-se que é Agosto; um politico foi condenado a pena de prisão efectiva, à perda do respectivo mandato e ao pagamento de uma interessante indemnização.
Prontamente contactei a moça do vídeo que - apesar do intentado recurso com efeitos suspensivos (e não suspensórios como já por ai li) - se prontificou a levar qualquer coisinha ao senhor Isaltino, no seu já famoso pacote.

Condomínios fechados

Rui Moreira (sim, outra vez ele) escarnece da proposta do Bloco de Esquerda de propor a proibição da construção de novos condomínios fechados em Lisboa. Estranhando que o Bloco tivesse ido tão longe, fui à respectiva página na internet e pesquisei o programa de Luís Fazenda.
E não é que o que lá está é ligeiramente diferente?...
O programa defende
«a proibição – como princípio – de construção de novos condomínios fechados que promovam a ruptura com o tecido urbano envolvente»
Pois, o diabo está nos detalhes: só se os condomínios fechados se constituirem como ilhas no meio da cidade é que devem ser proibidos.
É possível que um condomínio privado seja aberto? Sim, claro, basta ver o exemplo, também em Lisboa, do condomínio Alto dos Moinhos.

Rui Moreira "Peres Trava"

Rui Moreira, desde há uns anos, tem vindo a assumir-se como ante-arremedo de Presidente da Câmara Municipal do Porto ou do F.C. Porto. O putativo sucessor de Pinto da Costa & Fernando Gomes, contestando (bem) uma imbecilidade de Ricardo Salgado, que falou da Ibéria como razão última do TGV (sim, é o mesmo Ricardo Salgado que - quando deu jeito - defendeu a primazia dos centros de decisão nacionais), saiu-se (Público de hoje) com uma tirada que só lembraria a João Jardim:
«Para o caso de ser essa a vontade maioritária, sugiro que se libertem do nosso
fardo pesado, e permitam a secessão simultânea da Galécia».
Caro Rui: aprenda História:
Portugal fez-se primeiro contra a Galiza e só depois contra o resto de Espanha.

sábado, 1 de agosto de 2009

n músicas lxxxiii



Há quem não goste da instrumentalidade. Talvez não seja para todos os ouvidos. O silêncio maior aprofunda-nos, e para alguns aconselha bastante à depressão ou à baixa estima. Para mim, são as notas mais perfeitas na comunicação musical entre o músico e o ouvinte. São as que proporcionam maior interacção, e atenção, obriga-nos a interpretá-las sem rede, com maior liberdade, pois cada um preenche-as com a sua própria letra e espírito. É uma arte maior. Comparo-a aos quadros sem título dos grandes pintores. Não nos direcciona ou sustenta, nem nos entrega o caminho do seu sentido, já feito, ou nos prende ao tema ou fase do seu autor, não nos cerca com denominadores ortodoxos, fashion. É o respeito maior pela personalidade e a sensibilidade ou a criatividade do seu público.
Há pessoas que receiam o silêncio, aquele receio surdo, oculto e aparentemente controlado. Não é o receio das palavras, porque a linguagem verbal é dominável até ao absoluto sentido; o que não engana é a linguagem corporal, os olhos, as mãos, o semblante, as inclinações, o silêncio não escrito... não há como fugir do seu significado. Por um segundo, tudo se percebe e tudo se ganha. E tudo se ouve.



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