quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Uma taça é uma taça é uma taça é uma taça e é…

…uma pipa de massa. Até porque o Bayern e a Lazio não jogam em Alcântara.

Não fujam...

...prometo voltar à forma antiga rapidamente. Ando a treinar.

A pergunta que não se faz aos médicos

Ontem de manhã a Antena 1 transmitia um programa sobre o despacho do ministro da Saúde que proíbe a cumulação de cargos de direcção em serviços de saúde públicos e privados.
Vai daí uma médica começa a falar da questão do relógio de ponto que vão passar a ter, assumindo-se como paladina da classe contra os horariozinhos e contra as burocraciazinhas (as palavras são dela).

Lembrei-me então das sucessivas greves dos médicos às horas extraordinárias: como é que é possível um profissional que não quer que a sua assiduidade seja controlada ter a lata, a cara de pau de exigir o pagamento de trabalho extraordinário?

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Os melhores de 2006

O que é bom, não tarda. A escolha é transmissível e pessoal, ou seja, subjectiva. Logo, ela não tem que ver inteiramente com a qualidade ou técnica musicais, mas sim com a arte de me propiciar momentos de felicidade. Afinal de contas, é essa a razão do leigo para não conseguir viver sem música.
É sabido que qualquer top list reflecte gosto e saber da temática que a suporta. E uma de música não é excepção. Aliás, nela julgo que acresce o facto de espelhar um pouco a própria personalidade do decisor. E ainda bem que assim é.
Assim, com todos estes riscos menores, aqui vai a minha lista dos dez álbuns e canções preferidos de 2006 (e ainda um top five de covers e remixes). A lista não vai numerada para não indiciar qualquer hierarquia, caso contrário poderia levar horas a criar este post. Espero que se comprazam nalgum momento de felicidade.

Top de Álbuns:
- “Fur & Gold” – Bat for Lashes
- “9” – Damien Rice
- “The Greatest” – Cat Power
- “The Life Pursuit” – Belle and Sebastian
- “Let’s Get Out of This Country” - Camera Obscura
- “Having” – Trespassers William
- “Begin to Hope” – Regina Spektor
- “Waiter: "You Vultures!” – Portugal The Man
- “Return To Cookie Mountain" - TV On The Radio
- “She Wants Revenge” – She Wants Revenge

Top de Canções:
- “Horse and I” – Bat for Lashes
- “Me, Yoke and I” – Damien Rice
- “The Funeral” – Band of Horses
- “Samson” – Regina Spektor
- “Waiting To Know You” – The Fiery Furnaces
- “Map of the Problematique” – Muse
- “Wolf Like Me” - TV on the Radio
- “Je Ne Te Connais Pas” – Prototypes
- “The Freedom” – Swan Lake
- “God Knows” – El Perro Del Mar

Top de Covers e Remixes:
- “Califonia” – (Phantom Planet) Mates of State
- “The Ends Not Near” – (The New Year) Band of Horses
- “Oh My God” – (Kaiser Chiefs) Lilly Allen & Mark Ronson
- “Mushaboom” – (Feist) The Postal Service
- “Chasing Cars” (Snow Patrol) The Hey Team Remix

Para 2007, merecem expectativas os novos álbums dos Arcade Fire, Bloc Party, Carla Bruni, Clap Your Hands Say Yeah, LCD Soundsystem e Modest Mouse.

Escondam-se e fiquem simplesmente quietos

Governo incentiva utilização de automóvel individual

Já agora... se a electricidade que consumimos provém maioritariamente de fontes não renováveis e fósseis, por que não estabelecer uma medida idêntica para os metropolitanos?
Já agora... e se os táxis forem movidos a bio-diesel? Também páram?

domingo, 7 de janeiro de 2007

Tributos

O Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos defende a continuação de Paulo Macedo à frente da Direcção-Geral dos Impostos e afirma que a remuneração mensal do director, vinte e tal mil euros brutos, se justifica pelos resultados que tem demonstrado.
A posição deste sindicato, neste contexto, é inédita e, julgo, algo insólita. Todavia, parece-me que, pelo modo como os meios de comunicação social difundiram a notícia, e a forma e conteúdo como foram apresentadas, algo está a escapar na compreensão do alcance da verdadeira importância e do profundo significado das mesmas - ou então, confesso desde já, o erro é meu.
Não deixa de ser inédita, por um lado, porque não me lembro de um sindicato vir publicamente em socorro de um alto dirigente da função pública, que não é funcionário público, para defesa da continuação do exercício do cargo que ocupa.
É ainda insólita, porque tal posição sindical implica uma aceitação de uma remuneração mensal bastante desigual, e mesmo assim soa-me a eufemismo, face a outros dirigentes (e/ou trabalhadores) e numa entidade pública (DGI). Não querendo entrar na análise da ‘desideologização’ dos sindicatos ou na ‘desvalorização’ do factor capital como objectivo de luta sindical, as ditosas justiça social, igualdade (de tratamento, de condições e aquela fundada no princípio da diferença com tratamento privilegiado às categorias mais desfavorecidas) e solidariedade têm de ser revistas do dicionário sindical. Mérito, eficiência e liderança são conceitos em trasladação.
(não sei a qual das confederações este sindicato pertence, mas estou curioso e expectante em saber qual será, se é que será, a reacção delas face a este ‘aggiornamento’ capitalista)
Mas a bem ver, estou algo pessimista quanto a este 'novo' caminho - talvez seja dos demasiados relatórios do Tribunal de Contas que ando a ler. Apesar de tudo, em vez duma 'modernização' das entidades sectárias de defesa laboral, ou mesmo um sinal dos tempos, creio não estar enganado se disser que esta posição do sindicato dos trabalhadores dos impostos não é mais do que (mais) uma versão do princípio NIMBY na sociedade portuguesa (ou deverei escrever humana?). Como disse George Bernard Shaw “Nothing makes a man so selfish as work”.

Todos à tapadinha

Ainda não parei de rir. Não é por nada de especial, apenas porque gosto quase tanto do Atlético como do meu querido clube.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Atascados

Pois é!
A menos de quarenta e oito horas da partida do Lisboa-Dakar 2007 está confirmadíssimo que a prova sai de Portugal! Surpresos com a afirmação?
Eu tento explicar: as preocupações por mim deixadas de forma mais ou menos evidente aqui e aqui afinal sempre tinham razão de ser.
A organização atascou-se numa ratoeira chamada península de Tróia, ao decidir concentrar a primeira etapa num raio muito pequeno com parcos acessos, o que não tinha acontecido no ano passado, pois ai as Zonas Espectáculo estavam espalhadas por varias dezenas de quilómetros sendo servidas por óptimas estradas.
Este ano ninguém se entende quanto às Zonas Espectáculo, sua localização e acessos. Vejam por exemplo o que se vai escrevendo neste fórum (link). Até os horários fornecidos pela organização são colocados em causa. A desilusão é total!
Face a isto decido tocar num assunto que já tinha tentado esquecer, mas que demonstra bem o ridículo de toda a situação: Ontem, no matutino comentário à imprensa da SIC Noticias vi Carlos Barbosa, presidente do ACP – que patrocina alguns pilotos - e pai de um dos pilotos deste Dakar (adivinhem quem?) dizer alto e bom som: “As etapas portuguesas do Lisboa-Dakar 2007 são pobres, muito pobres”. Barbosa não se ficou pela afirmação e provou-a, dizendo já ter feito as duas especiais na sua totalidade, à revelia da organização, pois o “percurso é secreto!!!”.
Não há vergonha??!!!
Em suma: uma etapa que corre de norte para sul com uma especial que se disputa de sul para norte; informação ridícula e imprecisa para quem quer ver a prova; estradas cortadas que não deviam de estar e vice-versa; pais de pilotos com outras responsabilidades que já “treinaram” a especial…
A barraca está montada e é bem mais linda do que as tendas em Belém.
O Lisboa-Dakar foi durante muito tempo um sonho. Hoje é uma realidade. Que começou no ano passado e deverá acabar este ano!
Uma última nota Não me admira que a maioria dos pilotos portugueses (quem sabe também alguns estrangeiros) tenham treinado as especiais portuguesas. Obviamente que ai não se decide a prova, mas decide-se à revelia da verdade desportiva (em especial para os amadores portugueses) a manutenção de um bom patrocínio para o ano que vem. Lamentável!

PSL

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Dedicatória Inuit

Esta é, provavelmente, a melhor música que conheço que evoca a amizade. Aqui, perde parte do seu sentido (ou sentimento), mas não deixa de ser invulgar a simplicidade artística desta música, assim como da dupla Damien Rice e Lisa Hannigan. Basta ouvir os seus dois álbuns. A intensidade da interpretação de Damien, característica do mesmo, e a voz divinal de Lisa, apesar da posição sentada em que se encontra, são inequivocamente sinais do seu potencial.
Dedico esta música a todos os meus amigos, sem a luso-esquizofrenia das mensagens de boas festas.

"Eskimo" Damien Rice


NCR

Há Liberdade (LI)

sombras_de_prazer_por_tiago_silva

Sombras de prazer por Tiago Silva

Um desafio para quem parte, um sonho para quem fica

O Dakar para mim será para sempre a alegria de ver a mitica prova zarpar da minha aldeia. Será tambem a recordação das noites que já dormi embalado pela brisa do deserto no Erg Chebi. E pouco mais.
Julgo que ficarei para sempre preso ao sonho...
...mas pelo menos sonho alto.

PSL

terça-feira, 2 de janeiro de 2007

Pedimos desculpa por esta interrupção…

...a emissão segue dentro de momentos.
Entretanto fiquem com este divertido interludio publicitário que me faz chorar o verão recentemente perdido e a vós, suspirar pelo próximo que ainda vem longe.
Já agora, um grande 2007 para todos os amigos e leitores deste blogue, cheio de saúde e de tudo o que mais desejarem.



PSL