JUAN JOSÉ MILLÁS, El País, 10-11-2006
Cualquier persona con dos dedos de frente sabe que las medidas de "seguridad" adoptadas a partir de esta semana en los aeropuertos son una locura. Nada es más inseguro ni humillante que cruzar un arco antimetales descalzo y sujetándote los pantalones ante la mirada irónica o suspicaz de un grupo de uniformados. La seguridad a ese precio es sólo precio. El problema es dónde protestar, porque, si lo hemos entendido bien, se trata de una "directiva europea", es decir, no sabemos quién es exactamente el paranoico al que se le ha ocurrido. El interruptor de la luz lo maneja un alemán y el tránsito aeroportuario un belga. Como ven, todo muy tranquilizador. Afirmar que se trata de una "directiva europea" es tanto como atribuir la decisión a Dios, lo que no está mal si pensamos que Dios siempre ha sido partidario, en todas las culturas, de fomentar el miedo, el susto, el castigo, el delirio de persecución.
Pese a la apariencia de laicidad en la que vivimos instalados, nunca hemos sido tan religiosos. Ahora nuestro Dios es Alá, puesto que a él se atribuye en última instancia esta normativa que ha caído del cielo como la gota fría. No lo he descubierto yo, sino un funcionario de la T-4 madrileña con el que me animé a compartir mi perplejidad. Me pidió que no le echara la culpa al PSOE ni al PP ni a CiU, ni siquiera al tripartito. Me dijo literalmente que la culpa era de Alá. De modo que no queríamos Dios y tenemos dos tazas. Si de verdad fuéramos laicos y demócratas, ningún Estado se atrevería a humillarnos con estas prácticas religiosas.
De momento tenemos que atravesar el arco medio desnudos, con la tarjeta de embarque en la boca y haciendo equilibrios con las bandejas en las que hemos agrupado obsesivamente los objetos por densidades. Lo de los 100 mililitros, créanme, carece de importancia. El problema será cuando no nos dejen pasar con toda la masa encefálica. O con cantidades de pensamiento superiores a las permitidas por la directiva europea o por Alá. Aunque quizá esas restricciones hayan entrado ya en vigor sin que seamos conscientes de ello. Ninguna sociedad con un pensamiento entero se habría tragado esta imposición. El fundamentalismo religioso ha ganado la guerra.
sexta-feira, 10 de novembro de 2006
quinta-feira, 9 de novembro de 2006
Quanto falta para o dia 26 de Novembro...
...data de lançamento do novo álbum de Damien Rice!
Como é possível haver só um álbum ("O")deste inominável compositor e intérprete?!
Está prometido para dia 26 Novembro, já tem título ("9"), já se lançou o single ("9 Crimes") no dia 6, também deste mês, ele já está disponível para audição (no iTunes), e as músicas do álbum é do conhecimento geral!:
1. 9 Crimes
2. The Animals Were Gone
3. Elephant
4. Rootless Tree
5. Dogs
6. Coconut Skins
7. Me, My Yoke And I
8. Grey Room
9. Accidental Babies
10. Sleep Don't Weep
...faltam 17 dias. Entretanto, ouvem-se as antigas e a voz celestial de Lisa Hannigan:
Como é possível haver só um álbum ("O")deste inominável compositor e intérprete?!
Está prometido para dia 26 Novembro, já tem título ("9"), já se lançou o single ("9 Crimes") no dia 6, também deste mês, ele já está disponível para audição (no iTunes), e as músicas do álbum é do conhecimento geral!:
1. 9 Crimes
2. The Animals Were Gone
3. Elephant
4. Rootless Tree
5. Dogs
6. Coconut Skins
7. Me, My Yoke And I
8. Grey Room
9. Accidental Babies
10. Sleep Don't Weep
...faltam 17 dias. Entretanto, ouvem-se as antigas e a voz celestial de Lisa Hannigan:
quarta-feira, 8 de novembro de 2006
Arrepiante
Não resisti a surripiar o post O Katsouranis é um Monstro do Encarnado e Branco (link). Local de onde tinha vindo também a voltinha do Micoli.
Esclarecidos?
PSL


Esclarecidos?
PSL
Quem gosta de todo o terreno…
...pode (e deve!) acompanhar a evolução do UAE Desert Challenge - Rally do Dubai, bem como as ultimas novidades da próxima edição do Lisboa-Dakar aqui (link).
“Eu é que sou o padre!”
“Que cena, oh pá!”. Diz o padre-heroi.
É tristemente hilariante ver e ouvir a tal “energia contagiante” – segundo a pivot da SIC – do padre Júlio Lemos ao contar o relato das “horas de cativeiro”.
Pujante metáfora do mediatismo dos tempos que correm, em que tudo serve para os cinco minutos de fama. Em que todos se deixam envolver por relatos iluminados para os holofotes da televisão. Em que nada nem ninguém escapa à pérfida escatologia da fúria esfomeada dos meios de comunicação social.
Porque o povo consome. E adora. E consome. E adora…
PSL
É tristemente hilariante ver e ouvir a tal “energia contagiante” – segundo a pivot da SIC – do padre Júlio Lemos ao contar o relato das “horas de cativeiro”.
Pujante metáfora do mediatismo dos tempos que correm, em que tudo serve para os cinco minutos de fama. Em que todos se deixam envolver por relatos iluminados para os holofotes da televisão. Em que nada nem ninguém escapa à pérfida escatologia da fúria esfomeada dos meios de comunicação social.
Porque o povo consome. E adora. E consome. E adora…
PSL
terça-feira, 7 de novembro de 2006
IRÁ QUEbrar?
A condenação de Saddam Hussein, em primeira instância, à pena de morte por enforcamento é repugnante. Seja de Saddam ou de outro Hitler ou Estaline. A pena de morte, já aqui escrevi em três posts - As Pessoas, Os Números, As Razões - os porquês do meu Não à pena de morte, pelo menos, enquanto não formos liderados por máquinas destruidoras inteligentes. Por isso, não vou repetir-me. Apenas cito aqui, em apud, Rosa Mantero, hoje no El Pais: «Al ejecutar a los asesinos, al comernos a los caníbales, como diría Borges, nos acercamos peligrosamente a ellos.»
Contando com o prazo de recurso, inevitável, de 20 dias, acrescido do período de trinta dias dentro do qual, obrigatoriamente, terá de emanar-se a decisão final, falta aproximadamente mês e meio (quem sabe se não é a 31 de Dezembro, na festa do fim-de-ano) para assistirmos a um enforcamento em directo.
Vejamos como se reportarão estes factos previsíveis e decorrerão as respectivas reacções. Por enquanto, tudo é um quebra-cabeças (jogo de paciência que consiste na resolução de um enigma). Aguardemos para saber de quantas cabeças ele se faz.
Contando com o prazo de recurso, inevitável, de 20 dias, acrescido do período de trinta dias dentro do qual, obrigatoriamente, terá de emanar-se a decisão final, falta aproximadamente mês e meio (quem sabe se não é a 31 de Dezembro, na festa do fim-de-ano) para assistirmos a um enforcamento em directo.
Vejamos como se reportarão estes factos previsíveis e decorrerão as respectivas reacções. Por enquanto, tudo é um quebra-cabeças (jogo de paciência que consiste na resolução de um enigma). Aguardemos para saber de quantas cabeças ele se faz.
segunda-feira, 6 de novembro de 2006
…ontem no tal Topo Sul
La donna mobile
qual piuma al vento
muta d'accento
e di pensiero
Sempre un'amabile
leggiadro viso
in pianto e in riso
menzognero
Quem não conhece a melodia de Verdi?
Agora é só substituir as palavras do compositor italiano pelo nome de Fabrizio Miccoli e trautear ao sabor das imagens…
PSL
qual piuma al vento
muta d'accento
e di pensiero
Sempre un'amabile
leggiadro viso
in pianto e in riso
menzognero
Quem não conhece a melodia de Verdi?
Agora é só substituir as palavras do compositor italiano pelo nome de Fabrizio Miccoli e trautear ao sabor das imagens…
PSL
After all there was another
Ontem não vi o Gato Fedorento. Estive empenhado noutras gritarias. No terceiro anel daquele Topo Sul mais parecido na alegria e na tristeza com um templo greco-romano.
Não vi o Gato Fedorento ontem na televisão vejo hoje no computador. Como que a dar razão ao The Gift John Gonçalves, quando me disse não estar disposto a prescindir do melhor canal de televisão do mundo.
Mas vamos ao que interessa: After all there was another é uma surpreendente prestação punk-rock de David Fonseca de um celebre e ranhoso original de Mónica Sintra – o pimba afinal havia outra.
Com um arranjinho melhor, mais uns rifes pelo meio, After all there as another tem tudo para ser um mega-hiper-hit de um estilo de musica que praticamente desprezo. Mas que aqui resulta francamente bem.
PSL
Não vi o Gato Fedorento ontem na televisão vejo hoje no computador. Como que a dar razão ao The Gift John Gonçalves, quando me disse não estar disposto a prescindir do melhor canal de televisão do mundo.
Mas vamos ao que interessa: After all there was another é uma surpreendente prestação punk-rock de David Fonseca de um celebre e ranhoso original de Mónica Sintra – o pimba afinal havia outra.
Com um arranjinho melhor, mais uns rifes pelo meio, After all there as another tem tudo para ser um mega-hiper-hit de um estilo de musica que praticamente desprezo. Mas que aqui resulta francamente bem.
PSL
sexta-feira, 3 de novembro de 2006
N DIAGONAIS VI
Geneticamente, é de esquerda ou de direita? Sim, geneticamente, sorri de quê? Não sabia?! (Há em todo o lado, Portugal não é excepção, ou é?)
Esqueça o que lhe impingiram, a diferença entre ser-se de esquerda e de direita não se extrai das leituras, das ideias ou das influências pessoais, nem dos vícios privados. Uma pessoa sabe se é geneticamente de esquerda ou de direita com um teste muito simples. É ela, a genética, porque como ela não há nenhuma. Para além dela, esta distinção revolucionário-francesa, na actualidade, pouco ou nada tem para oferecer.
Prossigamos, então, com o teste-questionário, com duas perguntas apenas:
1.ª Questão: Se souber que alguém quer maltratá-lo fisicamente, o que faz?
A: quando estiver perante essa pessoa, tenta saber o porquê daquela bélica vontade e torna-se um objectivo, para si, compreender e chegar a um consenso civilizado;
B: quando é confrontado com ela, assente na sua concepção da natureza humana, vai-lhe à fuça, assim que estiver ao seu alcance.
2.ª Questão: qual acham que é a resposta de direita e qual a de esquerda?
Já está?
Pronto, cada um acabou de descobrir a sua vocação, designada por inclinação fetal ideológico-maniqueísta. Se está satisfeito, fique por aqui.
Aos outros, tenham calma, e esperança! Epa´, tudo deve ter uma resposta, não?!
Bom, então, talvez pertençam ao grupo que não é nem de esquerda, nem de direita, mais conhecido pelo grupo centrão dos sim-sim, um corpo (s)impagável e (s)impenetrável na (s)ímpar sociedade política portuguesa. Mas veja lá, à cautela repita o teste duas vezes (ou seja, faça-o três vezes!), pois não vá o diabo tecê-las.
Se, mesmo assim, tudo vos corre mal, vosso deus!, não sei que vos faça! Olhem, ponham uns cornos de santo, vistam a pele de carneiro e façam-se ao Mercado da Providência! Em Portugal, não há melhor remédio para as súplicas dorzinhas da alma choradinha...
Pobres bloguistas, ainda há quem acredite neles!
Esqueça o que lhe impingiram, a diferença entre ser-se de esquerda e de direita não se extrai das leituras, das ideias ou das influências pessoais, nem dos vícios privados. Uma pessoa sabe se é geneticamente de esquerda ou de direita com um teste muito simples. É ela, a genética, porque como ela não há nenhuma. Para além dela, esta distinção revolucionário-francesa, na actualidade, pouco ou nada tem para oferecer.
Prossigamos, então, com o teste-questionário, com duas perguntas apenas:
1.ª Questão: Se souber que alguém quer maltratá-lo fisicamente, o que faz?
A: quando estiver perante essa pessoa, tenta saber o porquê daquela bélica vontade e torna-se um objectivo, para si, compreender e chegar a um consenso civilizado;
B: quando é confrontado com ela, assente na sua concepção da natureza humana, vai-lhe à fuça, assim que estiver ao seu alcance.
2.ª Questão: qual acham que é a resposta de direita e qual a de esquerda?
Já está?
Pronto, cada um acabou de descobrir a sua vocação, designada por inclinação fetal ideológico-maniqueísta. Se está satisfeito, fique por aqui.
Aos outros, tenham calma, e esperança! Epa´, tudo deve ter uma resposta, não?!
Bom, então, talvez pertençam ao grupo que não é nem de esquerda, nem de direita, mais conhecido pelo grupo centrão dos sim-sim, um corpo (s)impagável e (s)impenetrável na (s)ímpar sociedade política portuguesa. Mas veja lá, à cautela repita o teste duas vezes (ou seja, faça-o três vezes!), pois não vá o diabo tecê-las.
Se, mesmo assim, tudo vos corre mal, vosso deus!, não sei que vos faça! Olhem, ponham uns cornos de santo, vistam a pele de carneiro e façam-se ao Mercado da Providência! Em Portugal, não há melhor remédio para as súplicas dorzinhas da alma choradinha...
Pobres bloguistas, ainda há quem acredite neles!
quinta-feira, 2 de novembro de 2006
Uma prenda para os the gift?
Na passada segunda feira, dia 30, o convidado da matutina revista de impressa da SIC noticias foi John Gonçalves, um dos fabulosos irmãos the gift.
Ao comentar uma noticia do publico que dava conta da retirada de uns milhares de vídeos do You Tube, John, naturalmente preocupado com pulverização do seu material na net, disse preferir encarar tal fenómeno como promoção. Temendo, é certo, que o seu novo trabalho rapidamente inundasse a rede.
Já que surripiar o material dos the gift é promover a banda deitei-me à empresa de contribuir para tal promoção. O que não se revelou nada fácil de empreender. Mas desafios, são isso mesmo...
Reconheço que ainda não comprei a luxuosa edição de Fácil de Entender, embora tal não perca pela demora. Também por isso foi difícil gamar de algures (advinhem de onde...) o vídeo do magnifico fácil de entender.
Assim, venho por este meio, dizer que é com orgulho (!) que gamei e espalhei pelo maravilhoso mundo do You Tube – mesmo depois de algumas tentativas falhadas - este pequeno pedaço de génio dos the gift.
Senhoras e senhores, meninas e meninos, em estreia mundial em blogues, the gift em fácil de entender.
PSL
Ao comentar uma noticia do publico que dava conta da retirada de uns milhares de vídeos do You Tube, John, naturalmente preocupado com pulverização do seu material na net, disse preferir encarar tal fenómeno como promoção. Temendo, é certo, que o seu novo trabalho rapidamente inundasse a rede.
Já que surripiar o material dos the gift é promover a banda deitei-me à empresa de contribuir para tal promoção. O que não se revelou nada fácil de empreender. Mas desafios, são isso mesmo...
Reconheço que ainda não comprei a luxuosa edição de Fácil de Entender, embora tal não perca pela demora. Também por isso foi difícil gamar de algures (advinhem de onde...) o vídeo do magnifico fácil de entender.
Assim, venho por este meio, dizer que é com orgulho (!) que gamei e espalhei pelo maravilhoso mundo do You Tube – mesmo depois de algumas tentativas falhadas - este pequeno pedaço de génio dos the gift.
Senhoras e senhores, meninas e meninos, em estreia mundial em blogues, the gift em fácil de entender.
PSL
Fair-Play

Após um fim-de-semana em que se procurou ver bruxas onde não as há (o lance entre Katsouranis e a lesão de Anderson, agravada pelo facto deste ter participado nas comemorações da vitória do seu clube), eis que em Portugal se produziu - através de estrangeiros - um dos mais francos exemplos de fair-play que eu já vi:
os adeptos do Celtic que estiveram presentes ontem no estádio da Luz, exibiram uma tarja contendo uma homenagem a Miki Fehér, a qual foi oferecida aos adeptos do Benfica no final do jogo, juntamente com um cheque contendo donativos a serem entregues a uma instituição de caridade portuguesa.
Não é à toa que são qualificados comos os melhores adeptos de futebol do mundo...
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