«A Internet é a maior colecção de insultos, mexericos, boatos e disparates alguma vez reunida na história da humanidade. Existem também coisas excelentes, belas e grandiosas, com uma qualidade única e inovadora. Mas não há dúvida que numa grande parte dos blogs, mensagens, comentários e sites de debate dominam o pedantismo e a grosseria, maldade e despeito, vacuidade e a mais pura e prístina estupidez.
Qual a razão do facto? Podia dizer-se que a Net atrai pessoas de mau carácter, mas todos os sinais são contrários. É evidente que quem frequenta as novas tecnologias da comunicação ainda pertence a uma elite favorecida, com mais formação e conhecimentos que a média. Por muito que se tenha popularizado, a sociedade virtual é dominada pelos mais educados e sofisticados de um país como Portugal.
Assim a explicação mais plausível tem de ser outra: a Net tende a trazer ao de cima os instintos mais baixos dos que a frequentam. Uma prova desse facto é que muita gente põe em blogs e e-mails coisas que teria vergonha de dizer ao telefone, escrever numa carta ou publicar em jornais ou livros. Aliás vê-se que, interpelado ou confrontado com o que escreveu, frequentemente o autor cai em si e admite ter-se deixado levar pelo meio. O que prova que existe algo nessa forma de comunicação que motiva o dislate.»
João César das neves, in Diário de Notícias, 26-11-07
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
sábado, 8 de dezembro de 2007
Da rica vida...
Ora então um Santo Natal a todas e a todos.
Parto para a velha Indochina daqui a pouco. Em vez de Menino Jesus, vou me encontrar com o menino Buda; em vez de bacalhau, terei arroz com fartura nesta consoada, com sorte, passada em Chiang Mai. A passagem para 2008 será na Cidade dos Anjos - não essa, a da Asia. Mas antes haverá muito verde, calor e mosquitos com fartura. Quando puder dou noticas. Desejem-me sorte pois desta vez algo me diz que bem dela precisarei. Como diz a minha sobrinha: Xáááááaaaaaáááuu.
Parto para a velha Indochina daqui a pouco. Em vez de Menino Jesus, vou me encontrar com o menino Buda; em vez de bacalhau, terei arroz com fartura nesta consoada, com sorte, passada em Chiang Mai. A passagem para 2008 será na Cidade dos Anjos - não essa, a da Asia. Mas antes haverá muito verde, calor e mosquitos com fartura. Quando puder dou noticas. Desejem-me sorte pois desta vez algo me diz que bem dela precisarei. Como diz a minha sobrinha: Xáááááaaaaaáááuu.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Natal 2
Olha... dá para embalar a minha de um mês e uma semana num braço e no outro dá postar músicas de quando eu era bebé...
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
A ignorância deve ser livre mas a estupidez devia pagar imposto
Pergunta o jornalista da SIC a um homem de idade na rua em Lisboa: "Sabe o que é o Darfur?". Responde o homem: "É um supermercado onde se vende moveis e assim…".
Tow-in Lourinhã (II)
Por princípio sempre fui contra o blá-blá dos "secret spots". Por princípio e por fim. Apesar da costa portuguesas ser vasta, não é assim tão grande para que possa guardar segredos insondáveis. Na sequência do domingo passado fiquei curioso para saber onde era esse tal pedaço oculto de costa que tanto custou à "comunidade das ondas" ver parcialmente violado em "prime time". Sucede que a chave do segredo veio ter comigo sem que eu tivesse sequer de perguntar por ela. E hoje, aproveitando mais uma forte entrada de ondulação, fui conhecer o tesouro. Cheguei tarde de mais. A sessão de tow-in protagonizada por Ruben Gonzales e José Gregório tinha terminado há pouco. Por lá estavam ainda dois bodyboarders e ouvia-se dizer que foram estes os que apanharam as maiores da manhã…, "à unha", sem meios mecânicos. Mas ainda cheguei a tempo de abrir a boca de espanto com as enormes paredes de água que quebravam para…, ninguém. E enquanto admirava a força de Neptuno a esmagar-se lá longe, pensava o que poderá ser aquele local com uma ondulação de mais dois ou três metros a roçar as proporções bíblicas. Especulando um pouco, fiquei com a sensação que perante um swell verdadeiramente gigante aquele local poderá entrar para as primeiras paginas mundiais do surf em ondas grandes. Voltando ao inicio da conversa, já em casa, fiz uma pesquisa na net pelo nome especifico deste pequeno grande segredo bem guardado. E não é que num tempo em que tudo é publico, em que são cada vez menos aqueles que sabem guardar uma simples confidência, nada, rigorosamente nada, se pode encontrar que nos indique especificamente qual o local do tesouro? Concorre ainda um facto importante para que o segredo sobre aquele local seja preservado o mais possível. É um local ermo mas bonito, escondido e com um peculiar ecossistema frágil. Afinal…, os segredos até têm uma certa graça. Especialmente quando também são nossos, pois claro. [Na foto o bodyboarder João André mostra no domingo passado aos tow-in riders com quanta coragem se faz um homenzinho]
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Portugal prepara-se para recebê-los com todas as honras.
A cimeira UE-África está quase a começar. É obrigatório ler a série "Este ditador vem a Lisboa" de Pedro Correia no Corta-fitas.
Campo Contra Campo (XCIX)
Control, ***
Ian Curtis e os Joy Division dizem me pouco, muito pouco. Não sei se é bom ou mau. É o que é. Control, enquanto objecto cinematográfico, vale sobretudo pela excelente fotografia de Anton Corbijn (aproveitada ao limite nas cenas que retractam as actuações da banda) e pela interpretação irrepreensível de Sam Riley. Mas o que mais me cativou no filme do fotografo holandês, foi a maneira como o realizador coloca a questão: quem era afinal Ian Curtis? Seria Ian o tal poeta e cantor genial que se transformou em mito instantâneo após o seu suicídio, ou, ao invés, não passaria de um dançarino pateta que escrevia umas coisas sem nexo, profundamente doente (alcoolismo, epilepsia e esquizofrenia), e que ao primeiro sinal de amor a três dimensões não suportou o peso da sua própria existência? Ou, digo eu, seria tudo isto e mais um poço de egoísmo e egocentrismo sem fundo? São boas questões (digo eu, novamente) que um fã incondicional poderá achar heréticas. Mas elas estão lá, quer queiram quer não. Ah, Control vale ainda pela banda sonora. Mas, escrever tal coisa, é abraçar de forma cobarde o lugar comum. Abraço este só comparável ao plano da ascensão com que o filme termina.
Ian Curtis e os Joy Division dizem me pouco, muito pouco. Não sei se é bom ou mau. É o que é. Control, enquanto objecto cinematográfico, vale sobretudo pela excelente fotografia de Anton Corbijn (aproveitada ao limite nas cenas que retractam as actuações da banda) e pela interpretação irrepreensível de Sam Riley. Mas o que mais me cativou no filme do fotografo holandês, foi a maneira como o realizador coloca a questão: quem era afinal Ian Curtis? Seria Ian o tal poeta e cantor genial que se transformou em mito instantâneo após o seu suicídio, ou, ao invés, não passaria de um dançarino pateta que escrevia umas coisas sem nexo, profundamente doente (alcoolismo, epilepsia e esquizofrenia), e que ao primeiro sinal de amor a três dimensões não suportou o peso da sua própria existência? Ou, digo eu, seria tudo isto e mais um poço de egoísmo e egocentrismo sem fundo? São boas questões (digo eu, novamente) que um fã incondicional poderá achar heréticas. Mas elas estão lá, quer queiram quer não. Ah, Control vale ainda pela banda sonora. Mas, escrever tal coisa, é abraçar de forma cobarde o lugar comum. Abraço este só comparável ao plano da ascensão com que o filme termina.
É assim a magia do futebol!
Conforme nunca me passou pela cabeça perder com o Porto, também nunca imaginei ganhar na Ucrânia. E se na Luz fomos (quase) humilhados por dois artistas do Tango, um mouro e um cigano, em Donetsk um ameríndio congelou com a sua objectividade um bando de mineiros com excesso de samba. Se é bom ou mau estar na Taça "das barracas"? Não sei, perguntem aos lagartos. Agora…, vou sofrer por fora, lá longe, nos próximos três embates de vitoria obrigatória. Espero redimir-me logo no primeiro fim de semana de Janeiro, de novo na terra do "carrrrapau".
...mais imagens do "big sunday"
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Campo Contra Campo (XCVIII)
A Morte do Senhor Lazarescu, ***
Depois da overdose do DocLisboa, estive afastado das salas de cinema mais de um mês. E recomeço onde terminei. No cinema interessam-me cada vez mais as faixas laterais em detrimento do hiper-povoado meio campo holywoodesco. Vi este filme romeno, premiado - entre outros certames - em Cannes e no IndieLisboa, fundamentalmente como um falso documentário sobre as passas do inferno que um enfermo tem de "comer" para regressar ao pó. O filme vale pelo absurdo (por vezes tristemente cómico) da situação e como espécie de negativo das parvinhas series americanas que a televisão "dá" sobre a higiénica (!?) vida nos hospitais. Em A Morte do Senhor Lazarescu não é de Michael Moore que estamos a falar, mas sim de mega-realismo. E a Roménia está mesmo aqui ao lado, pois quem tem de conviver com as unidades hospitalares do Estado sabe bem como são arrogantes e amadores aqueles que têm a nossa vida e saúde nas mãos.
Depois da overdose do DocLisboa, estive afastado das salas de cinema mais de um mês. E recomeço onde terminei. No cinema interessam-me cada vez mais as faixas laterais em detrimento do hiper-povoado meio campo holywoodesco. Vi este filme romeno, premiado - entre outros certames - em Cannes e no IndieLisboa, fundamentalmente como um falso documentário sobre as passas do inferno que um enfermo tem de "comer" para regressar ao pó. O filme vale pelo absurdo (por vezes tristemente cómico) da situação e como espécie de negativo das parvinhas series americanas que a televisão "dá" sobre a higiénica (!?) vida nos hospitais. Em A Morte do Senhor Lazarescu não é de Michael Moore que estamos a falar, mas sim de mega-realismo. E a Roménia está mesmo aqui ao lado, pois quem tem de conviver com as unidades hospitalares do Estado sabe bem como são arrogantes e amadores aqueles que têm a nossa vida e saúde nas mãos.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
José Manuel Fernandes Zandinga
Prémio Ignóbil do jornalismo para a primeira página do Público de hoje:
José Manuel Fernandes, que acha mal «matar a fome no curto prazo» das pessoas que vivem em estados liderados por proto ou putativos ditadores (conforme a simpatia que despertam no estrangeiro), porque tal implica hipotecar o futuro dessas pessoas (que só terão futuro se lhes matarem a fome...), para sustentar o que afirmou, cita de forma descoordenada Amartya Sen e Fareed Zakaria, sem conseguir arranjar um argumentozinho sequer para a sua tese. Que mais democracia e mais liberdade contribuem para um melhor nível de vida, já Fitoussi o diz. Agora o que ninguém (a não ser monstros como Estaline...) diz é que é preferível ter gente a passar fome hoje para que amanhã talvez uns quantos (pouquinhos, pouquinhos, os do costume) se safem...
José Manuel Fernandes, que acha mal «matar a fome no curto prazo» das pessoas que vivem em estados liderados por proto ou putativos ditadores (conforme a simpatia que despertam no estrangeiro), porque tal implica hipotecar o futuro dessas pessoas (que só terão futuro se lhes matarem a fome...), para sustentar o que afirmou, cita de forma descoordenada Amartya Sen e Fareed Zakaria, sem conseguir arranjar um argumentozinho sequer para a sua tese. Que mais democracia e mais liberdade contribuem para um melhor nível de vida, já Fitoussi o diz. Agora o que ninguém (a não ser monstros como Estaline...) diz é que é preferível ter gente a passar fome hoje para que amanhã talvez uns quantos (pouquinhos, pouquinhos, os do costume) se safem...Ah... pois é... e a Venezuela disse "não" à proposta de Chávez...
domingo, 2 de dezembro de 2007
Tow-in Lourinhã
É claramente a noticia do dia!
Qual Benfica, Porto ou Sporting? Qual eleição na Rússia ou referendo na Venezuela? Qual atentado à bomba na segunda circular?
A ondulação que hoje beijou a costa portuguesa, e que tanto frenesim andava há alguns dias a causar entre a "comunidade das ondas", só foi aproveitada por alguns bravos heróis.
Pela manhã lá fui até ao local do costume. Mas desta feita em vez de fato e prancha optei por levar tripé e câmara de filmar na esperança de ver um dos muitos locais bazofias vencer a força da corrente. Alguns tentaram mas todos viram a sua esperança esmorecer lá onde todas as ondas também acabam por morrer. Não era para menos. Paredes maciças com cerca de três metros desfaziam-se em cataratas de densa e alva espuma. Três metros na Costa da Caparica, cinco metros no Guincho. Diz-se, mais de seis metros na Lourinhã. E foi no Oeste, mas não propriamente nos picos clássicos, que se escreveu mais uma doirada pagina do surf de ondas grandes em Portugal. A SIC diz ter imagens exclusivas. Provavelmente tão exclusivas como o analfabetismo dos seus jornalistas. Enquanto outras fontes não são conhecidas, perdoe-se os pontapés no "surfês", e abra-se a boca de espanto com o que a costa portuguesa pode oferecer.
...entretanto, mais novidades sobre a sessão e algumas belas fotos da gala de hoje no spot do costume.
Qual Benfica, Porto ou Sporting? Qual eleição na Rússia ou referendo na Venezuela? Qual atentado à bomba na segunda circular?
A ondulação que hoje beijou a costa portuguesa, e que tanto frenesim andava há alguns dias a causar entre a "comunidade das ondas", só foi aproveitada por alguns bravos heróis.
Pela manhã lá fui até ao local do costume. Mas desta feita em vez de fato e prancha optei por levar tripé e câmara de filmar na esperança de ver um dos muitos locais bazofias vencer a força da corrente. Alguns tentaram mas todos viram a sua esperança esmorecer lá onde todas as ondas também acabam por morrer. Não era para menos. Paredes maciças com cerca de três metros desfaziam-se em cataratas de densa e alva espuma. Três metros na Costa da Caparica, cinco metros no Guincho. Diz-se, mais de seis metros na Lourinhã. E foi no Oeste, mas não propriamente nos picos clássicos, que se escreveu mais uma doirada pagina do surf de ondas grandes em Portugal. A SIC diz ter imagens exclusivas. Provavelmente tão exclusivas como o analfabetismo dos seus jornalistas. Enquanto outras fontes não são conhecidas, perdoe-se os pontapés no "surfês", e abra-se a boca de espanto com o que a costa portuguesa pode oferecer.
...entretanto, mais novidades sobre a sessão e algumas belas fotos da gala de hoje no spot do costume.
Há Liberdade (LXXXIX)
sábado, 1 de dezembro de 2007
Populismos
Hugo Chávez ganhou as eleições na Ordem dos Advogados...
Quem é a sobrinha mais linda do tio? (III)

A Madalena em Junho passado na festa do seu segundo aniversário
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