segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Recebido no e-mail
Nunca um coxo treinou atletas para a maratona nem um mudo deu aulas de dicção. Só os padres não prescindem de dar conselhos sobre a reprodução e a sexualidade!
Campo Contra Campo (LXXIII)
Quatro filmes quatro. E apenas um post.
Little Children - Pecados Íntimos, ***
Tradutor traidor. Se todos achamos que os que traduzem os títulos dos filmes não sabem o que fazem porque é que continuamos a cruzar os braços e não tomamos uma posição? Pecados íntimos, quem os não tem. Mas só alguns grandes parecem crianças pequenas.
Todd Field é um pirómano. Gostei do ritmo com que filma. E da recuperação do narrador. Mas sobretudo gostei do seu olhar penetrante que nos lança directamente para o centro das fogueiras que vai ateando.
Kate Winslet quase banal.
Haverá melhor realizador em actividade do que Clint Eastwood?
Duvido; ainda assim o lado americano da conquista de Iwo Jima não irá para a galeria das grandes obras do norte-americano. Sendo um filme sobre os temas caros a Eastwood (valores, a natureza humana, regressos) Flags Of Our Fathers demonstra alguma preguiça em abandonar os infelizes lugares comuns da guerra. Muito bem fotografado, embora as sequências de guerra sejam mais do mesmo.
Tony Scott é o “feiticeiro” que fez um dos filmes fetiche da minha geração: Top Gun. E só por isso, para alem de merecer uma estátua, deveria ser sinónimo de visionamento obrigatório. O problema é que o mano de Ridley tem feito muito filme bera; o que não é o caso de Déjà vú. Podemos mal dizer a fantasia do argumento ou o final previsivelmente happy. Mas as cenas apertadamente filmadas junto à máquina do tempo são dignas de um génio da sétima arte.
Ainda existirá algum cinéfilo que não tenha visto a maior obra-prima de Clint Eastwood? Bom até há uma semana atrás havia pelo menos um. Provavelmente, pela primeira vez em muitos anos, o canal Hollywood serviu-me para algo.
Em bom rigor já tinha visto Unforgiven. Mas nunca como verdadeiramente gosto. Como se fosse no cinema. Com pouca luz, sem intervalos compensando o pequeno ecrã com a ausência do cada vez mais insuportável ruminar de pipocas.
Unforgiven dava tema para um post grande; para um blogue; para uma tese de doutoramento. Não é bom nem mau. É perfeito e inesquecível.

PSL
Little Children - Pecados Íntimos, ***
Tradutor traidor. Se todos achamos que os que traduzem os títulos dos filmes não sabem o que fazem porque é que continuamos a cruzar os braços e não tomamos uma posição? Pecados íntimos, quem os não tem. Mas só alguns grandes parecem crianças pequenas.
Todd Field é um pirómano. Gostei do ritmo com que filma. E da recuperação do narrador. Mas sobretudo gostei do seu olhar penetrante que nos lança directamente para o centro das fogueiras que vai ateando.
Kate Winslet quase banal.

Haverá melhor realizador em actividade do que Clint Eastwood?
Duvido; ainda assim o lado americano da conquista de Iwo Jima não irá para a galeria das grandes obras do norte-americano. Sendo um filme sobre os temas caros a Eastwood (valores, a natureza humana, regressos) Flags Of Our Fathers demonstra alguma preguiça em abandonar os infelizes lugares comuns da guerra. Muito bem fotografado, embora as sequências de guerra sejam mais do mesmo.

Tony Scott é o “feiticeiro” que fez um dos filmes fetiche da minha geração: Top Gun. E só por isso, para alem de merecer uma estátua, deveria ser sinónimo de visionamento obrigatório. O problema é que o mano de Ridley tem feito muito filme bera; o que não é o caso de Déjà vú. Podemos mal dizer a fantasia do argumento ou o final previsivelmente happy. Mas as cenas apertadamente filmadas junto à máquina do tempo são dignas de um génio da sétima arte.

Ainda existirá algum cinéfilo que não tenha visto a maior obra-prima de Clint Eastwood? Bom até há uma semana atrás havia pelo menos um. Provavelmente, pela primeira vez em muitos anos, o canal Hollywood serviu-me para algo.
Em bom rigor já tinha visto Unforgiven. Mas nunca como verdadeiramente gosto. Como se fosse no cinema. Com pouca luz, sem intervalos compensando o pequeno ecrã com a ausência do cada vez mais insuportável ruminar de pipocas.
Unforgiven dava tema para um post grande; para um blogue; para uma tese de doutoramento. Não é bom nem mau. É perfeito e inesquecível.

PSL
TV Bloco?
Nem todos acharam piada à maneira como RAP decidiu responder ontem a alguma blogosfera (e não só). E decidem manifesta-lo em estéreo (link, link).
É de facto uma pena que nesta guerra não haja igualdade de armas. Mas como todos sabem é regra básica de quem assiste ao stand up não mandar muitas bocas ao parodiante de serviço. Pois quem tem o microfone é ele, e se o souber usar (como é manifestamente o caso), é sempre o último a rir. E a fazer rir.
É de facto uma pena que nesta guerra não haja igualdade de armas. Mas como todos sabem é regra básica de quem assiste ao stand up não mandar muitas bocas ao parodiante de serviço. Pois quem tem o microfone é ele, e se o souber usar (como é manifestamente o caso), é sempre o último a rir. E a fazer rir.
PALETA DE PALAVRAS LVI
«Um dos erros mais assustadores do debate nacional sobre o aborto, além da ignorância bibliográfica básica de que já falei aqui e da incapacidade para raciocinar sem envolver os intestinos, é precisamente a ideia maluca de que qualquer argumento serve. Tanto os partidários do Sim como do Não parecem pensar que argumentar é como puxar carroças: quantos mais melhor. Isto revela uma enorme falta de formação intelectual, e a mim choca-me. Uma pessoa bem formada intelectualmente sabe que há argumentos péssimos a favor de ideias óptimas, e não aceita tais argumentos só porque aceita a conclusão. O artigo de Pedro Madeira, disponível na Crítica, faz um elenco informativo dos argumentos populares idiotas que os partidários do Sim e do Não usam. É uma leitura altamente recomendada, que poderia contribuir para elevar o nível do debate. Aliás, neste momento, pelos
ensaios que li de alguns estudantes de 16 anos que se formaram com os nossos manuais, estes estudantes sabem argumentar melhor a favor ou contra o aborto do que muitos adultos.»
Desidério Murcho
ensaios que li de alguns estudantes de 16 anos que se formaram com os nossos manuais, estes estudantes sabem argumentar melhor a favor ou contra o aborto do que muitos adultos.»
Desidério Murcho
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
O desespero da extrema-esquerda
Querem um bom exemplo? Vejam o blogue do Daniel Oliveira. A criatura parece possuída. Há semanas que não fala de outra coisa…
A frase do dia
o motivo mais comum para votar "sim" ou "não" é da relutância (ou o medo) de não seguir o grupo a que imaginariamente se pertence: a Igreja, a direita, a esquerda, a profissão ou a família
Numa incontornável (mais uma!) crónica de VPV no Público de hoje.
Numa incontornável (mais uma!) crónica de VPV no Público de hoje.
Sequestro e sekestro
É um dos problemas da queda dos tremas na língua portuguesa que se vai (mal)falando em Portugal:
A quantidade de gente que pronuncia "sekestro" em vez de "seqüestro" é verdadeiramente inacreditável...
Já é quase tão mau como a quantidade de gente que diz "virtualidade" como significado de "virtuosidade"...
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Mais um Pinhão
[os sindicatos são] uma força de atraso no país.
O pior é que o Manel bitaites deste governo desta vez tem razão! Fico curioso para saber como vão agora reagir os Liberais…
O pior é que o Manel bitaites deste governo desta vez tem razão! Fico curioso para saber como vão agora reagir os Liberais…
Galeria de assassinos…
…em exibição publica no combustões.
A crowd of clowns in the clouds
Apetecia-me simplesmente chamar palhaço a Sócrates, mas tenho amigos que se zangam muito quando escrevo essas coisas; assim, digo simplesmente que o Primeiro-Ministro e a sua apaniguada corte de ministros parvinhos, continua a fazer de trouxas os basbaques que o observam a correr em Pequim com quatro graus negativos. É uma pena Sócrates ser um gajo insignificante. Pois se fosse uma personalidade ainda se habilitava a levar com um zagalote na testa durante uma das suas manifestações de soberba.
Diz que é uma espécie de magazine
Quero aqui agradecer publicamente aos senhores que fizeram a lei eleitoral; aos senhores da comissão nacional de eleições; aos senhores do segundo canal público de televisão. Com a vossa colaboração pude assistir ontem a um dos melhores programas humorísticos das últimas décadas. E que bem me fez à digestão gargalhar daquela forma.
Mas a melhor noticia é que esse humor digestivo vai continuar até ao próximo dia 9.
Não perca: entre as vinte e uma e quarenta e cinco e as vinte e duas na 2: o exercício do direito de antena.
PSL
Mas a melhor noticia é que esse humor digestivo vai continuar até ao próximo dia 9.
Não perca: entre as vinte e uma e quarenta e cinco e as vinte e duas na 2: o exercício do direito de antena.
PSL
CRONOS IV
"I wanna be adored" (1989) The Stone Roses (ou Ian Brown, como preferirem)
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