terça-feira, 6 de novembro de 2007

Ainda sobre as escutas telefónicas ilegais

Como já há uns dias escreveu aqui o DN: "O Procurador-geral da República quis alertar para a existência de escutas telefónicas que são feitas ilegalmente em Portugal. Ao que o DN apurou junto da Procuradoria e do Ministério da Justiça, foram as escutas feitas de forma ilícita e à margem do sistema de Justiça que o PGR criticou, na entrevista ao Sol".

Conhecerá o Exmo. PGR (e demais Ministério Publico) o Artigo 276º do actual Código Penal que tem como epigrafe “Instrumentos de escuta telefónica" e versa assim:

Quem importar, fabricar, guardar, comprar, vender, ceder ou adquirir a qualquer título, transportar, distribuir ou detiver instrumento ou aparelhagem especificamente destinados à montagem de escuta telefónica, ou à violação de correspondência ou de telecomunicações, fora das condições legais ou em contrário das prescrições da autoridade competente, é punido com pena de prisão até 2 anos ou com pena de multa até 240 dias.

Como todos sabemos cabe ao Ministério Publico prosseguir a acção penal, dar o impulso processual, vá. Se estão todos muito preocupados com as fantasmagóricas escutas ditas ilegais porque é que não foi aberta uma única investigação, constituído um único arguido ou sequer foi dada publicidade devida a tal normativo - apesar do mesmo constar de um "monumento" legislativo?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

domingo, 4 de novembro de 2007

A frase do dia

Hoje em dia, os jogos do Benfica parecem-se imenso com um casamento: são quatro ou cinco minutos de prazer uma vez por semana e o resto do tempo é passado no mais profundo sofrimento.

Ricardo Araujo Pereira n'A Bola de hoje.

Há Liberdade (LXXXV)

silversurf_por_leal
Silver Surf por Leal

sábado, 3 de novembro de 2007

Efervescências (XII) - O novo videoclip das Spice Girls

Friendship Never Ends dizem elas. Pois..., pois filhas. A mim a prestação da casa também pesa e custa a pagar.
Mel B. já não pula porque o rabo badocha não deixa. Depois deste tempo todo a outra Mel (C.) ainda não aprendeu a cantar. Vitória, escanzelada como nunca, surge vestida como uma puta barata. E o resto está lá para encher. O clip tem barrigas lisas à mostra e peitos cheios e ufanos; uma ruiva que espeta o rabo contra paredes; louras deitadas e de tranca à mostra e morenas que fazem bocas sexy. A musica, como sempre, não conta para nada. O sucesso está garantido. As Spice Girls são as grandes vencedoras do Natal 2007.
Senhoras e senhores, meninos e meninas: num rigoroso exclusivo com a BBC (é mentira!) o mundialmente reconhecido blogue ARCÁDIA mostra pela primeira vez na blogosfera lusa (provavelmente também é mentira!) Headlines o novo clip das Spice Girls.

Quando o telefone toca

A Letra L está enfim e regresso às noites da RTP 2. Seguramente com medo do protesto das beatas e quejandos o nosso serviço público acha por bem passar esta terceira temporada de empreitada, rapidamente e em força, para ver se ninguém vê e quase ninguém nota. Nada de novo, portanto. Já assim foi com as outras temporadas.
Cada vez perco menos tempo com a ex-caixinha que mudou o mundo. E como não tenho pachorra para lamechices não vejo as Anatomias de Grey deste mundo e muito menos do outro. A Letra L não é “para todos”. Tem bolinha encarnada no canto superior direito. É para quem gosta da vida e das coisas boas que ela nos dá. Sem que contudo se tenha de fazer um grande esforço para dali retirar o pão que o diabo amassou dos dias que correm. A cena que aqui se reproduz faz parte do segundo episodio desta terceira temporada e mostra a bela Carmen de la Pica Morales em toda a sua beleza e esplendor. É de cortar o fôlego. Até que o telefone toca.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O futuro presente

O mundo está constantemente a evoluir e nem sempre damos por essa evolução. Sabemos reconhecer a inovação, mas nem sempre consideramos a sua aplicabilidade imediata. Seja por inutilidade, ou falta de crença ou mesmo de estética, estamos sempre atrás daquilo que é, ou será, o futuro. Na gestão pública, acontece o mesmo. Leva-se décadas e décadas para aplicar regras de bom senso e outras décadas, ou mesmo séculos, para prever algo que ultrapassa o senso comum. Em todas as idades da humanidade, em todas as épocas do saber humano, raramente estes estiveram à altura do seu ambiente contemporâneo. O Presente era, e de certa forma ainda é, o grande ascendente nas decisões e estratégias das vidas diárias do Homem, com imenso prejuízo para as gerações futuras. Este valor, que é dos poucos valores humanistas cujo interesse e adesão tem vindo a crescer na época actual, será determinante para a espécie humana, enquanto pretender existir como tal. Dos individuo, dos filhos das famílias, da sociedade civil passará para a Política, mais tarde ou mais cedo, e em grande força, o Futuro da Humanidade, para a qual a gestão pública terá um papel de grande fundamentalidade. Não será sequer uma opção, porque a escolha é entre a vida e a miséria de vida. O Estado de Bem-estar renovar-se-á obrigatoriamente, e tenderemos a ser essencialmente elementos de um povo (mundial) que trabalha sem cessar. Já não será nas gerações actuais, mas com muita certeza nas futuras. Esta visão não tem necessariamente que ser catalogada de pessimista, antes uma visão realista e determinista com o actual estado da Política. Daí que não signifique que venha a concretizar-se, mas que haverá uma grande probabilidade de se verificar se continuarmos por esta pseudo-estratégia fragmentada, acomunitária e desumanizada da sociedade e do poder.
O papel dos gestores políticos e públicos será, assim, de primordial importância nas sociedades políticas do futuro, porque a instabilidade será um valor maior na Vida das pessoas. Tal estado de coisas terá grandes efeitos na procedimentalização dos sistemas políticos e democráticos. Todavia, o que muita gente infelizmente ainda não assimilou, é que essa importância já é do presente. Ainda não existe essa consciência colectiva. Um caminho a fazer é o seu apuramento. Para já, há apenas alguns sinais do que nos espera (pelo menos, “aos nossos filhos”) como sendo um problema diário - diria mesmo horário: as universais consequências das catástrofes "naturais", da publicização de territórios privados, da escassez da água potável, das novas peregrinas fragilidades dos mercados económicos e financeiros, a impotência dos estados para melhorar a qualidade de vida das pessoas, são alguns desses sinais.
Portanto, a discussão entre a esquerda e a direita, se ambas continuarem tal como estão, restará apenas nos manuais de ciência política e de História. Os problemas não serão fracturantes entre a esquerda e a direita, ou entre os cidadãos e as empresas, ou mesmo entre o sector público e o sector privado. Serão verdadeiramente globais e globalizados, onde a missão de cada estado será sobreviver, num grau tipicamente renascentista, seja na paz ou na guerra. Alguns regressos estão para acontecer em breve. Já muitos dão conta deles quando lhes falta a água, a luz, as casas onde viviam, os valores básicos que aprenderam, e se confrontam com a elevação da “selva” em pequenos actos e espaços, o elevado preço das coisas básicas, dos pequenos passeios culturais ou de convívio, do pretendido lazer das grandes viagens e das aventuras de fim-de-semana. A pouco e pouco, parece que a história faz os seus próprios ciclos.
Talvez, estejamos na fase embrionária da Terceira Globalização, depois das que resultaram das Novas Descobertas e das Novas Tecnologias da Comunicação e Informação. A ocorrer esta Terceira Globalização ela far-se-á, quer-me parecer, no âmago da Política da Humanidade. A Política do contrato social, se preferirem. O "beautiful basics" regressará.
Em conclusão, novos desafios estão a emergir para a arte de governar, exigindo-se uma nova configuração da política, dos políticos e da gestão pública que cada vez mais se torna iminente e premente. Ninguém sabe ainda como desenhá-las, nem como enfrentá-las, mas ela está prestes a nascer. Com tempo, veremos se se seguir-se-á estas tendências e, sobretudo, se aprofundarei e concretizarei, com rigor, o que acima escrevi.

N MÚSICAS XL

"Some Surprise" (2007) - The Cake Sale (Lisa Haningan & Gary Lightbody)

100 filmes, 100 cenas, 100 números

Este video é de uma composição extraordinária. 100 cenas, onde as personagens dizem o número da posição a que o criador do video quis colocar nesta ordem decrescente de cenas cinematográficas. A não perder.


BloggerPlay



Nova ferramenta do Blogger que consiste num slideshow infindável criado a partir das imagens dos bloguistas deste planeta.
Perfeito para os amantes do voyeurismo.
Para aceder, clique aqui.
Mais informações sobre o BloggerPlay aqui.

N ARIANES VI

Cena: "Samuel L. Jackson e Ezekiel 25:17" - em "Pulp Fiction" (1994), de Quentin Tarantino



A cena em que cada postura, acto, palavra ou reflexo conta. Onde as linhas e as vistas e os ângulos não se anulam. A cena-mestre de um realismo sem senso de superficialidade. Esta cena, deveras, é uma das minhas grandes cenas cinematográficas preferidas que conheço. Fora de série e quase de um irreal social.

N DIAGONAIS XVII

O futuro do vestuário feminino