terça-feira, 31 de julho de 2007

Campo Contra Campo (LXXXII)

…esta semana o nosso céu ficou riquíssimo

Electronic body music

Quem? O quê? Como? Porquê?
Dizem que as conversas são como as cerejas. E são mesmo. Nitzer ebb, já ouviram falar? Os mais velhos e destes os que desde cedo gostam de vadiar pelas vielas escuras de Lisboa à noite lembram-se, por certo, daquele nome. Os britânicos Nitzer ebb (link) são provavelmente o nome maior de um subgénero menor de música contemporânea. Já todos ouvimos falar no Industrial ou Industrial mas poucos sabem ao que sabe a explosiva electronic body music (link). Estamos sempre a tempo de ter tempo. É, não é?
Então comecem por provar este clássico gravado ao vivo na cidade do Tango no ano passado. Senhores e senhoras NITZER EBB em Let your body learn.

Electronic body music é terra onde os sintetizadores são Rei, Rainha, Príncipe e Princesa. A electricidade o pão que eles haverão de comer e as palavras facas de lume que cortam o ar pejado de cargas negativas (e positivas, também). Uma festa para as barragens e para as centrais termoeléctricas.
Querem mais Nitzer ebb? Então provem Join in the Chant (link), outro clássico, ou este demente, subversivo, pérfido, politicamente incorrecto e altamente piroso Control im Here (link).
Mas existem coisas verdadeiramente estranhas na electronic body music: Armageddon Dildos. Quééé!?
Exactamente. Divirtam-se.

Anda para ai uma coisa a que chamam new rave. Perdoais-lhes Senhor. Eles não sabem o que ouvem.

António José Seguro

A ler: A marques mendização da classe política no Combustões.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Campo Contra Campo (LXXXI)

Uma nova estrela brilha no nosso céu

"rigidez"

Quem não ouviu já dizer que o mercado laboral português é muito rígido? Que se fosse mais fácil despedir seríamos todos mais ricos? Que haveria menos desemprego?
Claro que quem tem essa cassete na boca nunca refere quatro realidades que desmontam inelutavelmente a cartilha dos herdeiros do condicionalismo industrial:
  1. É fácil despedir em Portugal, salvo pequenas excepções e que se prendem, normalmente com o montante da indemnização a que o trabalhador tem direito pela quebra contratual;
  2. Mais de 900 000 portugueseses são trabalhadores por conta de outrem disfarçadas de prestadores de serviços, logo, vivem em absoluta "flexibilidade";
  3. Mais de 100 000 portugueses são trabalhadores temporárias, logo, vivem em absoluta "flexibilidade";
  4. Mais de 600 000 portugueses são trabalhadores com contrato a prazo, logo, vivem em absoluta flexibilidade.
  5. Ora, sendo os trabalhadores por conta de outrem e com contrato sem termo (os "efectivos") mais de 3 000 000, vemos que o emprego precário em Portugal (e logo, flexível) ascende a mais de 50% do emprego total.

Estação parva? Era bom era

Mergulhados na ilusória moda de que a estação parva é apenas no Verão (Pacheco Pereira chama-lhe 'estação pateta', mas eu dispenso o politicamente correcto) - é como pensar também que o Dia das Mentiras é só no dia 1 de Abril -, não quero ficar de fora da carneirada como ilusoriamente penso que estou fora todo o ano, sobretudo a nível da actualidade e análise informativa.
Assim, aqui vai o meu contributo estival deste comediante cantor açoriano, já que este ano, infelizmente, não prevejo dançar em nenhuma festinha de qualquer terreola portuguesa. (e não mintam, pior figura que os cantores da festa do São ou da Santa qualquer coisa é ir a uma festa destas e não dançar e cantar - o Alberto João Jardim não conta).

So, Watch Mourato of the waves...



É de facto uma pérola (ou um tesourinho como agora se diz) embora muito recente, que vem dessa terra maravilhosa que é o Açores (Azores, para o Manuel Pinho).

Se gostaram, não percam este video, com Comédia de Pé e tudo (chama-se assim para se sair de fininho). No video, pouco antes do 2.º minuto começa o extâse e a partir do 7.º minuto é o encore... When I was a young boy...

N MÚSICAS XXVII

"Front Of" (2001) - The Gift

CRONOS XVIII

"Touch Me" (1986) - Samantha Fox



Ai aquele rasgão nas nádegas... tinha eu 14 aninhos, não me podem censurar! (Quem for desta geração compreender-me-á)

N PUBLICIDADE XII

domingo, 29 de julho de 2007

Efervescências (III)

Que lua fabulosa está lá fora. Quem terá posto coisa tão linda ali? Inspiradora.

RTP

Alguém viu a entrevista feita por uma jornalista da RTP a um iraniano?
O iraniano era o quê? Ministro?
Por que estava ela com véu, vestida de preto e com luvas?
A entrevista foi no Irão?

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Há Liberdade (LXXIV)


Porque o homem está longe de ser o único animal a amar os desportos de ondas. [Via O Jansenista]

O mercado e a eugenia

Pese embora vivermos num país civilizado e no século XXI, a verdade é que por vezes deparamo-nos com situações perfeitamente aberrantes. Nesta época em que toda a gente tem de ser "gente bonita", todos aqueles que não o são, seja por serem "feios", seja por não estarem na corrente dominante, vão sofrendo silenciosamente um movimento centrífugo, nascido de uma ideia (não confessada, claro!) de eugenia social: só são bons os giros e os normais.

Pois bem, discutindo-se ainda a liberdade dos estabelecimentos no sentido de decidirem se aceitam ou não fumadores nos seus recintos, eis que surge uma notícia que ilustra bem as consequências nefastas de deixar ao mercado decidir quem é e quem não é aceitável para entrar num estabelecimento de porta aberta:


Um grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou. O grupo chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, “interagiu com os outros clientes”. Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um problema técnico, convidando-os a pagar e a sair.A monitora confessa ter achado estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo problema.
Decidiu permanecer. Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à porta, de copo na mão. “Disseram-me que iria fechar e já não voltaria a abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora”, disse ao Correio da Manhã. Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto. O que viu chocou-a: “Automaticamente as portas abriram-se e o bar voltou a funcionar em pleno.” A monitora voltou a aproximar-se do bar para pedir o Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que “nem sequer existia”, apesar de uma referência à sua existência na porta do estabelecimento.Chamou então a PSP e foram os agentes da esquadra do Calvário que exigiram o Livro de Reclamações. Este foi novamente recusado pelo funcionário do Hawaii, argumentando que o bar não havia prestado qualquer tipo de serviço ao grupo. Maria João Aires não pensou duas vezes. Sacou do comprovativo da despesa e mostrou-o: 75 euros, relativos a 29 bebidas consumidas. Só nessa altura o livro surgiu. (correio da manhã)

Caros leitores, a partir de agora "Hawaii" só o arquipélago!

Que pasmaceira…

Como já alguém se deve ter queixado por essa blogosfera fora isto “está um saco”, como diria o brasileiro. Tenho saudades dos Marios Linos desta vida e ainda não chegámos a Agosto. Voltem rapazes. Estão todos perdoados. Animem a malta. Pois é isso que faz falta.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O “pesadelo horrível” está prestes a concretizar-se III

Agora que Simão se foi...
Deixem jogar o Mantorras!!!

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O “pesadelo horrível” está prestes a concretizar-se II

Esclareçam-me, por favor:
20 milhões de euros + «direito de opção sobre a contratação de dois atletas» (sic) do Atlético de Madrid não é a mesma coisa que 20 milhões de euros + dois atletas do Atlético de Madrid, pois não?
E já agora, 20 milhões de euros + «direito de opção sobre a contratação de dois atletas» (sic) do Atlético de Madrid não é a mesma coisa que 25 milhões de euros, pois não?...

Nesta altura era tudo mais simples IV

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É só ignorância?

Os militantes do PSD devem estar estarrecidos. A propósito do arquivamento do "caso Charrua", decidido pela Ministra da Educação, Marques Mendes afirmou (perante o facto de Margarida Moreira continuar na DREN), que Maria de Lurdes Rodrigues tinha tomado uma «decisão salomónica, querendo agradar a gregos e troianos».
Como Marques Mendes se referiu de forma miseravelmente errada à sabedoria de Salomão, dando-lhe o sentido exactamente inverso da verdade, aqui vai a descrição do episódio bíblico me causa:

Sabedoria de Salomão (I Reis, 3)
16 Então duas prostitutas apresentaram-se diante do rei.
17 Uma delas disse-lhe: «Por favor, meu senhor, eu e esta mulher moramos na mesma casa, e eu dei à luz um filho, estando ela em casa.
18 Três dias após o meu parto, ela também deu à luz. Vivíamos juntas, sem que mais ninguém morasse ali; só lá estávamos nós as duas.
19 Numa noite o filho desta mulher morreu, abafado por ela, que dormia sobre ele.
20 Em plena noite ela levantou-se, enquanto a tua serva dormia, tomou de junto de mim o meu filho e deitou-o a seu lado; o seu filho, o morto, passou-o para junto de mim.
21 Ao levantar-me de manhã para dar de mamar ao meu filho dei com ele morto. Quando se fez dia, examinando bem, vi que aquele não era o meu filho.»
22 A outra disse-lhe: «Não é assim; o meu filho é o que está vivo; o morto é que é o teu.» Aquela, por sua vez, dizia: «Não! O teu filho é o morto; o vivo é que é meu.» Assim falavam elas diante do rei.
23 O rei disse então: «Esta diz: 'O meu filho é o vivo; o morto é teu.' Aquela, por sua vez, diz: 'Não! O teu filho é o morto; o vivo é que é o meu.'»
24 Salomão ordenou: «Trazei-me uma espada.» E trouxeram uma espada ao rei.
25 Disse: «Cortai o menino vivo em dois e dai a cada uma a sua metade.»
26 Então a mãe, a quem pertencia o filho vivo, e cujas entranhas, por causa do filho, estavam comovidas, disse ao rei: «Por favor, meu senhor, dai-lhe a ela o menino vivo! Não o mateis!» A outra, pelo contrário, dizia: «Cortai-o em dois! Assim, nem será para mim nem para ti!»
27 Foi então que o rei tomou a palavra e disse: «Dai o menino vivo à primeira; não o mateis; ela é que é a sua mãe.»
28 Em todo o Israel se ouviu a sentença proferida pelo rei e todos o temiam, pois viram que havia nele uma sabedoria divina para fazer justiça.

Parir e cerzir

Às vezes há pessoas que se interrogam sobre as diferenças entre esquerda e direita, e há outras que pretendem mesmo que essas diferenças já não existem.
Porém, há sempre gente pronta a recordar o mundo que as diferenças existem e são substanciais.
Só mesmo a direita para afirmar que «a função das mulheres é a da procriação».

Não há coincidências

Ah, olha, que coincidência, curioso, não é? por Henrique Burnay no 31.
Magnânima subtileza por Jorge Ferreira no Tomar Partido.

O “pesadelo horrível” está prestes a concretizar-se


É uma manhã noticiosa aziaga.
Os curtos quarenta cinco minutos jogados em Cluj na Roménia não auguravam nada de bom. Qual a necessidade de fazer rodar Coentrão no lugar de Simão tão cedo?
Naturalmente, os inimigos rejubilam. Mas segundo A Bola o negocio pode não ter sido tão mau quanto isso: (...) a SAD encarnada irá receber 20 milhões de euros mais dois jogadores. A vontade do jogador era sair, o Benfica respeitou essa decisão. No total, a operação acaba por ultrapassar os 25 milhões da cláusula indemnizatória, valor desde sempre exigido pelos encarnados para autorizar a transferência.

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Tratado do Cacém

Via Tugir (link) chego a esta (link) notícia com barbas, brancas. Sócrates e Barroso, em vez de se preocuparem (ou pelo menos dar ideia que estão preocupados) com o conteúdo do novo Tratado Europeu, entretêm-se com mesquinhices próprias de varinas.
Com as minhas havaianas calçadas, também me apetece entrar na liça. Assim, para promover esse verdadeiro desígnio nacional de inspiração Socrática denominado Polis e embuido de um verdadeiro espírito positivo e conciliador, venho por este meio propor que o novo Tratado Europeu leve a designação da bonita terra do Cacém que fica, mais coisa menos coisa, a meio caminho entre Lisboa e Sintra.
Viva, pois, o Tratado do Cacém.

Porque visto é muito pior que lido



Já foi há quase quarenta oito horas, é certo – e nos dia que correm tal significa que foi há muito, muito tempo. Mas esta peça jornalística é espantosa. É democracia. É liberdade. Merece ser vista e analisada. Com atenção. [O que eu queria de facto dizer é que somos governados por um bando de facínoras e fantoches que tentam fazer de nós palhaços do circo que eles próprio montam, mas acho que já disse varias vezes e dize-lo de novo podia dar azo a uma qualquer acusação de perseguição. E eu não persigo primeiros ministros – acho eu!]

Efervescências (II) - Rhain Davis, a primeira contratação de um jogador(?) de futebol via you tube

Mais borbulhas no ar. Um delicioso conto da época que vem escrito na edição on-line da "bíblia" (link) de qualquer lampião digno desse "nome": O Manchester United reforçou hoje as camadas jovens ao contratar um menino britânico de 9 anos, depois de ter visionado um vídeo seu no conhecido site YouTube. Um familiar do menino colocou na internet um vídeo com o jovem britânico a jogar e isso não passou despercebido aos olheiros dos reds. Assim o Manchester United contactou a mãe de Rhain Davis e convenceu a senhora a contratar o jovem fenómeno que assim passa a fazer parte das escolas do clube britânico. Por favor, espantem-se:

terça-feira, 24 de julho de 2007

Nesta altura era tudo mais simples III


Atlantis Lyrics

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Um pouco mais de ar!

O processo disciplinar instaurado a Fernando Charrua foi arquivado pela ministra da Educação, que decidiu não aplicar qualquer sanção ao professor por considerar que o comentário jocoso que fez à licenciatura do primeiro-ministro se enquadra no direito à opinião, defendendo Maria de Lurdes Rodrigues que «a aplicação de uma sanção disciplinar poderia configurar uma limitação do direito de opinião e de crítica política, naturalmente inaceitável».

Quixotismos

Miré los muros de la patria mía,
si un tiempo fuertes ya desmoronados
de la carrera de la edad cansados
por quien caduca ya su valentía.

Salíme al campo: vi que el sol bebía
los arroyos del hielo desatados,
y del monte quejosos los ganados
que con sombras hurtó su luz al día.

Entré en mi casa: vi que amancillada
de anciana habitación era despojos,
mi báculo más corvo y menos fuerte.

Vencida de la edad sentí mi espada,
y no hallé cosa en que poner los ojos
que no fuese recuerdo de la muerte.

Francisco de Quevedo y Villegas (1580-1645)

E vocês sabem assobiar?

Se não sabem não se preocupem. Peter Björn & John com a ajuda de Victoria Bergsman ensinam-vos. Basta que tenham vontade de aprender. Que tal começar por aqui: Peter quem?
Peter Bjorn & John são uns rapazolas que vêm do frio – vale a pena um salto ao seu local na rede (link) - para aquecer as nossas noites geladas com a música mais inspiradora dos últimos tempos. De certeza que já a ouviram, algures na rádio ou na tv. Os senhores da Optimus, espertos que nem uns alhos, escolheram esta suave melodia para uma das suas campanhas de verão. Novos amigos, velhos amigos. E o verão que nunca mais chega…
Divirtam-se


PS: A respectiva vénia ao Tiago do Kontratempos que parece ter sido muito mais eficaz que eu no papel de servidor público. É que ainda perdi uns minutos às voltas com o Tube e o Tiago parece ter lá ido à primeira.

Filhos e enteados

Aquelas explicações do modus operandi do ladrão espanhol de bancos não configuram violação do segredo de justiça?

Jornalista "apanhado"?

O Correio da Manhã, sempre muito atento aos pormenores sórdidos e rocambolescos que as escuta telefónicas vão proporcionado, conta-nos hoje uma história deliciosa: António Tavares-Teles, jornalista de ‘O Jogo’ e autor da crónica semanal naquele diário intitulada ‘O Pato’, foi apanhado nas escutas telefónicas do ‘Apito Dourado’ a combinar um texto com Pinto da Costa, que iria ser publicado no dia seguinte no jornal desportivo. A conversa foi interceptada a 28 de Novembro de 2003 e foi o jornalista que contactou o dirigente desportivo. Vale a pena ler a noticia toda, aqui (link).

Está mesmo aqui ao lado

O senhor Luís (Novaes Tito) está a preparar a abertura de uma barbearia que anseia afirmar-se como SPA. Faz bem o Luís. Com esta humidade toda, estamos todos a precisar de tratar os ossos. E as carnes, também.

Template de novo em forma

O grito de William Wallace foi tão forte que constipou o template deste blog. Já passou.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Está na altura da Madeira voltar a ser uma autarquia IV

O secretário regional de saúde da Madeira, em reacção à intenção do Governo de enviar clínicos do Continente para assegurar a realização de abortos, disse que isso era «uma ingerência nos assuntos regionais».

! Eu não blogo muito, a sério!

...estou dias sem blogar, sou capaz de não pensar nisso durante muito tempo. Bloguistas Anónimos?! Até a foto tenho no blogue!

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Vou recorrer deste teste. Não senti nenhuma pica e nem sequer fui ao balão.

(estamos na estação parva, peço desculpa)

Coisas que um gajo deve saber

Antigamente previa-se o tempo que faria olhando o céu e o comportamento das aves. Hoje, pelo menos em Lisboa, sempre que os aviões levantam pelo lado Sul (na direcção da Av. do Brasil), já se sabe: choverá no dia seguinte.
Não falha!

Passatempo: descubra as diferenças

Bangladesh?


Filipinas?
Vale do Tejo?
Ou o primeiro mundo da Grã-bretanha?

Já comigo o resultado foi este:

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Verdades que doem

«Um país que persegue nas praias os vendedores de bolos, enquanto nas falésias se alinham os mais monstruosos projectos urbanísticos saídos da mente humana.»
A não perder, a crónica de Helena Matos, hoje no Público

Muito bourbon...

A liberdade em Espanha tomou muito bourbon, e - como se sabe - há etilizados que se tornam um tanto ou quanto violentos. Assim, não surpreende a reacção da Coroa de Espanha, que debalde tentou retirar de circulação uma edição da revista "Jueves" que apresenta Filipe e a ex-divorciada Letícia em plena cópula.
Porém, desconfio que a razão da censura desta edição não é o cartoon, mas sim a conversa entre o casal. É que face aos incentivos à natalidade que Zapatero levou a cabo, Filipe diz:
«- se ficares grávida, isto vai ser o mais parecido com "trabalhar" que fiz em toda a minha vida».
Aqui fica o cartoon:

Eu já desconfiava…

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Um retrato verdadeiramente medonho...

...e um post (link) absolutamente a não perder.

Efervescências (I) - o terceiro mamilo da menina Lilly Allen

Eu avisei: cá vai gasosa.
Corre por essa rede fora um novo hype. A estrela (cadente?) Lilly Allen não só decidiu afirmar que tinha um terceiro mamilo como decidiu mostrar ao mundo a coisa. Resta dizer que a jovem está quase, quase a actuar pela primeira vez em Portugal. Lá mais para Sul.

domingo, 22 de julho de 2007

Acabado de chegar...

... da Sertã, Beira Baixa, onde ontem à noite, por força do aquecimento global, rapei um frio valente (10º C) em pleno Verão...

sábado, 21 de julho de 2007

Estará o mundo preparado para isto?

Parece impossível mas é verdade.
A banda larga chegou, enfim, cá a casa. E não foi o Pai Natal nem sequer as três amigas que a deixaram na caixa do correio. Foram estes senhores da Suécia (link) - entretanto comprados pelo Ti Belmiro - que me entregaram a encomenda. Passada a fase de testes e adaptação passou igualmente a fase da histeria (coisa afinal ainda possível, embora por breves momentos, aos 35 anitos). Após o barulho das luzes verifico que o serviço podia ser bem melhor (eu pelo menos esperava bem, bem melhor). A ligação, por vezes, cai com uma frequência incrível o que para alem de fazer perder tempo precioso irrita a paciência (até) de um santo - o que não é evidentemente o caso.
É altura de começar a queixar-me de outra coisa. E já tenho alvo definido. Chama-se RAM. E não me deixa ver os vídeos dos Arcade Fire no Tube em condições dignas. O que faz incrementar a má disposição.
Ainda assim há que manter o espirito: agora é que vai ser!
Para grande irritação (suponho…) dos meus caros amigos e co-autores deste blogue, temo que com a habituação aos pseudo dois megas, as minhas postagens se tornem mais (ainda mais!?) espontâneas, que é o termo mais agradável que encontro para designar efervescência - coisa gasosa, com muito gás!
O que importa mesmo é que ao arrepio do país, o choque tecnológico, por aqui, mantém o ritmo e por bom caminho segue. Até porque ao contrario do boçal (uma pessoa que fala daquela forma num parlamento à oposição, batendo com a mão no tampo da mesa é boçal, não é?) que é o Primeiro Ministro eu preciso de receber lições. E não são poucas…
Até já!

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Há Liberdade (LXXIII)

wating_por_nunes_de_freitas
Waiting por Nunes de Freitas

É como queijo numa ratoeira

Demagogia feita à maneira, explicada por Deus, aqui, aqui e aqui.

Garras de fora

As confederações patronais pretendem que venha a ser possível o despedimento por motivos políticos ou ideológicos, defendendo por isso o fim do artigo da Constituição que impede esta possibilidade. Em comunicado, estas confederações defendem ainda a limitação da greve aos interesses colectivos profissionais. (TSF)
Estes senhores parecem esquecer-se que o caminho mais rápido para o comunismo é esse capitalismo que parecem querer ressuscitar... não aprendem!

N MÚSICAS XXVI

"Littlest Things" - Lily Allen

Esmeralda baça

Via Bloguítica desenterro o "machado de guerra" do caso "Esmeralda", e fico a saber que tem valido tudo para o casal de sequestradores, na sua sanha de denegrir a imagem do pai da criança, Baltazar Nunes:
Depois de sairem notícias sobre a inquietação e ansiedade da criança antes das visitas do seu pai, agora inventou-se um inexistente caso de abuso de menores.
Não sei porquê, mas não me surpreendem estas tácticas...

quinta-feira, 19 de julho de 2007

N ARIANES IV

Cena de Steiner (Alain Cuny) no filme "La Dolce Vita" (1960) - de Federico Fellini




«Qualche volta, la notte, quest'oscurità, questo silenzio, mi pesano.
E' la pace che mi fa paura. Temo la pace più di ogni altra cosa:
mi sembra che sia soltanto un'apparenza , e nasconda l'inferno.
Pensa a cosa vedranno i miei figli domani...
Il mondo sarà meraviglioso, dicono. Ma da che punto di vista, se basta uno squillo di telefono ad annunciare la fine di tutto?
Bisogna di vivere fuore dalle passione e altri sentimenti nell'armonia che c'è nell'opera d'arte reuscita, in quell'ordino incantato.
Vodremmo riuscire al amarci tanto, da vivere fuore del tempo, distacati...
distacati.»

«De quando em quando, pela noite, a escuridão e o silêncio sobrepesa-me.
E a paz, que me faz ter medo. Receio a paz mais do que outra coisa. Sinto que seja somente uma aparência, que esconda o Inferno.
Pensar que futuro resta aos meus filhos; o mundo será maravilhoso, dizem. Mas de que prespectiva, se basta uma chamada de telefone a anunciar o fim de tudo?
Necessitamos de viver para além da paixão e de outros sentimentos, qual uma obra de arte de encantamento... Queremos tanto suceder ao amar-nos tanto, de viver fora do tempo, marginalizados... marginalizados.» (trad.livre minha)


Steiner fala por todos nós neste filme lindíssimo com diálogos e monólogos fascinantes. E se alguém sente que ainda não fala, talvez seja sinal de algum medo de existir.
Se não viram o filme, não o percam. Esta passagem marcou-me bastante. E já lá vão quase 20 anos.

N MÚSICAS XXV

"Lips Are Unhappy" (2007) - Lucky Soul



"Add Your Light To Mine Baby" (2007) - Lucky Soul

Foi actualizado…

…o post Ainda o B.Leza.

Nesta altura era tudo mais simples II

Nini dos meus quinze anos
Paulo de Carvalho
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Chamava-se Nini
Vestia de organdi
E dançava (dançava)
Dançava só pra mim
Uma dança sem fim
E eu olhava (olhava)
---
E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Que lá no baile não havia outro igual
E eu ia para o bar
Beber e suspirar
Pensar que tanto amor ainda acabava mal
---
Batia o coração
Mais forte que a canção
E eu dançava (dançava)
Sentia uma aflição
Dizer que sim, que não
E eu dançava (dançava)
---
E desde então se lembro o seu olhar
É só pra recordar
Os quinze anos e o meu primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Toda a ternura que tem o primeiro amor
Foi tempo de crescer
Foi tempo de aprender
Que a vida passa
Mas um homem se recorda sempre assim
Nini dançava só pra mim

Confusões e excessos

Na discussão sobre a luta contra o tabagismo, centra-se o debate em dois aspectos distintos mas igualmente levados ao extremo tentando convencer as massas da iniquidade das proibições impostas aos fumadores.
Em primeiro lugar procura-se assustar os não-fumadores com as restrições à liberdade:
«- hoje o tabaco, amanhã o que será?» questionam os fumadores, esquecendo que o panorama actual é uma reacção contra os abusos que os fumadores durante anos levaram a cabo sobre os não-fumadores. Quem não se lembra de elevadores, carruagens de comboio e metropolitano e gabinetes colectivos de trabalho cheios de fumo? Por acaso havia fumadores preocupados com a liberdade de não fumar dos outros? Haver havia, mas eram pouquinhos... Além do mais, ainda nesta linha argumentativa, procura-se fazer crer que num grupo de amigos que vai a um restaurante, os não-fumadores terão sempre de se sujeitar a um estabelecimento que admita fumadores, uma vez que estes não conseguirão estar sem um cigarro na boca por muito tempo... O inverso, ou seja, os fumadores escolherem não fumar para estar com não-fumadores nunca se coloca nos argumentos.
Em segundo lugar, procura-se assustar os não-fumadores com os excessos na proibição de fumo:
Claro que é ridículo proibir-se alguém de fumar em sua casa, na rua, na praia, etc. . Estes excessos devem ser combatidos.
Mas, no que respeita a excessos proibitivos, por exemplo, nunca vi ninguém manifestar mais que um mero desdém sobre medidas proibitivas de consumo de álcool na rua ou em casa em muitos países.
Bem, nunca vi, até agora. Isto porque os excessos de proibição do consumo de álcool servem - agora - para ilustrar e reforçar a luta contra o anti-tabagismo. A este respeito, veja-se o seguinte exemplo passado nos Estados Unidos da América (a pátria da liberdade e - paradoxalmente - do puritanismo religioso), e relatado por Joaquim Fidalgo no Público de ontem (e visto hoje no blogue da Atlântico):
«Um juiz condenou um casal a dois anos de prisão por ter servido vinho e cerveja na festa do 16º aniversário do seu filho. No estado onde se passou a cena (Virgínia), pode conduzir-se a partir dos 16 anos, pode comprar-se uma arma a partir dos 16 anos, pode ir-se para o exército a partir dos 18 anos, mas não se pode beber álcool antes dos 21 anos. A polícia da terra interveio na tal festa de aniversário e os pais do jovem acabaram na prisão. Por terem servido vinho e cerveja, em sua casa, ao filho e aos amigos do filho.»

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Ainda o B.Leza

O nosso amigo e atento leitor Ricardo Mesquita deu demasiada importância a um comentário algo leviano escrito por mim aqui e decidiu enviar-me a seguinte mensagem via correio electrónico que desde já agradeço:

Pedro,
Quem leia o teu comentário no post do NCR sobre o B.Leza corre o risco de ser enganado ou ficar confuso. "De preferência com ar condicionado e sem bebidas maradas" é de uma infelicidade, diria grave.
De certeza absoluta que nunca bebeste uma bebida "marada" no B.Leza!
Não dá para escrever sem cuidado dando-se ao mal entendido, como neste caso. É o bom nome de boa gente que fica em causa.
Merece uma retratação.


Pois merece, sim senhor. Confesso, Ricardo, que das poucas vezes (três ou quatro) que fui ao B.Leza tinha jantado bem e bebido melhor. Por certo enganei-me. E o que bebi de "marado” nessas noites foi noutro sítio qualquer. De certezinha. Absoluta.
Agora numa coisa deves concordar comigo, caro Ricardo. O B.Leza ficaria muito mais belo e bem cheiroso com um ar condicionado a substituir aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas. Ou não?

Actualização
O Ricardo não se deixou enganar por um aprendiz qualquer como eu e com um fair play digno de um cavalheiro (dos antigos) respondeu assim às minhas suaves provocações:

Pedro
Antes de mais muito obrigado pelo privilégio da “publicação” da mensagem que te enviei.
Li o teu comentário ao teu mail e, sem querer criar precedentes, não posso deixar de responder-te.
Antes de mais, não acho que tenha dado demasiada importância ao assunto. Pelo contrário. Chamei-te a atenção para a gravidade de uma afirmação que, muito leviana e irresponsavelmente, pôs em causa o bom nome de quem gere aquela casa que, como sabes, conheço bem, prezo muito e sei incapaz de proceder como, só posso admitir sem pensares, deste a entender.
Quando comecei a ler o teu comentário quase conclui que duma retratação se tratava. Mas, quando cheguei ao “De certezinha. Absoluta.” Desiludi-me com as dúvidas maiores que me cabisbaixaram. E, como compreenderás, uma retratação não podia dar-se a dúvidas, sob pena de para nada servir, senão para a eventual insistência, agora encapotada e certamente deliberada, na pura e ignóbil maledicência. Talvez o problema resida em mim e nas minhas profundas limitações. Mas que me assolou um cheirinho a ironia fétida, lá isso assolou. Eis um Pedro, que desconheço, incapaz de uma retratação pura e sem margens para dúvidas? Ainda não quero crer.
A irritação é grande, mas nem por isso suficiente para motivar, por si só, a também discordância quanto à maior beleza e aos melhores odores resultantes do evocado ar condicionado. Casas de música africana com ar condicionado, douradinhos brilhantes e chão de mármore a condizer imagino que haja muitas, mas nada têm a ver com o B.Leza, à excepção de um ou outro disco a rodar no prato. O B.Leza é assim: genuíno, como a vida e como nós, cheio de defeitos indispensáveis para tantas alminhas que, como eu, moribundam de saudades. Que volte aquele bafo quente! Que volte aquela gente, aqueles músicos! Que voltem de vez aquelas vetustas e ineficazes ventoinhas! Com o cabelo ao seu vento saborearás um copo que faço questão de te oferecer.


Posto isto resta-me enfiar a rabeca no saco e desejar que o B.Leza regresse rapidamente; pois não só faço questão de ser eu a oferecer-te esse copo, como insistirei em deixar a garrafa à tua disposição. Para que as nossas noites, Ricardo, sejam sempre melhores que os vossos dias.

N MÚSICAS XXIV

Recentemente ando com uma pancada que me deve passar, espero, rapidamente. A «panca» é esta: assim que oiço uma música antiga e minha bem conhecida, desato a pensar sobre a importância dela na minha vida. Como uma espécie de debate mensal do primeiro-ministro sem pasta do governo da minha chafarica corpórea.
Pensando pouco sobre o assunto, parece-me que este estado interrogativo só tem uma de duas explicações: ou estou a ficar mais novo ou estou a envelhecer…

Por exemplo, vejam esta música de Claude François - o tal também do original do Diz Que É Uma Espécie de Magazine -, com a letra de Paul Anka. Onde estará a força principal desta música: na voz envelhecida deste homem ou na vitalidade, já com algumas décadas, do seu som? Difícil responder, não é?

"My Way" - Frank Sinatra

N DIAGONAIS XII

"Cristianismo vs. Islão"



Mais uma razão lúdica para demonstrar o óbvio: a religião é, e será sempre, inimiga da liberdade, em particular, e da humanidade, em geral. Em termos «metafóricos», é a nossa capitalização da animalidade.

terça-feira, 17 de julho de 2007

Um verdade (mesmo) inconveniente...

... pelo menos para os sábios dos planos nacionais de leitura e quejandos:
p.s. - confesso: nunca li nenhum livro da série "Harry Potter". Limitei-me a ver os filmes...

Onde está a direita?

Uma das questões mais colocadas por estes dias é: onde pára a direita?
A resposta é, julgo eu, ao mesmo tempo simples e reveladora. A direita está onde estavam os miguelistas depois da derrota de D. Miguel, está onde estavam os monárquicos após 1910, está onde estavam os republicanos após 1926, está onde estavam os salazaristas e marcelistas após 1974: no poder.
Discretamente, silenciosamente, "devoristicamente" e sem fazer ondas.
É que, ao contrário do que o "ditado popular" assevera, há 200 anos que em Portugal as moscas são as mesmas
p.s. - sendo que o conceito de poder aqui é entendido no seu sentido aaaamplo...

Proposta liberal II

Tema: Ensino de medicina e exercício da profissão de médico
  1. Deve existir o mesmo número de faculdades públicas e privadas de medicina;
  2. As faculdades privadas não podem ter financiamento público de qualquer espécie (logo, a Universidade Católica não poderia ter uma faculdade de medicina, para não criar distorção na concorrência) e vice-versa;
  3. Os médicos apenas podem exercer medicina num sistema: ou o público, ou o privado. O exercício em acumulação cria distorções na concorrência e favorece o surgimento do cambão;
  4. Os diplomados e especializados pelas universidades públicas devem estar vinculados ao serviço nacional de saúde por um prazo igual ao dobro do tempo em que usufruiram do ensino público: se um médico levou 8 anos a concluir o curso e especialização, estará vinculado a exercer no serviço nacional de saúde, em exclusividade, durante 16 anos. Um sistema semelhante é já utilizado pela Força Aérea para protecção do investimento realizado na formação de pilotos;
  5. Os médicos formados pelo ensino superior privado poderão optar livremente (dependendo é claro do contrato que celebrarem com a faculdade em que estudaram) pelo sistema público ou pelo privado;
  6. Podem existir tantos consultórios, clínicas e hospitais privados quantos a iniciativa privada quiser.
  7. Os estabelecimentos privados de saúde não podem ter qualquer espécie de financiamento público;
  8. O acesso à medicina pelos utentes/clientes faz-se do mesmo modo que existe actualmente: cada um escolhe o sistema de que pretende usufruir;
  9. Não existe um "opting-out", uma saída definitiva do serviço nacional de saúde. Em último caso, o Estado garante o acesso à saúde.
  10. O acesso ao serviço nacional de saúde faz-se por taxas moderadoras e é financiado por impostos;
  11. A Ordem dos Médicos apenas poderá intervir em questões de deontologia e de confirmação de especialização, através dos colégios.

Proposta liberal I

À atenção do Blasfémias, Insurgente e outros paladinos do liberalismo, proporemos ao longo dos próximos dias algumas medidas de cariz liberalizante, assentes em três princípios base:
  1. Pacta sunt servanda, i.e. os contratos são para ser cumpridos;
  2. Protecção da concorrência;
  3. O Estado recua para o mínimo aceitável numa sociedade ocidental.

segunda-feira, 16 de julho de 2007

Eleições de Lisboa

Paradoxos e curiosidades das eleições para a câmara municipal de Lisboa:

- O PS teve o seu máximo resultado sozinho desde sempre e teve menos 22% dos votos das eleições de 2005

- Idem e Sócrates cantou vitória histórica e ode ao candidato

- O PS ganhou estas eleições, e o PSD em 2005, mas menos 17 115 pessoas votaram no PS este ano

- O PSD teve a maior descida de resultados: -74%

- O PNR teve a maior subida e votação de sempre: aumentaram 88% em relação a 2005 (mais 703 votantes)

- Com 57 907 votantes se elegeu o presidente da câmara (ou seja, 10,8% dos eleitores de Lisboa: 536 450)

N PERGUNTAS XXXIV

Não sei se já leram o despacho do Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, a mandatar o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para uma análise técnica comparada das alternativas ao novo aeroporto de Lisboa (NAL).

Ora, se a OTA já estava estudada, porque se vai gastar recursos num novo estudo?

Pois... em rigor rigoroso, sim «porque temos que ser rigorosos», a comparação não será entre os dois estudos (ah não?!), pois... é que não há estudos únicos e plurisdicplinares da OTA (atão?!), azares, a culpa é dos media (esses sacanolas!)...o LNEC vai patrocinar (mas o patrocínio não era da CIP?!)... o estudo outrora, outrora, da CIP, agora com nova equipa e objecto (novo?!): os dois locais de construção do NAL, com novos estudos para ambos.

Mais a sério, por que razão dos 16 factores críticos da avaliação estratégica (SWOT) para os cenários alternativos do NAL, 8, repito 8, são relativos ao ambiente?
Deixem-me adivinhar: será porque é a maior fraqueza (ou a menor força, se preferirem) da (vamos falar com rigor) localização Carreira de Tiro de Benavente (vulgo, Campo de Tiro de Alcochete)?

Por último, juro que não é brincadeira, porquê tanto carinho demonstrado ao partido pela administração central indirecta (ok, é o LNEC), ao serem seleccionados 4 portugueses especialistas socialistas (Gomes Canotilho, Jorge Gaspar, Augusto Mateus e João Duque), dos 6 portugueses, constantes do programa de trabalho do LNEC?
Será que lhes passa pela cabeça que o NAL não vai ser construído na OTA?! Perderam a cabeça ou estão loucos?!

N MÚSICAS XXIII

"World We're Living In" - Hitchmo

N PUBLICIDADE XI

"Coca-Cola Zero" - Ogilvy & Mather (Argentina)



Mas este aqui continua a ser um dos meus preferidos.

Postagem dedicada a todos aqueles (e aquelas) que andaram pelo menos cinco anos no Técnico

É por estas, e muitas outras, que aquela velha casa devia ser privatizada já.

Afinal...

Saramago é apenas uma erva daninha...

domingo, 15 de julho de 2007

Reflexões nocturnas

  1. Como é possível o magistrado Fernando Negrão anunciar que se vai filiar no PSD? Vai desvincular-se da magistratura?
  2. Marques Mendes já disse que foi eleito líder do PSD para ser candidato a primeiro-ministro em 2009. Assim se entende que convoque as directas nesta altura, em que talvez apenas Menezes se chegará à frente...
  3. Se é verdade que António Costa precisa de 3 vereadores para garantir uma maioria absoluta estável, também é verdade que nenhum vereador com juízo dificultará a acção do Presidente da Câmara: os lisboetas querem as ruas limpas, as passadeiras pintadas e os jardins arranjados. Daí a oportunidade das 10 medidas de António Costa.
  4. Sá Fernandes foi um dos derrotados da noite, tanto pela relativa estabilização da sua votação, como pela subsistência da votação da CDU.
  5. O CDS está moribundo e arrisca-se a desaparecer do mapa parlamentar em 2009.
  6. Roseta fez a declaração mais surpreendente da noite: não conhecia a maioria dos elementos da sua lista.
  7. Carmona teve a sua vingança. Acho que se filiasse no PSD ganhava as directas a MArques Mendes...

sábado, 14 de julho de 2007

No Porto é que me fazias feliz!

O seleccionador nacional José Couceiro não vê por que há-de abandonar o cargo, mesmo depois dos maus resultados que obteve no Europeu de Sub-21 e no Mundial de Sub-20.

Bute nessa!

Parece que o Benfica, depois de emprestar Moretto a um clube grego, quer vender Quim para Espanha. Nessa linha, assinará com Butt, um guarda redes alemão, que protagonizou alguns momentos interessantes na Bundesliga, como este:
Após ter marcado um golo de penalty, voltou para o seu meio campo a comemorar o golo com os seus companheiros. Ainda durante as comemorações, o árbitro permitiu o reinício do jogo, vai daí os jogadores adversários rematam à baliza - deserta - e marcam golo...

Está na altura da Madeira voltar a ser uma autarquia III

Na era da internet e dos vôos baratos, faz sentido manter-se as regiões autónomas?

Está na altura da Madeira voltar a ser uma autarquia II

Os madeirenses não são - afinal - todos colonos?

Está na altura da Madeira voltar a ser uma autarquia

O secretário regional dos Assuntos Sociais, Francisco Jardim Ramos, declarou ontem que "o Governo da República não pode impor colonialmente a esta região autónoma uma lei que 64 por cento da população rejeitou no referendo".
in Público, a lei é a do aborto.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Vê lá se te constipas!

«Eu sinto o vento pelas costas!»
Pequena metáfora apresentada por Fernando Negrão - agora mesmo - no discurso de encerramento da campanha do PSD para as eleiçõoes intercalares em Lisboa. Ele vê as velas enfunarem-se! Se ficarem muito cheias, talvez volte a aportar a Setúbal, seu porto seguro...

No domingo não voto

Sempre votei. Votei com vontade de votar. Votei sem vontade de votar. E não votei com vontade de votar. Votar é manifestamente um acto externo. Mas com uma enorme dimensão interna. Mesmo sem ir à urna depositar o voto, porque algo nos impede de forma absoluta de o fazer, conformamo-nos com a possibilidade da escolha ser possível.
Sempre votei. Até hoje. Domingo não voto. E não voto porque não me apetece votar. Não é sequer uma escolha axiológica, com Valor, como no caso do recente referendo. Ai não votei porque a lei do refendo valoriza num dado sentido a abstenção. Domingo não voto. E não preciso de desculpas. Não quero. Estou-me nas tintas. Não tenho pachorra.
E se querem que vos diga mais, também me estou a borrifar para quem ganha e quem perde. Para mim é igual ao meio litro. Não quero saber se Carmona ou Negrão conseguem meter dois ou três vereadores. Se o Costa tem ou não a maioria. Se Roseta fica à frente de comunas e bloqueados. Não quero saber se o Telmo vai conseguir ser eleito. Muito menos quero saber se os fascistas conseguem um por cento dos votos.
No domingo não voto.

N MÚSICAS XXII

"Where'd You Go" - Fort Minor


Eminem, Linkin Park (of course, Mike Shinoda), you name it...Fort Minor. Acrescentam muito pouco, ou quase nada, ao hip hop sinfónico branco (Linkin Park foram a banda da viragem) mas gosto do ritmo desta música e da sua ligeira composição. Como dizia a Nina Simone "always the rhythm, baby, always the rhythm..." E, pronto, está lá um piano... "Estou inocente!". Se não fosse assim, não se designava paixão. Piano bem tocado, até pode ser música pimba. Façam-me em teclas...

Se gostaram do ritmo, vejam também este.

N ARIANES III

"Cinema Paraíso" (1989) de Giuseppe Tornatore



Quem não ficou com um nó na garganta ou com os olhos lacrimejados ao ver o final deste belíssimo e tão simples filme de amor eterno?
Quem não gostava, em dada altura da vida, ter cinco minutos grandiosos oferecidos à recordação para valorizar a amizade honesta e profunda e sentida no seu interior mais cavernoso?
Quem se importava em ter esta belíssima música de Ennio Morricone como banda sonora da sua vida?
Há alguma pessoa comum (não digo críticos ou pseudo-críticos de cinema) que não tivesse visto esta cena final?
Sem dúvida, uma cena cinemotográfica que superou a atmosfera humana. Um Ariane portanto.

A triste imagem deixada por Portugal no Mundial de sub-20

Já vi muita bola na vida. Mas nunca tinha visto nada igual. Como apelidar um jogador que rouba o cartão vermelho da mão de um árbitro? O comportamento daquele bando de meninos rabinos treinados por um mentecapto é inclassificável. Vejam como os irmãos do outro lado do atlântico gozam à grande com o tuginha que joga de tamanco e com bola quadrada.

Pedro Quartin Graça

Há poucos políticos assim.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Luís Filipe Vieira declara apoio a António Costa

Afinal que chiqueiro é este onde vivemos? Qual a sua extensão?
Tinha lido por ai, algures na blogosfera, que o presidente do meu querido clube, Luís Filie Vieira, era o protagonista da Grande Entrevista de hoje no horário nobre da RTP 1. Achei estranho e fiquei curioso. Diz-me a experiência que o presidente de um dos três grandes apenas vai ao horário nobre de uma televisão quando tem algo de novo (e importante?!) para comunicar à Nação.

Lá assisti, um pouco entediado, a quase quarenta minutos de conversa banal. Até que Judite de Sousa diz as palavras magicas, "…e agora para terminar (…)", seguidas de uma questão sobre as eleições do próximo domingo. Vieira não hesita. Demonstrando-se falsamente surpreendido (Vieira tem o péssimo defeito de mentir mal e porcamente) declara taxativamente o seu apoio pessoal a António Costa. A entrevista termina logo de seguida de forma um pouco abrupta.

Quem viu não ficou com duvidas. A RTP, televisão do Estado governado pelo Partido Socialista, convidou a dois dias de um acto eleitoral, o presidente do maior clube de futebol português para, de forma incondicional, declarar o seu apoio ao candidato desse mesmo Partido Socialista à presidência da maior cidade do país.

Nestas coisas, temos pena, mas não existem coincidências. E se bem sei, sublinho se bem sei, Luís Filipe Vieira nem sequer vota em Lisboa. Uma vergonha, uma miséria, uma tristeza.

Ana Paula Oliveira


Veja aqui (link) muitas mais (e muito boas) razões pelas quais a arbitragem portuguesa não passa da cepa torta.

O toque de finados da democracia

Este (link) é só (mais) um exemplo. Quer me parecer que corre por ai um movimento tipo “quem não vota não é bom português” ou “ou votas ou levas” ou “e quem não vota é pouco inteligente” ou “e só quem vota é que é bom cidadão”. Esquecem-se que não votar é uma posição tão digna como votar. É uma opção. É a liberdade...
Quando as elites pressionam tão veementemente num dado sentido cheira a cera que arde num velório. Cheira mal.

Um pais engravatado todo o ano, assoa-se à gravata por engano

O Paulo chama-lhe vã gloria (link). Perfiro chamar-lhe sem vergonha.

Salve um patinho de borracha e viva mais feliz

Esta é uma daquelas típicas histórias deliciosas da época estival. E vem contada no Público de hoje. Resumidamente: Parecia uma viagem normal de transporte de brinquedos de borracha da China para os Estados Unidos. Mas naquela noite chuvosa de Janeiro, algo de estranho aconteceu. Estávamos no ano de 1992 quando um grupo de 29 mil patos amarelos, tartarugas azuis, sapos verdes e castores vermelhos de borracha se libertaram do navio de carga que os levava para os EUA, deixando-os à deriva a nadar livremente nas águas oceânicas. Agora, 15 anos após o naufrágio, diz-se que irão aparecer na costa inglesa, e, quem sabe, na portuguesa também.
Arrastada para Sul, consta que a bonecada foi “apanhada” pela corrente do Golfo do México. Se assim for, é bem provável que alguns desses mamíferos de silicone comecem em breve a dar à costa.
O Público alerta ainda os banhistas para que estejam atentos (...)porque a empresa The First Years, fabricante dos patinhos, oferece 100 dólares (73 euros) por cada animal encontrado e devolvido. O jornal The Times acrescenta que estes patinhos, mais do que um conjunto de brinquedos perdidos no mar, são já um objecto de colecção e que podem valer cerca de mil dólares (734 euros) no mercado coleccionista.
Quem por estes dias gosta de passear à beira mar já tem algo (mais) com que se entreter. E ainda pode ganhar uns valentes trocos para gambas e Alvarinho fresquinho. Este rapazola, por exemplo, não tendo mais nada que fazer dedica a sua vida, literalmente, à pesca.

CRONOS XVII

"Such a shame" (1984) - Talk Talk

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Campo Contra Campo (LXXX)

Se todas as silly seasons cinematográficas fossem assim…

Shrek o Terceiro, ***
Ele voltou em grande forma. Depois de uma entrada em cena com a suavidade de um elefante numa loja de porcelanas e de um regresso bem mais comedido, o fedorento Ogre está de volta em grande estilo e cada vez mais bem acompanhado. Nesta terceira aventura, o argumento acompanha o evoluir da técnica apesar da patente dificuldade em manter em alta a comicidade (palavra gira, esta, fez-me lembrar Lisboa…, adiante). Há momentos inesquecíveis (a sequência do pesadelo de Shrek!) onde é manifesta a dificuldade de conter as lágrimas de tanto rir. A grandiosidade da cena final também é digna de figurar nos anais de um bom musical. Divirtam-se

Transformers, ****
Ouviram por ai falar em divertimento? Estão com vontade de passar cerca de duas horas e meia em catarse torcidos numa poltrona de cinema? Transformers não só é fa-bu-lo-so como é um grande, grande filme. Espantados? Também eu fiquei. E muito.
Quando pensava “eu-não-quero-acreditar-que-estou-aqui-a-ver-isto-mas-estou-a-divertir-me-à-grande-e-à-francesa” compreendo que estou a assistir a um sampling cinematográfico feito de copia-remistura-cola de parte da história recente da sétima arte. Lá, encontramos grandes monumentos: ET, Encontros Imediatos do Terceiro Grau, Salteadores da Arca Perdida, Regresso ao Futuro; mas também encontramos obras menores como The Fast and the Furios e o eterno ambiente idiota de filma juvenil. Explosivo. Em suma, uma delícia onde a cereja em cima do bolo se chama Shia LaBeouf – já lhe chamam (com inteira razão) o novo di Caprio. Sigam o cherne. De perto.
Viva Mann. Viva Spielberg. Vivam!
[Gonçalo, se estiveres a ler este post, belisca-me para ver se eu acordo, tá?]

Adenda: dito isto, juro, mas juro mesmo, que só li este (link) excelente post Domingos Miguel depois de ter postado o meu. Nos de-lírios gostamos sempre de estar acompanhados.

PSL

Aviso à navegação

Nem tudo o que luz é ouro. Nem tudo o que parece é!
Nem pensem que se livram de nós na época estival. Este blogue não vai de férias no verão. Obrigado a todos.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

N DIAGONAIS XI

O momento foi único e o diálogo incessante

B.leza - portuguesa saudade

Infelizmente, não consigo ser fã de dois 'tipos' de música: africana e brasileira. São as limitações de gosto. Reconheço, admito e bem me questiono porquê, até desistir de tentar responder. Sobre a música brasileira, nem no Brasil gosto. Sobre a música africana, havia um sítio onde ía a África sem sair de Portugal e gostava. Ia com pouca frequência, é certo, mas quando ia sabia que encontraria grandes amigos, e sempre a Sofia e a Madalena (as irmãs Saudade e amigas de há mais de 15 anos). Quando lá estava, apesar de leigo e infiel da música africana, sentia a sua magia, beleza e cultura. A razão também estava no convívio, é certo, e naquele bonito Palácio de Almada Carvalhais, no Largo Conde Barão. Mas não conheço ninguém que tenho ido lá e se queixasse da falta de alguma delas.
Espero que o B.leza regresse brevemente, pois ele representa amizade, convívio e alegria. Entre amigos e entre povos.
Tendo responsabilidades associativas no futuro B.leza, resta-me desejar também que tenha ainda mais sucesso daquele que usufruiu na última década.

N MÚSICAS XXI

O indie rock está a mudar. E, mais uma vez neste século, os ventos da evolução vêm do Canadá: Matt Mays & El Torpedo. Referências antigas? Claro, quem não as tem. Como detectaríamos a mudança sem elas?!
A pergunta que se me impõe é outra: que música anda a Europa a fazer que não a encontro no concerto dos deuses?

"Cocaine Girl"


"Time of Your Life ('til You're Dead)"


Mais, aqui e aqui.

"...in the end it’s just rock n’ roll, and really, what else matters?"

domingo, 8 de julho de 2007

sexta-feira, 6 de julho de 2007

N MÚSICAS XX

"Smother + Evil = Hurt" - The Kissaway Trail

CRONOS XVI

"The Boys of Summer" (1984) - Don Henley




Não é a primeira vez que coloco no blogue esta música, mas não me culpem tanto por isso. Não é por razões estritas de qualidade, pois não acho a música excepcional. Ela apenas faz-me lembrar um dos melhores momentos da minha vida, com praia, mar, ondas, e tudo o que possam não imaginar. É natural, assim, que volte a ela de vez em quando. Desculpado?

A qualidade do som é má, mas dou-vos outra versão-video, com karaoke e belezas femininas...aqui. Depois deste aqui, ainda só querem escolher sete maravilhas do mundo.

Campo Contra Campo (LXXIX)

Por estes dias a silly season também chega ao grande ecrã. É aproveitar!

Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, *

Previsível e banal. Chegando mesmo a ser aborrecido. Decepcionante pois o filme que estreou a série nas salas de cinema não sendo “fabulástico” chegava a ser empolgante. Quanto ao “Surfista”, se trouxe algo de novo ninguém dá conta pois da personagem altamente elaborada dos Comics nem rasto. É um quinteto entediante, nado morto sem possibilidade de ressurreição. Nem a presença da deliciosa menina Alba os safa. A estrelinha vai toda para um genérico inspiradíssimo nas séries B dos anos 50.


Zodiac, ****

Impressionante o cuidado e detalhe com que o realizador encena e filma. Tal como o serial killer, Fincher, não descura qualquer pormenor. A mesma obsessão de perfeição está toda vazada no ecrã. O filme tem, digamos, duas partes. A primeira empolga mais que a segunda. Mas esta demonstra de forma perfeita como o crime provoca externalidades negativas aparentemente inconcebíveis. O crime pode mudar (e muda) a vida de muitos. Mesmo daqueles que julgam estar longe do seu estranho abraço

Obrigado a todos

Inimigos, adversários e rivais (alguns são três em um) continuam a fazer o favor de nos promover (esta ultima foi encontrada aqui). Venho pois por este meio preencher uma lacuna infame: já que ninguém da SAD vos agradece, assumo eu esse labor. A todos, em nome do Sport Lisboa e Benfica, o meu muito obrigado.

Pedro Soares Lourenço, sócio efectivo n.º 7222, desde: 1972

Até os fantasmas são escutados

Os sistemas brasileiros de escutas telefónicas têm dado brado na comunicação social do lado de lá do Atlântico. Para quem não tem mais nada que fazer – como é manifestamente o meu caso – tem sido uma delícia acompanhar esse debate via web. Nos últimos dias ficámos a saber que um desses sistemas é tão poderoso que até intercepta espíritos, fantasmas, almas penadas ou lá o que é.
Não acreditam? É ler aqui.
E se o Sócrates sabe destas potencialidades da novas tecnologias?

Só a CMVM pára o Benfica

No passado dia 15 de Junho aqui (link) se escreveu: “(…)claramente Berardo está a oferecer muito pouco por tanto Benfica. (…) Não é de estranhar que apareça uma contra OPA ou que rapidamente Berardo tente rever o preço da oferta em alta”.

No mesmo dia em que Berardo registou a operação surgiu a esperada concorrência. Que, naturalmente, não anda a dormir. Diz a notícia do DE (link) que o grupo Chinês estará disposto a pagar o dobro do que ofereceu Berardo, ou seja, sete euros por acção. Esta oferta já satisfaz, mas não bastante. Apenas suficiente. De “negócio da China” tem muito pouco. Entretanto, há pouco, em declarações à RTP, Berardo mantém o discurso altruísta: “Só quero ajudar o Benfica”, diz o Comendador. Já está a ajudar. Mas se quer ganhar dinheiro com a sua paixão terá de abrir os cordões à sua gorda bolsa.
Entretanto as acções do Benfica foram suspensas de negociação pela CMVM. A única entidade com verdadeiro poder para parar o Benfica!

Pavilhão chinês

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Profissão de futuro

(Mais) momentos Arcadianos

Enquanto o Público de hoje fala em noite memorável com Arcade Fire - Vítor Belanciano vai totalmente ao encontro do que o Nuno escreveu aqui ontem (só foi pena o jornalista do Público não ter chegado mais cedo para ver The Gift) – os vídeos daquela noite lá vão chegando ao Tube.
Os dois que aqui vos deixo são o fiel retrato animado do que ficou dito. Um bloco que pode ser muito mais festivo e um fogo arcadiano que arde, vê-se, sente-se…



quarta-feira, 4 de julho de 2007

No programa "Prazer dos Diabos", na SIC Mulher, o tema de conversa da lagartagem residente é a camisa rosa do Benfica.
É pena, era um programa que ajudava a pôr os neurónios de molho...

Nosso amor tão profundo

O Benfica é assim. Agita.
A escolha do cor-de-rosa para pintar o jersey alternativo é um golpe banal mas genial. Esta semana não se fala de outra coisa, apesar da noticia ser mais velha que a mulher da fava-rica. Confirmem aqui e aqui, por favor.
Até as almas mais insuspeitas, que não ligam patavina às coisas e loisas do mundo do esférico, não resistem a rir. Uns riem outros choram. Mas todos sentem. É o Benfica. Um catalisador de emoções.
É o Benfica. Deixa-o passar, deixa-o passar...



Entretanto, mais a Norte também há novos equipamentos para apresentar….

Momentos Arcadianos

Depois de um interregno de 3 anos lá voltei ao Super Bock Super Bock, puxado naturalmente pela maioria das bandas convidadas de ontem, sobretudo, naturalmente outra vez, os nossos (semi)homónimos Arcade Fire.
As condições do espectáculo melhoraram bastante, donde destaco o facto de haver bebidas e comidas até depois do espectáculo, ao contrário do que aconteceu na última vez em que lá estive, onde antes ainda da última banda actuar já não havia nada para beber.

Quanto ao concerto, não gostei dos Klaxons, vibrei com os The Gift, adorei e surpreendi-me com os The Magic Numbers em palco (foram de uma humildade, competência e sonoridade fantásticas - sobretudo a voz feminina Angela Gannon), os Bloc Party desiludiram-me um pouco, mais por não agarrarem o potencial musical que têm para um evento deste género. Com um reportório de músicas onde se poderiam fazer excelentes 'extensões' em palco (limitavam-se a tocar o som quase a papel químico dos álbuns e as músicas não duravam mais de 4 a 5 minutos), desiludiu-me esta minimização do real potencial. O facto de aludirem a uma ressaca e cansaço «emocional» (referiram que era o último concerto da sua tourné dos concertos de Verão) não é suficiente, sobretudo quando se exige profissionalismo a este tipo de «prestadores de serviços».
E, por último e o melhor, merecendo um parágrafo autónomo, Arcade Fire. Absolutamente titulares de outro patamar e talento musicais. O melhor concerto do 2.º Acto, em todas as dimensões. Valeu a pena este regresso.

Concluindo, elejo 3 bandas, ordenadas por ordem de preferência:

1. Arcade Fire
2. The Magic Numbers
3. The Gift

Fora de palco, outros Arcádia protagonizaram:-)







Bom, depois da foto seguinte, compreendemos que queiram apagar o Arcádia dos vossos favoritos!



Ele não é sempre as... glup.

Uma lição

José Augusto Seabra, que era pequeno de estatura física, foi ministro da Educação, pelo PSD. Decidiu um dia reservar um dos ascensores da 5 de Outubro ao seu exclusivo serviço. Numa das primeiras utilizações a solo foi surpreendido por um insólito cartaz afixado na parede frontal do dito: "Cuidado, não pisem o ministro." E o pavimento da cabina mostrou-lhe que o contestatário havia tido a temeridade de defecar ali mesmo. O autor foi identificado por funcionário zeloso. Mas Seabra recusou ouvir a delação e limitou-se a mandar limpar os estragos e devolver o sobe-e-desce ao uso colectivo.

Há liberdade?



Roubado daqui

terça-feira, 3 de julho de 2007

Médicos e terroristas

O juramento de Hipócrates não deve constar do Corão. Deve ser por isso que, volta e meia, há médicos muçulmanos envolvidos em acções terroristas, aproveitando-se de duas situações:
  1. Do prestígio social da sua profissão, como elemento descaracterizador do perfil de terrorista;
  2. Da sua condição económica, enquanto parte integrante da classe média alta, como elemento descaracterizador da situação de pobreza e desespero que normalmente acompanha a justificação dos terroristas.

Politiquice

E pronto. Começou o aproveitamento politiqueiro dos casos DREN+Saúde. Pretende a Oposição que o facto de alguém ser militante do PS significa automaticamente que:
  1. Não tem competência para exercer qualquer função pública;
  2. Só poderá ser nomeado em função da sua militância.

É pena. A questão de fundo não é a qualificação partidária dos intervenientes, mas, como já dissemos, a emergência "cogumélica" de bufos e controleiros, fruto (creio eu) de 500 anos de bufaria eclesiástica e que se impregnou como uma nódoa no tecido social português.

Isto não tem a ver com partidos. Tem que ver - isso sim - com o país.

O Tarrafal não é na União Europeia...

Na Docapesca, irritado com a directa por parte de um pescador, dizendo que a Europa «não trouxe nenhum benefício ao sector», o ministro Jaime Silva acabou por desabafar: «Se estão descontentes por que não saem da União Europeia?»
Antes que os caros leitores comecem a pensar coisas, sublinho desde já que o comentário foi feito antes de almoço.

Deixem voar o Mantorras

A TAP foi notificada «verbalmente» de que, juntamente com outras companhias aéreas europeias, terá suspensos os seus voos para Luanda, a confirmar-se a interdição da TAAG na União Europeia. (ver notícia no Diário Digital, já que na Lusa, serviço pago pelo erário público, tem de se pagar para ler as notícias).
Depois das cartas de condução, as companhias aéreas. Quase que aposto numa retirada estratégica por parte da União Europeia, ainda por cima quando se negoceia a cimeira com África... é que imagine-se que José Eduardo dos Santos vinha a Lisboa pela TAAG, o que fazer, se esta companhia continuasse interdita?
Note-se que eu não ponho em causa a decisão técnica de interditar a TAAG, mas - como em tudo na vida - às vezes tem de se engolir uns sapos...

segunda-feira, 2 de julho de 2007

Manu Chao

Aí está o novo single de Manu Chao, "Rainin in Paradize", cujo video clip foi realizado por Emir Kusturiça. O álbum sairá lá para Setembro.

No pasa nada


tomar nota

Logo depois da minha licenciatura em Direito com nota que me encorajava a prosseguir, formulei o projecto de requerer uma bolsa de estudo em Direito numa universidade italiana. Apresentei o projecto no Instituto de Altos Estudos, dei como testemunhas e abonadores os meus professores de Direito, entre eles o professor Paulo Cunha. A minha pretensão foi deferida e foi-me atribuída uma bolsa. Eu iria com a minha mulher para Itália, passaria lá alguns anos a estudar Direito e depois faria o doutoramento na faculdade. Eram estes os projectos no início da minha vida.
Como já disse, tinha relações muito afectuosas com o pai da minha mulher, professor Rodrigo de Sá Nogueira, que passava parte dos seus tempos livres no café A Brasileira do Chiado. Eu saía de casa para ir para o escritório na Rua do Ouro, entrava n´A Brasileira para o ver, tomava um café com ele e seguia o meu caminho. Um dia ele estava acompanhado de um sujeito grave, alto, cor de azeitona de Elvas, A conversa correu imediatamente para o lado da política. Disse, sem reservas, que uma evolução política era inevitável. Estava-se em 1946 ou 1947, e essa era a opinião de muita gente . Depois desta conversa a pessoa que falava com o meu sogro disse-me: “Mas então, se eu bem o compreendo, o senhor é da oposição”.
Eu respondi-lhe com a maior sinceridade e pureza: “ Não sou da oposição e eu até sou um admirador do dr. Salazar e do que ele tem feito por este país. Mas não sou estúpido. As condições políticas mudaram e portanto o comportamento político também deve mudar.” Ele comentou sombriamente: “Tomo nota…tomo nota”.
No dia seguinte fui prevenido de que o Ministério da Educação tinha reprovado e não autorizado a minha ida para Itália por me considerar desafecto ao regime. A pessoa que conversava com o meu sogro n´A Brasileira era o dr. J.M. secretário do ministro da Educação. Ele foi d´A Brasileira a correr para o ministério e disse ao ministro o perigo iminente que passava de deixar ir para Itália um adversário do regime como ele imaginava que eu era. O regime tinha assim aos eu serviço pessoas desta curteza de vistas. Por causa desse mau encontro não fui para Itália e não realizei o projecto de doutoramento.”
José Hermano Saraiva, in "Sol", mas sacado daqui