terça-feira, 31 de outubro de 2006

A frase do dia

Um povo que não respeita a sua história ou, pior do que isso, que "adapta" a história ao bel-prazer do momento, é um povo sem memória e, a prazo, condenado.
João Gonçalves no Portugal dos Pequeninos.

É disto que o meu povo gosta

Floribella esmagada por freira

Os nossos inimigos deveriam de aprender com os nossos adversários

Os adeptos do Celtic de Glasgow prepararam uma homenagem ao malogrado Miki Fehér, para a deslocação da formação escocesa ao Estádio da Luz, no próximo dia 1 de Novembro, na 4ª jornada do Grupo F da Liga dos Campeões.
Sensibilizado com a trágica morte do avançado húngaro, em 2004, um grupo de adeptos promoveu uma iniciativa que passa pela apresentação de uma faixa de oito metros, durante o encontro. A mítica frase «You will never walk alone» será traduzida para português e, após o apito final, a faixa será entregue aos benfiquistas.
Os fundos excedentes, recolhidos para esta iniciativa, serão doados a um hospital de Lisboa. «É um gesto fantástico dos nossos adeptos e um exemplo do que são os adeptos do Celtic. A sua conduta na Europa já foi reconhecida pela UEFA e FIFA, que lhes atribuíram dois prémios de Fair Play», disse o director executivo do clube, Peter Lawell.

Via Megafone (link)

PSL

Há Liberdade (XLIII)

vagas_por_joao_radick

Vagas por João Radick

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Perdidos no escuro

Isto, isto e tudo o resto que gravita em torno do “caso” é pura perca de tempo. Fica a graça de ver MST desnorteado, a escrever coisas sem nexo, como a ideia central do seu texto no expresso deste fim-de-semana.

Fácil de entender

Hoje é dia de The Gift.
A criatividade da banda de Alcobaça não para de nos surpreender. Ao ponto de já não sabermos qualificar o lançamento de hoje. Fácil de entender é um CD ou um DVD? Ou ambos. Ou nenhum?
O que sabemos é que desta feita a prenda é de luxo. Um cd duplo, um DVD de 20 faixas e muitos extras para fãs exigentes.
Para já convido-vos a visitarem o redesenhado site da banda (link). Usem a versão em flash (link). Eles sabem o que é bom…
Voltaremos, provavelmente ainda hoje, aos the gift. Talvez recebam uma prendinha. Vocês, mas sobretudo eles.

PSL

domingo, 29 de outubro de 2006

A frase do dia

A razão humana nunca conseguiu fundar uma civilização.
Pelo contrário, a fé religiosa já fundou várias; na realidade, todas.
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Pedro Arroja no Blasfémias.

Isto é uma espécie de magazine

Gostei do novo formato do Gato Fedorento. Mas não gostei muito, muito. Foi só assim-assim. Foi especialmente engraçado saber que afinal o MST é mesmo um plagiador. Parece que as suas crónicas no jornal A Bola são plagiadas de um taberneiro de Rio Tinto.

Nós somos campeões

Uma espécie à parte?

Diogo Infante faz a capa da revista do Expresso e diz já ter recebido mensagens homofóbicas.
Vejamos: na fotografia da capa o Diogo faz poses de gay. Veste-se como um gay e ri-se como um gay. Dentro da revista o Diogo solta todo o gay que há dentro dele. Trabalha como um gay, come como um gay, come o que um gay come, conduz como um gay. Maquilha-se como um gay. Usa brincos à gay.
O Diogo é gay. Mas que espécie de gay ele pensa que é, para não receber mensagens homofóbicas como, suponho, qualquer gay receberá?
O Diogo Infante é um actor razoável, e uma personagem levemente irritante que sempre que fala à comunicação social diz um monte de banalidades.

PSL

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Sport Lisboa e Benfica: Sempre na liderança do processo democrático

Acabei de chegar do Estádio da Luz, onde hoje há eleições.
No tempo do Estado Novo, o Benfica liderava o processo democrático com eleições livremente disputadas. Durante a “longa noite” o Benfica sempre se revelou com um farol demo-liberal.
Hoje, em tempo de liberdade, o Benfica continua a liderar o processo democrático. O voto electrónico e não presencial, tantas vezes desfraldado pela classe politica, é uma utopia ao nível do Estado, mas uma realidade no nosso querido clube.
Hoje, pelo menos em Portugal, o Benfica inaugurou um novo tempo. Um tempo em que a escolha democrática, acompanhando o ar dos tempos, é mais rápida, mais eficaz, mais justa, mais livre.
Viva o Benfica!

PSL

Porque terá a blogosfera ignorado esta notícia?

Dois Blogues portugueses entre os melhores do Mundo
Os blogues em causa são: O Diário de um Quiosque e o podcomer.

Michel Foucault e o Direito

Eu, Pedro Soares Lourenço, me confesso. Saí dos bancos da escola onde me licenciei em Direito sentindo-me um positivista, legalista, estadualista, mas acima de tudo um normativista. Aqui as referencia são o enorme e incontornável jurista austríaco Hans Kelsen. Mas também o filosofo e cientista politico Italiano Norberto Bobbio de quem sinto ter de ler muito mais.
Posta esta formação, decidi oferecer-me ao sacrifício de um banho a-normativo. Ando a dar os primeiros passos nesse calvário chamado Mestrado. Numa escola que de Direito apenas tem uma secção autónoma. Numa escola para quem a Lei é uma coisa chata a que de vez em quando se tem de obedecer para formar uns alunos e receber o dizimo do OE.
Ando à procura das Novas Fronteiras do Direito!
"Porquê, conhecias as antigas fronteiras?" provocação perspicaz de um velho amigo.
Será o Direito um jogo sem fronteiras? Se não, onde se joga esse jogo. Na Ética, na Moral, na Sociologia, na Psicologia, na Filosofia, na Política, dentro da sua própria ciência? Na economia? Em todos estes tabuleiros?
Confesso que ando em pulgas para encontrar respostas a tantas perguntas. Ou vá lá, pelo menos a alguma delas.
Mas até agora, em vez de respostas, só tenho encontrado mais, e mais perguntas!
Confesso igualmente não usar palas nos olhos. Muito pelo contrário. Luto por manter os horizontes bem abertos e arejados; mas tenho as minhas ideias (mais ou menos fixas); admito sempre que as possa mudar, mas admito também que por elas vou lutar.
Tudo isto, vejam bem, para perguntar a mim mesmo como é possível procurar fronteiras, ou outra coisa qualquer, do Direito, num pensador que disse nos seus últimos dias, ter tido “pena de nunca ter falado com juristas”?
Falo-vos de Michel Foucault. A sua obra é enorme. Apesar do seu desaparecimento há mais de vinte anos, é um autor incontornável no estudo do pensamento contemporâneo. Os senhores do CEJ apreciam-no e gostam de saber se os seus futuros alunos leram, por exemplo, o magnifico Vigiar e Punir.
Como por certo reparará o leitor atento estou nitidamente confundido!
O que é que um jurista pode encontrar de útil (conceito vago e indeterminado, este), para alem do puro gozo intelectual, em alguém que sempre desprezou o Direito, nunca se dignou a estuda-lo, nunca o reconheceu como ciência, e perto do seu leito de morte ainda ironiza com o facto de nunca ter tido contacto com juristas?

PSL

A frase do dia

Parece que com o PS, o difícil mesmo é nascer. Jorge Ferreira no Tomar Partido.

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Buraco humano

A Terra é uma causa única para os indivíduos, mas é um mundo, como os seus habitantes, cheio de paradoxos desconcertantes. Nas ideias, foram as teorias individualistas de Platão, Hobbes, Rousseau que permitiram o comunismo; na civilização, deve-se à mal amada Política a condição humana de ser livre no desenvolvimento da sua personalidade; na música, Ravel não conseguia tocar as peças que compunha, assim como Bach nunca viu o instrumento pelo qual a grande maioria das suas obras seria exaustivamente tocada (o piano); e no próprio corpo humano, cuja existência se deve à respiração de algo que o mataria se o inspirasse como ar.
Mas há um paradoxo interrogativo que não é fácil de justificar na lógica da razão humana: que futuro para a humanidade (o ser, o estar, a cidade, a vida humanas, tudo!) quando o outrora primeiro seu objectivo, a preservação da espécie, é substituído pelos interesses de um (uns), em nome da razão de um estado? Não há, nem haverá, Política que sobreviva a este novo quadro de valores, antípoda do maquiavelismo.
Seja a política nuclear da Coreia do Norte e do Irão sincera ou estratégica, uma coisa é certa: não é para o bem da raça humana. Não por ser nuclear e a Coreia do Norte ou o Irão, mas antes por não obedecer ao primeiro fim absoluto da humanidade: preservar-se, garantir e respeitar vidas humanas.
Assim, a política internacional e nuclear não está dissociada dos direitos e deveres humanos e políticos. A Política não deverá nunca dissociar-se do Direito do Bem Comum.
Mas, insisto, não parece estar assimilado que, ao contrário do Mundo onde o nosso está integrado, as espécies extinguem-se e os planetas explodem para todo o sempre. E o risco cresce quando os estados oficialmente acreditam que o Mundo onde vive o deles, o nosso, existe para salvar e renascer as transitórias almas danadas. Mesmo em prejuízo da matança de outras futuras almas danadas
A posição de princípio a adoptar parece simples, apesar de não ser maioritária no planeta Terra: entre a morte e a cegueira, escolha-se a cegueira. Antes sofrer dela e combatê-la, que morrer sem alternativa de vida. E sobre qual delas realiza o fim último da humanidade, não se deve ter dúvidas. E assuma-se essa posição em todos os espaços de intervenção possíveis, pois as cavernas não se esgotam nas alegorias.