segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

1000 000 000

A TMN processou durante as festas de Natal e Ano Novo mais de mil milhões de SMS, um número que representa mais do dobro das mensagens curtas processadas em 2006 no mesmo período, anunciam os meios de comunicação social. Ora, fazendo as continhas, bom...mil milhões... mil vezes mil... somado aqui, multiplicado acolá...ora bem...a 0,10 € cada uma, em média...x xxx xxx... até já! não, eu digo mais phonix!

domingo, 6 de janeiro de 2008

O beijo das manas Cruz

A rede pelasse por estas coisas tal como o macaco por banana.
Penélope e Mónica Cruz têm um irmão (Eduardo) que gostava muito de ser musico quando for grande. O rapaz perdeu a vergonha e lá gravou uma coisa que nem para deitar fora serve. As manas, sempre embuidas do muy latino espirito de solidariedade familiar, decidiram dar uma mãozinha (na verdade é o corpinho todo que dão) ao mano fuleiro. O resultado é esta coisa que podem ver aqui em baixo. Não deve ser ouvido por ninguém. Mas lá que vale a pena ver a bizarria, ai isso vale.

Se é no Benfica então é noticia (de primeira página)

Já todos sabíamos que o Benfica é sempre enorme. Até na desgraça e na miséria. Passamos a saber hoje que o Benfica também o é na vergonha.
Os noticiários da hora do almoço abriram todos (todos é todos) com o jogo do Benfica em Setúbal na noite passada. Porquê? Porque dois empregados do clube aborreceram-se ao serviço de sua majestade tendo chamado um ao outro todos os nomes e dado uma palmadinha de ternura um no outro. Qual é o espanto? Nunca viram? Que atire a primeira pedra quem nunca foi malcriado com um colega de trabalho ou pelo menos cínico e desagradável. Pois é, mas estes operários vestem de encarnado e branco e jogam de águia ao peito. Ao contrario de todos nós têm de ser modelos de comportamento e nunca podem errar. O episódio não engrandece nem embaraça. Todavia como é do Benfica que estamos a falar então envergonha e dará pano para muitas mangas se safarem que o custo de vida aumenta e o povo não aguenta. É o Benfica.
…entretanto, na mesma noite de inverno, parece que a lagartada levou dois secos de uma equipa que veste aos quadradinhos e ainda há umas semanas veio à Luz levar uma cabazada das antigas. Mas como lagarto não vende atira-se a noticia lá bem para o finalzinho do serviço noticioso. De outro lado da segunda circular nunca virá mal ao mundo.

Melocádias actualizado

sábado, 5 de janeiro de 2008

Interferências do Estado no BCP

Por que razão o Estado não haveria de intervir, como accionista, no seu negócio Millenium-BCP?

Para o ano virão os carros?

"Na manhã de terça-feira, 1 de Janeiro, a PSP recolheu 960 invólucros de munições de caçadeira, calibre 12 mm, e pistola, calibre 6,35 mm, deflagrados durante os festejos do Réveillon no bairro da Quinta da Fonte, na Apelação, concelho de Loures. Os disparos terão sido feitos no período compreendido entre as 23h30 de 31 de Dezembro e as 04h00 do primeiro dia de 2008. A PSP recolheu ainda nas ruas 115 partes metálicas de cartuchos de caçadeira, um very light e um pote de fumo usado pelas claques de futebol e ainda dezenas de caixas de munições."

"Sara pediu à mãe que a deixasse ir à festa dos tios na Passagem de Ano e era já de noite quando se juntou às brincadeiras dos primos, na Quinta do Lavrado, em Lisboa. O tio foi à janela na altura em que a sobrinha se entretinha a apanhar lenha, no antigo bairro da Curraleira – e ainda antes da meia-noite ensaiou os festejos com rajadas da sua pistola-metralhadora Star. A menina de nove anos acabou por morrer com uma bala cravada na cabeça e o tio, que se entregou à Polícia Judiciária (PJ), pouco depois já estava de regresso a casa (mais aqui)."

Uma grande frase para o fim de semana

Coisas menores

Na RTPN, o segmento de notícias do meio dia assinala o 70.º do rei espanhol João Carlos Bourbon. Normalmente, as agências noticiosas apenas dão conta dos aniversários dos tiranos mais antigos, como Fidel Castro...

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

PALETA DE PALAVRAS LXV

E por esto, Senhor, a mym parece que dos livros que vi de philosophia, este avantejadamente enssyna a cobrar o que os outros fazem amar e desejar. E quem bem o estudar e husar de sua enssynança, entendo que sera fora da pena e doesto que disse. E deste volume os primeiros dous livros, segundo me parecem que teem avantagem do terceiro, e aquelles achei mais claros. O terceiro achey muito scuro, por que reconta estorias e exemplos, e parece que screvia a quem as sabia. E algũas vezes poem pallavra por sentença, e per hũa pequena sentença dá a entender hũa grande estoria. E porem, Senhor, ainda que todo o livro seja mal tornado, este derradeiro entendo que he peor, em tanto que em algũus logares, ainda que nom forom muitos, eu acerca screvia a aventuira, nom entendendo o que o livro dezia. Mas por as razõoes que primeiro disse, ante o quis assy acabar que o leixar remendado com spaços que nom fossem tornados, ou por aquela scureza o leixar dacabar. Por agora fiz como entendi, e se prouver della a vossa mercee, esto ey por grande soldada daqueste trabalho.

"Dedicatoria a D. Duarte", Livro dos Ofícios de Marco Tullio Ciceram, o qual tornou em linguagem o Infante D. Pedro, Duque de Coimbra. Edição crítica, segundo o ms. de Madrid, prefaciada, anotada e acompanhada de glossário, por Joseph M. Piel. Acta Universitatis Conimbrigensis, por ordem da Universidade, 1948, p. 4
(via Super Flumina)

N MÚSICAS XLVI

"Umbrella" - Rihanna (ft. Jay Z)

Pergunta alguém: como é possível ser fã dos Sigur Rós e gostar desta música?
A resposta não é fácil. Gosto de música bem feita, ou seja, bem produzida e 'composta'. Venha de quem vier, sem preconceitos. Como esta que vos apresento. Sem ortodoxias.

O cancelamento do Lisboa Dakar 2008

Estava longe de imaginar que as minhas primeiras frases arcadianas deste ano seriam para comentar o cancelamento do mítico Dakar. O fim da prova, antes mesmo do seu início, merece mais do que lamentos ou graçolas de oportunidade. Mais do que os gigantescos prejuízos financeiros e dos incalculáveis prejuízos desportivos o cancelamento do Lisboa Dakar 2008 revela em todo o seu esplendor obscuro o mundo em que hoje vivemos. Mais do que tudo a decisão da organização é uma profunda derrota civilizacional para todos nós.
Obviamente que é de uma enorme ingenuidade acreditar na “versão oficial” que diz ser a instabilidade na Mauritânia a causa da anulação da maratona africana. Em causa estava sim toda a segurança da caravana e seus espectadores. A ameaça é seria e grave. Desde logo em Lisboa; desde logo no local da partida da prova que (segundo sei) teve de ser em parte evacuado esta manhã.
Ao mesmo tempo que o cancelamento da prova consubstancia uma derrota infame para o nosso iluminista e secular sistema de princípios e valores, constitui também uma das maiores vitorias para o lado negro da força político-social que ama o ódio e o terror. Repare-se que não chegou a haver um incidente sequer mas sim uma forte ameaça de.
Nunca antes os inimigos da ocidentalidade tinham conseguido tanto com tão pouco.

Devia era apanhar 20 anos

Foi detido depois de protagonizar vários incidentes numa numa discoteca

Manuel Fernandes passa a noite na prisão

Menos emissões de gases poluentes e de publicidade deprimente

Lisboa - Dacar cancelado

Re-estilização do Arcadia

Ano novo, cara nova. A mudança é um processo doloroso. É-o em política, na arte, nas mentalidades, é-o, para abreviar, na vida. Muitos fariam-na melhor, nem todos a preferem, mas, enfrentemos o boi, difícil é fazê-la.
Em aperfeiçoamento contínuo, mudando a cara, mas não de cara, pois, como sabemos, desde os antigos gregos que se sabe que as coisas boas, no essencial, são imutáveis. A História é circular, e as revoluções e reformas são meras interrupções da imobilidade e da estabilidade. Como os eclipses.
Assim, também aqui no Arcádia trabalhamos a mudança. As alterações obedeceram aos princípios mestres da simplicidade, acessibilidade e da consciência das nossas limitações. Seguimos, portanto, Darwin e Lampedusa, em detrimento do(s) Criador(es) e dos Marxes deste planeta.
Um ano próspero para todos.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Lei do Fumo não é onde a ASAE estiver...

António Nunes, Inspector-Geral da ASAE foi apanhado a fumar num recinto fechado, o qual se defendeu afirmando que os casinos são recintos um pouco menos fechados que os outros: é que os recintos fechados são todos iguais, mais há uns menos iguais que outros...
Tudo isto já seria suficientemente mau, se há pouco mais de uma semana, António Nunes não tivesse defendido que metade dos cafés e restaurantes portugueses deveriam fechar, seja por não terem condições para cumprir a lei, seja por não terem viabilidade económica (Nunes disse que temos cafés e restaurante a mais!!!).
Depois do MilleniumGate de Constâncio, agora é António Nunes a dizer que a lei não é igual para todos...